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Em audiência na comissão especial da PEC 32/20, presidente do Sindilegis defende estabilidade para todos os servidores ocupantes de cargos efetivos

Para Alison Souza, criação do vínculo de experiência de dois anos como condição para a estabilidade fere princípio da impessoalidade

 

As condições para a aquisição da estabilidade no serviço público foram desta vez o foco do debate na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 32/20. Nesta quarta-feira (14), o presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou do debate e criticou as mudanças previstas na PEC para os futuros servidores. A proposta, conforme ressaltou Souza, restringe a estabilidade apenas aos servidores que vierem a ocupar cargos de carreira classificada como típica de Estado, e cria mais uma etapa ao concurso público denominada “vínculo de experiência”.

De acordo com o texto da PEC, a aquisição da estabilidade se daria após dois anos de vínculo de experiência e mais um de efetivo exercício. O presidente do Sindicato disse ver a medida com extrema preocupação. “Isso cria uma situação esdrúxula em que o servidor está nomeado, mas ao mesmo tempo continua participando de um concurso público”. Segundo ele, essa medida concede poder excessivo aos gestores sobre os resultados de concursos e quebra o princípio da impessoalidade. Ainda de acordo com Souza, a proposta abre espaço para perseguições políticas e atos de corrupção. “A verdade é que o vínculo de experiência deixa o candidato na mão do seu avaliador e isso pode criar um conflito de interesses prejudicial à população e aos cofres públicos”, acrescentou.

Alison Souza também ponderou que a proposta da PEC de restringir a estabilidade aos ocupantes de cargos típicos de Estado é um equívoco. Citando o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, que classifica o Brasil na 94ª posição, o presidente ponderou o risco que representa permitir a exoneração de servidores efetivos por mera lei ordinária de qualquer dos entes da Federação.

Para o Sindilegis, categorizar carreiras prejudicará os servidores públicos, seja por reforçar percepções equivocadas da sociedade sobre privilégios, seja por enfraquecer carreiras não classificadas como típicas de Estado, expondo-as a manipulações políticas. De toda a forma, a diretoria do Sindilegis acompanhará de perto os debates sobre eventual lei complementar que venha, no futuro, a definir o conceito e as carreiras classificadas como típicas de Estado.

Por fim, o presidente do Sindilegis reiterou repúdio à PEC 32: “O texto original da PEC, é, sem meias palavras, o marco regulatório da corrupção no país”, declarou.

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Em reunião com presidente da Comissão Especial da PEC 32, Sindilegis pede prazo maior para debater e aprimorar a proposta

O Sindilegis e entidades representativas de servidores públicos federais externaram nesta sexta-feira (25) ao presidente da Comissão Especial da Câmara que analisa a PEC 32/20, Fernando Monteiro (PP-PE), a preocupação com o teor da proposta e os prazos estabelecidos pelo colegiado para discutir o texto. Durante o encontro virtual, os sindicatos e associações solicitaram ao parlamentar que o colegiado amplie o prazo para apresentação de emendas à proposta. As entidades pediram também o aumento do número de audiências públicas para discutir a PEC mais conhecida como PEC da Rachadinha ou Reforma Administrativa.

“Há vários pontos que merecem discussão mais aprofundada em face da ausência do embasamento técnico da proposta”, afirmou o presidente do Sindilegis, Alison Souza.

O prazo para apresentação de emendas com sugestões para modificar o texto se encerra na próxima semana.

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Sindilegis discute mudanças na PEC da Rachadinha com deputado Felício Laterça

Em mais uma estratégia de atuação contra os malefícios da PEC 32/20, o presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou, nesta quarta-feira (23), de reunião com o deputado Felício Laterça (PSL-RJ), membro da Comissão Especial da Câmara que analisa a proposta. O encontro virtual, realizado no mesmo dia em que diversas carreiras protestam em todo o Brasil contra a precarização dos serviços públicos promovida pela PEC da Rachadinha, reuniu representantes de entidades de servidores públicos.

Durante o encontro, Souza e os demais servidores apresentaram à Laterça as preocupações com o texto. “O momento é de unir forças contra essa PEC, que acaba com o serviço público nos moldes que o conhecemos hoje e amplia a corrupção. A proposta, da forma como está, não pode prosperar. Nós vamos continuar batalhando para que o texto seja modificado”, declarou o presidente do Sindilegis.

