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Nota de agradecimento ao senador Izalci Lucas por emendas à PEC do Orçamento de Guerra  

A pedido do Sindilegis, o parlamentar apresentou emendas à PEC 10/20 que buscam garantir transparência e controle em operações do Banco Central no cenário de pandemia

 

Nesta segunda-feira (13), o relator da PEC 10/20, conhecida como PEC do Orçamento de Guerra, senador Antonio Anastasia, apresentou seu parecer, que foi seguido da discussão da matéria. Na leitura do documento, Anastasia propôs limitações ao Banco Central no que diz respeito à compra e venda de ativos, em virtude do acatamento parcial das emendas 51 e 52, apresentadas pelo senador Izalci Lucas (PSDB/DF), vice-líder do Governo no Senado, baseadas em sugestões do Sindilegis.

O vice-presidente Alison Souza, que esteve à frente das conversas sobre a PEC em nome do Sindilegis, citou a aprovação do decreto de calamidade pública para defender a rejeição da proposta. “Definitivamente, não precisamos de PEC. Já há instrumentos suficientes à disposição do governo para manejar o orçamento e combater a crise provocada pelo coronavírus. O decreto de calamidade pública não foi para isso?”.

No entanto, ciente da inclinação dos líderes de partidos pela aprovação do texto com restrições, Souza decidiu enviar ao Senador Izalci propostas no sentido de estabelecer mecanismos de transparência e controle sobre a atuação do Banco Central na aquisição dos chamados títulos podres. “Agradecemos ao Senador Izalci pelo acolhimento de nossas propostas. O perigo é enorme. Se vão aprovar a PEC, então que ao menos algum tipo de controle sobre o uso dos recursos públicos seja estabelecido. E tão importante quanto a transparência é não afastar a aplicação da lei de improbidade aos agentes públicos que serão responsáveis por isso”.

A votação da chamada PEC do “Orçamento de Guerra” está marcada para acontecer na quarta-feira (15), por sistema remoto.

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Sindilegis se manifesta em relação à PEC 10/20

Sindilegis se manifesta em relação à PEC 10/20

 

A entidade considera perigoso autorizar o Banco Central a adquirir títulos privados no mercado secundário

 

A diretoria do Sindilegis entende a necessidade de o governo dar liquidez ao sistema financeiro, em razão da crise provocada pelo coronavírus, mas considera altamente temerário autorizar o Banco Central a atuar em mercados secundários.

“Ainda que essa autorização tenha vigência limitada ao tempo que durar o estado de calamidade, entendemos que é uma alternativa muito perigosa. O risco de inadimplência é alto e podemos amargar um prejuízo grande para os cofres públicos. Para fazer esse arranjo orçamentário todo nem precisávamos de PEC. Mas, caso seja aprovada, que ao menos seja retirado o artigo que contém tal autorização”, comenta Alison Souza, vice-presidente do Sindilegis.

Prevendo o pior cenário, o Sindilegis entregou nesta quinta-feira, 09/04, uma proposta de texto de emenda à PEC 10/20 ao senador Izalci Lucas (PSDB-DF), vice-líder do Governo no Senado. A proposta tem por objetivo tentar garantir transparência e controle, pelo Congresso, das eventuais aquisições de títulos privados.

 

Dep Hugo Motta

Nota de agradecimento ao relator da PEC do “Orçamento de Guerra”

Ao passo em que repudia a proposta do partido Novo de assalto aos salários dos servidores públicos, com o confisco de até 50% da remuneração desses trabalhadores, o Sindilegis enaltece a postura do deputado Hugo Motta (REP/PB), que em sintonia com economistas, entre eles o próprio ministro Paulo Guedes, rejeitou em seu parecer as emendas de número 4 e 5 à PEC 10/2020, que institui o chamado “Orçamento de Guerra” para enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Reforçamos, mais uma vez, que cortes de salários neste momento apenas aprofundarão a crise que o nosso país enfrenta, conforme atestado em diversos estudos. Assistimos, no mundo inteiro, esforços no sentido contrário: governos empenhados em proteger o emprego e a renda de seus cidadãos a qualquer custo. Resta claro que não adianta criar alternativas de socorro ao setor produtivo se não houver quem possa consumir: é suicídio econômico.

