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Arraiá Legis 2026 começa neste sábado (30) e terá programação especial também no domingo (31)

O Arraiá Legis 2026 começa neste sábado, 30 de maio, no clube da Ascade, com dois dias de programação voltada aos filiados e seus familiares. Organizado pela Ascade, pelo Sindilegis e pelo Clubs – Clube de Benefícios do Servidor, o evento reunirá música ao vivo, comidas típicas, quadrilha, espaço kids e atrações para todas as idades.

A grande novidade desta edição é a realização de um segundo dia de festa. Além da tradicional abertura no sábado à noite, o Arraiá contará com programação especial no domingo, 31 de maio, das 14h às 22h, com foco nas famílias e nas crianças.

No sábado, a programação começa às 18h, com apresentações de Rainner, do projeto São João do Nascimento, com Thiago Nascimento, e do grupo Denis Baião de 2.

No domingo, sobem ao palco Miguel Santos, Encosta Neu e DJ Will, garantindo a animação ao longo da tarde e da noite.

Os filiados devem retirar gratuitamente suas cortesias pelo Sindilegis Mais. Cada filiado pode garantir até quatro (4) ingressos por dia do evento.

As cortesias são disponibilizadas separadamente para cada data. Por isso, quem desejar participar nos dois dias deve emitir os vouchers específicos para sábado e domingo.

As vagas são limitadas e sujeitas à disponibilidade. Crianças de até 12 anos têm entrada gratuita.

Como retirar as cortesias

  • Acesse o Sindilegis Mais pelo app disponível para iOS e Android ou pelo desktop por meio do link mais.sindilegis.org.br;
  • Localize o card correspondente ao dia desejado, sendo os dias 30 (sábado) e 31 (domingo);
  • Selecione “Eu quero!” para gerar o voucher; Caso queira gerar quatro vouchers, repita o processo quatro vezes; e
  • Os ingressos ficarão disponíveis em “Vouchers e cupons” no aplicativo ou em “Meus vouchers” no desktop. Cada QR code equivale a um ingresso.

Serviço:

Arraiá Legis 2026
30 e 31 de maio de 2026
30/5 a partir das 18h | 31/5 das 14h às 22h
Clube da Ascade
Informações: (61) 3226-4503 ou (61) 98594-5686

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“Diálogo com servidores é um compromisso do meu mandato”, afirma Paulo Roque, candidato à Câmara dos Deputados

Em mais um episódio da série especial Café com Política – Edição Eleições, o candidato ouvido nessa quinta-feira (1°) foi Paulo Roque (Novo-DF), que disputa uma vaga de deputado federal. Segundo ele, caso eleito, seu mandato na Câmara será pautado pela ética, transparência e conexão com a realidade do cidadão.

Durante a entrevista ao projeto idealizado pelo Sindilegis e Sindjus-DF, o candidato afirmou que pretende estabelecer um diálogo com os servidores públicos. De acordo com Paulo Roque, temas como a recomposição salarial e a PEC 32/20, que propõe uma reforma administrativa, farão parte das mesas de conversas. “Não estarei na Câmara para perseguir os servidores. Eu assumo o compromisso de dialogar com os servidores e serei o canal de vocês. Eu quero os servidores comigo”, disse. “Eu sou a favor de um Estado eficiente, que assegure a estabilidade dos servidores, que realize uma avaliação de desempenho séria e garanta melhores entregas para a população”, completou.

Roque defendeu também a valorização dos servidores efetivos e a diminuição dos cargos comissionados na Casa Legislativa. “Os políticos não devem fazer parte da gestão, eles não devem estar ali para indicarem pessoas para satisfazerem seus interesses políticos. Eu não concordo com gabinetes cheios de assessores. Se eu for eleito, pretendo trabalhar com as assessorias técnicas da Câmara, que são compostas por servidores concursados. O quadro técnico da Casa é muito qualificado. Isso valoriza o servidor público”, defendeu.

Assista à entrevista completa aqui.

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição é realizada em parceira com o Sindjus – que representa servidores do Judiciário e MPU no DF.

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Constitucionalidade da reforma administrativa é questionada na primeira audiência sobre tema na Câmara  

CCJ realiza série de debates para analisar a PEC 32; Sindilegis solicitou participação nas discussões

 

Nesta segunda-feira (26), ocorreu a primeira audiência pública para debater a proposta de reforma administrativa (PEC 32/2020) na Câmara dos Deputados. A discussão na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) contou com a participação de representantes do governo, de servidores públicos e da sociedade civil. Deputados e convidados analisaram a admissibilidade e constitucionalidade da matéria. Para assistir à audiência clique aqui.

 

A CCJ realizará mais seis debates sobre o tema até a votação do relatório. O Sindilegis apresentou requerimentos para participar das audiências públicas e colaborar com a discussão. Os pedidos aguardam deliberação. “O Sindicato demonstra grande preocupação em relação ao tema. O maior interesse da instituição é defender o Estado brasileiro e a população, sobretudo os mais carentes”, afirmou o presidente Alison Souza. Depois de passar pela análise da CCJ, a reforma administrativa ainda precisa ser apreciada por uma comissão especial e, em dois turnos, pelo Plenário.