A reunião contou com a participação de diversas entidades: Sindicato dos Delegados Federais do Rio de Janeiro, Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, Sindicato dos Fiscais Federais, Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Associação dos Conselheiros Tutelares do Rio de Janeiro, Federação dos Servidores Públicos Municipais do Rio de Janeiro, Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz, Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal, Fórum das Carreiras de Estado, Associação dos Peritos Federais, Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais, entre outras.

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Em audiência do Movimento Basta, entidades e parlamentares do MT manifestam repúdio à PEC da Rachadinha

Lideranças políticas do estado de Mato Grosso e representantes de servidores públicos de todo o Brasil reuniram-se virtualmente nessa segunda-feira (21) para discutir os retrocessos que a PEC 32/20 trará ao país se for aprovada. Durante audiência pública, realizada em parceria com a Assembleia Legislativa Mato-grossense, entidades e parlamentares repudiaram a proposta que modifica as regras do serviço público. A PEC da Rachadinha está em análise na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Para Antônio Wagner de Oliveira, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) de Mato Grosso, é inadmissível que esteja em discussão uma proposta de desmonte do Estado enquanto o Brasil atinge a marca de 500 mil mortos pelo coronavírus. “A sociedade precisa entender que a PEC 32 não é uma reforma administrativa, mas um desmonte do serviço público. Trata-se da PEC do Apadrinhamento, da PEC da Rachadinha. Nós estamos aqui para demonstrar a nossa insatisfação com essa proposta”.

Um dos palestrantes do encontro, o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Max Leno de Almeida, ressaltou que a PEC toca em questões fundamentais do serviço público brasileiro, como a gestão de pessoas e a organização da força de trabalho. “Essa proposta afeta os atuais e os novos servidores. O texto extingue o regime jurídico único, cria cinco vínculos distintos de contratação no âmbito do setor público, facilita o desligamento do servidor, além de prever a retirada de direitos e benefícios”, destacou.

Na avaliação da deputada federal Professora Rosa Neide (PT-MT), a PEC 32 compromete a prestação de serviços públicos essenciais como saúde, educação e segurança. “Com essa reforma proposta, a população perde direitos e o cidadão que está na ponta não vai receber um serviço do Estado com melhor qualidade. O serviço público deve ser respeitado e o servidor precisa ser valorizado”, alertou.

Participaram também do debate o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros Municipais (CSBM), Aires Ribeiro; o presidente da Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Estaduais e do Distrito Federal (Fenale), José Eduardo Rangel; e o presidente do Sindipol-DF e vice-presidente da Fenapef, Flávio Werneck.

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Sindilegis trabalha por mudanças na PEC da Rachadinha

Centenas de emendas deverão ser apresentadas à PEC 32 na comissão especial até o início de julho, mas dependem de no mínimo 171 assinaturas válidas dos parlamentares para apreciação. Veja quais o Sindilegis apoiará

 

Uma reforma de Recursos Humanos mal feita, sem qualquer avaliação jurídica, fiscal ou transparência. É assim que o Sindilegis avalia o atual texto da PEC 32/20, em discussão na Câmara dos Deputados. Entre as estratégias, o Sindicato tem trabalhado para aprovar mudanças significativas na redação, com o objetivo de minimizar os terríveis impactos dessa proposta – como o desmonte do serviço público e a abertura para apadrinhamento político.

Além das audiências virtuais com os parlamentares-chave dessa tramitação, a instituição tem buscado apoiamento à emenda substitutiva global, de autoria dos deputados André Figueiredo (PDT-CE) e Professor Israel Batista (PV-DF). Tal redação foi construída com a participação e análise de importantes servidores especialistas no tema e preocupados em defender o Estado e a sociedade.

Uma emenda de autoria do deputado Ricardo Silva (PSB-SP) também recebe apoio do Sindilegis. Tais emendas precisam de no mínimo 171 assinaturas válidas dos deputados para análise da comissão especial. Elas devem ser apresentadas em um prazo de dez sessões ordinárias no Plenário da Câmara.

Confira alguns pontos que o Sindilegis não vai abrir mão em defesa do serviço público e para evitar que os atuais servidores sejam atingidos:

  • Flexibilização da estabilidade – Ponto crucial do debate, o Sindicato entende que essa será a maior das batalhas para alterar a proposta. A emenda substitutiva global subtrai, principalmente, a hipótese de vínculo de experiência como etapa de concurso público, haja vista o descompasso entre o aludido “vínculo de experiência” e a objetivação e/ou impessoalização que caracterizam o concurso público, bem como considerando a aptidão do período de estágio probatório para a aferição da capacidade de efetivo desempenho da atividade laboral por parte do servidor público aprovado em concurso público.
  • Ocupação de cargos de liderança e assessoramento – A PEC 32 amplia o rol de destinação de cargos “políticos” nesses casos. O art. 4º da PEC 32 prevê que todos os servidores, inclusive os atuais, deixarão de ter exclusividade no exercício de atribuições técnicas de chefia, porque as funções de confiança, hoje exclusivas pela Constituição dos servidores efetivos, serão transformadas, por decreto, em cargos em comissão (“liderança e assessoramento”), de livre exoneração, cujos critérios de ocupação (por quaisquer pessoas, inclusive não servidores) serão fixados em mero ato do Chefe do Executivo. O Sindicato defende manter as regras atuais da Constituição Federal. Um exemplo é uma investigação da Polícia Federal em que o chefe da investigação sobre crime eleitoral seja de carreira, e não indicado por apadrinhados.
  • Fragilidade do Regime Jurídico – O caput do art. 2º da PEC cria um limbo jurídico, pois, institui um “regime jurídico específico” de transição, diverso do atual Regime Jurídico Único, sem especificá-lo, deixando os atuais servidores em total insegurança jurídica. Por isso a necessidade de suprimir ou alterar essa redação.
  • Avaliação de desempenho e eficiência da Administração Pública – O caput do art. 41 da PEC 32 possibilita a regulamentação da avaliação de desempenho por meio de lei ordinária, ou seja, até mesmo por Medida Provisória, e não por lei complementar como estabelece a Constituição.
  • Definição das carreiras típicas de Estado – Tal questão ainda é polêmica e encontra-se sem definição.

Essa mobilização precisa de você, filiado! Os servidores que queiram participar das discussões sobre o tema e fazer contribuições podem enviar suas ideias até o dia 25 de junho para o e-mail [email protected].

 

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Entidades da Câmara e do Senado unidas contra a PEC da Rachadinha

Articulação de frentes de atuação para defender o serviço público pautou reunião sobre a reforma administrativa (PEC 32/20)

“Uma andorinha só não faz verão” pode até ser um simples ditado popular, mas nunca esteve tão em voga em tempos de ataque aos servidores. Nesta segunda-feira (14), representantes das entidades de servidores da Câmara, do Senado e do TCU – Sindilegis, Aslegis, Alesfe, Unalegis e Comsefe – estiveram virtualmente reunidos e engajados em impedir que a PEC 32/20, também chamada de PEC da Rachadinha, desmonte o serviço público e abra espaço para apadrinhamento político.

A proposta começou a tramitar na comissão especial da Câmara dos Deputados, onde há discussões de mérito e possibilidades de mudanças na matéria. As entidades pretendem atuar em duas frentes estratégicas: junto aos deputados integrantes do colegiado e por meio de campanha de mídia.

Articulação Política – Entre as ações, as entidades irão agendar audiências virtuais com os parlamentares, bem como garantir a voz dos servidores em uma das audiências da Comissão. Em paralelo, há estudos para apresentação de emendas e coleta de assinaturas para respectiva validação. Também há um grande esforço de mobilização das bases eleitorais nos estados, com a união de centenas de sindicatos e associações por meio do Movimento Basta.

Mídia – Além da realização de lives explicativas do Café com Política do Sindilegis, gravação de podcasts técnicos da Alesfe, publicação de matérias nos sites institucionais e redes sociais, haverá uma ampla campanha de divulgação on-line e off-line em todo o Brasil.

Estiveram presentes a equipe técnica do Sindilegis e os diretores Alison Souza; Fátima Mosqueira e Magda Helena Tavares; o presidente da Aslegis, Claudionor Rocha; o diretor da Comsefe e da Unalegis, Carlos Brescianini; e o assessor de comunicação da Alesfe, Lucas Vicente.

“Esse é um momento importante de união e, com o nosso conhecimento técnico, podemos e queremos contribuir para que as ações das entidades sejam eficazes. Só assim iremos conseguir barrar uma PEC tão ruim para o nosso país como essa”, ressaltou Brescianini.

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Parlamentares de SP elogiam pressão do Movimento Basta para barrar a PEC da Rachadinha

Nesta quinta-feira (20), parlamentares de São Paulo participaram de audiência do Movimento Basta para discutir os malefícios da PEC 32, também conhecida como PEC da Rachadinha. Durante reunião virtual com cerca de 70 representantes de servidores públicos, deputados federais e vereadores do estado classificaram a proposta como a PEC da destruição do serviço público. A discussão da proposta foi adiada para segunda-feira (24) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O parecer deverá ser votado na terça-feira (25).