Agradecemos ainda a todos os deputadas e deputadas que se manifestaram em favor dos trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada na sessão da Câmara realizada nesta sexta-feira (03/04). Contamos com o respeito e bom senso dos demais parlamentares. Que demonstrem uma postura ética e responsável com as vidas de todos os trabalhadores brasileiros, no momento em que mais precisam de um Estado capaz de protegê-los.

Orçamento de Guerra

PEC do “Orçamento de Guerra” é aprovada, mas salários são preservados

A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta sexta-feira, 03/04, a Proposta de Emenda Constitucional 10/2020, a chamada PEC do “Orçamento de Guerra”, que autoriza a destinação dos recursos do Fundo Partidário para ações políticas de enfrentamento de emergências de saúde pública, de calamidade pública ou de desastres naturais. As proposições de corte salarial dos servidores públicos, apresentada via sugestões de emendas do partido Novo não foram admitidas no texto final.

Assim, as proposições foram votadas nos termos do parecer do relator da matéria, deputado Hugo Motta (REP/PB), que rejeitou todas as modificações. Entre a quarta-feira, 01/04, dia da apresentação do texto da PEC, e a sessão de hoje, o Sindilegis se movimentou intensamente no Congresso Nacional para colaborar na construção de medidas de combate ao coronavírus e barrar as propostas de confisco salarial. “Não é possível que todas as ideias de enfrentamento à crise, relativas à busca do equilíbrio financeiro, passem por onerar unicamente o trabalhador. Já passou da hora de exigir que entidades financeiras e grandes fortunas façam parte da solução, já que estes são os únicos poupados, em tempo de crise”, ressalta Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis.

Apesar da boa decisão dos deputados de poupar os salários, o Sindilegis convida todos os filiados e os trabalhadores em geral a permanecerem vigilantes. Os trabalhadores, sejam servidores públicos ou da iniciativa privada, devem ficar atentos às discussões no Congresso, pois ainda existem projetos em tramitação, tais como a PEC 186/19, que podem impactar a renda das pessoas. “A luta continua! Este momento está servindo para mostrar a importância de andarmos juntos. Pedimos reflexão. Por trás dessa luta salarial existe outra ainda mais importante: o tipo de mundo que queremos daqui em diante”, declara, Alison Souza, vice-presidente do Sindilegis.

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Confisco salarial proposto pelo partido Novo é assalto constitucional aos servidores públicos

Não há palavra mais indicada, senão asco, para definir o sentimento dos trabalhadores do serviço público brasileiro diante da tentativa de confisco salarial de até 50% proposta pelo partido Novo, por meio das emendas de número 4 e 5 à PEC 10/2020 – o chamado “Orçamento de Guerra”, que institui regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da pandemia do coronavírus.

As emendas, subscritas por toda a bancada do “Novo”, são de autoria do milionário empresário/deputado ou deputado/empresário Alexis Fonteyne, que figura entre os dez parlamentares mais ricos do Congresso, com fortuna declarada de mais de R$ 28 milhões. O mesmo deputado que se recusou a abrir mão do auxílio moradia mensal de R$ 3.500 pago pela Câmara e que, no ano passado, recebeu uma restituição de R$ 12 mil reais em seu Imposto de Renda – valor correspondente ao patrimônio total do brasileiro médio segundo relatório da ONG Oxfam, com base em dados do banco Credit Suisse.

Quando questionado por jornalistas se concordaria em ampliar a sua colaboração fiscal, Fonteyne deixou claro seu compromisso com o país: “(…) eu deveria ter mais lucro na minha empresa, e aí sim ser tributado na distribuição de lucros e dividendos”. Sobre a necessidade de receber auxílio moradia no valor de três salários mínimos e meio, o deputado comoveu a todos ao justificar que tinha quatro casas para sustentar: “(…) a de Brasília, a de Campinas – onde mora minha esposa e meu outro filho -, e mais esses dois outros filhos que estão em faculdades em São Paulo”.

