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Regulamentação da Lei do “Sinal Vermelho” amplia rede de denúncias para mulheres em situação de violência no DF

Estabelecimentos comerciais que aderirem ao programa de cooperação estarão aptos a realizar acolhimento de vítimas e acionar forças policiais

A partir deste mês, mulheres em situação de violência doméstica no Distrito Federal terão uma ampliação na rede de apoio para que possam fazer denúncias e pedir ajuda. Na última quinta-feira (7), foi regulamentada pelo Governo do DF a lei que institui o Programa de Cooperação e Código Sinal Vermelho, usado como ferramenta para pedido de socorro em casos de violênciadoméstica e familiar.

Na prática, as denunciantes poderão procurar ajuda em estabelecimentos comerciais do DF, que estarão aptos a chamar a polícia para atendê-las. Para sinalizar o pedido, a denunciante pode optar por desenhar um “x” na mão ou verbalizar as palavras “sinal vermelho” para os funcionários que deverão seguir o protocolo determinado. A lei foi sancionada em novembro de 2020 pelo governador Ibaneis Rocha e, agora, as normas para orientar os estabelecimentos e forças de segurança em como proceder no acolhimento às vítimas foram divulgadas no Diário Oficial do Distrito Federal.

Os colaboradores comerciários e entidades participantes das ações receberão treinamento e terão acesso à cartilha, vídeo e tutorial disponibilizado pelos órgãos para a capacitação na hora do acolhimento, com sigilo e discrição à vítima que sinalizar pedido de socorro.

Os representantes ou funcionários dos estabelecimentos participantes da campanha que prestarem o atendimento à vítima poderão ser testemunhas da ocorrência, a critério das autoridades policiais ou judiciais, quando aqueles presenciarem a prática de condutas criminosas. O sigilo das informações deve ser obedecido como forma de resguardar as investigações sobre a ocorrência, não podendo ser repassadas para terceiros. Caso existam, as imagens do circuito interno de vigilância eletrônica e que capturarem a prática de violência doméstica deverão ser entregues às autoridades tão logo sejam requisitadas.

A diretora de Benefícios do Sindilegis, Fátima Mosqueira, parabenizou o vanguardismo do Distrito Federal em promover o programa: “Essa lei representa um verdadeiro avanço neste momento delicado em que as vítimas, muitas vezes, sequer conseguem realizar as denúncias por serem constantemente vigiadas pelos autores das agressões”, refletiu.

Sinal Vermelho

A ação foi inspirada pela campanha lançada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de incentivar as denúncias em farmácias do país. Com a regulamentação na forma da Lei 6.713, as vítimas podem solicitar apoio também em órgãos públicos, portarias de condomínios e comércios como hotéis e supermercados.

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Secretaria da Mulher do DF divulga vídeo tutorial em que explica como agir em casos de violência doméstica

Iniciativa compõe ações da campanhaMulher, você não está ”, em que busca mobilizar e conscientizar população e divulgar rede de serviços disponíveis durante pandemia de Covid-19

Em uma nova ação de enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal divulgou um vídeo tutorial em que a secretária responsável pela pasta, Éricka Filippelli, fala sobre a rede de serviços disponiveis durante a pandemia de Covid-19 e da importância da denúncia, que é o primeiro passo para que a mulher receba a proteção do estado.

“Em primeiro lugar, é importante que você não passe por umasituação como essa sozinha, que você possa compartilhar com uma pessoa da sua confiança e, se possível, estabelecer um código de segurança para quando você estiver em risco”, pontuou Éricka ao começar o tutorial e responder ao questionamento, “estou vivendo uma situação de violência. O que devo fazer?”.

A secretária explica que, durante o período de pandemiacausada, a SecMulher disponibilizou uma série de canais que poderão ser acionados 24h, além de um novo canal de denuncias online criado pela Polícia Civil do DF.

Para fazer denúncias junto à PCDF, basta acessar o site delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br.

Assista ao vídeo abaixo:

https://www.facebook.com/secmulherdf/videos/1242742102596721/ 

O vídeo tutorial faz parte da iniciativa Mulher, você não está só, lançada em março deste ano com o objetivo de mobilizar e conscientizar a sociedade sobre o aumento da exposição de mulheres em situação de vulnerabilidade à violência durante o isolamento social recomendado pela OMS.

A diretora de Benefícios do Sindilegis, Fátima Mosqueira, firmou o endosso da entidade às iniciativas promovidas pelo Governo do Distrito Federal: “As mulheres sempre são as mais atingidas por qualquer crise, seja de natureza social, econômicaou de saúde. Ações como as que estão sendo promovidas pela Secretaria da Mulher são fundamentais para resguardar as mulheres que ficam mais vulneráveis em razão do isolamento social”.

Confira abaixo os serviços e horários para atendimento às vítimas de violência doméstica:

Procure Ajuda

Disque 190 — Polícia Militar

Delegacias regionais

Atendimento presencial, 24 horas por dia

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

Endereço: Entrequadra 204/205 Sul – Asa Sul

Telefone: (61) 3207-6172

Atendimento ininterrupto

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)

De segunda a sexta-feira, das 10h às 16h30

Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar

Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Mulher(Nudem)

Telefone e Whatsapp: 999359-0032

E-mail: [email protected]