Lula Marques/AGPT - 11/10/2017- Brasília- DF, Brasil- Plenário da câmara vazio na vespera do feriado.

PEC Emergencial: servidores, ativos e aposentados podem ficar sem aumento ou progressão por quinze anos

Caso a PEC 186/2019, votada no Senado Federal, seja aprovada sem alterações na Câmara dos Deputados, servidores podem ficar sem aumento salarial até 2036

Caso a PEC 186/19 seja aprovada na Câmara dos Deputados, os servidores públicos federais poderão ficar sem aumento ou progressão na carreira durante os próximos quinze anos. O art. 2º do texto aprovado pelos senadores, que prevê a alteração do art. 109 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, modifica o teto de gastos para que os gatilhos que vedam o aumento da despesa pública possam ser disparados se a despesa obrigatória ultrapassar 95% da receita orçada. Essa regra será aplicada para cada Poder ou órgão, separadamente. Esse mesmo artigo acrescenta a suspensão de progressão e promoção aos gatilhos criados pela Emenda Constitucional nº 95/2016 (teto de gastos).

Segundo algumas fontes consultadas pelo Sindilegis, baseados na regra atual, o teto de gastos global, incluindo órgãos dos três poderes, seria descumprido a partir de 2025, se nenhum acréscimo salarial, mesmo a mera reposição inflacionária, for concedido aos servidores. Em outras palavras, ao estabelecer uma regra ainda mais severa para o acionamento do gatilho de congelamento, a PEC 186/2019 agrava o que já era inaceitável.

Vale destacar que a estagnação salarial atinge igualmente a aposentados, pensionistas e servidores que estiverem nos padrões iniciais ou intermediários da carreira.  Os primeiros, aposentados e pensionistas, são atingidos pelo congelamento salarial e os últimos, servidores mais novos, pela introdução da regra que impede a progressão.

O Sindilegis realizou assembleia geral com os servidores no dia 11 de fevereiro sobre os efeitos da PEC, realizou reuniões de trabalho com diversos senadores e deputados e, também, elaborou seis emendas por intermédio dos senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e Fabiano Contarato (REDE-ES). Além disso, em parceria com mais de 250 entidades representativas de servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil, promoveu o Basta!, movimento a favor do auxílio emergencial e contra o pacote de ajustes fiscais e que reuniu milhares de pessoas e parlamentares.

A diretoria do Sindilegis entende e defende a urgência de o Congresso Nacional aprovar o auxílio emergencial frente às graves consequências econômicas decorrentes do agravamento da pandemia em todo o país. No entanto, considera uma chantagem a condição imposta pelo governo de somente pagar o auxílio mediante a adoção de um pacote de ajuste fiscal com foco nos salários dos servidores públicos, especialmente os federais. Nas palavras do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), “quando o Governo coloca que é necessário aprovar travas fiscais, regras restritivas, congelamento de salários, congelamento de progressão por tempo de serviço, e que sem isso não é possível pagar o auxílio emergencial, estamos diante de uma mentira. É possível fazer esse pagamento sem nenhum tipo de trava fiscal ou mudança, como se propõe no relatório”.

O senador Alessandro apresentou um requerimento para fatiar a votação da PEC. A ideia era viabilizar a aprovação do auxílio emergencial em plenário e encaminhar para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) as medidas de responsabilidade fiscal previstas no relatório do senador Márcio Bittar (MDB-AC). O destaque, no entanto, foi rejeitado por 49 votos a 25.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que a votação da PEC Emergencial faz parte de uma política desenfreada de tentativa de criminalização do serviço público. “Essa matéria, tirando o auxílio emergencial, não deveria ser discutida de forma açodada e em reuniões retalhadas. Não é esse tipo de solução que nós precisamos construir, como se os servidores fossem o câncer e o problema do país”, destacou. O parlamentar apoiou a proposta de fatiar a votação da PEC, priorizando a votação apenas do auxílio emergencial.

