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Sindilegis protocola pedido de reposição salarial para os servidores

Na tarde desta quinta-feira (16), o Sindilegis protocolou ofício direcionado ao deputado federal e relator-geral do Orçamento, Hugo Leal, para solicitar a reposição salarial dos servidores públicos das Casas Legislativas e do Tribunal de Contas da União.

Os últimos planos de carreira de cada Casa levaram em consideração a inflação anterior a 2017. Portanto, não houve qualquer recomposição salarial posterior que compensasse a inflação do período de 2017 a 2021, de 26,27%.

Segundo Alison Souza, presidente do Sindilegis, o pedido é justo e necessário. Para ele, “as perdas são grandes. Além da inflação de quase 30%, em 2019 houve o aumento significativo das alíquotas previdenciárias, o que comprometeu ainda mais os salários”.

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Impasse sobre pagamento dos precatórios está no radar do Sindilegis

Sindicato acompanha desdobramentos do pagamento das dívidas judiciais da União em 2022 no valor de R$ 89,1 bilhões, que pode comprometer reajuste dos servidores

 

O pagamento dos precatórios – dívidas judiciais da União – está na pauta das discussões dos Três Poderes. O governo busca uma solução judicial para desatar o nó do pagamento dos precatórios em 2022, que somam R$ 89,1 bilhões. Nesta terça-feira (31), o Executivo enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022. Como ainda não resolveu o impasse para parcelar os precatórios, o governo incluiu no texto os quase R$ 90 bilhões de despesas previstos pelo Poder Judiciário.

 

Já o novo Bolsa Família – o Auxílio Brasil – foi estimado em R$ 34,7 bilhões, com meta de atendimento a 14,7 milhões de famílias. O teto de gastos, por sua vez, foi estimado em R$ 1,610 trilhão, respeitando os 8,35% de IPCA acumulado em 12 meses até junho, apontado pelo IBGE. O texto também estima insuficiência para cumprimento da regra de ouro de R$ 105,4 bilhões. Na prática, isso exigirá edição de pedidos de abertura de crédito extraordinário por parte do governo federal para não descumprir a norma fiscal. Nesse cenário, não há orçamento para o reajuste dos servidores, promessa anunciada pelo presidente Bolsonaro.

 

Uma das apostas do governo para solucionar esse impasse é a PEC 23/2021, que permite o parcelamento no pagamento de precatórios em dez anos e muda o índice de correção. Segundo o texto, os precatórios de valor superior a R$ 66 milhões poderão ser pagos em dez parcelas, sendo 15% à vista e o restante em parcelas anuais.

 

Outros precatórios poderão ser parcelados se a soma total das dívidas for superior a 2,6% da receita corrente líquida da União. Nesse caso, o critério será pelo parcelamento dos precatórios de maior valor.

 

Para especialistas, a proposta é inconstitucional. No entanto, na última segunda-feira (30), o relator da PEC, deputado Darci de Matos (PSD-SC), apresentou o parecer pela admissibilidade da matéria à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

 

Na avaliação do Sindilegis, a PEC deveria ser rejeitada por três razões: a quantidade de parcelas, uma vez que se prolonga o pagamento da dívida; os novos precatórios passariam a ser corrigidos pela taxa básica de juros, atualmente em 5,25% ao ano, de modo que os credores receberiam menos; e, por último, a regra de ouro poderia ser desrespeitada.

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defenderam ontem (30) outra solução por vias judiciais. Já nesta terça-feira (31), Pacheco e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux. Segundo Fux, o CNJ está à disposição e pode “chancelar uma solução para esse grave problema”.

 

Saiba mais

 

Precatórios são dívidas da União com pessoas físicas, jurídicas, estados e municípios reconhecidas em decisões judiciais transitadas em julgado, ou seja, definitivas, e que devem ser pagas pelo governo, com previsão anual no Orçamento.

 

Com a PEC 23/2021, o governo visa a compatibilizar essas despesas com o teto de gastos (regra que limita o crescimento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior).

 

A “regra de ouro”, prevista na Constituição Federal, é um mecanismo que proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes, como salários, benefícios de aposentadoria, contas de luz e outros custeios da máquina pública. O objetivo é evitar o aumento do débito público.

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Orçamento do Sindilegis para 2021 é aprovado por unanimidade pelos filiados

Sindicalizados se reuniram virtualmente para analisar e deliberar a previsão orçamentária anual

 

Durante assembleia geral extraordinária, realizada nesta quinta-feira (13), os filiados ao Sindilegis aprovaram, por unanimidade, o orçamento anual do Sindicato para 2021. O encontro foi realizado de forma virtual, em virtude da pandemia de coronavírus.

