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Sindilegis dialoga com deputados em busca de apoio contra PEC 32

Presidente do Sindilegis percorreu gabinetes dos parlamentares para apontar malefícios da proposta

 

A atuação do Sindilegis para impedir a aprovação da PEC 32/2020 segue intensa na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira (28), o presidente do Sindilegis, Alison Souza, dialogou com diversos parlamentares ao longo da tarde para defender a rejeição na íntegra do texto. “A diretoria do Sindilegis entende que é impossível o aperfeiçoamento do texto. Essa PEC não é passível de qualquer melhoria ou evolução”, afirmou.

Um dos parlamentares que o presidente visitou é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Souza também se reuniu com deputados na Liderança do PT. Durante os encontros, o dirigente apontou os malefícios da PEC como redução da jornada de trabalho e remuneração; contratação irrestrita de terceirizados e temporários; possibilidade de exoneração caso o cargo se torne obsoleto; ausência de ampla defesa e contraditório no procedimento de avaliação de desempenho, abrindo brecha para perseguição política; entre outros. Esteve ao lado do presidente do Sindilegis durante a peregrinação na Casa Legislativa, o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (SindiReceita), Antônio Geraldo Seixas.

O Sindilegis, junto com diversas entidades que defendem os direitos dos servidores, seguirá com as campanhas permanentes de mobilização nos aeroporto, nas quadras dos parlamentares e nas redes sociais.

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Entidades endurecem posicionamento contra PEC 32 em mobilizações constantes

Manifestações ocorrerão de forma permanente no Aeroporto de Brasília e na entrada do Anexo II da Câmara dos Deputados; campanha também será realizada nos estados

União, mobilização e vigília permanente. São essas as armas que o Sindilegis e centenas de entidades representativas decidiram empunhar, nas próximas semanas, para combater a tramitação da PEC 32/20, também conhecida como Reforma Administrativa ou PEC da Rachadinha.

Pela manhã, nesta terça-feira (28), o Sindicato preparou novamente uma recepção calorosa para os parlamentares no Aeroporto de Brasília. Centenas de manifestantes de entidades de todo o país formaram, novamente, um corredor com faixas, bateria e caixas de som para dizer aos deputados que os servidores não aceitarão a legalização da “rachadinha”! Houve registros de manifestações em pelo menos sete aeroportos nesta terça-feira (28).

Paralelamente, entre os anexos II e IV da Câmara, os deputados foram recepcionados por um caminhão de LED do Sindilegis e Sindjus-DF denunciando a farsa da PEC da Rachadinha! “Senhor deputado, eu vou te eleger pra desempregado” era uma das frases de efeito que podia ser ouvida.

No período vespertino, as entidades marcharam para frente do Anexo II da Câmara e marcaram posicionamento contra a PEC 32/20 empunhando megafones, faixas e palavras de ordem. Parlamentares como Rogério Correia (PT-MG) e Alice Portugal (PCdoB-BA) foram alguns dos deputados que estiveram presentes na manifestação.

Malefícios da PEC 32/20

A proposta, que se encontra prestes a ser votada em qualquer momento no plenário da Câmara dos Deputados, traz uma série de mecanismos que serão fatais para o serviço público, como redução da jornada de trabalho e remuneração; contratação irrestrita de terceirizados e temporários; possibilidade de exoneração caso o cargo se torne obsoleto; ausência de ampla defesa e contraditório no procedimento de avaliação de desempenho, abrindo brecha para perseguição política; entre outros

Destaque na mídia

A atuação do Sindilegis para impedir a aprovação da PEC 32/2020 foi destaque na mídia nesta terça-feira (28). A manifestação no Aeroporto de Brasília para recepcionar os parlamentares e pressioná-los a votar contra a PEC da Rachadinha foi veiculada no Correio Braziliense. Outra ação, realizada pelo Sindilegis e Sindjus-DF, que também chamou a atenção da grande mídia, foram as faixas com frases contrárias a PEC 32/2020 espalhadas por pontos estratégicos da Esplanada dos Ministérios, na quadra residencial dos deputados e na saída do Aeroporto JK.

Veja as matérias na íntegra: https://bit.ly/3uk6QUG e https://bit.ly/39KqzDJmini

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PEC 32 contribui para aumento da corrupção no país, aponta estudo da consultoria legislativa do Senado

Nota técnica da consultoria legislativa do Senado Federal, divulgada nesta quarta-feira (19), considera inadequada a designação “reforma administrativa” para se referir à PEC 32/20. Segundo o estudo da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle, a proposta “contribuiria para o agravamento da corrupção no país” e, portanto, seria mais apropriado chamá-la de “contrarreforma administrativa”.

