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Sindilegis reforça luta contra a Reforma Administrativa em manifestação na Esplanada

A Esplanada dos Ministérios foi tomada por milhares de servidores públicos na manhã desta quarta-feira (29), durante o Ato Nacional em Defesa do Serviço Público e contra a proposta de Reforma Administrativa (PEC 38/2025). A mobilização, convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), contou com o apoio do Instituto Servir Brasil, do Sindilegis e de diversas entidades sindicais e centrais, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O Sindicato marcou presença no ato com a participação do presidente da entidade, Alison Souza, e da diretora de aposentados e pensionistas, Magda Helena. Eles se juntaram à multidão de trabalhadores das três esferas (federal, estadual e municipal) que marcharam em frente ao Museu Nacional e pela Esplanada, em protesto contra o que consideram um ataque à autonomia e à estabilidade do funcionalismo.

O presidente da Frente Servir Brasil, deputado André Figueiredo (PDT-CE), e diversos outros deputados federais, se manifestaram no sentido de defender os direitos dos servidores e dos cidadãos. Os manifestantes e os deputados também cobraram maior clareza do governo quanto ao seu posicionamento em relação ao tema. O deputado André, ao lado do presidente Alison, explicou a situação da proposta na Câmara dos Deputados.



Veja o vídeo no instagram do Sindilegis.

A diretora Magda Helena destacou o papel histórico da categoria e os impactos da reforma para toda a sociedade. “Estamos aqui não apenas por nossos empregos, mas pela qualidade do serviço que prestamos à população. A estabilidade é uma garantia para o cidadão, e não um privilégio para o servidor. Derrubar essa PEC é defender a saúde, a educação e a segurança de todos os brasileiros”, declarou.

Érika Kokay (PT-DF), Professor Reginaldo Veras (PDT-DF), Alice Portugal (PCdoB-BA), Ana Pimentel (PT-MG), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Glauber Braga (PSOL-RJ), Idilvan Alencar (PDT-CE), Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e o deputado distrital Fábio Felix (PSOL).

Entre os pontos mais criticados da PEC 38/2025 estão a criação de um sistema de avaliação de desempenho que pode fragilizar a estabilidade dos servidores e abrir espaço para terceirizações, a instituição de uma tabela unificada de remuneração que desconsidera as especificidades das carreiras e regiões, e as novas regras para concursos e trabalho remoto.

O ato desta quarta-feira fez parte de uma série de mobilizações em todo o país que buscam sensibilizar o Congresso e a sociedade sobre os riscos da reforma para o serviço público e para os direitos dos cidadãos.

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”A estabilidade foi criada pra proteger o serviço público, não o servidor”. Entrevista com presidente do Sindilegis é destaque no jornal Correio Braziliense deste domingo (29)

Na edição impressa do Correio Braziliense deste domingo (29), o Sindilegis ganhou destaque com uma entrevista do presidente Alison Souza.

Entre outras coisas, Alison destacou a importância de proteger o serviço público das disputas políticas, a instalação da mesa permanente de negociação em cada órgão e o retrocesso que a PEC 32/20 representa.

Leia a íntegra da entrevista abaixo:

No dia 6 de outubro de 1988, um dia após a promulgação da Constituição Federal, foi fundado o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e TCU, o Sindilegis. A vida do servidor melhorou de lá para cá?

Em geral, sim. Acredito que muitas das melhorias ocorreram em razão do desejo dos constituintes de proteger o funcionamento do serviço público das disputas de poder, naturais na política. Os princípios que regem a Administração Pública, a estabilidade, o concurso público e outras normas legais dessa época são prova disso. A vida do servidor melhora quando os gestores são qualificados e compromissados com os objetivos das instituições que administram.

O sonho de muita gente que se prepara para passar em concurso é ingressar no Poder Legislativo, considerado um empregão. É isso mesmo?