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, destaca que o trabalho de remover do texto a utilização da regra de ouro como parâmetro para o acionamento dos gatilhos foi exitoso. Seria pior do que a regra aprovada pelo Senado. Porém, a regra colocada no lugar continua a impor aos servidores todo o ônus pela péssima condução da política econômica e do combate ao coronavírus. “O ministro Paulo Guedes fracassou na condução da política econômica. Sobra grandiloquência e falta compreensão da realidade. Enquanto ele devaneia em promessas que nunca se cumprem, apegado a uma política fiscalista extremada e covarde para com os servidores públicos, as empresas quebram e os trabalhadores perdem renda e emprego. Como reconstruir o país sem empresas e renda? Queremos equilíbrio das contas públicas, mas isso não pode significar o desmonte do Estado”.

O Sindilegis ressalta a importância de os servidores públicos, ativos e aposentados, em início ou fim de carreira, se unirem em torno desta pauta. A Câmara dos Deputados deve votar a PEC 186/2019 nesta quarta-feira (10). Na terça, dia 9/3, às 11 horas, o Sindilegis terá reunião com os deputados federais do DF. Até o momento da votação, a diretoria do Sindicato e os representantes estaduais, em parceria com as entidades do Movimento Basta!, atuarão junto aos parlamentares dos seus respectivos estados.

(Foto: Lula Marques)

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Sindilegis apresenta emendas à PEC Emergencial 186 para impedir corte e congelamento de salários

Votação está prevista para esta quarta-feira (3) no Senado Federal

 

Em mais uma ação em defesa dos cidadãos e contra o desmonte do serviço público proposto pela PEC Emergencial (PEC 186/19), o Sindilegis apresentou seis emendas ao parecer do relator Márcio Bittar (MDB-AC), por meio dos senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e Fabiano Contarato (REDE-ES). A PEC 186 trará impactos nocivos aos servidores ativos, inativos e aposentados em curto, médio e longo prazo, como congelamento de salários e suspensão de progressões automáticas.

 

“Seis emendas à PEC apresentadas pelo Sindilegis foram avalizadas pelos senadores. Isso demonstra uma atuação política profícua junto aos parlamentares. O Sindicato cumpre com a missão de ter ações propositivas, de dar alternativas para a solução dos problemas”, destaca o presidente da entidade, Alison Souza.

 

O senador Weverton Rocha salientou na justificativa das emendas que elas são resultado de reuniões com o Sindicato para “aperfeiçoamento da proposição”.

 

A diretoria do Sindilegis entende que o momento pede aceleração do processo de vacinação, auxílio emergencial e medidas econômicas concretas para garantir o emprego e as empresas. Sobre eventuais fontes para custear essas medidas, entendem os diretores que há diversas outras formas de fazê-lo como, por exemplo, reduzir ou suspender incentivos fiscais ou mesmo tributar dividendos. Enquanto os norte-americanos “apelam aos seus ricos para colaborar com a crise e investem na proteção do setor produtivo, aqui roubam direitos dos trabalhadores e deixam os micro e pequenos empresários à própria sorte”, pontua Alison.

 

A votação da PEC está marcada para esta quarta-feira (3) no Plenário do Senado. Uma das mudanças é que a PEC prevê a retomada do auxílio emergencial. O relator deve retirar do texto o item que acaba com os pisos constitucionais para investimentos em saúde e educação.

 

Confira as emendas apresentadas:

 

1) LIMITAÇÃO TEMPORAL EM CONSEQUÊNCIA DO NÃO EQUILÍBRIO FISCAL

O parecer prevê o acionamento automático de gatilhos para congelar gastos, como salários e subsídios, quando a despesa obrigatória superar 95% do total, o que pode ocorrer em 2022, ou quando for decretado um novo estado de calamidade pública – neste caso, o congelamento seria feito durante e até dois anos após o fim do decreto. A emenda apresentada pelo Sindilegis propõe que o congelamento seja limitado a 12 meses.

 

2) EXCLUSÃO DE PENSIONISTAS DO LIMITE DE GASTOS

A PEC inclui os pensionistas no limite de despesas ao alterar o art. 169 da Constituição Federal. O art. 169 determina que ativos e inativos devem observar limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O Sindilegis defende que o artigo deve continuar como está e não incluir os pensionistas.

