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“Diálogo com servidores é um compromisso do meu mandato”, afirma Paulo Roque, candidato à Câmara dos Deputados

Em mais um episódio da série especial Café com Política – Edição Eleições, o candidato ouvido nessa quinta-feira (1°) foi Paulo Roque (Novo-DF), que disputa uma vaga de deputado federal. Segundo ele, caso eleito, seu mandato na Câmara será pautado pela ética, transparência e conexão com a realidade do cidadão.

Durante a entrevista ao projeto idealizado pelo Sindilegis e Sindjus-DF, o candidato afirmou que pretende estabelecer um diálogo com os servidores públicos. De acordo com Paulo Roque, temas como a recomposição salarial e a PEC 32/20, que propõe uma reforma administrativa, farão parte das mesas de conversas. “Não estarei na Câmara para perseguir os servidores. Eu assumo o compromisso de dialogar com os servidores e serei o canal de vocês. Eu quero os servidores comigo”, disse. “Eu sou a favor de um Estado eficiente, que assegure a estabilidade dos servidores, que realize uma avaliação de desempenho séria e garanta melhores entregas para a população”, completou.

Roque defendeu também a valorização dos servidores efetivos e a diminuição dos cargos comissionados na Casa Legislativa. “Os políticos não devem fazer parte da gestão, eles não devem estar ali para indicarem pessoas para satisfazerem seus interesses políticos. Eu não concordo com gabinetes cheios de assessores. Se eu for eleito, pretendo trabalhar com as assessorias técnicas da Câmara, que são compostas por servidores concursados. O quadro técnico da Casa é muito qualificado. Isso valoriza o servidor público”, defendeu.

Assista à entrevista completa aqui.

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição é realizada em parceira com o Sindjus – que representa servidores do Judiciário e MPU no DF.

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Candidato a deputado federal, Rollemberg promete diálogo permanente com servidores públicos

Nessa sexta-feira (19), o Café com Política – Edição Especial Eleições recebeu o candidato a deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). Ex-governador do Distrito Federal, o candidato disse que pretende estabelecer um diálogo constante com as entidades que representam os servidores públicos caso seja eleito para a Câmara dos Deputados.

“Eu me comprometo a ser um instrumento de diálogo permanente com os servidores públicos para viabilizar a abertura de uma mesa de negociação para as propostas que afetam o serviço público”, afirmou. “Vou procurar sempre ouvir. A capacidade de ouvir, de moderação, de articulação é fundamental no Congresso Nacional”, completou.

Umas das pautas mais caras para os servidores, a reforma administrativa proposta pela PEC 32/20 também foi assunto do encontro. “Eu e o meu partido somos contrários à essa reforma, que pune o servidor. Eu defendo um amplo diálogo para a construção de uma proposta que aperfeiçoe o serviço público”, pontuou.

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição é realizada em parceira com o Sindjus – que representa servidores do Judiciário e MPU no DF – e a Anafe – a associação dos advogados públicos.

Assista à entrevista aqui.

Mobilização-contra-PEC 32-Sindilegis

Entidades endurecem posicionamento contra PEC 32 em mobilizações constantes

Manifestações ocorrerão de forma permanente no Aeroporto de Brasília e na entrada do Anexo II da Câmara dos Deputados; campanha também será realizada nos estados

União, mobilização e vigília permanente. São essas as armas que o Sindilegis e centenas de entidades representativas decidiram empunhar, nas próximas semanas, para combater a tramitação da PEC 32/20, também conhecida como Reforma Administrativa ou PEC da Rachadinha.

Pela manhã, nesta terça-feira (28), o Sindicato preparou novamente uma recepção calorosa para os parlamentares no Aeroporto de Brasília. Centenas de manifestantes de entidades de todo o país formaram, novamente, um corredor com faixas, bateria e caixas de som para dizer aos deputados que os servidores não aceitarão a legalização da “rachadinha”! Houve registros de manifestações em pelo menos sete aeroportos nesta terça-feira (28).

Paralelamente, entre os anexos II e IV da Câmara, os deputados foram recepcionados por um caminhão de LED do Sindilegis e Sindjus-DF denunciando a farsa da PEC da Rachadinha! “Senhor deputado, eu vou te eleger pra desempregado” era uma das frases de efeito que podia ser ouvida.