Os órgãos do Poder Legislativo são ótimos lugares para se trabalhar. São instituições bicentenárias, com muita tradição e importância para o país. É gratificante trabalhar em órgãos que estão no centro dos acontecimentos mais significativos para a nossa população. O corpo de servidores é altamente qualificado e isso cria oportunidades para o contínuo desenvolvimento pessoal e profissional dos colegas. O convívio com as autoridades também é enriquecedor. Elas personificam as diversas visões de país que existem. E, claro, os salários ainda são bons.

Nesta data em que se comemora o Día do Servidor, qual é hoje a principal demanda do funcionalismo público?

Olha, são muitas pautas. Hoje, pra mim, a principal delas é a instalação da mesa permanente de negociação em cada órgão. Essa mesa está prevista na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Como na iniciativa privada, os servidores também devem ter o direito de negociar com os administradores dos órgãos as questões trabalhistas. Isso trará transparência a essa relação e beneficiará a ambos os lados.

A PEC 32/20, proposta que ameaça a estabilidade dos servidores públicos, está parada na Câmara. Acredita que há espaço para avançar nesta legislatura?

Espero que não. A PEC 32/20 é desastrosa. Se os objetivos dela, conforme se anuncia para a população, são economia e eficiência, então temos um problema muito grave nessa PEC. Nenhuma das soluções previstas nela está embasada em estudos técnicos, que comprovem sua eficácia. O TCU solicitou ao então ministro da Economia, Paulo Guedes, os supostos estudos. Nada foi entregue até hoje. Mexer nas regras da Administração Pública para aumentar a ingerência da classe política no funcionamento do serviço público por meio de cargos temporários e terceirização não me parece uma boa ideia. Nem para a sociedade e nem para a própria classe política.

A estabilidade leva a uma acomodação dos servidores públicos?

O servidor público é como qualquer trabalhador da iniciativa privada. Existem os mais motivados e os menos. Creio que as condições de trabalho, vocações, valorização das pessoas, saúde mental e outros elementos afetam mais a motivação do que a questão da estabilidade. Como eu disse, a estabilidade foi criada pra proteger o serviço público, não o servidor. Imagina ter que dizer não a uma autoridade sem ter estabilidade? Mesmo o trabalhador da iniciativa privada é capaz de entender isso. Quantos deles, para preservar o emprego, tiveram que se calar diante de situações ruins? Só que no caso do serviço público, é o interesse geral e coletivo da população que está em risco, daí a estabilidade: para proteger o interesse público.

Ainda vale a pena fazer concurso público?

Olha, cada pessoa tem suas perspectivas pessoais. Vejo pessoas que estão no serviço público pelo bom salário oferecido neste ou naquele cargo, mas que não possuem vocação. Sofrem. Dinheiro é bom, mas não é tudo. No início é ótimo, mas com o tempo a desconexão entre o trabalho que se realiza e o propósito de vida fala mais alto e impõe sofrimento. Mas é claro que dizer isso a uma pessoa que ganha um salário mais baixo é um tanto complicado. Diria que ainda vale a pena fazer concurso se a pessoa tiver vocação ou muita vontade de se adaptar ao trabalho.

Veja a página da publicação, em pdf, aqui.

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Café com Política: Eleições entrevistou mais de 20 candidatos à Câmara, ao Senado e à CLDF. Reveja os vídeos da série especial

Projeto idealizado pelo Sindilegis e Sindjus ouviu propostas e ideias dos postulantes aos cargos eletivos no DF

No próximo domingo (2), os brasileiros e as brasileiras têm uma importante missão: eleger quem conduzirá o país pelos próximos quatro anos. Para esclarecer melhor as propostas dos candidatos às eleições, o Sindilegis se uniu ao Sindjus-DF e organizou, entre agosto e setembro, a série Café com Política: Edição Especial Eleições. Ao todo, mais de 20 candidatos à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal e à Câmara Legislativa do DF foram entrevistados.

