Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião deliberativa com 17 itens. Entre eles, a PEC 98/2019, que permite a divisão dos recursos arrecadados pela União nos leilões do pré-sal com estados e municípios.rrMesa: rvice-presidente da CCJ, senador Jorginho Mello (PL-SC);rpresidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS); rrelator da PEC 6/2019, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).rrBancada:rsenador Esperidião Amin (PP-SC) - em pronunciamento;rsenador Dário Berger (MDB-SC); rsenador Nelsinho Trad (PSD-MS); rsenadora Rose de Freitas (Podemos-ES); senador Paulo Paim (PT-RS); rsenador Antonio Anastasia (PSDB-MG); senador Cid Gomes (PDT-CE).rrFoto: Geraldo Magela/Agência Senado

Confira o que mudou com o novo relatório da Previdência proposto por Tasso Jereissati

Pensão por morte, aposentadoria por invalidez e reabertura do prazo de migração para Previdência complementar foram alguns pontos

O relator da reforma da Previdência (PEC 06/19) na Comissão de Constituição e Justiça, Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), fez a leitura, nesta quarta-feira (28), do seu parecer para apreciação e votação dos parlamentares. Dez mudanças, ao total, foram propostas: quatro por meio de supressão do texto e seis via PEC paralela.

As emendas supressivas, em que são retirados alguns trechos, foram modificadas no texto que a Câmara já aprovou e não necessitam de novo aval dos deputados, pois não mudam o mérito da proposta; já as emendas, que serão adicionadas como uma nova PEC, deverão passar por todo o trâmite habitual de uma emenda constitucional.

Apesar das mudanças, a proposta poderá sofrer ainda mais modificações. Isso porque os senadores já enviaram até agora 318 emendas parlamentares – o Sindilegis, em parceria com o Fonacate e a Frentas, endossa sete delas, que tratam, entre outros temas, do cálculo de benefício, pensão por morte e regra de transição. Uma das emendas apresentadas pelo Fonacate/Sindilegis, inclusive, era o pedido de reabertura do prazo para migração para a Funpresp – o relator esteve de acordo e inseriu a mudança no texto.

Confira o que mudará:

Pontos alterados via supressão

Benefício de Prestação Continuada: exclui trecho que colocava na Constituição o critério previsto em lei para recebimento do BPC: renda per capita de ¼ do salário mínimo.

Aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos: exclui a elevação dos pontos (soma de idade mínima e tempo de contribuição) necessários em regra de transição para esse grupo.

Cobranças de alíquotas: prevê contribuições para custeio de regime próprio de Previdência social cobradas dos servidores ativos, aposentados e pensionistas que poderão ter alíquotas progressivas – tanto da União quanto dos estados e municípios. Permite contribuição dos aposentados e pensionistas sobre o valor dos benefícios que superem o salário mínimo quando houver déficit atuarial.

Aposentadorias e pensões acima do teto: as contribuições incidirão sobre aposentadorias e pensões que superem o teto do Regime Geral, hoje em R$ 5.839,45.

Pontos discutidos via PEC Paralela

Estados e municípios: permite que Estados, Distrito Federal e municípios adotem integralmente as regras do regime próprio de Previdência dos servidores da União, mediante aprovação de lei ordinária de iniciativa do respectivo Poder Executivo.

Pensão por morte: garante 1 salário mínimo de renda formal para todos os pensionistas. Dobra a cota, para 20%, na pensão por morte, para os dependentes de até 18 anos de idade.

Tempo de contribuição para homens: reduz para 15 anos tempo de contribuição mínimo para homens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho (no texto aprovado pela Câmara, isso só vale para quem já está no mercado).

Aposentadoria por invalidez: estabelece acréscimo de 10% na aposentadoria por incapacidade em caso de acidente.

Previdência complementar: reabre prazo para opção pelo regime de Previdência complementar dos servidores federais.

