Ilustração Alíquotas previdenciárias

Atenção! Novas alíquotas previdenciárias passam a valer em março

Atenção! Novas alíquotas previdenciárias passam a valer em março

Seguindo o que determina a Emenda Constitucional 103 de 2019 (Reforma da Previdência), promulgada em novembro pelo Congresso, a partir de março deste ano a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores, atualmente de 11%, passará a ser progressiva. Dessa maneira, sobre cada faixa salarial incidirão percentuais diferentes, conforme a tabela a seguir. O Sindilegis reitera que já ingressou com ação na Justiça questionando as alíquotas abusivas.

Servidores públicos federais no RPPS da União

Até um salário mínimo: 7,5%

Entre um salário mínimo e R$ 2 mil: 9%

Entre R$ 2 mil e R$ 3 mil: 12%

Entre R$ 3 mil e o teto do RGPS (R$ 6.101,06): 14%

Entre o teto do RGPS e R$ 10 mil: 14,5%

Entre R$ 10 mil e R$ 20 mil: 16,5%

Entre R$ 20 mil e o teto constitucional (R$40.747,20): 19%

Acima do teto constitucional: 22%

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Sindilegis anuncia na terça as ações judiciais contra a reforma da Previdência

Alíquotas progressivas e regras de transição para servidores públicos são alvo do Sindicato

O Sindilegis anunciará, na próxima terça-feira (17), as ações que serão ajuizadas pelo Sindicato contra dispositivos da reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019). Na tarde de ontem (12), o presidente Petrus Elesbão e o vice-presidente Alison Souza se reuniram mais uma vez com o advogado Alexandre Gazineo para debater os últimos detalhes das teses jurídicas e a estratégia das ações.

De acordo com o presidente, os objetos principais das ações serão a regra de transição e as alíquotas, ordinária e extraordinária. Na próxima segunda-feira (16) a Diretoria do Sindicato se reunirá para deliberar sobre a matéria. Na terça será enviada uma nota técnica a todos os filiados com informações mais detalhadas.

“Trata-se de uma reforma constitucional e, por esta razão, as nossas ações precisam estar muito bem fundamentadas para que tenhamos sucesso. Temos nos reunido com advogados renomados desde a aprovação da PEC para traçar uma linha argumentativa robusta e que ataque os pontos que realmente interessam aos servidores”, afirmou Alison Souza.

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Reta final da reforma da Previdência: o que ainda pode mudar

Nesta semana decisiva da votação da PEC 06/2019, alguns senadores já protocolaram emendas de redação que atingem a aposentadoria dos servidores

22 de outubro: data prevista para que o Senado Federal inicie o segundo turno da votação da PEC 06/2019 (reforma da Previdência) e, até o fim da semana, deve concluir a votação sobre a proposta. Nesta fase final, as mudanças ainda podem ocorrer por meio de emendas supressivas e de redação.

Até o fechamento desta edição, cinco senadores já haviam protocolado 11 emendas para discussão no Plenário, que se referem, entre elas, à pensão por morte; às regras para agentes expostos nocivos à saúde; ao cálculo da média para aposentadoria de servidoras; ao dispositivo sobre o rompimento do vínculo em caso de aposentadoria concedida com tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, para explicitar que se trata do rompimento de vínculo ativo; a anulação de aposentadoria concedida sem tempo de contribuição.

Enquanto a Previdência estiver na pauta do Congresso Nacional, o Sindilegis continuará na luta para ajustar alguns equívocos da reforma, intensificando o diálogo com os senadores. Após a promulgação, os esforços serão concentrados na PEC paralela 133/2019.