 

3)  SUSPENSÃO DE ISENÇÃO TRIBUTÁRIA PARA EMPRESAS COM FATURAMENTO ANUAL ACIMA DE R$ 12 MILHÕES

O Sindilegis defende que o Governo Federal suspenda as isenções tributárias que concede às grandes empresas, com faturamento acima de R$ 12 milhões.

 

4) SUSPENSÃO DA ISENÇÕES TRIBUTÁRIAS SOBRE LUCROS E DIVIDENDOS

O Sindicato propõe a suspensão de incentivos tributários, bem como isenções tributárias sobre lucros e dividendos durante a vigência do estado de calamidade.

 

5) EXCETUA CONGELAMENTO DAS PROGRESSÕES FUNCIONAIS

Nesta emenda, o Sindilegis propõe a suspensão da edição de atos que impliquem aumento de despesa de pessoal, incluindo os de empresas públicas e de sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, exceto aquelas que implicarem provimento de cargo ou emprego anteriormente ocupado por outro agente ou a progressão e a promoção funcional em carreira de agentes públicos previstas em lei.

 

6) AUTONOMIA PARA SERVIDORES DO LEGISLATIVO E TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

O Sindilegis apresentou emenda contra o art. 168-A que determinava aos poderes Legislativo e Judiciário o mesmo percentual de corte que o Executivo aplicar. Ou seja, a PEC desrespeita a autonomia dos poderes. A emenda apresentada pelo Sindicato garante autonomia para que os servidores do Legislativo e do TCU não tenham que se submeter ao Executivo.

 

(Foto: André Coelho / Agência O Globo)

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PEC 186 congela salários dos servidores ativos e aposentados pelos próximos dez anos, afirma presidente eleito do Sindilegis

Alerta foi feito por Alison Souza durante assembleia geral virtual sobre os impactos da PEC Emergencial; proposta está em análise no Senado

 

A Proposta de Emenda à Constituição 186/19, mais conhecida como PEC Emergencial, foi o assunto central da Assembleia Geral Extraordinária do Sindilegis realizada nessa quinta-feira (11). A reunião ocorreu por meio de reunião virtual e foi transmitida pelo YouTube do Sindicato, em razão da pandemia de Covid-19. A transmissão alcançou centenas de servidores e teve 617 acessos simultâneos. Reveja aqui.

 

O presidente eleito do Sindilegis, Alison Souza, apresentou os termos da PEC e os seus impactos aos servidores ativos, aposentados e pensionistas. A proposta, entre outros pontos, possibilita a redução salarial dos servidores dos três poderes e de jornada de trabalho em até 25%; a suspensão de progressões automáticas de carreira e de novos concursos; e o fim de reajustes salariais em caso de descumprimento da regra de ouro pelo governo. O dirigente manifestou preocupação com o atual cenário político, que se mostra favorável à aprovação da medida.

 

“Se a PEC 186 for aprovada como está, estima-se que não haverá aumento salarial pelos próximos dez anos. Nunca tivemos uma ameaça tão grande ao serviço público e ao cidadão desde a Constituição de 1988. É algo que nos preocupa muitíssimo. O retrocesso para o Estado brasileiro vai ser imenso. Precisamos impedir essa barbárie”, destacou.

 

Alison explicou que a proposta prevê a inclusão da regra de ouro como parâmetro para uso dos gatilhos de forma automática, quando houver descumprimento. “A PEC 186 é uma continuação da PEC do Teto de Gastos (Emenda Constitucional 95). A novidade é que agora esses gatilhos serão disparados não pelo descumprimento do teto de gastos, mas pelo descumprimento da regra de ouro – fato que vem ocorrendo sucessivamente desde o último ano de governo de Michel Temer”, pontuou.

 

A regra de ouro foi instituída pela Constituição Federal. O dispositivo determina que o governo não pode endividar-se para financiar gastos correntes (como a manutenção da máquina pública), apenas para despesas de capital (como investimento e amortização da dívida pública) ou para refinanciar a dívida pública.

 

Segundo Alison, o envolvimento dos servidores e da sociedade é essencial neste momento. “Precisamos que todos se engajem nesta luta, estejam atentos, procurem os parlamentares que conhecerem, nos apoiem, nos ajudem, estejam presentes nas assembleias. Precisamos de um movimento contundente em relação às PECs 186 e 32”, destacou ao completar que a PEC da Reforma Administrativa (PEC 32/20) – que está em análise na Câmara dos Deputados – será tema de outra assembleia geral.

