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Jord Guedes e as Ritas

O Sarau Sindilegis 2023 recebe o show de Jord Guedes e As Ritas, um projeto artístico com atuação exclusiva de mulheres. Jord Guedes é cantora, compositora e instrumentista. A artista nasceu nos rincões calorosos e repletos de cultura do Ceará. Caririense, da cidade de Crato, a musicista já demonstrava um amor inato pela arte desde a tenra idade. Estará acompanhada da banda “As Ritas”, formada por instrumentistas de larga inserção no cenário musical cearense.

Para o show “Avistando Horizontes”, Jord, que ficará com os vocais e trompete, conta com Joyce Farias e Brenna Freire nas guitarras, Dândara Marques no baixo e Naiara Lopes na bateria. O espetáculo mescla canções autorais de Jord, algumas presentes no disco “Traços”, e outras publicadas como singles em plataformas digitais, e músicas do cancioneiro brasileiro que abordam questões relacionadas às lutas e conquistas das mulheres. O projeto artístico, de viés feminista, também conta em algumas versões com a oficina “Música Brasileira, Violência contra a Mulher e Empoderamento”.

Jord vem consolidando sua musicalidade no Ceará e em outros estados, como Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, tendo se apresentado também fora do Brasil, em uma turnê em Portugal, em 2016. O trabalho da artista tem sonoridades multifacetadas e transita pelos ritmos: samba, maracatu, pop, blues, e flamenco, conectando os elementos da cultura local e universal. A riqueza dos ritmos, a poesia das letras e o belo timbre vocal encantam corações não apenas em sua terra natal, mas também além das fronteiras.

Fique de olho na formação do grupo para o II Sarau Sindilegis:

Jord Guedes e As Ritas
Vocal e trompete – Jord Guedes
Guitarra- Joyce Farias
Teclado – Joana Lima
Baixo – Dândara Marquês
Bateria – Naiara Lopes

Confira o material das artistas a seguir.

Instagram de Jord Guedes: https://www.instagram.com/jordguedes.oficial/?igshid=MmIzYWVlNDQ5Yg%3D%3D

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7tlToBDZMxwp7A3DkoGhNf

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCKXzPtk8YCQ8OjrHdCdNtgQ

Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/10486097?utm_campaign=whatsapp-message&utm_source=user_sharing&utm_medium=mobile&utm_content=artist-10486097&deferredFl=1

Apple Music: https://music.apple.com/br/artist/jord-guedes/1120948457

O espetáculo Avistando Horizontes conta com músicas e textos de Jord Guedes , além de canções de largo alcance da MPB. Uma mistura de entretenimento, reflexão, denúncia e empoderamento feminino. Confira a seguir!

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Djair Pinho Alves

Pastor, sindicalista e técnico aposentado do TCU, ele também se dedicou ao ativismo social, fundando associações e participando ativamente de movimentos como o “Diretas Já” e a Assembleia Nacional Constituinte. Suas contribuições também se estenderam a projetos sociais focados em crianças vítimas de maus tratos, solidificando seu compromisso com transformações sociais significativas.

Enquanto escritor, seus trabalhos refletem suas preocupações com a sociedade, a política e o cristianismo. Seu livro mais recente, “Resgatado pela Fé em Cristo”, oferece um testemunho pessoal sobre sua jornada de superação e fé. Atualmente, ele atua como pastor-auxiliar em Campo Grande/MS e detém posições de liderança em várias associações e sindicatos.

Atualmente, ele atua como pastor-auxiliar na Igreja de Deus no Alto São Francisco em Campo Grande/MS, é vice-presidente da ABA – Associação Brasileira Assistencial e representante do Sindilegis no Mato Grosso do Sul. Recentemente, finalizou seu livro “Resgatado pela Fé em Cristo”, um relato pessoal que promete surpreender muitos, revelando desafios e superações de seu passado até sua profunda conexão com a fé.

Para ler o resumo do livro “Resgatado Pela Fé”, clique aqui.
Para ler a obra completa, clique aqui.

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Waleska Correia

Waleska Correia (também conhecida como W. Leska) é uma economista nascida em Fortaleza, Ceará. Sua trajetória multifacetada levou-a a desempenhar papéis significativos na indústria musical, trabalhando na Som Livre e na produção de festivais da Rede Globo. Posteriormente, destacou-se como designer gráfica, produzindo capas de CDs e diagramando publicações.