Os candidatos apresentaram suas propostas voltadas para o servidor público e para toda a população brasileira. Além disso, não se furtaram em demarcar posição sobre assuntos que despertaram o debate no Congresso Nacional e na sociedade em geral, como a PEC 32/2020, mais conhecida como reforma administrativa, o teto de gastos e a recomposição salarial, e firmaram compromisso com os servidores.

Confira os principais momentos do projeto no vídeo abaixo.

Balanço:

Candidatos à Câmara Federal

Rodrigo Rollemberg (PSB)
Professor Israel Batista (PSB-DF)
Rafael Prudente (MDB)
Alberto Fraga (PL)
Fadi Faraj (União Brasil)
Eliana Pedrosa (União Brasil)
Paulo Roque (Novo-DF)
Erika Kokay (PT)
Flávio Werneck (União Brasil)
Regis Machado (Podemos)
Belle Borges (PL)
Alírio Neto (MDB)
Marcos Wesley (PSB)
Rôney Nemer (Progressistas)
Professor Fábio (MDB)
Júlia Lucy (União Brasil)
Ana Prestes (PCdoB)
Rogério Rosso (PP)

Candidatos ao Senado Federal

Rosilene Corrêa (PT)
Flávia Arruda (PL)
Joe Valle (PDT)
Marcelo Hipólito (PTB)

Candidatos à Câmara Distrital

Adriana Faria (Patriota)
Ericka Filippelli (PTB)

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição foi realizada em parceria com o Sindjus – que representa os servidores do Judiciário e MPU.

Reveja todas as entrevistas na íntegra no canal oficial do Sindilegis no YouTube (@SindicatoOficial1).

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“Diálogo com servidores é um compromisso do meu mandato”, afirma Paulo Roque, candidato à Câmara dos Deputados

Em mais um episódio da série especial Café com Política – Edição Eleições, o candidato ouvido nessa quinta-feira (1°) foi Paulo Roque (Novo-DF), que disputa uma vaga de deputado federal. Segundo ele, caso eleito, seu mandato na Câmara será pautado pela ética, transparência e conexão com a realidade do cidadão.

Durante a entrevista ao projeto idealizado pelo Sindilegis e Sindjus-DF, o candidato afirmou que pretende estabelecer um diálogo com os servidores públicos. De acordo com Paulo Roque, temas como a recomposição salarial e a PEC 32/20, que propõe uma reforma administrativa, farão parte das mesas de conversas. “Não estarei na Câmara para perseguir os servidores. Eu assumo o compromisso de dialogar com os servidores e serei o canal de vocês. Eu quero os servidores comigo”, disse. “Eu sou a favor de um Estado eficiente, que assegure a estabilidade dos servidores, que realize uma avaliação de desempenho séria e garanta melhores entregas para a população”, completou.

Roque defendeu também a valorização dos servidores efetivos e a diminuição dos cargos comissionados na Casa Legislativa. “Os políticos não devem fazer parte da gestão, eles não devem estar ali para indicarem pessoas para satisfazerem seus interesses políticos. Eu não concordo com gabinetes cheios de assessores. Se eu for eleito, pretendo trabalhar com as assessorias técnicas da Câmara, que são compostas por servidores concursados. O quadro técnico da Casa é muito qualificado. Isso valoriza o servidor público”, defendeu.

Assista à entrevista completa aqui.

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição é realizada em parceira com o Sindjus – que representa servidores do Judiciário e MPU no DF.

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Candidato a deputado federal, Rollemberg promete diálogo permanente com servidores públicos

Nessa sexta-feira (19), o Café com Política – Edição Especial Eleições recebeu o candidato a deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). Ex-governador do Distrito Federal, o candidato disse que pretende estabelecer um diálogo constante com as entidades que representam os servidores públicos caso seja eleito para a Câmara dos Deputados.