 

O presidente do Sindicato, Petrus Elesbão, também convocou os filiados a se unirem neste movimento contra a PEC 186. “Vamos dar as mãos. Somente assim poderemos fazer frente e tentar modificar essa proposta nesta nova batalha que iremos enfrentar”, afirmou.

 

Diretor de Integração Regional do Sindilegis, Evaldo Araújo, destacou a importância da assembleia para o debate e a aproximação dos servidores: “Uma das nossas estratégias é a atuação parlamentar. Isso abre um espaço para que a nossa categoria atue no Congresso. Precisamos resgatar a nossa unidade e a nossa mobilização. Essa PEC desmonta o serviço público brasileiro. Nós temos que mostrar para a população que esse desmonte atinge principalmente os mais necessitados”.

 

Atuação do Sindilegis – Em resposta a um questionamento enviado pelo chat ao vivo, Alison enumerou as estratégias do Sindicato contra a PEC 186. “Agora é partir para o tudo ou nada para sensibilizar os parlamentares, a imprensa e a opinião pública. Nos próximos dias o Sindicato vai concluir um estudo técnico a respeito da PEC 186. Com ele, percorreremos os gabinetes de todos os senadores e deputados para mostrar o risco que a PEC representa para o Estado brasileiro, visto que o clima no Congresso é totalmente pró-aprovação”, declarou.

 

A assembleia contou com a participação do presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil), deputado professor Israel Batista (PV-DF). O congressista apontou os desafios de sensibilizar os deputados e abrir o debate para participar de todas as discussões: “Estamos em um momento crítico no Congresso Nacional, que exige uma mobilização muito forte dos servidores públicos. A junção da PEC Emergencial com a PEC da Reforma Administrativa traz prejuízos enormes aos servidores públicos”, enfatizou.

 

A PEC atinge os aposentados e pensionistas? Essa foi outra dúvida recorrente entre os servidores que acompanharam a assembleia. Alison esclareceu que a redução de 25% só se aplica aos servidores da ativa porque prevê a redução da jornada de trabalho, mas o congelamento salarial atinge a todos. “Os aposentados podem ficar até 10 anos sem aumento salarial”, alertou.

 

Reunião com entidades – Antes da assembleia, Alison e Petrus participaram de uma reunião com entidades representativas dos servidores da Câmara, do Senado e do TCU. “O discurso foi unânime: vamos nos unir porque a ameaça é maior do que todos nós individualmente”, ressaltou Alison.

 

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Sindilegis realiza assembleia geral pelo YouTube nesta quinta-feira sobre impactos da PEC Emergencial

Proposta possibilita a redução de salários dos servidores dos três poderes em até 25%, a suspensão de progressões automáticas e reajustes salariais

O Sindilegis convoca os filiados a participarem de Assembleia Geral Extraordinária nesta quinta-feira (11), das 10h30 às 12h. Em virtude da pandemia de COVID-19, a Assembleia ocorrerá por meio de reunião virtual no canal do Sindilegis no YouTube. Na ocasião, serão apresentados os termos da PEC 186/19, mais conhecida como PEC Emergencial, que, entre outros pontos, possibilita a redução salarial dos servidores dos três poderes em até 25% e a suspensão de progressões automáticas e reajustes salariais em caso de descumprimento da Regra de Ouro pelo Governo, fato que vem ocorrendo sucessivamente desde o último ano de governo do presidente Michel Temer. Os filiados poderão participar ao vivo por meio do chat no YouTube.

Mais informações sobre a PEC 186/19 estão disponíveis aqui.

Confira na íntegra o edital de convocação assinado pelo presidente Petrus Elesbão aqui.

Participe!