No período vespertino, as entidades marcharam para frente do Anexo II da Câmara e marcaram posicionamento contra a PEC 32/20 empunhando megafones, faixas e palavras de ordem. Parlamentares como Rogério Correia (PT-MG) e Alice Portugal (PCdoB-BA) foram alguns dos deputados que estiveram presentes na manifestação.

Malefícios da PEC 32/20

A proposta, que se encontra prestes a ser votada em qualquer momento no plenário da Câmara dos Deputados, traz uma série de mecanismos que serão fatais para o serviço público, como redução da jornada de trabalho e remuneração; contratação irrestrita de terceirizados e temporários; possibilidade de exoneração caso o cargo se torne obsoleto; ausência de ampla defesa e contraditório no procedimento de avaliação de desempenho, abrindo brecha para perseguição política; entre outros

Destaque na mídia

A atuação do Sindilegis para impedir a aprovação da PEC 32/2020 foi destaque na mídia nesta terça-feira (28). A manifestação no Aeroporto de Brasília para recepcionar os parlamentares e pressioná-los a votar contra a PEC da Rachadinha foi veiculada no Correio Braziliense. Outra ação, realizada pelo Sindilegis e Sindjus-DF, que também chamou a atenção da grande mídia, foram as faixas com frases contrárias a PEC 32/2020 espalhadas por pontos estratégicos da Esplanada dos Ministérios, na quadra residencial dos deputados e na saída do Aeroporto JK.

Veja as matérias na íntegra: https://bit.ly/3uk6QUG e https://bit.ly/39KqzDJmini

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Conheça os principais pontos do novo relatório da reforma administrativa

Substitutivo à PEC 32 traz avanços, mas há pontos preocupantes como a possibilidade de contratações temporárias irrestritas por meio de processos simplificados

O relatório da reforma administrativa (PEC 32/20), de autoria do deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), foi apresentado na quarta-feira (1º) à comissão especial que analisa o tema. O substitutivo à PEC 32 trouxe alguns avanços, entre eles, a estabilidade para todos os servidores, inclusive os novos. Na proposta original do Poder Executivo, apenas as carreiras típicas de Estado manteriam a estabilidade. Contudo, o parecer ainda carece de ajustes.

Uma das preocupações do Sindilegis é que a PEC prevê a contratação de servidores por prazo determinado e mediante processos seletivos simplificados. “A possibilidade de contratações temporárias irrestritas por meio de um processo seletivo mais flexível que os concursos públicos é preocupante. Houve avanços importantes, mas a proposta ainda traz grandes riscos ao serviço público brasileiro. Portanto, a nossa mobilização contra a PEC continua”, declarou o presidente do Sindilegis, Alison Souza.

Outro ponto que merece atenção é com relação à redução de 25% da jornada de trabalho para o exercício de cargos públicos que não sejam exclusivos de Estado, com corte proporcional da remuneração. Na avaliação do Sindicato, tal regra causa insegurança jurídica quanto à verba alimentar mensal do servidor, necessária para o sustento de sua família, além de ser inconstitucional, pois ofende o direito individual do servidor à irredutibilidade de vencimentos, previsto no art. 37, XV, da Constituição Federal, o qual é cláusula pétrea e, portanto, não pode ser alterado nem mesmo por meio de emenda constitucional, conforme já reconheceu o Supremo Tribunal Federal (Temas de Repercussão Geral nºs 24, 41 e 514).

A equipe de Articulação Política do Sindicato está estudando artigo por artigo do relatório e pretende sugerir ajustes à redação no que for preciso, além de buscar intensificar o diálogo com os integrantes da comissão especial.

A previsão é que a proposta seja votada entre os dias 14 e 16 de setembro no colegiado. Até lá, o relator pode modificar o texto.

