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Sindilegis Indica: confira a resenha do servidor Paulo Meira do livro “Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”

Textos sobre eleições, mobilidade urbana, emergência sanitária, novos comportamentos, agenda mundial e muito mais são temas que fizeram parte de um mosaico de reflexões do autor Mauri Cruz no livro “Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”, lançado em 2025.

Confira nesta edição do Sindilegis Indica a resenha do servidor aposentado do Senado Federal e professor do Instituto Legislativo Brasileiro, Paulo Meira, sobre a obra.

Resenha do livro “Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta” (Mauri Cruz) por Paulo Meira

Apresento aos filiados e simpatizantes do Sindilegis a obra “Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”, publicada pela Usideias Editora e lançada recentemente em Brasília, no dia 7 de agosto.

A obra é uma coletânea de mais de 100 artigos escritos por Mauri ao longo de uma década, entre 2012 a 2022 para o Jornal Sul21 e que, reunidos, iluminam de forma muito representativa – e crítica – esse período recente vivenciado pela sociedade brasileira.

A intenção do livro é contribuir para uma reflexão organizada que nos ajude a construir, coletivamente, saídas para um outro mundo possível, em coro ao lema do Fórum Social Mundial, em 2003. Pode-se dizer que a obra tem uma “pegada” societal, ou seja, tanto social quanto ambiental.

O livro está muito alinhado ao perfil da Editora Usideias, de ser elo na construção de uma sociedade economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente sustentável, na perspectiva do bem viver. A Usideias está presente em 12 estados brasileiros, tendo desde 1986 mais de 1 milhão e duzentas mil pessoas.

Meu desejo aos leitores é que, como escreveu Mauri Cruz em uma coluna do Jornal Sul21 em 2016, “Nada Será Como Antes”, após a leitura de uma obra tão necessária.

Conheça o autor

Mauri Cruz é Advogado socioambiental, especialista em Direitos Humanos, professor de pós-graduação em direito à cidade, mobilidade urbana e gestão de parcerias em políticas públicas.

Diretor Executivo do IDhES – Instituto de Direitos Humano, Econômicos e Sociais, membro do Conselho Diretor do Centro de Assessoria Multiprofissional – CAMP e da Diretoria Executiva da Abong – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais.

Foi consultor da União Européia no Projeto Urb-AL, membro da Comissão Nacional para a Conferência Rio+20 da ONU. Participou da elaboração do Plano de Desevolvimento Urbano das cidades de Porto Alegre/RS, Sapiranga/RS, Piracicaba/SP e de Recife/PE; atuou como Diretor Presidente do DETRAN/RS, como Diretor Presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e com Secretário Municipal dos Transportes de Porto Alegre.

Adquira a obra

O livro pode ser enviado pelos Correios para todo o Brasil. Interessados podem entrar em contato via WhatsApp: (71) 98258-4199 ou pelo instagram https://www.instagram.com/usideias.oficial/

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Sindilegis Indica: filiados apresentam resenhas do livro  “O avesso da pele” e do filme “Incêndios”

Em um compromisso com a difusão cultural dos servidores das três Casas, o Sindilegis divulga periodicamente resenhas enviadas pelos filiados de obras culturais de todas as formas, entre filmes, livros, discos, peças e muito mais. O projeto Sindilegis Indica estreou em 2024 e segue como um canal de disseminação do trabalho dos servidores para além do desempenhado na Câmara, no Senado e no TCU.

Nesta semana, confira as resenhas de Eliane Cruxên, aposentada do Senado, sobre o livro “O avesso da pele”, de Jeferson Tenório (2021); e de Vinicius Mendonça da Silva, auditor do TCU, que resenhou o filme “Incêndios” (2010), do diretor Denis Villeneuve.

Resenha do livro “O avesso da pele” (Jefferson Tenório) por Eliane Cruxên 

Dentre os melhores livros que li em 2024 (Cerimônia do Adeus, de Simone de Beauvoir, Em agosto nos vemos, de Garcia Marquez), O avesso da pele – vencedor do Jabuti de 2021 – foi o que mais me emocionou. Numa linguagem simples, quase erudita, a narrativa flui, leve, por vezes com intenso lirismo, para nos falar de relações humanas, afetos, violência contra mulheres e crianças, histórias de vidas cujo avesso não se restringe à dolorosa vivência do racismo.