SERVIÇO

Assembleia Geral Extraordinária
Tema: Apresentação da PEC 186/19 e atuação do Sindilegis
Data: 11/02
Horário: 10h30 às 12h
Local: Reunião virtual no canal do Sindilegis no YouTube (Endereço eletrônico: https://www.youtube.com/sindicatosindilegis)

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“Basta!”: Nesta terça-feira, ato virtual marca início da campanha contra PECs 186 e 32 e por priorização de pauta positiva

Objetivo do evento é contestar os termos da PECs 186/19 e 32/20 e defender a priorização, pelo Congresso Nacional, de pauta em defesa da vida e da economia

O movimento “Basta!” convoca entidades e população para protestar junto a parlamentares convidados contra os termos da PEC Emergencial (PEC 186/19) e da PEC da Reforma Administrativa (PEC 32/20). As mais de 300 entidades do movimento entendem que o momento pede a priorização de pautas em defesa da vida e da economia. O ato virtual, transmitido via Zoom e Youtube, será realizado nesta terça-feira (2), às 13h, horas antes da leitura do parecer da PEC 186 no plenário do Senado Federal. A votação da proposta de emenda à Constituição está prevista para quarta-feira (3).

Os milhões de servidores públicos federais, estaduais e municipais também defenderão, neste ato, a priorização de uma pauta positiva pelo Congresso Nacional. O foco deve ser a votação de proposições legislativas que tenham por objetivo, por exemplo, acelerar a vacinação contra a COVID-19, garantir o auxílio emergencial, proteger empregos e empreendedores, principalmente as pequenas e médias empresas, aprovar a reforma tributária e redesenhar o pacto federativo.

As entidades estão reunidas, desde o início de fevereiro, costurando estratégias e discutindo sugestões de emendas às propostas. O ato público de 2 de março será o marco de uma campanha em defesa do serviço público. Entendem as entidades que neste momento e nos próximos anos, tendo em vista a crise econômica e a perda de renda dos brasileiros, aumentará significativamente a demanda da sociedade por serviços públicos, sobretudo na área de educação e saúde. Tanto a PEC 186 quanto a PEC 32 trazem propostas que, caso aprovadas, significarão o desmonte do serviço público e o aumento da corrupção, em prejuízo direto aos cidadãos.

SERVIÇO

Ato público contra as PECs 186 e 32

📆Data: 2 de março de 2021

⏰Horário: a partir das 13h

🔗Link Youtube: http://bit.ly/CanalMovimentoBasta

🔗Link Zoom: http://bit.ly/atocontraPEC186

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Sindilegis participará de audiência na CCJ do Senado sobre as PECs Emergencial e do Pacto Federativo

Senador Weverton Rocha (PDT/MA) requereu a presença do Sindilegis para audiência com o objetivo de instruir as duas PECs

O vice-presidente do Sindilegis, Alison Souza, foi convidado para participar, em nome do Sindilegis, de audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal sobre as PECs 186/19 e 188/19, também chamadas de PEC Emergencial e PEC do Pacto Federativo, respectivamente. Essas duas Propostas de Emenda à Constituição podem trazer impactos muito negativos para os servidores e empregados públicos.

Entre as medidas previstas na PEC 186, por exemplo, está a autorização para que poderes e órgãos da União promovam a redução temporária, em até 25% na jornada e nos salários, dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração pública direta, autárquicas e fundacional, em duas hipóteses:

  1. descumprimento dos limites de gasto com pessoal, fixado em lei complementar; e
  2. descumprimento do teto de gastos. A PEC institui que os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão adotar os mecanismos de estabilização e ajuste fiscal toda vez que a relação entre despesas correntes e receitas correntes superar 95%, mantendo tais restrições enquanto remanescer a situação.

Ainda sem data prevista para a realização, a audiência foi requerida pelo senador Weverton Rocha (PDT/MA). Além do Sindilegis, também foram convidados o presidente da Associação Nacional de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Pedro Pontual, e o coordenador-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário e MPU, Fabiano dos Santos.

O senador alegou no requerimento: “Para o processo de discussão das referidas PECs, é imprescindível a análise de estudos e levantamentos, bem como a consulta a especialistas acerca de seus impactos concretos nos diversos serviços públicos com os quais a população brasileira conta hoje. A participação dos convidados nesta audiência, portanto, promete ser frutífera e contribuir para qualificação do debate em questão”.