“Eu me comprometo a ser um instrumento de diálogo permanente com os servidores públicos para viabilizar a abertura de uma mesa de negociação para as propostas que afetam o serviço público”, afirmou. “Vou procurar sempre ouvir. A capacidade de ouvir, de moderação, de articulação é fundamental no Congresso Nacional”, completou.

Umas das pautas mais caras para os servidores, a reforma administrativa proposta pela PEC 32/20 também foi assunto do encontro. “Eu e o meu partido somos contrários à essa reforma, que pune o servidor. Eu defendo um amplo diálogo para a construção de uma proposta que aperfeiçoe o serviço público”, pontuou.

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição é realizada em parceira com o Sindjus – que representa servidores do Judiciário e MPU no DF – e a Anafe – a associação dos advogados públicos.

Assista à entrevista aqui.

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Diretoras do Sindilegis ressaltam importância de fortalecimento do serviço público em congresso da Conacate

As diretoras Fátima Mosqueira e Magda Helena marcaram presença nesta quarta-feira (3) no VII Congresso Nacional da Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado (Conacate). Com o tema “O Brasil que queremos”, o evento reuniu diversas lideranças e entidades filiadas que representam os servidores públicos no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados.

O encontro trouxe um panorama das principais medidas adotadas no serviço público nos últimos anos e os impactos trazidos por elas. Entre os temas discutidos, a Reforma da Previdência e a Reforma Administrativa. “Debatemos aqui as mudanças que tentam precarizar o serviço público e vilanizar os servidores, como a PEC 32. Graças a uma intensa mobilização dos servidores e das entidades sindicais, essa proposta não foi aprovada”, apontou Fátima Mosqueira.

O congresso também trouxe reflexões sobre o papel do sindicalismo. “Um dos desafios do movimento sindical é se aproximar da sociedade e traduzir para o povo, por meio de uma linguagem simples, a importância e essencialidade do serviço público”, completou Magda Helena.

O evento, promovido pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público e Conacate, continua nesta quinta-feira (4).

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Sindilegis discute pautas de interesse dos servidores em café da manhã com parlamentares

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou nesta quarta-feira (6), de café da manhã com parlamentares e entidades. A PEC 32/20 (Reforma Administrativa), a PEC 23/21 (Precatórios) e ações para valorização do serviço público foram as principais pautas do encontro. A reunião contou com a presença do presidente em exercício da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que declarou posição contrária à PEC 32.

Na mesma linha, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) também declarou ser contra ao projeto. Presidente da bancada de Segurança Pública, o congressista afirmou que vai se empenhar para derrubar a proposta no plenário.

Estiveram presentes os deputados federais Professor Israel Batista (PV-DF); Subtenente Gonzaga PDT-MG; André Figueiredo (PDT-CE); Paulo Ramos (PDT-RJ); Erika Kokay (PT-DF); Bohn Gass (PT-RS); e Rogério Correia (PT-MG); bem como o deputado distrital Fábio Felix (PSOL). O encontro foi realizado na sede da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais.

Precatórios – Após o encontro, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil) e o Fonacate se reuniram para discutir a PEC dos Precatórios (PEC 23/21). A pauta é acompanhada pela diretoria do Sindilegis, que monitora o assunto a fim de avaliar se o relatório será favorável ou não para que a proposta não se torne a PEC do calote e os servidores com idade mais avançada possam usufruir dos direitos em vida.

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Sindilegis dialoga com deputados em busca de apoio contra PEC 32

Presidente do Sindilegis percorreu gabinetes dos parlamentares para apontar malefícios da proposta

 

A atuação do Sindilegis para impedir a aprovação da PEC 32/2020 segue intensa na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira (28), o presidente do Sindilegis, Alison Souza, dialogou com diversos parlamentares ao longo da tarde para defender a rejeição na íntegra do texto. “A diretoria do Sindilegis entende que é impossível o aperfeiçoamento do texto. Essa PEC não é passível de qualquer melhoria ou evolução”, afirmou.