No apartamento do pai, recentemente falecido, Pedro conversa com memórias e objetos, buscando preencher o vazio que marcou a relação deles em vida. Seu luto vai se fazer dessa construção de lembranças, para transformar o legado da ausência numa espécie de presença, dolorida, triste. Seu luto é também uma declaração de amor pelo pai. Como não pode morar no pensamento dele, como gostaria, vai recuperando importantes vivências, a principal sobre modos de perceber, sentir e viver o racismo. Criança, surpreendido pela pergunta do pai sobre sua cor, observou que os braços de ambos tinham quase a mesma cor, mas respondeu que não sabia. Era negro, disse o pai, e lhe deu uma aula sobre racismo.

Nos raros momentos de convivência, ao longo dos anos, o pai superou a timidez, a tristeza e a distância para deixar outros legados ao filho, ora acolhendo suas angústias e inseguranças afetivas, ora o advertindo para preservar o avesso: “aquilo que ninguém vê. Porque não demora muito e a cor da pele atravessa nosso corpo e determina nosso modo de estar no mundo. E por mais que sua vida seja medida pela cor, por mais que suas atitudes e modos de viver estejam sob esse domínio, você, de alguma forma, tem de preservar algo que não se encaixa nisso, entende? Pois entre músculos, órgãos e veias existe um lugar só seu, isolado e único. E é nesse lugar que estão todos os afetos. E são esses afetos que nos mantêm vivos”.

O professor que não consegue motivar os alunos com o belo poema José, de Drummond, descobre, tardiamente, na maneira de narrar Crime e Castigo, de  Dostoievski, um motivo para continuar ensinando.

E mais não digo. Recomendo!

Resenha do filme “Incêndios” (Denis Villeneuve) por Vinicius Mendonça da Silva

“A verdade vem à tona, mesmo sob os escombros do silêncio.”

Poucos filmes conseguem ser ao mesmo tempo tão devastadores e belos quanto Incêndios. Dirigido por Denis Villeneuve — antes de suas superproduções hollywoodianas — esse drama canadense nos conduz por uma jornada emocional e geográfica inesquecível. Não é um filme fácil, mas é impossível sair ileso.

A história gira em torno dos gêmeos Jeanne e Simon, que, após a morte da mãe, recebem instruções incomuns em seu testamento: entregar duas cartas — uma para o pai que julgavam morto e outra para um irmão que nem sabiam existir. Essa busca os leva ao Oriente Médio, num país fictício, mas claramente inspirado pelo Líbano em tempos de guerra civil. Aos poucos, eles descobrem quem realmente foi sua mãe, Nawal, e enfrentam verdades duras, daquelas que mudam a forma como se enxerga o mundo.

O roteiro é intrincado e engenhoso, revelando camadas do passado com precisão quase cirúrgica. Cada cena é um pedaço de um quebra-cabeça que só se encaixa por completo nos minutos finais — e o impacto da revelação é, sem exagero, de tirar o fôlego.

A atuação de Lubna Azabal como Nawal é um espetáculo à parte. Com poucos gestos e olhares, ela transmite o peso de uma vida marcada por escolhas extremas e traumas indizíveis. A direção de Villeneuve é contida, sensível e respeitosa, mesmo diante de cenas fortes. Nada ali é gratuito: tudo serve à história, à dor, à memória.

Sim, Incêndios é um filme pesado. Fala de guerra, intolerância, violência — mas também de resiliência, amor e dignidade. É daqueles que ficam na cabeça por dias e podem até te fazer repensar o que entende por “verdade” e “perdão”.

Se você gosta de cinema que provoca, que não subestima sua inteligência e que carrega força emocional genuína, essa é uma experiência obrigatória. Incêndios não é só um filme, é um testemunho. E, como todo testemunho forte, merece ser ouvido — ou, neste caso, assistido.

Participe!

Quer sua resenha publicada nos canais do Sindilegis? Envie em vídeo (até 1min30) ou em texto (até 1 página) para [email protected], com o assunto Sindilegis Indica + nome da obra. No corpo do e-mail: seu nome + sua Casa (Câmara, Senado ou TCU)

Todas as obras culturais são aceitas no projeto: filme, livro, disco, poema, ou qualquer outra de sua preferência. Vale tudo: do clássico ao alternativo, do consolidado ao desconhecido. 

Esperamos sua participação!

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Câmara lança livro sobre mudanças na legislação que trata de improbidade administrativa

Em um evento que atraiu a atenção do cenário jurídico nacional, a Câmara dos Deputados lançou, na terça-feira (25), o livro “Improbidade Administrativa: Reflexões à Luz da Lei 14.230/2021”. A obra, organizada por Marilene Carneiro Matos, Felipe Dalenogare Alves e Rafael Amorim de Amorim, consultor legislativo da Casa e filiado ao Sindilegis, já se destaca no debate sobre ética na gestão pública. O presidente do Sindicato, Alison Souza, participou da cerimônia de lançamento.

O evento, que contou com a presença de figuras importantes como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca, reforçou a relevância do tema, principalmente para agentes públicos no exercício de suas funções. Fonseca, autor do prefácio, destacou os desafios enfrentados pelo Brasil no combate à corrupção e à má gestão dos recursos públicos, práticas que a Lei de Improbidade Administrativa, alterada pela Lei 14.230/21, busca impedir.

O livro, que também conta com a participação de outros autores renomados como o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral Guilherme Pupe da Nóbrega, o advogado-geral da União substituto Flávio José Roman e o diretor do Instituto de Direito Administrativo do Distrito Federal, Antônio Rodrigo Machado, analisa em detalhes as mudanças na lei, que representam a maior alteração na norma desde sua criação em 1992.

Rafael Amorim de Amorim, consultor legislativo da Câmara e diretor jurídico da Associação dos Consultores Legislativos e de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados (Aslegis), colaborou com a construção da obra. “O livro é resultado de um trabalho maior, que começou com a realização de um seminário que a Casa promoveu em 2021”, explicou.

A obra examina os detalhes da improbidade administrativa, explicando a classificação dos atos ilegais, a exigência da intenção como elemento principal, as punições aplicáveis e o impacto dessas mudanças no controle externo e na responsabilização dos agentes públicos. Em uma análise aprofundada das novidades processuais, o livro explora a determinação das penas, a aplicação dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, e a complexa relação entre as diferentes áreas de responsabilidade. Uma leitura essencial para entender os detalhes da ética na gestão pública.

Para Felipe Dalenogare, professor de Direito Administrativo, Constitucional e Direitos Humanos, a união entre a academia e os órgãos públicos permite a criação de uma legislação mais forte, eficaz e alinhada às necessidades da sociedade: “É muito importante reunirmos estudos de profissionais e estudiosos do tema de diferentes áreas. Nesta obra, temos profissionais da advocacia privada, da advocacia pública, servidores públicos e estudiosos que analisaram a fundo as mudanças da reforma promovida pela Lei 14230/2021. É uma alegria muito grande levar ao público o estudo desses profissionais. Colaborar como um dos autores e organizadores desta obra é um prazer enorme”.

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Livro “Como não ser racista” do Sindilegis é um convite à reflexão e ao engajamento na luta antirracista

O Sindilegis, em parceria com os Comitês de Equidade do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União, apresenta o livro “Como não ser racista – Mesmo que você jure que não é”. A obra, escrita por Cristiane Sobral e ilustrada por Vanessa Ferreira (Preta Ilustra), com prefácio do cantor Toni Garrido e da advogada Fayda Belo, é um guia indispensável para quem busca aprofundar seus conhecimentos sobre racismo e aprender a combatê-lo em todas as suas formas.

O evento de lançamento aconteceu nesta terça-feira (10), durante a última edição de 2024 do “Papos que Transformam”, com o tema “Experiência e Vivências Negras em Movimento”, realizado no anfiteatro do Instituto Serzedello Corrêa. Ao final do evento, os participantes ganharam uma cópia do livro físico, que também pode ser baixado gratuitamente no site naosejaumracista.com.br. Na página, além de ler o livro completo, você poderá encontrar mais informações sobre o projeto e os autores

Acesse https:/naosejaumracista.com.br e baixe o livro gratuitamente

“Esse livro é mais uma ação do Sindilegis para promover a diversidade e a inclusão em nossos espaços de trabalho. Essa obra é o fruto de uma parceria com os Comitês de Pró-Equidade de Gênero e Raça do TCU e do Senado, e com esses grandes nomes da literatura e da cultura, vem ao encontro dos nossos objetivos de construir um ambiente mais justo para todos os nossos filiados”, refletiu Elisa Bruno, diretora de Comunicação do Sindilegis.

A iniciativa ganhou destaque na mídia nacional, com matérias publicadas em veículos de grande circulação, como TV Record, TV Cultura e a rádio CBN.

Prefácio por Toni Garrido

Toni Garrido, renomado cantor, compositor e ativista cultural, emprestou sua voz e seu prestígio ao prefaciar a obra “Como não ser racista”. Com entusiasmo, o artista, conhecido por sua trajetória marcada pela luta por justiça social, abraçou o convite para colaborar neste projeto. A voz de Toni Garrido, com sua forte identidade e compromisso com o antirracismo, ressoa em sintonia com os objetivos da obra.

A autora que materializou os escurecimentos necessários

Cristiane Sobral no lançamento do "Como Não Ser Racista" em 10 de dezembro de 2024/ Cristiano Eduardo/ ASCOM Sindilegis

Cristiane Sobral é uma multifacetada artista negra brasileira, com uma trajetória marcada pela luta por representatividade e pela valorização da cultura afrobrasileira. Além de atriz, é poeta, dramaturga e escritora, tendo iniciado sua carreira artística ainda jovem e se tornando a primeira atriz negra a se formar em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília. Sua obra literária, que aborda temas como racismo, gênero e identidade, destaca-se por sua força poética e pela capacidade de conectar com o público, especialmente com a juventude negra.

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Livro “A Lei que ensina a fazer Leis” é manual para legisladores brasileiros

O autor e servidor do Senado, Luis Fernando Pires Machado, tem trabalhado na formação de trabalhadores do Legislativo brasileiro e transformou conhecimento em uma rica publicação

O lugar não poderia ser melhor: foi na Biblioteca do Senado Federal que o servidor da Casa Luis Fernando Pires

Livro “A Lei que ensina a fazer Leis”, do autor Luis Fernando Pires Machado e da editora Superiores

Machado lançou seu livro “A Lei que ensina a fazer Leis”, na noite desta quarta-feira (13). Num evento com convidados especiais, amigos e admiradores, o autor e Doutor Honoris Causa recebeu o reconhecimento de anos de trabalho na formação de legisladores e oficialmente divulgou a publicação, que promete ser uma ajuda e tanto para os que exercem papeis técnicos em Casas Legislativas no Brasil.

Apoiado pelo Sindilegis, o evento contou com a presença do senador Dalírio Beber, que também escreveu o prefácio do livro. O senador aproveitou para falar da trajetória de Luis Fernando na busca por simplificar e, ao mesmo tempo, convencionar o processo de legislatura. E é exatamente isso que Luis Fernando Pires Machado disse querer alcançar ao “transformar práticas em um livro, obter uma linguagem simples, objetiva e precisa”.

Também estiveram presentes o servidor do Senado e presidente da Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas, Florian Madruga, e a também servidora da Casa e ex-secretária da Mesa, Claudia Lyra, que também ressaltaram a importância do autor para o trabalho do Legislativo e na contribuição de Casas Legislativas mais preparadas e acessíveis aos cidadãos.

Admiradores e amigos tiveram, ao final, a oportunidade de adquirir suas publicações com dedicatórias e compartilhar de um coquetel ao lado do autor.

É possível adquirir o livro contatando o autor diretamente. O pagamento pode ser feito via depósito bancário ou transferência, ao custo de R$ 59,90, inclusas as despesas postais. O contato pode ser feito pelo Whatssap – (61) 9 9138-1332 ou pelo e-mail: [email protected].

Clique aqui para ouvir a entrevista da Agência Senado feita com o autor, Luiz Fernando.