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Sindilegis lamenta o falecimento da servidora aposentada Julieta Feitosa

O Sindilegis, em nome de toda sua diretoria e filiados, manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento da servidora aposentada da Câmara dos Deputados Julieta Feitosa, carinhosamente apelidada de “Juju”, aos 106 anos.

Dona Juju deixa sua irmã, Juracy Feitosa Rocha, de 102 anos, que também foi servidora da Câmara. Neste momento de dor e luto, estendemos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos de Juliana.

Julieta nasceu em Araguaia, cidade do interior do Espírito Santo, onde viveu com seus pais e quatro irmãos. Aos 16 anos, formou-se em pedagogia pela Escola Normal de Vitória (ES), onde iniciou sua carreira como professora. Logo depois, ela e sua família se mudaram para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como atendente de saúde. Em 1960, mudou-se para Brasília, onde atuou no Palácio do Planalto e, posteriormente, ingressou na Câmara dos Deputados por meio de concurso público, dedicando-se à biblioteca da instituição.

Informações de velório
Data: 11/07/2024
Velório – Capela 6 – Cemitério Campo da Esperança – Asa Sul
Horário: 14h às 16h
Cremação às 16h15

Homenagem e reconhecimento

Em 2018, Julieta foi uma das entrevistadas para a série comemorativa do Sindicato em celebração aos 30 anos de Brasília, “Filhos de Brasília”. Assista à entrevista pelo link: https://youtu.be/zR41i6K7VJ4?si=Ian8Bpm4htO9n0i

Que Dona Juju descanse em paz e que sua memória seja sempre lembrada por todos nós.

Com respeito e solidariedade,

Diretoria do Sindilegis.

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Nota de pesar pelo falecimento do servidor Emanuel Tadeu Medeiros

É com pesar que a Diretoria do Sindilegis informa o falecimento do servidor aposentado da Câmara dos Deputados Emanuel Tadeu Medeiros Vieira,  hábil escritor, na manhã desta segunda-feira (30).

O Sindilegis se solidariza com o luto dos familiares e amigos e informa, aos que desejem prestar suas condolências, que o velório ocorrerá hoje, a partir das 13h30, na capela 01, no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. O sepultamento está marcado para as 16 horas.

“IDOSOS E SUAS VIDAS”

De: Emanuel Medeiros Vieira

Para: Os idosos do Brasil

Quero refletir sobre um aspecto da vida dos idosos – em locais privados e abrigos públicos (em  Salvador, de onde escrevo): o abandono afetivo.

 Segundo a assistente social e pesquisadora na área de gerontologia, Alicia Azevedo, que realizou um mapeamento, em 2016, em três abrigos privados e em um público, de Salvador, os idosos que vivem nestes locais possuem pouco ou nenhum vínculo familiar.

(Creio que a situação é a mesma em outras cidades.)

O maior centro de acolhimento privados para idosos na capital baiana, é o Lar Franciscano Santa Isabel, no bairro da Saúde.

Segundo matéria do jornal “A Tarde”, de Luciana Almeida, , 60% dos idosos que ali vivem, mantém pouco ou nenhum contato com a família.

No abrigo público Dom Pedro II, no bairro de Boa Viagem, administrado pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), a situação dos abrigados é semelhante.

30% deles não têm contato constante com parentes. 16%, não sabem sequer o paradeiro deles.

Dos 160 entrevistados pelos pesquisadores, 87%  não havia recebido visita de familiares nos últimos seis meses.

São idosos cujas famílias já faleceram ou que sofrem ‘abandono afetivo’, ou seja, eles têm familiares que não participam de forma ativa da vida, não se dedicam aos cuidados destas pessoas”, explicou Alicia Azevedo.

O senhor Josué Neri, de 86 anos, nascido em Castro Alves (a 194 quilômetros de Salvador),

não escolheu morar no Abrigo Dom Pedro II, onde reside.

Ele foi abandonado nas ruas da Cidade Baixa por um sobrinho, a quem se refere como “segundo filho”.

O chamado “abandono afetivo” não é incomum.

As pessoas não estão dispostas a oferecer não só cuidados pessoais, mas também carinho às pessoas mais maduras que, nesta etapa da vida, estão mais carentes de atenção”, diz a assistente social.

Alguém disse que a maior tristeza do idoso, é não ser mais escutado.

Numa sociedade mercantilizada, tão apegada aos bens materiais, onde as pessoas estão sempre apressadas, os idosos nada valem.

Muitos esquecem – é um lugar-comum verdadeiro – que se não forem “chamados” antes, um dia serão idosos.

Mas o que podemos esperar de uma sociedade onde o deus supremo é o mercado, que zele pelos seus filhos?

(Salvador, maio de 2017)