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Sindilegis doa cestas básicas aos lavadores de carros da Câmara dos Deputados

O sindicato distribuiu entre os trabalhadores 60 cestas básicas arrecadadas no projeto Salve o Som

Diante do momento em que vivemos, faz-se necessário exercitar a solidariedade e ajudar aqueles que mais precisam. O Sindilegis desde o início da pandemia entende a importância de realizar ações sociais e contribuir para oferecer uma vida mais digna ao próximo. Ações como arrecadação de alimentos, agasalhos e cobertores dão a tônica desse movimento. Dentro desse conjunto de ações, o sindicato entregou ontem (21/08), 60 cestas básicas aos trabalhadores que desempenham atividades nas imediações da Câmara dos Deputados, como lavadores de carro e vendedores de lanches.

As cestas básicas doadas foram arrecadadas pelo Projeto Salve o Som, live musical que, além de contribuir com os artistas da cidade, arrecadou mais de 20 toneladas de alimentos e de 5 mil máscaras de proteção distribuídas para instituições e pessoas carentes em todo o Distrito Federal. Entidades representativas de servidores, associações e empresas como ASA-CD, ASCADE, Legis Club Brasil, ASTCU, ASSEFE,  entre outras, se juntaram à corrente de solidariedade e fizeram parte dessa campanha.

“A palavra de ordem do Sindilegis é solidariedade. Essas doações representam um pouco do que acreditamos: no amor e na ajuda ao próximo” disse o presidente da entidade, Petrus Elesbão.

Com a pandemia e o teletrabalho, o fluxo de carros nos arredores da Casa reduziu drasticamente, o que gerou um impacto financeiro nas vidas dos lavadores de carros e dos vendedores ambulantes, que já vivem com dificuldades. Diante dessa realidade, o vice-presidente do Sindilegis, Paulo Cezar Alves, que também esteve presente na entrega, fez um pedido aos colegas da Câmara para que também contribuam. “Esses lavadores estão aqui há muitos anos, são conhecidos por todos e precisam de ajuda, sobretudo neste momento. Então, eu faço um apelo ao colegas: venham lavar os seus carros ou, se preferirem, façam um acordo para pagar agora e deixar lavagens de crédito. Ou doem o que puderem para ajudar”, pediu.

Há mais de 30 anos trabalhando como lavador de carros próximo ao Anexo 4 da Câmara dos Deputados, Carlos Alberto se orgulha em contar as histórias e relembrar todos as pessoas que já conheceu durante o tempo em que trabalha no mesmo local. Porém, o sorriso dá lugar a tristeza ao lembrar do momento delicado que atravessa com a diminuição na quantidade de carros. “A gente tem contas pra pagar, mas o que a gente ganhava diminuiu muito. Tá tudo muito difícil. Pra passar por isso a gente só pode contar com a ajuda das pessoas. Então, eu agradeço muito ao Sindilegis por essas cestas. Muito obrigado”.

Qualquer contribuição faz diferença a quem precisa. Mara Santos, que vende lanches na portaria do Anexo 4, agradeceu as doações feitas pelo Sindilegis e garantiu que o momento não é fácil, mas que contar com a ajuda de amigos torna-se menos difícil atravessar a dificuldade. “Eu só tenho que agradecer a ajuda do Sindilegis e dos amigos. Eu tenho fé que tudo isso vai passar”.

A administração da Câmara apoia ações como essa, que fortalecem a senso comunidade. O diretor-adjunto da Câmara, Mauro Limeira Barreto acompanhou a entrega das cestas e se dirigiu aos lavadores assistidos:  “Gostaria de agradecer essa ação tão valiosa do Sindilegis neste momento de tanta dificuldade para todos, sobretudo para vocês que dependem do movimento e que fazem parte do dia a dia dos servidores da Câmara. Muito obrigado ao Sindilegis”.

 

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Arraiá Legis: Sindilegis e Ascade ajudam entidade que protege mulheres vítimas de violência doméstica

Parte dos alimentos arrecadados durante a 10ª edição da festa junina foi doada ao projeto “Rede Sou mais Mulher” do Governo do Distrito Federal 

O 10º Arraiá Legis foi realizado no início do mês de junho, mas o sucesso da festa ainda reverbera em Brasília. Na tarde da última terça-feira (25), o Sindilegis e a Ascade doaram cerca de 400 kg de alimentos não-perecíveis ao projeto “Rede Sou Mais Mulher”, da Secretaria da Mulher do Governo do Distrito Federal.

A “Rede Sou Mais Mulher” foi instituída por meio do Decreto nº 39.705 e atende diversas entidades, como a Casa Abrigo, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa trabalha com foco no respeito à diversidade e o combate a todas as formas de discriminação. A diretora de Benefícios do Sindilegis e Assistência Social da Ascade, Fátima Mosqueira e o presidente da Ascade, Francisco Morais, receberam a Secretária da Mulher do DF, Éricka Filippelli para a entrega das doações.

Durante o encontro, Éricka destacou a importância de ações sociais solidárias. “As mulheres que estão na Casa Abrigo, que saem de lá para uma nova perspectiva, precisam muito desse apoio. Agradecemos imensamente a Ascade e ao Sindilegis por essa doação e contamos sempre com essas parcerias”, concluiu.

Fátima Mosqueira destaca que parte do sucesso do Arraiá Legis ao longo dos últimos 10 anos se dá porque o evento sempre levou em consideração o cunho social.  “Desde a primeira edição da festa junina, a organização tem se preocupado com a importância do evento para a comunidade brasiliense. Além de promover momentos únicos de confraternização, amizade e alegria entre os forrozeios do legislativo e a comunidade em geral, o Sindilegis e a Ascade também buscam ajudar o próximo realizando ações como essa”.

Sindilegis na defesa das mulheres

O Sindicato, representante das servidoras que trabalham na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no Tribunal de Contas da União, tem trabalhado fortemente no enfrentamento à violência doméstica. Em março deste ano, o Sindilegis lançou a campanha “Armas Contra o Machismo” no Congresso Nacional e no TCU, desconstruindo símbolos de objetos ligados ao universo feminino e afazeres domésticos, que, agora, se voltam para a luta contra a desigualdade salarial, os padrões de beleza, a violência doméstica e o feminicídio.

Em 2018, o Sindilegis foi premiado em 2018, pela Lisbon Awards Group, no Prêmio Lusófonos de Criatividade com a campanha “Florzinha é bom, mas direitos iguais é melhor!”, que chamava atenção ao fato do Dia das Mulheres serem voltados para mimos, mas ser uma data voltada para a luta de direitos e avanços.