Um dos parlamentares que o presidente visitou é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Souza também se reuniu com deputados na Liderança do PT. Durante os encontros, o dirigente apontou os malefícios da PEC como redução da jornada de trabalho e remuneração; contratação irrestrita de terceirizados e temporários; possibilidade de exoneração caso o cargo se torne obsoleto; ausência de ampla defesa e contraditório no procedimento de avaliação de desempenho, abrindo brecha para perseguição política; entre outros. Esteve ao lado do presidente do Sindilegis durante a peregrinação na Casa Legislativa, o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (SindiReceita), Antônio Geraldo Seixas.

O Sindilegis, junto com diversas entidades que defendem os direitos dos servidores, seguirá com as campanhas permanentes de mobilização nos aeroporto, nas quadras dos parlamentares e nas redes sociais.

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Entidades endurecem posicionamento contra PEC 32 em mobilizações constantes

Manifestações ocorrerão de forma permanente no Aeroporto de Brasília e na entrada do Anexo II da Câmara dos Deputados; campanha também será realizada nos estados

União, mobilização e vigília permanente. São essas as armas que o Sindilegis e centenas de entidades representativas decidiram empunhar, nas próximas semanas, para combater a tramitação da PEC 32/20, também conhecida como Reforma Administrativa ou PEC da Rachadinha.

Pela manhã, nesta terça-feira (28), o Sindicato preparou novamente uma recepção calorosa para os parlamentares no Aeroporto de Brasília. Centenas de manifestantes de entidades de todo o país formaram, novamente, um corredor com faixas, bateria e caixas de som para dizer aos deputados que os servidores não aceitarão a legalização da “rachadinha”! Houve registros de manifestações em pelo menos sete aeroportos nesta terça-feira (28).

Paralelamente, entre os anexos II e IV da Câmara, os deputados foram recepcionados por um caminhão de LED do Sindilegis e Sindjus-DF denunciando a farsa da PEC da Rachadinha! “Senhor deputado, eu vou te eleger pra desempregado” era uma das frases de efeito que podia ser ouvida.

No período vespertino, as entidades marcharam para frente do Anexo II da Câmara e marcaram posicionamento contra a PEC 32/20 empunhando megafones, faixas e palavras de ordem. Parlamentares como Rogério Correia (PT-MG) e Alice Portugal (PCdoB-BA) foram alguns dos deputados que estiveram presentes na manifestação.

Malefícios da PEC 32/20

A proposta, que se encontra prestes a ser votada em qualquer momento no plenário da Câmara dos Deputados, traz uma série de mecanismos que serão fatais para o serviço público, como redução da jornada de trabalho e remuneração; contratação irrestrita de terceirizados e temporários; possibilidade de exoneração caso o cargo se torne obsoleto; ausência de ampla defesa e contraditório no procedimento de avaliação de desempenho, abrindo brecha para perseguição política; entre outros

Destaque na mídia

A atuação do Sindilegis para impedir a aprovação da PEC 32/2020 foi destaque na mídia nesta terça-feira (28). A manifestação no Aeroporto de Brasília para recepcionar os parlamentares e pressioná-los a votar contra a PEC da Rachadinha foi veiculada no Correio Braziliense. Outra ação, realizada pelo Sindilegis e Sindjus-DF, que também chamou a atenção da grande mídia, foram as faixas com frases contrárias a PEC 32/2020 espalhadas por pontos estratégicos da Esplanada dos Ministérios, na quadra residencial dos deputados e na saída do Aeroporto JK.