O vice-presidente do Sindilegis, Alison Souza, diz que essa é uma oportunidade de expor argumentos e preocupações em favor do serviço público brasileiro: “Agradecemos ao Senador pelo convite, pois sabemos que há um sério risco de descontinuidade na oferta de serviços públicos essenciais ao cidadão. Defendemos contas públicas equilibradas, mas não podemos aceitar que isso seja feito sempre às custas dos mais pobres e dos trabalhadores.”.

Veja aqui o requerimento do senador.

Café com Política 2020.03.11z

Café com Política Sindilegis debate reforma administrativa e PEC Emergencial

Os impactos da reforma administrativa e da PEC Emergencial (PEC 186/19) para o serviço público e para a sociedade foram o tema da 4ª edição do Café com Política, realizado nesta quarta-feira, 11/03. O debate, promovido pelo Sindilegis, teve como palestrantes o economista e ex-banqueiro Eduardo Moreira e o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado Felipe Salto. A discussão foi mediada pela jornalista e colunista do Correio Braziliense Vera Batista.

Felipe Salto alertou para a necessidade de adotar medidas urgentes a fim de reverter o quadro atual de fragilidade das contas públicas. Na avaliação do mestre em Administração Pública, a PEC Emergencial, que tramita no Senado, deve trazer o maior efeito fiscal para o controle de gastos. “A dívida pública encerrou o ano passado em 75,8% do PIB. O déficit nominal é muito elevado. É preciso adotar medidas emergenciais para controlar o gasto obrigatório. É urgente que o país recupere a capacidade de investimento”, ressaltou.

Eduardo Moreira criticou a demonização do serviço público e dos servidores. “O servidor é visto como uma personificação do Estado que é ineficiente, perdulário e ruim. E como a ele é atribuído um gasto de R$ 700 bilhões, o governo fala em ‘cortar esse gasto’. Só que isso significa invalidar um legado. O governo comete um erro crasso ao não saber se comunicar e aumentar a incerteza das pessoas em relação ao futuro. O servidor público representa uma oferta de serviços dos quais se tem carência no país”, completou. O economista defende que os cortes devem ocorrer onde há ineficiência e o foco deve ser o aumento de produtividade do serviço público.

Vera Batista pontuou que a contenção de gastos proposta pela reforma administrativa e pela PEC 186 pode retirar direitos dos servidores. “A retirada de direitos vai minando o serviço público, tirando a atratividade do setor e quem vai pagar por isso depois é a população que não vai ter acesso ao serviço”, avaliou a jornalista.

Presente no evento, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) criticou as propostas de reestruturação do Estado apresentadas pelo governo federal. “É preciso ficarmos atentos ao ímpeto reformista do governo que apresenta soluções de gaveta, construídas a partir de um modelo de pensamento ideológico. O debate da reforma não pode ser feito de maneira incorreta, preconceituosa e baseada em falsas premissas. Essa discussão precisa ser feita com a opinião pública”, apontou.

O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, elogiou a realização do debate para desmistificar o discurso equivocado da reforma do Estado. “Iniciativas como o Café com Política elevam a qualidade do debate no espaço público de temas relevantes para o futuro do país. O inchaço da máquina e a ineficiência do serviço público são algumas das falácias na discussão da reforma administrativa.”

O servidor da Câmara dos Deputados há 21 anos, Paulo Felipe Scherer, elogiou a qualidade do debate. “É muito importante colocar os dois lados, o pró e o contra, e são duas pessoas com a capacitação necessária para tratar do assunto. É isso que falta para que as reformas tenham mais credibilidade e o debate seja mais amplo e justo”, disse.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, destacou que o evento foi idealizado para discutir assuntos relevantes para a sociedade. “O Café com Política foi criado para debatermos os temas que repercutem no nosso dia a dia e impactam na vida dos cidadãos”, afirmou ao lembrar que a última edição do fórum abordou as consequências do machismo. “Hoje existe uma pobreza de espaços e fóruns para discutir os diversos temas de interesse do país e o sindicato dá a sua contribuição com o Café com Política”, acrescentou o vice-presidente da entidade para o TCU, Alison Souza.