Entidades filantrópicas: estabelece a revisão das renúncias para as entidades filantrópicas que oferecem pouca contrapartida à sociedade, especialmente no setor de educação, excluindo entidades de assistência e Santas Casas.

WhatsApp Image 2019-08-23 at 1.02.47 PM

Pleitos de servidores leva relator da reforma da Previdência a adiar entrega do parecer

Senador Tasso Jereissati afirmou que se sensibilizou com algumas questões apresentadas durante audiências na CCJ

O relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ), Tasso Jereissati (PSDB-CE), anunciou que irá adiar a entrega do relatório da proposta, que estava prevista para esta sexta-feira (23). O relator se disse sensibilizado com o pleito de algumas categorias de servidores públicos e admitiu que poderá fazer algumas correções no texto que foi aprovado pela Câmara.

O Sindilegis, juntamente com outras entidades parceiras, o Fonacate e a Frentas entre eles, vem atuando ativamente no Senado para garantir as alterações necessárias no texto da PEC 6/2019. Questões como regra de transição (incluindo a situação daqueles que ingressaram em 2004), aumento de alíquotas e pensão por morte estão no foco do Sindicato.

Para o presidente da entidade, Petrus Elesbão, o anúncio é um sinal positivo de que a Casa não será uma mera Mesa carimbadora, mas avaliará com cautela os diversos cenários e situações: “Nosso receio maior é que o Senado Federal fosse apenas validar o texto da proposta aprovado na Câmara, com todas as barbaridades contidas. Essa postura demonstra que a Casa está atenta ao que ocorre nas diversas categorias e será coerente na condução da proposta”, pontuou Elesbão.

A diretoria do Sindilegis, representado pelo Fonacate, já se reuniu com a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB/MS), e com o relator Tasso Jereissati.

WhatsApp Image 2019-08-15 at 14.51.19

Para Sindilegis, texto da Previdência precisa ser modificado no Senado

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Senadora Simone Tebet, já sinalizou que a proposta será concluída em 60 dias; entidades vão apresentar emendas para alterar texto antes da votação em plenário

Logo após reunião de lideranças, ocorrida na última terça-feira (13), a presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Senadora Simone Tebet (MDB-MS), informou que a tramitação da reforma da Previdência (PEC 6/2019) deve ser concluída até outubro.

A tramitação da proposta, inclusive, já começou no Senado Federal. Nesta quarta-feira (14), a CCJ aprovou os requerimentos para agendar audiências públicas com especialistas ligados ao tema da Previdência. Os encontros irão acontecer entre segunda (19) e quinta-feira (22). Os requerimentos foram apresentados pelo relator da reforma, Senador Tasso Jereisatti (PSDB-CE), e por senadores de partidos como PT, PSB, Rede e PSL.

De acordo com o calendário da CCJ, a leitura do parecer do relator na Comissão e a concessão de vista para a matéria está agendada para o dia 28 de agosto; a votação está prevista para ocorrer em 4 de setembro. Em seguida, a matéria segue para apreciação do Plenário do Senado.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, explica que as entidades, coordenadas pelo Fonacate e a Frentas, agora trabalham na construção de emendas para o texto. “A matéria carece de ajustes. Ainda nos preocupam na PEC as regras estabelecidas para pensão por morte e acúmulo de benefícios, a base de cálculo para os servidores que ingressarem depois de 2003, as alíquotas extraordinárias e outras questões que afetam o futuro do brasileiro”, avisou.

Durante toda a semana, a Comissão de Direitos Humanos realizou quatro reuniões com especialistas, dirigentes de entidades e parlamentares para discutir vários pontos específicos sobre a reforma. A opinião de que o Senado não pode ser uma mera “Casa carimbadora” foi unânime entre os presentes. Para o Senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, “é vital que o Senado não abdique de sua missão constitucional que é a de debater, analisar e auscultar a sociedade sobre matéria que tem tremendo impacto sobre a presente e as futuras gerações de brasileiros”.

O calendário da reforma:

Com informações da Agência Senado.