A virada de 2005 marcou um capítulo decisivo em sua trajetória. Decidindo dedicar-se de forma mais profunda às Artes Plásticas, W. Leska solidificou sua reputação com exposições como “70 Tons de Telas”, que teve a distinção de ser exibida simultaneamente em quatro locais proeminentes de Fortaleza. Outro marco foi a exposição coletiva “Quatro por Oito”, na qual ela colaborou com outros artistas, cada um trazendo sua interpretação única sobre a música. Seu envolvimento como membro fundadora da 4 Olhares Curadoria Artística apenas reforça sua dedicação e influência no cenário artístico brasileiro.

Dados de contato:

E-mail: [email protected]
WhatsApp: 85 9 9993 70 11 Oi 85 9 8862 40 45
Instagram: @wallcorreia / @brindesdawall

Para ler mais sobre as obras expostas, clique aqui.

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Sérvio Ramos Braga Filho

Sérvio Ramos Braga Filho, mais conhecido como Sérvio Filho, ou “Vitinho” para os amigos mais oróximos, é originário de Maceió, Alagoas. Vitinho nasceu em 11 de março de 1961. Pai de Vitor e Thaís, após se aposentar no TCU, encontrou no artesanato uma nova vocação. Dedicou-se à confecção de peças em couro, desenvolvendo itens como chapéus, bolsas e máscaras. Elevando ao nível de Arte, acessórios utilizados no cotidiano.

Paralelamente ao artesanato, Sérvio se revelou um apaixonado pelo universo do mamulengo. Sua colaboração com a Equipe do Mamulengo Jurubeba abriu caminho para que se aprofundasse nessa arte. Em virtude desse envolvimento, assumiu o ofício de bonequeiro, elaborando bonecos utilizando mulungu, machê e materiais recicláveis.

Dados de contato:

E-mail: [email protected]
Página no Recanto das Letras: https://www.recantodasletras.com.br/autores/jersonbrito
https://www.facebook.com/jerson.brito.56/
https://www.instagram.com/jersonbrito.pvh/

Confira alguns produtos do artista abaixo:

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Carmen Lucia

Desde muito jovem, Carmen Lucia foi atraída pelo universo das artes manuais, sentindo uma conexão especial com tecidos, agulhas e linhas. Sua jornada acadêmica e profissional a levou a obter formação em Publicidade e Propaganda, bem como em Design de Moda. Contudo, foi em agosto de 2018 que decidiu transformar essa paixão, anteriormente vista apenas como um passatempo, em algo mais formal e estruturado. Com isso, surgiu o Ateliê Carmen Machado, uma iniciativa empresarial não apenas centrada na estética e na originalidade, mas também fortemente pautada em princípios de sustentabilidade e consciência ambiental.

Seu compromisso com o meio ambiente é evidente em suas práticas artesanais: Carmen prioriza o uso de materiais eco-friendly, como tecidos 100% algodão, e incorpora resíduos da indústria têxtil, reinventando-os em intricados bordados que adornam suas criações. Esses bordados, além de proporcionar beleza e originalidade às peças, também se tornam uma janela para a cultura nordestina, retratada de maneira lúdica e única.

Dados de contatos:

E-mail: [email protected]

Whats App: (81) 99616-3531

Instagram: https://www.instagram.com/ateliecarmenmachado/

Facebook: https://www.facebook.com/ateliecarmenmachado

Portfólio: https://www.behance.net/gallery/177670571/Portifolio

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Roberto Lagrotta

Roberto Lagrotta nasceu no Barbalho, bairro localizado no Centro Histórico da Cidade da Bahia. Atualmente é servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) e filiado ao Sindilegis. Sua paixão pela literatura é percebida por todos que o conhecem, bem  como sua admiração por autores como Jorge Amado, Mario Vargas Llosa e Colleen McCullough. Lagrotta não apenas lê, mas também escreve, canalizando experiências pessoais e sonhos em suas narrativas.

Seus principais trabalhos são contos, embora afirme ter escrito apenas dois poemas em toda sua vida. O primeiro foi criado para celebrar o nascimento de seu filho, com uma temática infantil, enquanto o segundo, intitulado “Teorema do Amor”, foi dedicado a sua companheira Joselita. No Sarau Sindilegis de 2023, apresentou o conto “O Beijo Do Dois De Julho” e o já mencionado poema “Teorema do Amor”.