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública interativa para instruir a PEC 6/2019 que modifica o sistema de previdência social, estabelece regras de transição e disposições transitórias, e dá outras providências. rrMesa:rpresidente do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) e secretário de Fazenda do Piauí, Rafael Tajra Fonteles;rcoordenador da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), Ângelo Fabiano Farias da Costa;rsecretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho;rpresidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS); rrelator da PEC 6/2019, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE);rex-ministro da Fazenda e professor da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Henrique Barbosa Filho;rpresidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme Martins de Oliveira Neto.rrBancada:rsenador Rodrigo Cunha (PSDB-AL); rsenador Major Olimpio (PSL-SP); rsenador Eduardo Braga (MDB-AM); rsenador Jorge Kajuru (Patriota-GO); rsenador Izalci (PSDB-DF); rsenador Marcelo Castro (MDB-PI); rsenador Esperidião Amin (PP-SC); rsenador Paulo Rocha (PT-PA); rsenador Paulo Paim (PT-RS); rsenador Rogério Carvalho Santos (PT-SE); senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); senador Humberto Costa (PT-PE).rrFoto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Esforço concentrado no Senado para mudar a reforma da Previdência

Sindilegis tem participado de todas as reuniões e audiências para traçar estratégias para alterar a PEC 06/19 no Senado

O Sindilegis mantém a agenda de acompanhar os debates no Senado Federal sobre a reforma da Previdência (PEC 6/2019). Na terça-feira (20), duas audiências ocorreram simultaneamente pela manhã: na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o tema girou em torno da “Previdência e Trabalho”, com foco nas aposentadorias especiais e pensão por morte. Já a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) iniciou as audiências públicas sobre a aposentadoria dos brasileiros com representantes do Governo, da sociedade civil e com dirigentes sindicais.

Na CDH

Coordenando os trabalhos, a Senadora Zenaide Maia (PROS/RN) declarou que “está comprovado que a Seguridade Social no Brasil é superavitária e a PEC ‪6/2019 é um desmonte brutal do sistema”. Disse ainda que “outro agravante é que o país deixou de receber R$ 620 bilhões dos grandes devedores da Receita Federal”.

Já Adriana Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), apresentou o retrocesso que a atual proposta representa para milhões de trabalhadores que, por justiça, fazem jus à concessão de aposentadoria especial. “É muito grave que a PEC 6  desconstitucionalize o Art. 201, que dispõe a regulamentação da aposentadoria especial mediante edição de Lei Complementar, além de não fazer distinção de gênero para sua concessão”, criticou.

Na CCJ

Presidida pela Senadora Simone Tebet (MDB-MS), a audiência contou com o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. “Espero que seja cumprido o cronograma divulgado

pelo colegiado, de cerca de 60 dias de tramitação na Casa”, apontou. Ainda de acordo com Marinho, as eventuais mudanças que virão no texto deverão vir por meio de uma PEC paralela.

Tebet explicou que o relator da matéria, Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), pode apresentar seu parecer ainda na sexta-feira (23), para que receba sugestões de modificações até o dia em que efetivamente fará a leitura do texto, em 28 de agosto.

O Sindilegis esteve presente em ambas as reuniões. O presidente do Sindicato Petrus Elesbão relembrou a reunião das entidades com a presidente da Comissão: “Agora, vamos trabalhar com emendas para buscar um texto mais justo. É imprescindível fazer algumas mudanças para suavizar o impacto do texto, entre elas, as regras de transição para aqueles com direito próximo de se aposentar e a manutenção de 80% da média dos maiores salários para os servidores que entraram entre 2004 e 2013”.

Ao longo desta semana, estão marcadas novas audiências na CCJ.

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Destaques são rejeitados no segundo turno e reforma da Previdência vai para o Senado

Estratégia do Sindilegis e das entidades agora é mostrar aos senadores o quanto a proposta é cruel com a sociedade e servidores

Após mais de 6 horas de votação, a Câmara dos Deputados rejeitou os oito destaques apresentados ao texto da PEC 6/19 (reforma da Previdência), nesta quarta-feira (7), e garantiu aprovação do texto com o mesmo teor do primeiro turno na rodada final na Câmara. A proposta, agora, segue para ser avaliada pelo Senado Federal.

Durante a votação, o Sindilegis e as entidades percorreram os corredores da Casa e abordaram líderes e deputados, com o objetivo de obter votos favoráveis a pelo menos três destaques. A diretora Magda Helena, que “acampou” no Salão Verde para garantir o diálogo, afirmou que a população ainda não compreendeu o impacto negativo da reforma, caso seja aprovada. “Vamos comprovadamente trabalhar mais e receber menos”, apontou.