Confira os principais pontos do parecer:

• O substitutivo mantém a estabilidade de servidores públicos, inclusive os novos;

• Admite o desligamento de servidores estáveis que ocupam cargos desnecessários ou obsoletos. Nesse caso, o servidor receberá pagamento de indenização. No entanto, a hipótese não será aplicada a servidores que foram admitidos antes da publicação da emenda constitucional;

• Exclui a possibilidade de vínculo de experiência como etapa de concursos públicos;

• Acaba com vantagens para detentores de mandatos eletivos e ocupantes de outros cargos;

• No caso de redução de jornada, com respectiva redução de salário, os servidores e empregados públicos admitidos até a data de publicação da emenda poderão optar pela jornada reduzida ou pela jornada máxima estabelecida para o cargo ou emprego;

• O relator ampliou a possibilidade de contratação de servidores públicos por “prazo determinado”, que são escolhidos por um processo seletivo simplificado, mais flexível que os concursos públicos. Eles teriam estabilidade e os mesmos direitos dos demais servidores, mas não ficariam com vínculo permanente com o Estado e, após o fim do prazo (proposto em dez anos), teriam o contrato encerrado. O parecer estabelece que os contratos temporários em vigor na data de promulgação da PEC terão a duração limitada a quatro anos – se o prazo para o fim já fosse menor, ficará valendo a data do contrato;

• O relator manteve texto da proposta original que anula a concessão de estabilidade no emprego ou de proteção contra a despedida para empregados de empresas públicas, sociedades de economia mista e das subsidiárias dessas empresas e sociedades por meio de negociação, coletiva ou individual, ou de ato normativo que não seja aplicável aos trabalhadores da iniciativa privada;

• O parecer traz regras específicas para avaliação de desempenho de servidores. A avaliação periódica será realizada de forma contínua e com a participação do avaliado. O objetivo é aferir a contribuição do desempenho individual do servidor para o alcance dos resultados institucionais do seu órgão ou entidade e possibilitar a valorização e o reconhecimento dos servidores que tenham desempenho superior ao considerado satisfatório. O resultado poderá ser usado para fins de promoção ou progressão na carreira, de nomeação para cargos em comissão e de designação para funções de confiança; e

• O substitutivo define as atividades de cargos exclusivos de Estado, que no texto original eram chamados de cargos típicos. Segundo o relatório, são funções finalísticas e diretamente afetas à segurança pública, à representação diplomática, à inteligência de Estado, à gestão governamental, à advocacia pública, à defensoria pública, à elaboração orçamentária, ao processo judicial e legislativo, à atuação institucional do Ministério Público, à manutenção da ordem tributária e financeira ou ao exercício de atividades de regulação, de fiscalização e de controle.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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Sindilegis analisa parecer da reforma administrativa; texto será lido nesta quarta-feira (1º) na comissão especial

Presidente, Alison Souza, e vice-presidente Paulo Cezar Alves acompanharam coletiva de imprensa sobre principais pontos do texto

O Sindilegis acompanhou nesta terça-feira (31) a coletiva de imprensa sobre o relatório da PEC 32/20 com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o relator da Reforma Administrativa, Arthur Maia (DEM-BA), e o presidente da Comissão Especial da PEC 32, Fernando Monteiro (PP-PE), no Salão Verde da Casa. Foram apresentados os principais pontos do texto, que será lido amanhã, 1º de setembro, às 9h30, no âmbito da Comissão Especial.

 

O presidente da Câmara garantiu que nenhum direito adquirido dos servidores atuais será retirado. Segundo ele, a previsão é de que o parecer seja votado nos dias 14 e 15 de setembro, se não houver obstrução.

 

Já o relator da PEC 32 afirmou que o texto manterá a estabilidade de todos os servidores públicos. Arthur Maia enfatizou que outros direitos estão sendo integralmente respeitados. O relator explicou que a avaliação de desempenho será desenvolvida integralmente em Lei Complementar: será feita no âmbito de uma plataforma digital (gov.br); terá que ter a presença da avaliação do usuário do serviço público; e haverá um prazo dilatado para a avaliação.

 

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, e o vice-presidente Paulo Cezar Alves estiveram no Salão Verde. Para Souza, em uma análise preliminar, houve um avanço significativo na proposta. “O ponto principal é a garantia da estabilidade: o servidor só perderia o cargo por insuficiência de desempenho”, observou.

 

A equipe de Articulação Política do Sindilegis irá estudar o conteúdo e trará seu parecer na maior brevidade possível.

 

Confira aqui a íntegra da coletiva de imprensa: https://www.youtube.com/watch?v=iIYwaZTQpYI

 

 

 

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Em seminário sobre impactos da PEC 32, presidente do Sindilegis alerta para falta de embasamento técnico da proposta

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou, na última sexta-feira (13), do Seminário “Os Impactos da Reforma Administrativa na População do DF”, na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Souza foi o mediador da mesa com o tema “O serviço público e a PEC 32”.