Veja as matérias na íntegra: https://bit.ly/3uk6QUG e https://bit.ly/39KqzDJmini

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Conheça os principais pontos do novo relatório da reforma administrativa

Substitutivo à PEC 32 traz avanços, mas há pontos preocupantes como a possibilidade de contratações temporárias irrestritas por meio de processos simplificados

O relatório da reforma administrativa (PEC 32/20), de autoria do deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), foi apresentado na quarta-feira (1º) à comissão especial que analisa o tema. O substitutivo à PEC 32 trouxe alguns avanços, entre eles, a estabilidade para todos os servidores, inclusive os novos. Na proposta original do Poder Executivo, apenas as carreiras típicas de Estado manteriam a estabilidade. Contudo, o parecer ainda carece de ajustes.

Uma das preocupações do Sindilegis é que a PEC prevê a contratação de servidores por prazo determinado e mediante processos seletivos simplificados. “A possibilidade de contratações temporárias irrestritas por meio de um processo seletivo mais flexível que os concursos públicos é preocupante. Houve avanços importantes, mas a proposta ainda traz grandes riscos ao serviço público brasileiro. Portanto, a nossa mobilização contra a PEC continua”, declarou o presidente do Sindilegis, Alison Souza.

Outro ponto que merece atenção é com relação à redução de 25% da jornada de trabalho para o exercício de cargos públicos que não sejam exclusivos de Estado, com corte proporcional da remuneração. Na avaliação do Sindicato, tal regra causa insegurança jurídica quanto à verba alimentar mensal do servidor, necessária para o sustento de sua família, além de ser inconstitucional, pois ofende o direito individual do servidor à irredutibilidade de vencimentos, previsto no art. 37, XV, da Constituição Federal, o qual é cláusula pétrea e, portanto, não pode ser alterado nem mesmo por meio de emenda constitucional, conforme já reconheceu o Supremo Tribunal Federal (Temas de Repercussão Geral nºs 24, 41 e 514).

A equipe de Articulação Política do Sindicato está estudando artigo por artigo do relatório e pretende sugerir ajustes à redação no que for preciso, além de buscar intensificar o diálogo com os integrantes da comissão especial.

A previsão é que a proposta seja votada entre os dias 14 e 16 de setembro no colegiado. Até lá, o relator pode modificar o texto.

Confira os principais pontos do parecer:

• O substitutivo mantém a estabilidade de servidores públicos, inclusive os novos;

• Admite o desligamento de servidores estáveis que ocupam cargos desnecessários ou obsoletos. Nesse caso, o servidor receberá pagamento de indenização. No entanto, a hipótese não será aplicada a servidores que foram admitidos antes da publicação da emenda constitucional;

• Exclui a possibilidade de vínculo de experiência como etapa de concursos públicos;

• Acaba com vantagens para detentores de mandatos eletivos e ocupantes de outros cargos;

• No caso de redução de jornada, com respectiva redução de salário, os servidores e empregados públicos admitidos até a data de publicação da emenda poderão optar pela jornada reduzida ou pela jornada máxima estabelecida para o cargo ou emprego;

• O relator ampliou a possibilidade de contratação de servidores públicos por “prazo determinado”, que são escolhidos por um processo seletivo simplificado, mais flexível que os concursos públicos. Eles teriam estabilidade e os mesmos direitos dos demais servidores, mas não ficariam com vínculo permanente com o Estado e, após o fim do prazo (proposto em dez anos), teriam o contrato encerrado. O parecer estabelece que os contratos temporários em vigor na data de promulgação da PEC terão a duração limitada a quatro anos – se o prazo para o fim já fosse menor, ficará valendo a data do contrato;

• O relator manteve texto da proposta original que anula a concessão de estabilidade no emprego ou de proteção contra a despedida para empregados de empresas públicas, sociedades de economia mista e das subsidiárias dessas empresas e sociedades por meio de negociação, coletiva ou individual, ou de ato normativo que não seja aplicável aos trabalhadores da iniciativa privada;