Entre os destaques apreciados, o do partido NOVO se mostrou uma verdadeira ameaça aos trabalhadores, momento em que o Sindilegis e entidades envidaram todos os esforços para que os parlamentares o derrubassem. Ele propunha o fim da opção de transição com pedágio de 100%. “Foi um golpe duro nos trabalhadores. Ao invés de focarmos em nossos próprios destaques, que visavam uma proposta justa, tivemos que correr atrás de parlamentares para não deixarem o texto ainda pior. Felizmente o destaque não foi aprovado”, afirmou o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão.

O foco agora é que os pontos considerados ainda polêmicos para o Sindilegis, o Fonacate e a Frentas (entre eles, as alíquotas progressivas, a regra de transição, pensão por morte e acúmulo de benefícios e a base de cálculo para quem ingressou no serviço público entre 2004 e 2013) possam ser transformados em emendas, de maneira a alterar o texto no Senado.

O primeiro passo da PEC é ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ), cuja presidente, Senadora Simone Tebet (MDB-MS), já foi visitada pelas entidades para garantirem diálogo e debate acerca do tema. A presidente foi positiva em relação ao pedido.

Na sequência, após apreciação na CCJ, a matéria irá ao plenário do Senado, onde também precisa ser aprovado em dois turnos, com 49 votos em cada, ou seja, 3/5 dos senadores. Se o Senado aprovar o texto da Câmara sem mudanças, ele é promulgado pelo Congresso e se torna uma emenda à Constituição.

Caso apenas uma parte seja aprovada pelo Senado, ela será promulgada, e o que foi mudado volta para a Câmara para ser analisado. O Senado pode, ainda, aprovar um texto diferente. Se isso acontecer, ele volta para a Câmara.

Saiba quais foram os destaques analisados pelos parlamentares:

CONTRIBUIÇÕES ABAIXO DO PISO: O PT propôs retirar o dispositivo que desconsidera, para contagem do tempo de contribuição para a Previdência, contribuições abaixo do piso mínimo de cada categoria.

PENSÃO POR MORTE: O PCdoB propôs retirar do texto o dispositivo que prevê que a pensão por morte terá o valor de um salário mínimo quando for a única fonte de renda formal obtida pelo dependente.

BPC: O PT buscou retirar o trecho que insere na Constituição a previsão de que somente idosos e pessoas com deficiência em famílias com renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo terão direito ao Benefício de Prestação Continuada (BCP). Esse requisito já existe em lei e pode ser modificado por projeto. Se for inserido na Constituição, será necessária uma PEC para modificá-lo.

TRANSIÇÃO 1: O Novo propôs retirar uma das modalidades de transição para quem já está no mercado de trabalho. A regra questionada pelo partido vale para servidores públicos e para trabalhadores da iniciativa privada e estabelece idade mínima de 57 anos para mulheres e para homens; além de tempo de contribuição de 30 anos para mulheres e de 35 anos para homens. Nesta modalidade, o pedágio é de 100%.

TRANSIÇÃO 2: O PDT também propôs mexer na regra de transição válida para trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público. A intenção do partido é retirar o pedágio de 100% a ser pago pelos trabalhadores que pretendem se aposentar aos 57 (mulheres) / 60 (homens), com 30 anos de contribuição (mulheres) / 35 anos de contribuição (homens).

SERVIDORES PÚBLICOS: O PSB buscou alterar as regras para a aposentadoria dos servidores públicos que, durante a atividade profissional, ficaram expostos a agentes químicos e biológicos prejudiciais à saúde.

ABONO SALARIAL: O PSOL buscou realizar mudanças nas regras do abono salarial previstas no texto. O partido quer retirar o ponto que estabelece que empregados de baixa renda (que ganham até R$ 1.364,43) cujas empresas contribuíram para o PIS/Pasep têm direito ao “pagamento anual de abono salarial em valor de até um salário mínimo”. A intenção é manter a redação atual da Constituição, que prevê o pagamento do benefício para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO: O PT propôs retirar do texto a regra de cálculo do valor do benefício de 60% da média aritmética com acréscimo de 2% do tempo de contribuição que exceder o período de 20 anos de contribuição, para aposentados pelos regime geral e próprio de Previdência. Com isso, mantém a regra atual de cálculo, que considera a média de 80% dos maiores salários.