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Tariq Trindade Silva

Tariq, 29 anos, é Auditor Federal de Controle Externo e formado pela Universidade de Brasília. Desde a infância, destacava-se por sua inspiração, criatividade e bom humor. Ao entrar na adolescência, encontrou na poesia uma maneira de expressar e lidar com os tumultuados sentimentos dessa transição para a fase adulta. À medida que amadureceu e se ocupou com estudos e trabalho, sua paixão poética foi temporariamente deixada de lado, transformando o processo de envelhecimento em uma jornada menos animada.

Após algumas reviravoltas em sua vida, Tariq se encontrou profissionalmente ao se tornar Auditor. Paralelamente a esse novo capítulo, sua paixão pela poesia reacendeu. Ele se dedica não apenas a escrever, mas também a compartilhar suas criações com colegas, seja rimando ou prestando homenagens a pessoas e momentos especiais. Seu amor pela literatura é evidente, com especial apreço por autores e poetas consagrados como Fernando Pessoa, Cora Coralina, João Cabral de Melo Neto e Mano Brown. Seu trabalho poético pode ser explorado e apreciado através do link: https://tariqtsilva.medium.com/.

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Jerson Lima de Brito

Jerson Lima de Brito, 50 anos, é natural de Porto Velho/RO, onde reside. Graduado em Administração e Direito pela Fundação Universidade Federal de Rondônia. Sonetista, trovador e cordelista, é membro fundador da Academia Brasileira de Sonetistas (Abrasso), integrante do Fórum do Soneto e Delegado da União Brasileira de Trovadores (UBT) em Porto Velho. Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU.

Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas.

Participante de concursos literários desde 2018, possui dezenas de premiações, dentre as quais:

  • Vencedor do Prêmio Lilinha Fernandes (2019), concedido ao trovador mais premiado do ano;
  • Terceiro colocado (2020) no Prêmio Lilinha Fernandes;
  • Magnífico Trovador nos Jogos Florais de Nova Friburgo (gênero humorístico), título obtido em 2023;
  • 1º lugar em duas edições (2018 e 2019) do Festival Online de Poesia Cordel Improvisado;
  • 1º lugar no III Prêmio de Trovas, Poesia e Prosa Capistrano de Abreu/2020, categoria
  • Soneto;
  • 1º lugar no 11º Festival de Sonetos “Chave de Ouro” (2021);
  • 1º lugar no Concurso Literário Nacional “Professora Ambrosina Freitas Paiva” (2023), categoria Poesia;
  • 3º lugar nas edições de 2019, 2020 e 2021 do Concurso de Poesias Augusto dos Anjos, categoria Soneto;
  • 4º lugar (2020) e 2º lugar (2023) no Concurso Literário Foed Castro Chamma, categoria Soneto.

Dados de contato:

E-mail: [email protected]

Página no Recanto das Letras: https://www.recantodasletras.com.br/autores/jersonbrito

Para ler alguns de seus poemas, clique aqui.

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Marcos Valério Araújo

Marcos Valério Araújo, natural de Natal e residente em Campinas, carrega em sua bagagem uma rica formação acadêmica, com graduações em Administração e Direito. Diversificado em seus talentos, Marcos é escritor e compositor musical, tendo ao longo de sua trajetória publicado diversos livros e músicas. Mas, sua identidade artística se desdobra em vários pseudônimos, que se alteram conforme o gênero literário ou musical que aborda. Dentre suas obras destacam-se “Cordel dos Dedos”, “Para Glosar no Final”, “O Segredo dos Ciganos”, “A Montanha e o Grão de Areia” e “Mutretas e Futricas de um Processo Democrático”.

O autor não apenas é reconhecido por seu talento, mas também por seu caráter e seu amor à família. Pai de três filhos – Brysa, Rodrigo e Tainá – ele também se orgulha de ser avô de uma cadelinha chamada Melody. Além disso, seu comprometimento com o meio ambiente é evidente, uma vez que plantou inúmeras árvores ao longo de sua vida. Apaixonado pela cultura brasileira, Marcos tem uma afeição especial pelo Nordeste e, dentro dele, pelo cordel. Generoso, ele optou por renunciar aos direitos patrimoniais de sua obra “Cordel dos Dedos”, destinando-os às ações sociais do Rotary Club de Campinas.