A nota enfatiza que a PEC promove alterações que tendem a aumentar a corrupção na administração pública. Entre elas, a eliminação das restrições atualmente existentes à ocupação de cargos em comissão e funções de confiança, permitindo assim a ocupação, sem limites, por pessoas que não possuam vínculos funcionais com a administração pública. A expansão mínima prevista com a medida é em torno de 207,3 mil postos (156.028 funções de confiança + 51,3 mil cargos em comissão hoje ocupados por servidores de carreira). “Teríamos, assim, uma expansão de pelo menos 29% no montante de postos que podem ser ocupados por pessoas sem vínculo”, destaca o estudo. A tendência é o “aumento dos escândalos na administração pública”, já que tais postos “sempre foram fontes de apadrinhamento, de abusos e de injustiças a concursados”.

O documento analisa os impactos fiscais derivados da aprovação da PEC 32/2020 e apresenta propostas alternativas para o controle das despesas com pessoal e para a eficiência da administração pública. A nota considera “vaga e oblíqua” a única menção feita ao impacto fiscal na exposição de motivos da PEC. “Dada a centralidade da temática fiscal para a PEC, não deixa de causar estranheza, ao menos em um primeiro momento, o fato de o Poder Executivo não ter divulgado qualquer estimativa de seu impacto fiscal”, diz trecho da nota assinada pelo consultor legislativo Vinícius Leopoldino do Amaral.

Além do aumento da corrupção, o estudo aponta como efeitos adversos da PEC a facilitação da captura do Estado por agentes privados e a redução da eficiência do setor público em virtude da desestruturação das organizações. “Os efeitos previstos de redução de despesas são limitados, especialmente no caso da União. Assim, estimamos que a PEC 32/2020, de forma agregada, deverá piorar a situação fiscal da União, seja por aumento das despesas ou por redução das receitas”, conclui o levantamento.

Confira a íntegra da nota técnica aqui.

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

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Em audiência na Câmara, Paulo Guedes diz que reforma administrativa deve ganhar sustentação política

O Sindilegis continua monitorando o andamento da PEC 32/20, mais conhecida como PEC da Reforma Administrativa ou PEC da Rachadinha. O assunto foi abordado, nesta terça-feira (4), durante audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação; Educação; Trabalho, Administração e Serviço Público; e Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O debate contou com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

De acordo com Guedes, a reforma administrativa deve começar a ganhar visibilidade e apoio político. “Agora parece que haverá sustentação política para nós andarmos, pelo menos começarmos esse debate bem informados”, afirmou.

 

Autor de um dos requerimentos para discutir a PEC 32, o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, deputado Rogério Correia (PT-MG), lembrou da declaração de Guedes de que a proposta é um sacrifício que os servidores públicos deveriam fazer. “Longe de ser uma compensação, essa PEC é uma bomba atômica no serviço público”, declarou. Segundo ele, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público já colheu 52 mil assinaturas para solicitar a suspensão da tramitação da proposta.

 

Para o presidente da Frente, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF), a PEC 32 apresenta problemas profundos e, por isso, precisa ser discutida com atenção. “É um contrassenso propor o fim da estabilidade e dizer que isso é para melhorar o serviço público”, criticou. “Como o Ministério errou nos dados na Reforma Previdenciária, o que foi apontado pelo Tribunal de Contas, nós temos a preocupação de que os dados que embasam a proposta possam trazer um novo erro nesse momento de debate no Congresso Nacional”, completou.

 

De acordo com o ministro, a ideia é que a PEC não atinja nenhum direito adquirido dos atuais servidores e desenhe o funcionalismo futuro. “Existe a avaliação da qualidade do serviço público. Não é o servidor em si. Eu só queria esclarecer que a PEC 32, que trata da reforma administrativa, não tem nada a ver com congelamento de salários”, apontou. Guedes também ressaltou que a proposta não acaba com estabilidade para futuros servidores, e sim exige um sistema de avaliação e meritocracia. O comandante da pasta de Economia disse ainda que as carreiras típicas de Estado “seguem para sempre”.

 

Tramitação da proposta – A PEC 32 está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara, que vem realizando audiência públicas para debater a matéria. O relator da proposta, deputado Darci de Matos (PSD-PR), afirmou que apresentará o parecer sobre a PEC na semana que vem.

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PEC da Rachadinha destrói o serviço público, promove a negociata e precariza o Estado brasileiro, diz presidente do Sindilegis na Câmara

Em audiência pública da CCJC, Alison Souza desmente dados do governo e pede extinção da PEC 32, também conhecida como reforma administrativa

 

O Sindilegis marcou seu posicionamento contra a PEC 32/2020, também conhecida como PEC da Rachadinha ou PEC da reforma administrativa, nesta sexta-feira (30), durante audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. O presidente do Sindicato, Alison Souza, desmentiu o argumento do governo federal de que as mudanças nas regras da Administração Pública vão trazer economia aos cofres públicos.