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Fique esperto: Sindilegis lança nova campanha para informar servidores sobre proposições legislativas de interesse

Foi lançada, nesta segunda-feira (10), uma nova ferramenta para afinar ainda mais a comunicação entre o Sindilegis e seus filiados: é o programa “Fique Esperto”. A campanha, voltada para redes sociais – Whatsapp, Facebook, Twitter e Instagram – irá alertar toda vez que um projeto de lei, PEC, MP, Ato da Mesa ou decreto possam afetar a categoria de alguma forma.

Para tornar a comunicação mais divertida, o servidor poderá saber o impacto do projeto de acordo com os personagens; baseado no “Geleia”, o fantasminha verde e gosmento mascote dos Caça-Fantasmas do filme Ghostbuster, o bonequinho reage de três maneiras diferentes: feliz, para projetos que impactam positivamente os filiados; atento, para projetos que é preciso ter atenção; e zangado, que mostram ações perigosas e que exigem atenção extrema do Sindilegis.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, explica que o projeto nasceu de uma necessidade percebida pelos funcionários que lidam diariamente com os servidores. “Percebemos que são tantas proposições legislativas e tantas alterações que muitos filiados não conhecem de perto o mérito e o que está tramitando no Congresso e pode afetá-los. Nosso objetivo é, de forma lúdica e moderna, informá-los sobre os projetos que podem causar algum impacto tanto nele quanto em seus dependentes”, explica.

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Mudança na Previdência Social ganha agenda central na Câmara

Três comissões promoveram audiências públicas sobre a PEC 6/19 e o impacto que a proposta traz em diversas categorias

Com relatório previsto para ser apresentado nessa quinta-feira (13) em Comissão Especial, a PEC 6/2019 continua sendo foco dos trabalhos na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira (11), o Sindilegis acompanhou três audiências públicas na Casa que abordaram o impacto da proposta em diversas categorias profissionais.

Carreiras socioeducativas

Logo no início da manhã, a Comissão de Legislação Participativa (CLP) promoveu audiência com o tema: Reforma da Previdência nas Carreiras Socieoeducativas e Assistência Social. O requerimento para sessão foi encaminhado pela deputada Érika Kokay (PT-DF) e os debates contaram com a presença de especialistas e entidades das carreiras socioeducativas.

A deputada Erika Kokay defendeu a aposentadoria especial para determinadas categorias que enfrentam uma realidade laboral de sofrimento: “Quando estamos falando de assistência social, estamos falando de profissões que asseguram direitos”.

Os discursos giraram em torno dos prejuízos que podem ser ocasionados caso a reforma da Previdência seja aprovada. De acordo com a coordenadora da auditoria cidadã da dívida, Maria Lúcia Fatorelli, se a PEC 6 passar, o Brasil irá quebrar.

“O que está produzindo déficit não é a previdência, nunca foi. O dinheiro pago pela previdência chega nas mãos da pessoas e movimenta a economia, parte disso volta para os cofres públicos em forma de tributos. Se a reforma passar, o R$ 1 trilhão que eles querem economizar vai ser retirado da economia”, disse Fattorelli.

Aposentadoria dos professores

Ainda pela manhã aconteceu audiência na Comissão de Educação, que focou os trabalhos na aposentadoria dos professores de carteira assinada. Os debatedores apontaram que, em virtude da condição de trabalho dos docentes, faz-se necessário uma condição especial de aposentaria e o melhor modelo é a atual regra disposta na Constituição de 1988.

“Estamos falando de condições de trabalho que têm uma exigência psicológica, social e física que vão para além de sala de aula. O trabalho do professor não começa quando ele entra na sala, e não termina quando sai da escola”, apontou o perito médico federal Sérgio Antônio Martins Carneiro.