 

O presidente, Alison Souza, conduziu a apresentação da previsão orçamentária, que está dividida em três centros de custo:

 

– Defesa de interesses e direitos dos servidores, que representa 40% do orçamento. As despesas estão relacionadas com o salário dos funcionários dos núcleos de Comunicação, Articulação Política e Jurídico; pagamentos de advogados; produtos de comunicação; consultoria em assessoria parlamentar, entre outros;

 

– Benefícios para servidores, responsável por 32% dos custos, que incluem plano odontológico; consultoria jurídica voltada para causas particulares; Legis Club; salários dos colaboradores do Núcleo de Benefícios etc.;

 

– Custos operacionais internos, totalizando 28% do orçamento, que abrangem despesas administrativas, como energia, limpeza, manutenção e aluguel do prédio da sede do Sindicato 610 Sul.

 

“A maior parte dos nossos gastos é com articulação política e defesa jurídica dos interesses dos servidores. Isso demonstra bem o esforço que vem sendo feito aqui para que o dinheiro dos filiados seja utilizado na atividade fim do Sindilegis”, destacou Souza.

 

O presidente do Sindicato apresentou também a previsão orçamentária para a realização de eventos. O dirigente ressaltou que, em função da necessidade de distanciamento social, os tradicionais eventos organizados pelo Sindilegis devem ser virtuais.

 

Comitê de Ética – Souza informou aos filiados que o Sindilegis está trabalhando para a criação do Comitê de Ética. A previsão é que o colegiado seja criado até o fim do primeiro semestre.

 

Conlegis – O presidente do Sindicato destacou também a realização da próxima assembleia, na quinta-feira (20), às 10h30, para deliberar sobre a realização do Conlegis.

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Orçamento do Sindilegis para 2020 é aprovado por filiados

Redução de custos administrativos e aumento dos recursos para a defesa de direitos e a oferta de benefícios é a base da proposta aprovada

Em assembleia geral, realizada no último dia 28 de novembro, os filiados ao Sindilegis aprovaram, por unanimidade e na íntegra, a proposta orçamentária da instituição para 2020. A reunião foi realizada no auditório Arnaldo Prieto, do TCU.

O vice-presidente do Sindicato para o TCU, Alison Souza, conduziu a apresentação do orçamento. Em linhas gerais, destacou que as despesas previstas no orçamento podem ser classificadas da seguinte forma:

– 34,30% delas estão relacionadas à defesa de direitos e interesses dos servidores. Estes recursos são utilizados, basicamente, para as causas judiciais e para a atuação junto aos parlamentares em projetos de lei ou iniciativas que digam respeito aos servidores;

– 39,83% relacionadas à oferta de benefícios aos servidores. Entre os serviços oferecidos estão a oferta de clínicas odontológicas, advogados para causas pessoais, assessoria contábil, Legis Club, Programa +; e

– 25,87% delas relacionadas a custos administrativos internos, tais como aluguéis, energia e serviços de vigilância e limpeza.

Souza mencionou que os investimentos em tecnologia, entre eles o novo sistema financeiro, permitiu à Diretoria fazer ajustes na gestão do Sindilegis de forma a reduzir os custos administrativos e aumentar os valores alocados para as áreas de defesa e de benefícios. Como exemplo, citou a redução do quadro de funcionários de 61 para 35.

Ao finalizar sua apresentação, Souza reiterou que a Diretoria está focada em tornar o Sindilegis uma instituição cada vez mais transparente. Nesse sentido, apontou que já foram concedidos perfis aos membros do Conselho Fiscal que lhes garantem amplo acesso às informações do sistema financeiro, em tempo real, sem necessidade de solicitar ou formalizar pedido à Diretoria. “Estão em desenvolvimento funcionalidades que permitirão aos filiados acessarem estas informações”, explica.

O presidente, Petrus Elesbão, finalizou a assembleia, após amplo debate e participação dos filiados presentes, reafirmando o compromisso desta gestão em transformar o Sindilegis na instituição associativa mais moderna e atuante do Brasil. “Não vejo como este país se desenvolver sem a participação dos servidores que representamos. Eles possuem as capacidades necessárias para contribuir de forma significativa com o presente e o futuro do Brasil. Dessa forma, é o nosso papel fazer do Sindilegis uma instituição cada vez mais respeitada e transparente”.