O presidente do Sindicato destacou a importância do debate sobre a proposta que trará impactos para toda a sociedade brasileira. Segundo Souza, apesar do argumento do governo federal de que a aprovação da PEC tornará o serviço público mais eficiente, faltam dados que justifiquem o impacto da Reforma Administrativa. “A propaganda do governo é uma, mas quando se lê o texto, há um divórcio daquilo que se anuncia à população. E tudo isso sem nenhum estudo de impacto que justifique as propostas que ali estão colocadas. Falta embasamento técnico”, ponderou.

O encontro foi organizado pela Frente Parlamentar Servir Brasil e Frente Distrital em Defesa do Serviço Público e contra a Reforma Administrativa (PEC 32/20).

Participaram da mesa redonda Vicente Fialkoski, membro da Diretoria Nacional Executiva do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central; Lademir Rocha, presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais; Fernanda Fritoli, presidente da Reforma Administrativa do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo; e Roberto Muniz, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais da Carreira de Gestão, Planejamento e Infraestrutura em Ciência e Tecnologia.

Para assistir os debates do seminário, acesse aqui: https://youtu.be/VIAkm3O3J3g

 

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Presidente do Sindilegis agradece apoio da CNBB na luta contra PEC 32

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, se reuniu virtualmente, nesta quarta-feira (11), com integrantes da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para agradecer o apoio da entidade contra a PEC 32/20, mais conhecida como Reforma Administrativa. No último dia 29 de julho, a Comissão emitiu uma nota em que afirma que a PEC precarizará ainda mais os serviços públicos e as condições de trabalho da maioria dos servidores.

Para Alison Souza, “é de fundamental importância uma instituição como a CNBB unir forças ao Sindilegis e demais entidades representativas de servidores e da iniciativa privada na luta contra a PEC 32”.

“Essa PEC, na lógica neoliberal do governo atual, na realidade tornará o Estado menos eficiente, sobretudo em seu papel de promover bem-estar e justiça social”, diz trecho da nota assinada pelo bispo Dom José Valdeci Santos Mendes. Além de Dom José Valdeci, o encontro virtual contou com a participação de Dom Reginaldo Andrietta e Frei Dotto.

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Em audiência na comissão especial da PEC 32/20, presidente do Sindilegis defende estabilidade para todos os servidores ocupantes de cargos efetivos

Para Alison Souza, criação do vínculo de experiência de dois anos como condição para a estabilidade fere princípio da impessoalidade

 

As condições para a aquisição da estabilidade no serviço público foram desta vez o foco do debate na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 32/20. Nesta quarta-feira (14), o presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou do debate e criticou as mudanças previstas na PEC para os futuros servidores. A proposta, conforme ressaltou Souza, restringe a estabilidade apenas aos servidores que vierem a ocupar cargos de carreira classificada como típica de Estado, e cria mais uma etapa ao concurso público denominada “vínculo de experiência”.

De acordo com o texto da PEC, a aquisição da estabilidade se daria após dois anos de vínculo de experiência e mais um de efetivo exercício. O presidente do Sindicato disse ver a medida com extrema preocupação. “Isso cria uma situação esdrúxula em que o servidor está nomeado, mas ao mesmo tempo continua participando de um concurso público”. Segundo ele, essa medida concede poder excessivo aos gestores sobre os resultados de concursos e quebra o princípio da impessoalidade. Ainda de acordo com Souza, a proposta abre espaço para perseguições políticas e atos de corrupção. “A verdade é que o vínculo de experiência deixa o candidato na mão do seu avaliador e isso pode criar um conflito de interesses prejudicial à população e aos cofres públicos”, acrescentou.

Alison Souza também ponderou que a proposta da PEC de restringir a estabilidade aos ocupantes de cargos típicos de Estado é um equívoco. Citando o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, que classifica o Brasil na 94ª posição, o presidente ponderou o risco que representa permitir a exoneração de servidores efetivos por mera lei ordinária de qualquer dos entes da Federação.