O pesquisador e coordenador da Universidade de Brasília (UnB) Wanderley Codo fez um alerta para os rumos que a educação pode tomar, caso se concretizem as políticas impostas pelo governo.

“Estamos diante da tentativa de acabar com a educação brasileira, principalmente a pública. Ou a gente reage para manter o mínimo de direitos que conquistamos até agora, e entre eles, um dos mais importantes, a aposentadoria especial, ou não vamos ter um processo educacional civilizado no Brasil daqui a dois ou três anos”, lamentou.

Audiência conjunta

No período da tarde, três comissões da Câmara dos Deputados se reuniram para debater a reforma da Previdência: Defesa dos Direito da Pessoa Idosa (Cidoso), Direitos Humanos e Minoria (CDHM) e Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e Amazônia (CINDRA).

A reunião avaliou a PEC 6/2019 sob o olhar das populações tradicionais da Amazônia. Para o deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), são realidades que também precisam de atenção. Ele cita, por exemplo, o pescador que pelas regras propostas pelo governo deverá recolher INSS sobre a sua produção.

“Um pescador que mora numa comunidade que fica a mais 20 horas de um posto do INSS, como é que essas pessoas que trabalham de sol a sol para se sustentar, muitas vezes em regime de subsistência, vão conseguir reunir R$ 600 por ano e recolher o INSS?”, indagou.

Joaquim Belo, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, fez um apelo aos parlamentares para que levem em conta as diferenças da população. “Se essa Casa não tiver a capacidade de enxergar esses diversos brasis, muita gente vai ficar abandonada, sem amparo do Estado”, destacou.

A audiência também contou com a participação do secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim.

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Sindilegis se une ao Movimento Acorda Sociedade – MAS – em manifesto contra a reforma da Previdência

Durante a reunião foi apresentado o novo site da entidade, que tem sido uma ferramenta de mobilização em favor dos direitos dos trabalhadores

O Sindilegis reafirmou apoio ao Movimento Acorda Sociedade (MAS) em manifesto contra a reforma da Previdência (PEC 06/2019). Em reunião nesta terça-feira (11) entre o coordenador do MAS, Nery Júnior, e o presidente do Sindicato, Petrus Elesbão, a entidade se uniu ao Movimento, que congrega 147 instituições de diversas carreiras públicas  e privadas.

Durante a reunião, Nery Júnior informou que o MAS conta agora com mais uma ferramenta de mobilização. Trata-se de um site exclusivo do Movimento, que vai facilitar a mobilização em favor da manutenção dos direitos dos trabalhadores.

Dentre os recursos disponíveis na página (http://naoaodesmontedaprevidencia.com.br/), é possível enviar manifesto aos parlamentares contra a reforma da Previdência e em favor da preservação de direitos “que garantem ao povo uma vida minimamente digna”.

O site ainda possui a opção de escolha dos parlamentares por partido e estados para o envio do protesto; e conta com vídeos, depoimentos e hashtags, além de informações sobre o MAS.

O Movimento

O Movimento Acorda Sociedade nasceu da necessidade de alertar, denunciar os retrocessos e, ao mesmo tempo, mobilizar a sociedade brasileira para o debate nacional.

 

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Pensão por morte, alíquota e transição são debatidas com presidente da Comissão da PEC 06/19

Encontro reuniu Sindilegis, entidades parceiras e parlamentares para discutirem pontos mais sensíveis da reforma da Previdência

A Liderança do Partido Liberal – antigo Partido da República – recebeu, nesta quinta-feira (30), representantes do Sindilegis e de entidades de diversas carreiras para debater pontos específicos da PEC 06/19 com o presidente da Comissão Especial da Câmara para a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

A reunião foi requerida pelo deputado federal Léo Moraes (PODE-RO), que já se comprometeu a buscar novos encontros com outros parlamentares ligados à discussão na Comissão Especial, onde a PEC 06/19 tramita atualmente.