Para ler o “Cordel dos Dedos”, clique aqui.

Para ler o 1º capítulo da obra, “A Montanha e o Grão de Areia”, clique aqui.

Para ler a obra de “Para glosar no final”, clique aqui.

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Nonato Freitas

Nonato Freitas, nascido no Ceará, é um jornalista, poeta e pesquisador que posteriormente se estabeleceu no Distrito Federal. Com formação em Letras e Literatura Portuguesa, também se pós-graduou em Literatura Brasileira pela Universidade Católica de Brasília. Durante sua trajetória, associou-se a José Américo de Almeida na composição do prefácio para a “Antologia Ilustrada dos Cantadores”, uma obra fundamental para estudos sobre a poética dos trovadores. Além disso, Freitas integra o Coletivo de Poetas, com o qual contribuiu para a criação de “Linguagens e Brasilidade”. Tem em seu repertório obras como “Costurando a Chuva” e “História da Cantoria – Os 300 Maiores Improvisos de Todos os Tempos”. Seu talento não se limita à escrita; ele também é coautor de um documentário produzido pela TV Senado chamado “O Homem que Viu Zé Limeira”.

Seu envolvimento com a literatura e a cultura brasileira é profundo. Nonato Freitas viveu em Teresina (PI) antes de fixar residência em Brasília. Seus esforços enquanto ensaísta, palestrante e membro ativo do Coletivo de Poetas ampliaram sua influência no cenário literário. Nonat, além de suas contribuições escritas, é reconhecido como o idealizador e coautor do documentário sobre Orlando Tejo, o autor do aclamado “Zé Limeira, Poeta do Absurdo”, transmitido pela TV Senado. Este trabalho gerou discussões sobre a possibilidade de Zé Limeira ser uma criação fictícia de Orlando Tejo.

NAU SEM RUMO

O meu soneto, amigo, não tem flores!
Não tem luar, estrela, e nem cantigas!
Não tem, sequer, o cheiro dos amores
que a gente guarda das paixões antigas!

Não tem rubis, cristais, e nem as cores
que a luz do sol despeja nas espigas!
Na trombeta do peito eu canto as dores!
No canteiro dos sonhos planto urtigas!

Nau sem destino, os mastros já quebrados!
Ante a tormenta, os sonhos naufragados,
Louco, sem rumo, pelo mundo a esmo…

Vivo carpindo os abissais caminhos.
Bebendo a taça desses falsos vinhos,
Virando o mundo em busca de mim mesmo!…

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Mulher preta
mulher branca
parda ruiva ou amarela
cor de jambo bronzeada
morena cor de canela
sendo mulher qualquer cor
combina sempre com ela!
Deus ao criar a mulher
não fez distinção de cor
preferiu tintas do Amor
sem precisar de aquarela!
Com divina sapiência
extraiu da Inteligência
toda luz, toda energia!
De um frasco azulvagalume
sorveu o doce perfume
que há na flor da Poesia!
De outro, toda a pureza,
todo o sol, toda a beleza,
que há na Sabedoria!
Untou tudo com os óleos
sagrados com muita estima,
sem cerimônia qualquer,
deu tudo isso à mulher,
a sua eterna obra-prima!!
(NF)