• O parecer traz regras específicas para avaliação de desempenho de servidores. A avaliação periódica será realizada de forma contínua e com a participação do avaliado. O objetivo é aferir a contribuição do desempenho individual do servidor para o alcance dos resultados institucionais do seu órgão ou entidade e possibilitar a valorização e o reconhecimento dos servidores que tenham desempenho superior ao considerado satisfatório. O resultado poderá ser usado para fins de promoção ou progressão na carreira, de nomeação para cargos em comissão e de designação para funções de confiança; e

• O substitutivo define as atividades de cargos exclusivos de Estado, que no texto original eram chamados de cargos típicos. Segundo o relatório, são funções finalísticas e diretamente afetas à segurança pública, à representação diplomática, à inteligência de Estado, à gestão governamental, à advocacia pública, à defensoria pública, à elaboração orçamentária, ao processo judicial e legislativo, à atuação institucional do Ministério Público, à manutenção da ordem tributária e financeira ou ao exercício de atividades de regulação, de fiscalização e de controle.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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Sindilegis analisa parecer da reforma administrativa; texto será lido nesta quarta-feira (1º) na comissão especial

Presidente, Alison Souza, e vice-presidente Paulo Cezar Alves acompanharam coletiva de imprensa sobre principais pontos do texto

O Sindilegis acompanhou nesta terça-feira (31) a coletiva de imprensa sobre o relatório da PEC 32/20 com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o relator da Reforma Administrativa, Arthur Maia (DEM-BA), e o presidente da Comissão Especial da PEC 32, Fernando Monteiro (PP-PE), no Salão Verde da Casa. Foram apresentados os principais pontos do texto, que será lido amanhã, 1º de setembro, às 9h30, no âmbito da Comissão Especial.

 

O presidente da Câmara garantiu que nenhum direito adquirido dos servidores atuais será retirado. Segundo ele, a previsão é de que o parecer seja votado nos dias 14 e 15 de setembro, se não houver obstrução.

 

Já o relator da PEC 32 afirmou que o texto manterá a estabilidade de todos os servidores públicos. Arthur Maia enfatizou que outros direitos estão sendo integralmente respeitados. O relator explicou que a avaliação de desempenho será desenvolvida integralmente em Lei Complementar: será feita no âmbito de uma plataforma digital (gov.br); terá que ter a presença da avaliação do usuário do serviço público; e haverá um prazo dilatado para a avaliação.

 

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, e o vice-presidente Paulo Cezar Alves estiveram no Salão Verde. Para Souza, em uma análise preliminar, houve um avanço significativo na proposta. “O ponto principal é a garantia da estabilidade: o servidor só perderia o cargo por insuficiência de desempenho”, observou.

 

A equipe de Articulação Política do Sindilegis irá estudar o conteúdo e trará seu parecer na maior brevidade possível.

 

Confira aqui a íntegra da coletiva de imprensa: https://www.youtube.com/watch?v=iIYwaZTQpYI

 

 

 

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Em reunião com relator da PEC 32, Sindilegis e entidades pedem que direitos adquiridos de servidores sejam preservados

Nesta terça-feira (18), o Sindilegis, a Anesp e o Sindifisco Nacional estiveram reunidos com o relator da PEC 32, deputado Arthur Maia (DEM-BA), e o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) para discutirem pontos da proposta considerados sensíveis aos servidores públicos de todo o país.

Na reunião, as entidades reforçaram preocupação em relação aos trechos da PEC 32 no que se refere, principalmente, à estabilidade, à proteção dos atuais servidores e à avaliação de desempenho.

Segundo o presidente do Sindilegis, Alison Souza, se o texto original da PEC for aprovado aumentará a corrupção e a desigualdade social: “O relator nos ouviu com atenção e se comprometeu a considerar as nossas propostas em seu relatório. Manifestamos especial preocupação com a estabilidade, a proteção de direitos adquiridos e também sobre trechos da PEC que trarão grande prejuízo à qualidade do serviço público. Ele deve apresentar seu relatório na próxima semana. Vamos aguardar”.