Na visão dos vice-presidentes do Sindilegis Paulo Cezar Alves e Alison Souza, e da diretora Magda Helena, três pontos da proposta são os mais alarmantes: as novas regras para as pensões por morte, as alíquotas progressivas de contribuição previdenciária e a falta de regra de transição para aqueles que ingressaram no serviço público até 31/12/2003. As demais entidades compartilharam das mesmas preocupações e puderam externar suas dúvidas e seus receios aos parlamentares presentes.

O vice-presidente do Sindilegis Alison Souza apresentou aos deputados os dados defendidos pelo professor, advogado e servidor Henrique Carvalho, que esteve ontem na Comissão Especial para falar sobre capitalização e avaliação atuarial. Ambos reafirmaram que o sistema previdenciário dos servidores é o mais equilibrado entre todos os regimes. “Em 2003, quando teve início com a cobrança dos inativos, as despesas do RPPS caíram de 1.8% para 1% do PIB. Hoje, elas giram em torno de 0.78%. Com a criação da Funpresp, em 2013, houve um pequeno acréscimo devido ao custo da transição, mas na própria LDO de 2019, nos anexos, consta a projeção do Regime Próprio que estará zerada a longo prazo”, apontou.

Para Paulo Cezar Alves, uma das principais preocupações é a propaganda encabeçada pelo Governo para acabar com “privilégios”, usando servidores públicos para estampar esta ideia. “Esse discurso de privilegiados é apenas para que a sociedade e a imprensa se virem contra nós. Somos uma carreira qualificada, preparada e que serve à Nação”, ressaltou.

O presidente da Comissão Especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), ouviu todos os representantes e afirmou estar solidário em alguns pontos, como a pensão por morte e a regra de transição, mas que acha justa a proposta voltada para idade mínima e alíquotas progressivas que constam na PEC 06. “Culpar o servidor público por todo o problema de ajuste fiscal que o País enfrenta é uma injustiça sem tamanho. Contudo, o Brasil não conseguirá sustentar uma Previdência se pessoas continuarem a se aposentar aos 48 anos ganhando o valor do teto do Supremo Tribunal Federal”, explicou.

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Encontro da Fenale e do Sindilegis debate o impacto da Nova Previdência

 

Entre 15 e 17 de maio, o XLII Encontro Nacional da Federação dos servidores das Assembleias Legislativas de todo o País debate os desafios e perspectivas da reforma

 

Em meio à tramitação da PEC 06/2019 (que modifica o sistema de Previdência Social) na Câmara dos Deputados, o Sindilegis e a Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estadual e do DF (Fenale) realizam, entre os dias 15 e 17 de maio, o 42º Encontro Nacional, em Brasília.

 

Com o tema “Previdência Social: Desafios e perspectivas”, o evento terá início com uma Sessão Solene nesta quarta-feira (15), às 9h, no auditório do Interlegis, do Senado Federal. Logo após, a auditora e coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, fará uma palestra com o tema central do Encontro.

Na quinta-feira pela manhã (16), segundo dia do evento, com o intuito de buscar alterações no texto da reforma, haverá uma visita aos gabinetes da Câmara dos Deputados para realizar a entrega de emendas à proposta.

Programação:

15/05

9h – Sessão Solene – Interlegis

10h30 – Palestra “Reforma da Previdência – Desafios/Perspectivas”

Maria Lúcia Fatorelli – “Auditora Cidadã”

12h30 – Almoço de Boas-vindas

14h – Pinga-Fogo – Comissão da “Carta de Brasília” – Hotel

17h – Reunião da Diretoria Executiva

 

16/05

9h – Visita Protocolar à Câmara dos Deputados (Gabinetes)

Entrega de Emendas à Reforma da Previdência

12h – Almoço – Hotel

14h – Reunião do Conselho de Representantes

Aprovação da “Carta de Brasília”. Aprovação da Ata de 29/11/18; Expedientes, Relatórios de Atividade Nov.18/Abr.19; Prestação de Contas; Estudo de Tesouraria; Aprovação de Moções; Diversos; Comissionados; Frente Parlamentar Mista.