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Passarim é assim mesmo, Zé! Aliás, os bichos do mato, notadamente os bichos miúdos, são todos assim. É o borbulhar assombroso da geopoética, abundante na obra encantada de Guimarães Rosa.
Veja o exemplo das formigas.
Na casa da gente, para afastar o vazio e o amargo da vida, vivem a devorar os grãozinhos de açúcar que encontram pelo caminho.
Com isso, elas vão eliminando parte do veneno que o homem joga dentro de suas próprias casas.
No longe das matas, sítios e cerrados, sob a proteção da mãe natureza, essas criaturinhas de Deus vivem a espantar o tédio nas caminhadas que fazem pelas veredas solitárias da vida.
Você já reparou que as formigas gostam de conversar entre si?
Em sua faina diária, elas carregam sobre as costas pesadas lascas de lenha e às vezes toras de madeira que medem até dez vezes o tamanho da mais raquítica formiguinha!
Não sei se as formigas carregam dentro da alma, se é que formiga tem alma como nós, os fardos pesados que carregamos. Acho que não.
Esses fardos pesados que trazemos sobre os ombros são tatuagens malditas de nossos egoísmos. Ou estarei enganado?
Zé, ao contrário do bicho homem, formiga não esconde por detrás do riso os afiados caninos das hienas.
Não costumam também dar tapinhas fingidas nos ombros dos amigos e amigas.
Simplesmente porque as formigas repudiam simulação, coisa que entre nós humanos é arte.
Outro fato: as formigas não se deixam enganar pelos falsos guizos.
Elas trazem decorada na cabeça a trágica história de Fausto, o cara que vendeu a alma ao diabo em troca de toda sorte de regalias.
Fausto esqueceu que o poder é transitório, algo que tem a duração de um relâmpago. Quando menos se espera a fogueira da vaidade vira pó.
Dotadas de infinita sabedoria, as formigas farejam e adivinham a corrida velossíssima do tempo.
Rosa e Pinheiro vicejantes pela manhã.
Mas a tarde logo virá. Em seus braços de megera ela trará a outrora esplêndida rosa, agora esmaecida e murcha.
Tombado sob os golpes impiedosos do machado do tempo, o frondejante Pinheiro será apenas madeira para ataúde.

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O TREM DO BAÚ

o trem corria
O trem zunia…
Passava a ponte
passava o rio
passava a fonte
enquanto isso
nesta folia
Baú sorria
com alegria
subindo o monte!
Na sua alucinação
Baú queria subir pro céu
e pedir a Nosso Senhor
uma locomotiva azul!
Um trem de verdade!
Todo azul!…
Igual ao trem azul
que a RVC acabara
de botar na linha!!
O trem do Baú apitava
com uma imensa
tristeza,
a mesma tristeza que pingava
dos olhos moribundos
do finado Nascimento, assassinado a facadas
no calçadão da estação do trem…
Tac, tac, tac
piuí, piuí, piuí,
a Maria Fumaça
do Baú engolia
a comprida ponte
encarnada
de Quixeramobim
vomitando no breu da noite
toneladas de brasas
sobre o espelho das águas do Ibu,
que corria placidamente
lá embaixo…

O trem imaginário do Baú passava o tempo todo
pra cima e pra baixo!
Correndo desembestado
pela rua do Pau d”arco,
rua das Flores,
rua do Cisco,
rua da Lama,
e pelas empoeiradas ruas do Tabuleiro!
Numa noite de lua cheia
Baú partiu de mãos dadas com Neném Meu Bem,
a aluada Neném Meu Bem, o rosto
espiritado de ruje,
os lábios sangrando felicidade no Coty
barato comprado na feira
do sábado.
No desvario de Baú
e Neném
São Jorge
esperava por eles
sentado num tamborete dentro da lua cheia.
Tac, tac, tac,
piuí, piuí, piuí,
os dois parvos se enfiaram
linha afora no rumo do Quincoê.
Já iam além da curva do Julião
quando o expresso da meia-noite apontou
bufando no corte
do Serrote Preto.

O olho de fogo do trem bateu alucinado dentro
dos olhos ariados
de Neném e Baú.
PLUFF!
A pancada estremeceu
todo o vale do Quincoê.
Nos delírios finais
Baú e Neném Meu Bem
subiram os degraus da Lua Cheia e ali,
juntinhos ao cavalo branco
de Ogum,
entre foguetes e batuques de tamborins,
os dois receberam das mãos do santo guerreiro
o tão sonhado trem azul!…

No dia seguinte,
a manchete do jornal
estampava em letras garrafais:

“Casal de doidos esmagado
pelas rodas do Trem Azul”!

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As sombras da noite galopavam na vastidão do mar
no longe das águas
a nau catarineta bebia
pingos da lua cheia!
Ondas frenéticas subiam
no alto da torre
para salvar Ismália
do afogamento
em vão tentaram
um anjo esperto
chegou nas asas da ventania
e arrastou a moça para
além dos portais do céu
apenas seu corpo desceu ao mar
uma persistente neblina
caía nos
becos escuros do morro
o vento zunia na
palha do coqueiro
batuque de tamborins
velha canção
de Zé Keti
tanto riso
tanta alegria
mais de mil palhaços
no salão
trepado no dorso
de uma furtiva onda
O Aracati trazia na concha das mãos
labaredas de tentações
Arlequim arrancou a blusa molhada
que cobria de volúpia os seios tentadores de Colombina
e ali na alcova das dunas do Mucuripe
as duas almas em êxtase
ao sopro da brisa
ouvindo o piano das penedias
fizeram amor
até a barra do sol quebrar
nas brancas escumas
da quarta-feira de cinzas…
Num canto qualquer da praia,
o sal lambia as feridas de Pierrot!