 

“Segundo números do Ministério da Economia, o Brasil economizaria R$300 bilhões em 10 anos com a reforma administrativa. Eu digo sem nenhuma dúvida: é mentira”, afirmou, mostrando que a consequência das medidas propostas na prestação dos serviços públicos traria prejuízos financeiros e sociais infinitamente maiores que a suposta economia. Para o dirigente do Sindilegis e servidor do Tribunal de Contas da União, a PEC da Rachadinha promove a precarização e privatização do serviço público ao propor “uma economia burra”.

 

Souza fez uma breve retrospectiva da história do Brasil para ilustrar que o país é marcado pela ingerência do poder político sobre a estrutura do Estado. O presidente do Sindicato trouxe um exemplo recente das consequências da precarização do serviço público: a tragédia da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que rompeu em janeiro de 2019, matando 270 pessoas. “Na época do desastre, a Agência Nacional de Mineração, segundo auditoria do TCU, possuía oito técnicos para acompanhar cerca de 800 estruturas, das quais 425 eram barragens. O trabalho, acreditem se quiserem, era feito de forma remota. A última visita dos técnicos no local do acidente tinha ocorrido três anos antes. Um ano depois do desastre, o número de fiscais aumentou de oito para 13. A CPI da Câmara identificou que a empresa que atuava como auditora da estrutura da barragem era a própria projetista. Esse é o modelo de Estado que estão querendo querendo implementar no Brasil”, alertou.

 

Para Souza, a PEC da Rachadinha escancara de vez o domínio dos cargos públicos pela classe política, destruindo o serviço público e precarizando o Estado brasileiro em meio ao caos que a interferência política está causando no combate à pandemia de coronavírus. “São mais de 400 mil brasileiros mortos, a economia paralisada e enquanto estamos vivemos esse drama, o Congresso Nacional está discutindo como acabar com o servidor concursado e colocar apadrinhados dentro da estrutura da administração pública. Precisamos interromper esse processo de ampliação do poder político sobre a estrutura do Estado brasileiro. Eu peço que a PEC 32 seja extinta dentro do Congresso Nacional”, concluiu.

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Sindilegis convoca assembleia para tratar dos impactos da reforma administrativa

Atenção, filiado! O Sindilegis convoca você a participar de assembleia geral no dia 15 de abril para discutir os impactos da PEC da Reforma Administrativa (PEC 32/2020) para o serviço e os servidores públicos. No encontro, será apresentada aos filiados a atuação do Sindicato em relação à proposta que prevê mudanças na forma como os servidores são contratados, promovidos e demitidos. A reunião será realizada a partir das 10h30.

 

Em virtude da pandemia, a assembleia será on-line via plataforma Zoom, cujo acesso se dará pelo link: http://bit.ly/SindilegisAGE3-2021. A reunião on-line também será transmitida pelo canal do Sindicato no YouTube (https://youtube.com/SindilegisOficial1).

 

Confira abaixo o edital de convocação:

 

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER LEGISLATIVO FEDERAL E DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – SINDILEGIS

EDITAL – Assembleia Geral Extraordinária nº 3/2021

O Presidente do Sindilegis, no uso de suas atribuições estatutárias que lhe confere o art. 26, VI, c/c os artigos 20, 21 e 23, convoca os(as) filiados(as) para a Assembleia Geral Extraordinária de caráter urgente a realizar-se no dia 15 de abril de 2021, das 10h30 às 12h, com a seguinte pauta: 1) Apresentação da PEC 32/2020 (Reforma Administrativa) e esclarecimentos sobre seu impacto para o serviço e os servidores públicos; 2) Atuação do Sindilegis em relação à PEC 32/2020; 3) Assuntos diversos. Em virtude da pandemia de COVID-19, a Assembleia ocorrerá por meio de reunião virtual realizada no aplicativo Zoom, cujo acesso se dará pelo endereço (link) http://bit.ly/SindilegisAGE3-2021, e também será transmitida pelo canal do Sindilegis no YouTube (https://youtube.com/SindilegisOficial1)

 

Brasília, 7 de abril de 2021.

Alison Aparecido Martins de Souza

Presidente do Sindilegis

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Sindilegis convoca filiados para carreata contra PEC da Reforma Administrativa

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, convoca os filiados a participarem nesta quarta-feira (17) de carreata em protesto à Reforma Administrativa (PEC 32/20) e em defesa do serviço público.  A concentração será em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, a partir das 14h.

“É um movimento apartidário para defender o serviço público e o cidadão brasileiro. Venha participar e se engajar nessa luta contra a PEC 32, que promove o desmonte do serviço público e trata de maneira injusta servidores essenciais para o desenvolvimento do país”, afirmou.

A carreata é organizada em parceria pelo Sindicato, pelo movimento BASTA!, pela União dos Policiais do Brasil, e pelo Sindjus.