Na avaliação do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que já foi ministro da Saúde, a matéria representa um dos maiores ataques às políticas públicas e, portanto, à população brasileira. “Não podemos chamar essa proposta de reforma. Essa PEC é terra fértil para a rachadinha e a indicação de apadrinhados políticos para a administração pública”, afirmou.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) ressaltou a importância da mobilização para impedir que a PEC 32 avance na Câmara. “Precisamos somar forças nessa luta e fazer um grande movimento para barrar a PEC da destruição do serviço público”.

O deputado Roberto de Lucena (PODE-SP) se comprometeu em contribuir com um debate equilibrado. “Vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para que essa proposta não passe do ponto. O Estado precisa ser mais ágil e eficiente, mas não pode haver uma mutilação do serviço público brasileiro”.

O deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP) disse que é preciso “mobilização para envolver os trabalhadores do setor público para pressionar os deputados”. O parlamentar ressaltou que a base governista na Câmara age como um rolo compressor ao citar a aprovação da MP da Eletrobras, que abre caminho para a privatização da estatal.

O deputado Ricardo Silva (PSB-SP) elogiou a mobilização do Basta em nível estadual. “Estou esperançoso que essa pressão já esteja dando frutos. O Movimento Basta é mais do que necessário”.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a proposta representa a degradação do serviço público e é uma tentativa de jogar a população contra o servidor. “É essencial ampliar a campanha via internet e nas cidades. Basta de ataques aos servidores! Basta! Não à PEC 32”.

O deputado Bozzella (PSL-SP) ponderou que a PEC destrói a estabilidade do serviço público, o que é ruim para a sociedade. “Uma reforma administrativa deve debater a melhora da qualidade da prestação dos serviços à população. Isso é o que deve ser discutido”, afirmou.

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Movimento Basta reúne entidades e parlamentares do RJ para pedir o fim da PEC da Rachadinha

O Movimento Basta reuniu, na última sexta-feira (14), cerca de 100 lideranças que representam servidores públicos e deputados federais do Rio de Janeiro, bem como vereadores do estado, para protestar contra a votação da PEC 32/20, também conhecida como PEC da Rachadinha. A proposta está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Nesta segunda-feira (17), houve pedido de vista coletivo da oposição ao relatório do deputado Darci de Matos (PSD-SC) pedindo a admissibilidade da matéria.

Durante audiência virtual, os participantes discutiram estratégias para intensificar as ações dos sindicatos espalhados nas 27 unidades da Federação a fim de sensibilizar o Congresso Nacional e a opinião pública para que a PEC não seja votada enquanto persistir a pandemia de coronavírus.

“O serviço público está nos enchendo de orgulho durante a pandemia. Os servidores estão fazendo muito pelo Brasil. Não somos contra mudanças ou reformas para melhorar. Somos contra essa proposta porque ela é uma tentativa de desmontar o serviço público e coloca em risco a estabilidade do servidor”, destacou o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) destacou a importância de reforçar a luta contra a PEC na CCJ. O parlamentar alertou que o projeto de resolução aprovado recentemente na Câmara altera o regimento interno da Casa (PRC 35/2021), modificando a análise de propostas em plenário e, na prática, pode restringir a atuação da oposição e de partidos com menos representantes. Uma das limitações impostas pelo texto aprovado refere-se aos instrumentos de obstrução. Segundo o congressista, a medida pode impactar diretamente a votação da PEC 32. “A pressão nas redes sociais e a nossa articulação são essenciais para impedir que a proposta seja aprovada na CCJ e siga para o plenário”, pontuou.

O deputado Chico D’Angelo (PDT-RJ) ressaltou que os sindicatos de todo o Brasil têm um papel crucial neste momento: “Precisamos nos unir e ampliar nossas ações para barrar, na integralidade, essa proposta absurda e que vai prejudicar a vida das pessoas que necessitam dos serviços públicos”, resumiu.

Tramitação – A PEC 32/20 poderá ser votada nesta quinta-feira (20). Caso aprovada, segue para uma comissão especial a ser criada na Câmara dos Deputados.

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Em audiência na Câmara, Paulo Guedes diz que reforma administrativa deve ganhar sustentação política

O Sindilegis continua monitorando o andamento da PEC 32/20, mais conhecida como PEC da Reforma Administrativa ou PEC da Rachadinha. O assunto foi abordado, nesta terça-feira (4), durante audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação; Educação; Trabalho, Administração e Serviço Público; e Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O debate contou com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

De acordo com Guedes, a reforma administrativa deve começar a ganhar visibilidade e apoio político. “Agora parece que haverá sustentação política para nós andarmos, pelo menos começarmos esse debate bem informados”, afirmou.