Para o Sindilegis, categorizar carreiras prejudicará os servidores públicos, seja por reforçar percepções equivocadas da sociedade sobre privilégios, seja por enfraquecer carreiras não classificadas como típicas de Estado, expondo-as a manipulações políticas. De toda a forma, a diretoria do Sindilegis acompanhará de perto os debates sobre eventual lei complementar que venha, no futuro, a definir o conceito e as carreiras classificadas como típicas de Estado.

Por fim, o presidente do Sindilegis reiterou repúdio à PEC 32: “O texto original da PEC, é, sem meias palavras, o marco regulatório da corrupção no país”, declarou.

FGTS

Sindilegis defende emenda à PEC 32 para garantir direito de servidores comissionados ao FGTS

Garantir o benefício do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a todos os servidores comissionados dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Esse é o objetivo da emenda de autoria do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) à PEC 32/20, que conta com o apoio do Sindilegis. A proposição visa corrigir uma distorção: os trabalhadores que ocupam cargos de livre nomeação e exoneração não possuem qualquer direito na legislação trabalhista. A emenda foi apresentada à Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC.

 

O diretor de Comissionados do Sindilegis, Narciso Mori Junior, explica que a medida busca fazer justiça aos servidores. “Esses trabalhadores desempenham um papel de grande relevância dentro dos órgãos públicos, mas não possuem estabilidade profissional alguma e, em caso de uma eventual demissão, ficam totalmente desamparados. É uma medida justa para que as pessoas que ocupam cargos de confiança tenham direitos trabalhistas básicos e não estejam submetidos a uma insegurança jurídica”, afirmou.

 

De acordo com a emenda, a Administração Pública fará depósitos em contas do FGTS a todos os cargos comissionados, Secretários Parlamentares e ocupantes dos Cargos de Natureza Especial existentes nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, de acordo com a legislação vigente. “Estamos falando em justiça para com trabalhadores que sequer tem o direito de ao final de seu período laboral receber qualquer valor para sua subsistência após anos de trabalho em função pública”, justifica Alexandre Frota.

 

Assegurar esse direito aos servidores comissionados é uma luta antiga do Sindilegis. Em 2017, o Sindicato oficiou o Senado Federal e a Câmara dos Deputados com a finalidade de implementar o FGTS para a categoria. Os pedidos foram embasados no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo o qual o empregado que ocupa cargo comissionado tem direito ao depósito do FGTS, não podendo o ente público negar a aplicação da legislação trabalhista.

 

O Sindilegis também atuou nas discussões da PEC 53/07 e defende a aprovação da proposta, que garante ao servidor de cargo em comissão direito a aviso prévio, seguro desemprego, FGTS, entre outros benefícios. A proposição recebeu parecer favorável da comissão especial e aguarda inclusão na pauta do plenário da Câmara desde 2015.

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Emenda Global para substituir o texto original da PEC 32 alcança 180 assinaturas na Comissão Especial

Texto foi construído pelo Sindilegis e diversas entidades representativas de servidores pertencentes ao Fonacate

 

Mais um passo importante para buscar aprimorar a PEC 32/20, a chamada Reforma Administrativa, foi dado nesta quarta-feira (7). A Emenda Global Substitutiva, elaborada em coautoria pelas entidades do Fonacate, do qual faz parte o Sindilegis, e pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público – Servir Brasil, nas pessoas dos deputados André Figueiredo (PDT-CE) e Professor Israel Batista (PV-DF), secretário geral e presidente, respectivamente, alcançou o número de 180 assinaturas válidas de apoiamento dos parlamentares. O número mínimo necessário para propor esse tipo de modificação é de 171 rubricas.

 

A emenda pretende modificar pontos polêmicos da PEC 32, conforme foi apresentado pelos diretores do Sindilegis durante a assembleia geral realizada no último dia 24 de junho. Na ocasião, o presidente do Sindicato, Alison Souza, apresentou aos filiados as propostas de mudança que tem levado aos deputados da Comissão Especial da Câmara como forma de proteger os atuais e futuros servidores públicos.

 

Para Souza, o resultado é mais uma demonstração de união de forças e trabalho. “Precisamos, a todo o custo, impedir que regras constitucionais sejam alteradas para aumentar o apadrinhamento e flexibilizar a estabilidade. A Emenda Global Substitutiva corrige distorções graves e estamos felizes de ter conseguido obter as assinaturas necessárias. Foi fruto de muito esforço”.