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HIPOCRISIA

O beijo em Cristo, essência que destila
ódio e rancor — prazer da humanidade!
Funesto olhar, nos lábios de Dalila
sangrava amor no mel da falsidade…

Nas trevas do seu beijo, por maldade,
Judas traiu! E nós, com a mesma argila,
com o mesmo pó da falsa santidade,
beijamos Cristo na sedenta fila…

Mas ele, piedoso, lá de cima,
derrama graça às almas tão miúdas…
Pois o amor para Deus é obra-prima!

A humanidade? É mesmo um grande quisto…
Em cada um de nós habita um Judas!
O diabo em vida disfarçado em Cristo!…

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CONTRIÇÃO

Oh grande Deus, vos peço arrependido!
Aos vossos pés, a vossa piedade!
Da minha cruz vos faça reduzido
O peso milenar pela metade!

Ao menos isso, Senhor, por caridade!
Posto que há muito aqui eu hei sofrido!
Nas trevas abissais da iniquidade,
Eu vos confesso, Senhor, eu hei vivido!

Entre os bilhões de seres espalhados
Nas galáxias perdidas do universo,
Entre os gemidos e ais dos desgraçados,

Eu sou mais um vagando aqui perdido…
Eu vos rogo, Senhor, por meus pecados!
Que eu não seja por vós nunca esquecido!

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Klaus Henry Nogueira

Klauss Henry Nogueira trilha um caminho multifacetado que intersecciona a arte e o mundo acadêmico-profissional. Mesmo sem um contrato formal no universo artístico, sua paixão pela arte se reflete em cada aspecto de sua vida. Seus livros, “Cavalo preto”, “Camarote VIP” e “NÃO! Você não pode falar sobre Max Weber” estão disponíveis para compra e download no site da Amazon.

Paralelamente, sua formação acadêmica em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, concluída em 1997, pavimentou seu ingresso em instituições renomadas do Brasil. Atuou como servidor no Banco Central do Brasil, desempenhando funções como analista de administração e informática, e posteriormente na Receita Federal do Brasil como auditor fiscal. Atualmente, Klauss assumiu o cargo de auditor federal de controle externo no Tribunal de Contas da União, onde sua vasta experiência em auditoria pública, instrução processual e gestão de serviços de tecnologia da informação se tornou inestimável.

Para ver vídeos e conteúdo criado no instagram, clicando aqui.
Para ver obras à venda na Amazon, clique aqui.

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Trio Musical WEL

Conheça melhor os integrantes da banda a seguir.

Wilson Moreno, 57 anos, é servidor do TCU. É vocalista da banda Trilhos do Som com repertório de MPB, pop rock nacional e internacional. Atualmente é diretor de eventos da ASTCU e idealizador do Estúdio Cultural ASTCU na Associação dos Servidores do Tribunal de Contas da União. Para o Sarau Sindilegis, irá se apresentar com o Trio Musical WEL, com os colegas Elmitho e Lusinho.

Luis Carlos Alves dos Santos, 58 anos, é servidor do TCU há 37 anos. Músico percussionista (nome artístico Luisinho Alves). Já percorreu vários genéricos músicas, tais como, samba, pagode, axé, pop rock, forro, samba funk.
Participou das bandas Constituisamba, Circulô, Social Samba Rock, Don Funk, Medida Provisória, Bateria Furiosa do DF, Tamara e banda, Huguinho e Luisinho, Cassio e banda, etc. Atualmente atua nas bandas: Japonês no Samba (banda baile), Bloco Teteretê (samba rock, samba reggae), Xote do Asfalto e Xote da Terra (ambas de forró) e WEL (pop rock/forro). Colecionador de instrumentos de percussão, corda e sopro. Nas horas vagas, toma conta do netinho de 6 meses.

Elmitho Ferreira, 59 anos e servidor do TCU há 27. Participa das bandas Xote do Asfalto, Xote da Terra e WEL (pop rock/forró) com percussão e triângulo. Nas horas vagas, vive o seu personagem natural, o Papai Noel Mitho.