CDH Senado 11.02.2020 Alison

Sindilegis no Senado: Governo está gerindo planilhas, não um País

Em audiência publicada realizada pela CDH, vice-presidente do Sindilegis alertou que a política econômica adotada pelo Governo é ultrapassada e fracassou em outros países

A política econômica adotada pelo ministro Paulo Guedes é radical e ultrapassada. As palavras são do vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Alison Souza, proferidas durante audiência pública sobre a reforma administrativa realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, nesta terça-feira (11). Na ocasião, as PECs 186, 187 e 188 também foram objeto de discussão. “É um pensamento econômico que teve seu auge há pelo menos três décadas, não cumpriu o que prometeu em termos de crescimento econômico e já foi rejeitado em países como Chile e Estados Unidos. Estamos importando um projeto já abandonado”, disse Alison à senadora Zenaide Maia, que presidia a sessão convocada pelo senador Paulo Paim. Assista na íntegra clicando aqui.

Representando o Sindilegis no debate, ele defendeu que o radicalismo e agressividade de algumas autoridades, como o ministro Paulo Guedes, que usou o termo “parasita” para se referir aos servidores na última semana (nota pública), esconde, na realidade, a falta de projetos para o País. “Quando não há planos e políticas públicas bem estruturados, discutem-se números. A política econômica do Governo se resume a gerir planilhas e fazer contas de chegada. Precisamos de uma política que leve em consideração a necessidade das pessoas. Guedes diz que pensa no futuro dos brasileiros, mas como isso é possível cortando o salário de professores, médicos e policiais?”, questionou o vice-presidente do Sindicato ao destacar como a reforma administrativa e PECs como a 186/19 podem impactar negativamente a vida da população.

Alison destacou ainda que os servidores têm compromisso com o desenvolvimento do País e não são contra um estado com contas equilibradas e um serviço público eficiente: “Ao contrário do que apregoa o Governo, queremos um estado com capacidade de investir, gerar empregos, criar e manter boas políticas públicas. Se existe alguém com conhecimento e capacidade para ajudar o Brasil a se desenvolver, são os servidores”.

Em sua fala na CDH, o dirigente do Sindilegis destacou, com pesar, a estratégia do Governo de colocar a população contra os servidores e evidenciou como o discurso do ministro Paulo Guedes é incoerente. “Na TV o ministro anuncia a necessidade de ajuste fiscal, mas na prática, deixou para 2026 a redução dos incentivos fiscais, que segundo relatório da OCDE não geraram efeitos positivos sobre o investimento ou a produtividade. O ministro só fala grosso com o trabalhador”, denunciou Alison, ao lado da diretoria do Sindilegis, também representada na comissão pelos diretores Paulo Zarranz, Magda Tavares, Fátima Mosqueira, Marcos Reis e Olavo Ribeiro.

Representação contra Paulo Guedes no Conselho de Ética

Após a audiência na CDH, a diretoria do Sindilegis e os membros do Fonacate caminharam até o Palácio do Planalto para protocolar uma denúncia na Comissão de Ética da Presidência da República contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, pelos insultos feitos aos servidores. No documento, as entidades requerem a instauração de inquérito para apuração de violações do ministro ao Código de Conduta da Alta Administração Pública e ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

“(…) um discurso que compare servidores públicos a parasitas não tem nenhum contexto justificável, a fortiori quando emanado do Ministro de Estado de pasta central do funcionalismo público brasileiro”, afirma o documento. Clique aqui para ler a denúncia na íntegra.

 

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Atenção: Sua carreira está ameaçada. É hora de agir!

Atenção: Sua carreira está ameaçada. É hora de agir!

Veja as principais mudanças para os servidores que vão ocorrer com a promulgação das PECs 186/2019, 438/2018 e 188/2019

– Redução de até ¼ do salário

– Fim de reajustes salariais ou de qualquer gratificação

– Proibição de concurso público e reposição de pessoal

– Fim dos planos de carreira e progressões funcionais

– Medidas automáticas sem aprovação do Legislativo

– Análise das contas públicas com efeito retroativo antes da promulgação da PEC

Acompanhe as ações do Sindilegis e de outras entidades para combater a precarização do serviço público! Sua participação será fundamental nessa luta.