17/05

9h – Assembleia Geral Extraordinária

Reforma Parcial do Estatuto

12h – Almoço

Reforma Parcial do Estatuto (continuação)

Entrega de Certificados – Encerramento

Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza reunião com 11 itens. Entre eles, o PLS 502/2017, que isenta beneficiário de planos de saúde de cumprir carência em caso de urgência.  Em pronunciamento, à mesa, presidente da CAS, senador Romário (Pode-RJ).   Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Proposta sobre demissão de servidores também está no foco do Sindilegis

Previsto para ser votado nesta quarta-feira (15) em Comissão do Senado, o projeto 116/2017 estabelece regras para demissão do servidor por insuficiência de desempenho

Paralelamente à reforma da Previdência, também está no foco da atuação do Sindilegis o projeto de lei (PLS) 116/2017 que estabelece regras para demissão de servidor estável por “insuficiência de desempenho”. A matéria está prevista para ser debatida e votada nesta quarta-feira (15), a partir das 9 horas, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, no Plenário 9.

A regulamentação tem por base o substitutivo ao PLS 116/2017 apresentado pelo relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Lasier Martins (PSD-RS).
Pelo texto da CCJ, o desempenho funcional dos servidores deverá ser apurado anualmente por uma comissão avaliadora e levará em conta a produtividade e a qualidade do serviço, entre outros fatores. Deve ser garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa.

No texto inicial, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), a responsabilidade pela avaliação de desempenho seria do chefe imediato, mas o relator na CCJ levou em consideração temores de entidades representativas dos servidores – entre elas o Sindilegis, que argumentaram que não seria razoável deixar exclusivamente a cargo da chefia imediata uma avaliação que pode levar à exoneração de servidor estável.

Segundo ele, foi citado o risco de a decisão ser determinada “por simpatias ou antipatias no ambiente de trabalho”.

A relatora na CAS, senadora Juíza Selma (PSL-MT) recomendou a aprovação do texto proposto por Lasier Martins com uma emenda para estipular que o primeiro período avaliativo terá início em 1º de maio do segundo ano subsequente à entrada em vigor da lei.

Após a CAS, o texto passará por análise de duas comissões.

(Com informações da Agência Senado)

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O que estão escondendo de você

O discurso oficial do Governo para aprovar a reforma da Previdência não mostra os dados oficiais constantes na LDO de 2019. Os números apontam que a projeção do PIB para o RPPS está se equilibrando ao longo dos anos e tende a zerar

O Sindilegis torna públicas algumas informações que estão sendo omitidas ou distorcidas sobre a reforma da Previdência (PEC 6/2019), no que tange às mudanças propostas aos servidores públicos.

Os números com a projeção de gastos e receitas com a aposentadoria dos servidores estão disponíveis nos Anexos II-A e II-B do Relatório da Avaliação Atuarial do Regime Próprio da Previdência Social da União da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019.

Os dados revelam que a projeção de despesas do RPPS está em queda permanente desde a criação do Funpresp em 2013 e tende à estabilidade das contas públicas. A cada ano, esses números vêm diminuindo proporcionalmente. Se hoje a porcentagem do PIB com a aposentadoria do servidor é de 1,25%, em 10 anos será de 1,13%; em 20 anos, 0,89% e seguirá caindo até zerar completamente. Nenhum outro regime trabalhista apresenta esse tipo de equilíbrio a curto e a longo prazo.

Tendo em vista todos esses dados, o presidente do Sindilegis afirma que o servidor está pagando uma conta que não é sua: “Nós, servidores públicos, já passamos por três reformas nos últimos 20 anos e sempre demos nossa contribuição para o equilíbrio das contas públicas. Somos a única categoria que, mesmo depois de se aposentar, continua com o desconto da previdência em folha. Queremos continuar colaborando para o crescimento do Brasil, mas de forma justa”, disse.

A partir desta semana, o Sindicato intensificará a divulgação das mentiras sobre a reforma da Previdência e as alternativas para o Governo alcançar R$ 1 trilhão, sem massacrar a sociedade e o servidor. Fique atento!

Veja abaixo as projeções oficiais da LDO 2019, que demonstram o equilíbrio da aposentadoria do servidor público ao longo dos anos: