O amor nos tempos do cólera

#Ficaadica Leitura: O Amor nos Tempos do Cólera

 O clássico de Gabriel Garcia Márquez merece uma releitura em tempos de pandemia como o que estamos vivendo com a Covid-19

 

O tempo extra que o isolamento social proporciona para alguns de nós pode ser a oportunidade perfeita para revisitar, ou mesmo, finalmente conhecer clássicos da literatura mundial. Na sugestão de hoje da série #Ficaadica, #Ficaemcasa, o Sindilegis indica uma das obras mais conhecidas do século XX: O Amor nos Tempos do Cólera. O livro, escrito pelo colombiano Gabriel Garcia Márquez, foi lançado em 1985 e tratou de uma quase-fábula de amor que encontra seu maior obstáculo justamente durante uma pandemia.

A narrativa, que não segue uma ordem linear, nos traz diferentes fases da vida do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza, que nutre, desde muito jovem, uma paixão por Fermina Daza. Os dois passaram dois anos enviando cartas um ao outro, até Florentino decidir mandar uma carta com o pedido de casamento, mesmo sem nenhum contato físico e com o quase inexistente convívio. Mesmo com a resposta positiva de Fermina, o romance enfrentou a oposição do pai da moça, o Sr. Lorenzo, que ao descobrir os vestígios desse amor pueril, decide separar o casal fazendo com que sua filha se case com o doutor Juvenal Urbino, médico respeitado e bastante admirado na região por ser uma das únicas autoridades locais empenhadas na luta contra a proliferação da cólera, em epidemia na época.

Com o coração despedaçado, o apaixonado Fiorentino toca sua vida, mas sem nunca deixar de alimentar o amor que sente por Fermina. A partir daí, todos os seus esforços são em prol de reconquistá-la, até conseguir, finalmente, viver ao seu lado. A estória cobre 53 anos nas vidas dos protagonistas e é uma ode ao amor puro e sem limites.

Sobre o autor

O colombiano Gabriel José García Márquez, que nasceu na cidade de Aracataca em 6 de março de 1927, foi escritor, jornalista, editor, ativista e político. Considerado um dos autores mais importantes do século XX, é um dos escritores mais admirados e traduzidos no mundo, com mais de 40 milhões de livros vendidos em 36 idiomas. Em 1982, recebeu o Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra que, entre outros livros, inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Três anos depois escreveu “O Amor nos tempos do Cólera”. Gabo, como era chamado pelos fãs, foi o maior representante do que ficou conhecido como Realismo Mágico na literatura latino-americana e, mesmo depois de sua morte, em 2014, segue sendo um dos autores mais aclamados e queridos da literatura mundial.

 

O livro O Amor nos Tempos de Cólera está disponível para compra nas principais lojas virtuais, tanto em versão física, quanto na digital.

 

Tudo o que deixamos para trás

#Ficaadica Sindilegis: Na quarentena, livros!

 

Isolamento social pode significar oportunidade de colocar lista de leitura atrasada em dia

 

Com todo o país cumprindo um estado de quarentena, orientado pela Organização Mundial de Saúde em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as horas em casa podem parecer mais longas do que o habitual. Na impossibilidade de praticar atividades externas em nome da saúde coletiva, esse é o momento ideal para resgatar ou cultivar um novo hábito: a leitura! Atento a isso, o Sindilegis passa a publicar semanalmente em seus canais de comunicação dicas de livros para seus filiados. Vamos trazer sugestões de leituras de autores contemporâneos, premiados mundo afora. Chegou a hora de tirar a poeira dos livros que estão na estante ou mesmo encomendar novas obras pelos serviços de vendas online (que seguem atendendo ao público), como a Amazon, que disponibilizou mais de 50 mil títulos. Que a maratona literária comece!

Sobre abelhas e família

 

A primeira sugestão da série #ficaadica Sindilegis é “Tudo que deixamos para trás”, da escritora norueguesa Maja Lunde. A obra ganhou o prêmio de melhor livro de 2015 pela Associação de Livreiros da Noruega (Norwegian Booksellers’ Prize 2015), se tornando a primeira obra de uma estreante a ser laureada pela entidade.

A narrativa nos apresenta três personagens que nos conduzem por suas estórias, em primeira pessoa. Os acontecimentos são em lugares e períodos distintos: os anseios de William, um biólogo inglês, que enfrenta a depressão e os distanciamento da esposa e dos filhos, enquanto imagina como construir um novo tipo de colmeia. Já, George, um apicultor estadunidense, que luta para manter sua fazenda, espera que o filho único possa voltar da faculdade e ajudá-lo na recuperação dos negócios; e Tao, uma jovem que vive em um China futurista e trabalha em uma função vital para a humanidade, surgida após o desaparecimento das abelhas do planeta: o de polinização manual. Em suas poucas horas de descanso, ela cuida da educação do filho, sonhando que ele tenha um destino melhor que o seu.

Nessa obra distópica, de tons ecológicos, refletimos sobre os impactos que a humanidade causa à natureza, enquanto assistimos os dramas pessoais dessas personagens que, aparentemente, não têm nenhuma ligação. A força do livro está em contar estórias que nos trazem a delicadeza das relações, entre pais e filhos e com o planeta, e os sacrifícios que fazemos por nossas famílias.

Sobre a autora

Maja Lunde é autora e roteirista norueguesa. Nasceu e cresceu em Oslo, onde vive até hoje com seu marido e três filhos pequenos. Possui mestrado em Mídia e Comunicação pela Universidade de Oslo e escreveu aclamados livros infanto-juvenis. Maja também escreve roteiros para programas de televisão, incluindo o drama Hjem e a série de humor Side om Side, ambas com grande sucesso de audiência. “Tudo Que Deixamos Para Trás” é seu primeiro livro adulto e seus direitos já foram vendidos para mais de 25 países.