Que o Novo é um partido de ricos que elegeu ricos para defender os interesses dos ricos, todo mundo sabe. Dos oito deputados federais eleitos pelo partido – todos brancos, do eixo sudeste/sul, apenas uma mulher entre eles -, seis são milionários. Juntos, somam mais de 57 milhões de reais em patrimônio declarado à justiça eleitoral. É mais do que natural, portanto, que defendam medidas como o pacote do governo de R$ 1,216 trilhão em auxílio aos bancos, correspondente a 16,7% do PIB. Mas é absolutamente repugnante e estarrecedor que um grupo de deputados milionários, em que apenas um não é empresário, CEO ou herdeiro de um negócio ou fortuna, se creiam legitimados para propor que o Estado simplesmente confisque, tome para si, metade do salário dos trabalhadores do serviço público.

Somando-se o confisco ao imposto de renda e contribuição previdenciária, o servidor seria assaltado pelo Estado em quase 70% da sua remuneração. Um assalto constitucional.

O Sindilegis reforça a tese defendida por economistas – e já reconhecida pelo próprio ministro da Economia – de que cortes de salários neste momento apenas aprofundarão a crise que o país enfrenta. Tirar dinheiro de quem consome para salvar quem produz é suicídio econômico.

Contamos com o respeito e bom senso dos demais parlamentares. Que demonstrem uma postura ética e responsável com as vidas de todos os trabalhadores brasileiros, sejam do serviço público ou da iniciativa privada.

Petrus Elesbão
Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis)

 

Entenda a proposta de confisco

O que é?

As emendas de número 4 e 5, do partido Novo, apresentadas ontem (01/04) à PEC 10/2020, suspendem a garantia do princípio da irredutibilidade dos vencimentos dos servidores públicos e prevê a redução temporária de 26% até 50% nos subsídios e vencimentos, com adequação proporcional, quando possível, da jornada de trabalho. A medida alcança os ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos.

Essa redução temporária obedeceria à seguinte progressividade:

– Redução de 26% sobre a remuneração bruta mensal entre R$ 6.101,07 e R$ 10.000,00;
– Redução de 30% sobre a remuneração bruta mensal entre R$ 10,000,01 e R$20.000,00;
– Redução de 50% sobre a remuneração bruta mensal a partir de R$ 20.000,01.

Como estamos combatendo

O Sindilegis, em parceria com outras entidades que representam servidores de todos os Poderes, acompanhou todo o processo e buscou junto aos líderes e demais parlamentares a rejeição das emendas pelo relator.

De maneira excepcional, a apresentação das emendas foi feita pelos partidos em Plenário, em um prazo de apenas uma hora. Foram apresentadas 26 emendas e todas foram rejeitadas pelo deputado Hugo Motta (REP/PB), que proferiu parecer em Plenário, em substituição à Comissão Especial, favorável à PEC na forma de substitutivo.

Pelo acordo firmado, a votação em Plenário do primeiro e segundo turnos será amanhã, sexta-feira, 03/04, às 10h, bem como a votação dos destaques apresentados. A princípio, as duas emendas mencionadas não deverão ser submetidas à apreciação do Plenário, pois não foram destacadas até o momento. No entanto, até o início da votação, destaques poderão ser eventualmente retirados, bem como poderão ser apresentados novos destaques. O Sindilegis segue monitorando de perto cada passo da PEC.

Nossa posição

O Sindilegis adianta aos seus filiados que jamais aceitará qualquer proposta de confisco salarial e, para tanto, se utilizará de todos os recursos disponíveis, inclusive junto ao Poder Judiciário, em caso de prosseguimento da matéria no âmbito do Congresso Nacional.

A proposta, além de imoral e oportunista, configura fato gerador de empréstimo compulsório e não pode, portanto, se restringir a uma classe específica, nos termos da CF/88.

Fontes

https://politica.estadao.com.br/eleicoes/2018/candidatos/sp/deputado-federal/alexis,3000

https://brasil.elpais.com/politica/2020-01-13/o-que-os-deputados-mais-ricos-do-brasil-pensam-sobre-a-desigualdade-tributaria.html

https://exame.abril.com.br/negocios/a-bancada-dos-herdeiros-e-ceos-quem-sao-os-deputados-eleitos-pelo-novo/

http://www.tse.jus.br/