 

Veja as principais mudanças propostas na Emenda Global Substitutiva:

 

1) impede que pessoas detentoras de cargos em comissão possam exercer funções técnicas nos órgãos;

2) garante a estabilidade para todos os servidores;

3) acaba com o vínculo de experiência como requisito para ingresso no serviço público;

4) impede a concessão de superpoderes ao Poder Executivo para alterar carreiras e órgãos por mero decreto; e

5) impede que os atuais servidores sejam atingidos pela PEC 32.

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Mobilização contra PEC 32 reúne servidores de diferentes carreiras

A manifestação, que começou com uma carreta, reuniu cerca de 500 carros e mais de 20 entidades de diversos estados

O sol forte não foi empecilho para os servidores públicos que se reuniram, na tarde desta quarta-feira (23), para protestar contra a tramitação da PEC 32/20, mais conhecida como PEC da Rachadinha ou Reforma Administrativa. A manifestação, organizada pela União dos Policiais do Brasil (UPB), teve início no Estacionamento do estádio Mané Garrincha e seguiu, em carreata, até a esplanada dos Ministérios. O Presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou do ato e reforçou o posicionamento do Sindicato contra essa Proposta de Emenda à Constituição.

“A PEC 32 não traz qualquer melhoria para o serviço público, aumenta a ingerência política e facilita a corrupção. Precisamos nos unir e parar a tramitação dessa PEC”, alertou Souza.

Entidades representativas de todo o país estiveram presentes na manifestação que entoava um “não” à Reforma Administrativa. O deputado Professor Israel Batista (PV-DF), responsável por coordenar a Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil), mais um vez, uniu-se aos servidores e ergueu a voz em indignação com o texto da PEC. “Essa luta é muito séria. Não é uma luta ideológica. Qualquer pessoa que queira um Brasil moderno e eficiente tem que combater essa PEC. A Reforma Administrativa desprofissionaliza o serviço público brasileiro. Isso É muito ruim para o Brasil”, disse.

A faixa estendida pelo Sindilegis no gramado da Esplanada transparecia o sentimento que predomina diante da tentativa de desmonte do serviço público: “Não é Reforma! A PEC 32 é o Marco legal da corrupção”.

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Em audiência do Movimento Basta, entidades e parlamentares do MT manifestam repúdio à PEC da Rachadinha

Lideranças políticas do estado de Mato Grosso e representantes de servidores públicos de todo o Brasil reuniram-se virtualmente nessa segunda-feira (21) para discutir os retrocessos que a PEC 32/20 trará ao país se for aprovada. Durante audiência pública, realizada em parceria com a Assembleia Legislativa Mato-grossense, entidades e parlamentares repudiaram a proposta que modifica as regras do serviço público. A PEC da Rachadinha está em análise na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Para Antônio Wagner de Oliveira, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) de Mato Grosso, é inadmissível que esteja em discussão uma proposta de desmonte do Estado enquanto o Brasil atinge a marca de 500 mil mortos pelo coronavírus. “A sociedade precisa entender que a PEC 32 não é uma reforma administrativa, mas um desmonte do serviço público. Trata-se da PEC do Apadrinhamento, da PEC da Rachadinha. Nós estamos aqui para demonstrar a nossa insatisfação com essa proposta”.

Um dos palestrantes do encontro, o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Max Leno de Almeida, ressaltou que a PEC toca em questões fundamentais do serviço público brasileiro, como a gestão de pessoas e a organização da força de trabalho. “Essa proposta afeta os atuais e os novos servidores. O texto extingue o regime jurídico único, cria cinco vínculos distintos de contratação no âmbito do setor público, facilita o desligamento do servidor, além de prever a retirada de direitos e benefícios”, destacou.

Na avaliação da deputada federal Professora Rosa Neide (PT-MT), a PEC 32 compromete a prestação de serviços públicos essenciais como saúde, educação e segurança. “Com essa reforma proposta, a população perde direitos e o cidadão que está na ponta não vai receber um serviço do Estado com melhor qualidade. O serviço público deve ser respeitado e o servidor precisa ser valorizado”, alertou.

Participaram também do debate o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros Municipais (CSBM), Aires Ribeiro; o presidente da Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Estaduais e do Distrito Federal (Fenale), José Eduardo Rangel; e o presidente do Sindipol-DF e vice-presidente da Fenapef, Flávio Werneck.