 

Autor de um dos requerimentos para discutir a PEC 32, o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, deputado Rogério Correia (PT-MG), lembrou da declaração de Guedes de que a proposta é um sacrifício que os servidores públicos deveriam fazer. “Longe de ser uma compensação, essa PEC é uma bomba atômica no serviço público”, declarou. Segundo ele, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público já colheu 52 mil assinaturas para solicitar a suspensão da tramitação da proposta.

 

Para o presidente da Frente, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF), a PEC 32 apresenta problemas profundos e, por isso, precisa ser discutida com atenção. “É um contrassenso propor o fim da estabilidade e dizer que isso é para melhorar o serviço público”, criticou. “Como o Ministério errou nos dados na Reforma Previdenciária, o que foi apontado pelo Tribunal de Contas, nós temos a preocupação de que os dados que embasam a proposta possam trazer um novo erro nesse momento de debate no Congresso Nacional”, completou.

 

De acordo com o ministro, a ideia é que a PEC não atinja nenhum direito adquirido dos atuais servidores e desenhe o funcionalismo futuro. “Existe a avaliação da qualidade do serviço público. Não é o servidor em si. Eu só queria esclarecer que a PEC 32, que trata da reforma administrativa, não tem nada a ver com congelamento de salários”, apontou. Guedes também ressaltou que a proposta não acaba com estabilidade para futuros servidores, e sim exige um sistema de avaliação e meritocracia. O comandante da pasta de Economia disse ainda que as carreiras típicas de Estado “seguem para sempre”.

 

Tramitação da proposta – A PEC 32 está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara, que vem realizando audiência públicas para debater a matéria. O relator da proposta, deputado Darci de Matos (PSD-PR), afirmou que apresentará o parecer sobre a PEC na semana que vem.

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PEC da Rachadinha destrói o serviço público, promove a negociata e precariza o Estado brasileiro, diz presidente do Sindilegis na Câmara

Em audiência pública da CCJC, Alison Souza desmente dados do governo e pede extinção da PEC 32, também conhecida como reforma administrativa

 

O Sindilegis marcou seu posicionamento contra a PEC 32/2020, também conhecida como PEC da Rachadinha ou PEC da reforma administrativa, nesta sexta-feira (30), durante audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. O presidente do Sindicato, Alison Souza, desmentiu o argumento do governo federal de que as mudanças nas regras da Administração Pública vão trazer economia aos cofres públicos.

 

“Segundo números do Ministério da Economia, o Brasil economizaria R$300 bilhões em 10 anos com a reforma administrativa. Eu digo sem nenhuma dúvida: é mentira”, afirmou, mostrando que a consequência das medidas propostas na prestação dos serviços públicos traria prejuízos financeiros e sociais infinitamente maiores que a suposta economia. Para o dirigente do Sindilegis e servidor do Tribunal de Contas da União, a PEC da Rachadinha promove a precarização e privatização do serviço público ao propor “uma economia burra”.

 

Souza fez uma breve retrospectiva da história do Brasil para ilustrar que o país é marcado pela ingerência do poder político sobre a estrutura do Estado. O presidente do Sindicato trouxe um exemplo recente das consequências da precarização do serviço público: a tragédia da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que rompeu em janeiro de 2019, matando 270 pessoas. “Na época do desastre, a Agência Nacional de Mineração, segundo auditoria do TCU, possuía oito técnicos para acompanhar cerca de 800 estruturas, das quais 425 eram barragens. O trabalho, acreditem se quiserem, era feito de forma remota. A última visita dos técnicos no local do acidente tinha ocorrido três anos antes. Um ano depois do desastre, o número de fiscais aumentou de oito para 13. A CPI da Câmara identificou que a empresa que atuava como auditora da estrutura da barragem era a própria projetista. Esse é o modelo de Estado que estão querendo querendo implementar no Brasil”, alertou.

 

Para Souza, a PEC da Rachadinha escancara de vez o domínio dos cargos públicos pela classe política, destruindo o serviço público e precarizando o Estado brasileiro em meio ao caos que a interferência política está causando no combate à pandemia de coronavírus. “São mais de 400 mil brasileiros mortos, a economia paralisada e enquanto estamos vivemos esse drama, o Congresso Nacional está discutindo como acabar com o servidor concursado e colocar apadrinhados dentro da estrutura da administração pública. Precisamos interromper esse processo de ampliação do poder político sobre a estrutura do Estado brasileiro. Eu peço que a PEC 32 seja extinta dentro do Congresso Nacional”, concluiu.