 

Estabilidade em xeque

O relator da matéria, deputado Darci de Matos (PSD-SC), disse que o objetivo da reforma é promover uma economia nos próximos 10 anos de R$ 300 bilhões e fortalecer o serviço público. “Hoje, infelizmente o serviço público ainda é lento, oneroso e deixa muito a desejar”.

 

A Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF (Anape) foi a primeira entidade que representa servidores a ser ouvida. O presidente da instituição, Vicente Braga, afirmou que a proposta atinge todos os servidores públicos – desmistificando o discurso do Executivo de que a reforma só trará impactos aos novos servidores – e viola a Constituição Federal. Entre os pontos inconstitucionais previstos da proposta do governo federal, Braga citou o fim da estabilidade. “Será uma porteira aberta para mandos e desmandos, e, até podemos afirmar, para mais atos de corrupção, e não podemos admitir isso. Temos que blindar a figura do servidor público e o cargo que ele ocupa”.

 

Em sua exposição, o secretário especial de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, informou que o Brasil gasta mais de R$ 8 bilhões por ano com servidores que estão na ativa e trabalham em funções consideradas extintas pela União. “São R$ 8,3 bilhões com 69 mil funcionários públicos que trabalham em carreiras que consideramos extintas. Um operador de telex até hoje está na nossa folha de pagamento, mas não há mais telex para ele operar, porque não existe mais telex. Ao mesmo tempo, não conseguimos preparar esse cidadão para outro trabalho porque caímos no desvio de função. O problema é muito complexo”, apontou.

 

O advogado e professor Emanuel de Abreu Pessoa defendeu a constitucionalidade da PEC e criticou os altos gastos com servidores públicos, que, segundo ele, hoje representam mais de 13% do PIB. “Não há nenhum óbice constitucional. A reforma do Estado é imperativa. O Estado brasileiro é extremamente ineficiente e nele ocorre um descolamento severo de salários da realidade das remunerações da iniciativa privada. A reforma deveria atingir absolutamente todas as pessoas que são remuneradas pelo erário, desde juízes, promotores, servidores de carreiras de Estado, deputados, senadores, ministros, presidente da República, mas o fato é que poderia haver um vício de origem, e, para evitar isso, pareceu-me que o Governo fez o fatiamento”.

 

A coordenadora do movimento Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, pediu a rejeição completa da PEC 32 por considerar que a proposta representa uma destruição do Estado. “Essa PEC abre espaço para privatizar tudo e muitas negociações espúrias e corrupção. O Governo diz que a evolução das despesas com pessoal está explodindo, usando dados maquiados de 12 anos, como se a inflação tivesse sido zero. Ao fazermos uma reprodução honesta dos dados, corrigindo os dados em relação à participação do PIB a cada ano, em vez de termos um aumento de 145% em 12 anos, como mente o Governo, nós tivemos uma queda de 4,54% do PIB para 4,34%”, declarou, ao enfatizar que a reforma afeta os atuais servidores e todo o serviço público.

 

Para o coordenador-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Júnior, a proposta desqualifica princípios da administração pública, entre eles a estabilidade, fundamental para pensar um Estado estável. Conforme destacou, dos cinco vínculos previstos na PEC, quatro não têm estabilidade e três são vínculos temporários. “Ou seja, são formas de contratação que, de algum jeito, simplesmente vão ser modificadas ao sabor do Governo de plantão. Isso é o cúmulo da falta de responsabilidade e do comprometimento com a manutenção de um Estado moderno. A questão da estabilidade do servidor público é a garantia da impessoalidade, para que o direito privado não se misture com o direito público. Isso é fundamental para compreendermos os caminhos que tem este Governo, ao se propor essa reforma”, alertou.

 

O diretor e professor titular de direito administrativo da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti, ressaltou que a PEC 32 agride a autonomia dos Poderes. De acordo com o docente, a proposta não é uma reforma da administração e sim uma desconstrução do Estado brasileiro. “A PEC é muito ruim. E não estou falando em termos de ideologia. Mas ela é um instrumento de aparelhamento e não um instrumento de fortalecimento da administração nem de aperfeiçoamento administrativo. Tanto não é que, em dispositivo nenhum, se fala em questão de gasto. E foi apontado aqui pelo secretário do Governo que isso implicaria em redução de gasto. Onde é que implica redução de gastos, se apenas está mudando a forma de acesso, ampliando as possibilidades de cargos sem concurso público? E chega-se ao ponto de colocar entre os cargos de liderança os chamados cargos técnicos”, pontuou.

 

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

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“Empenho é uma palavra que traduz bem o que é ser servidor público”, diz Paulo Morum

Conheça um pouco da história do servidor homenageado no “Gente que Inspira” 2020 que foi um dos responsáveis em viabilizar as sessões plenárias virtuais do TCU

Desafio é sinônimo de estímulo e motivação para o servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) Paulo Morum. E se tem uma palavra que pode definir o ano de 2020 em meio à turbulência imposta pela pandemia do novo coronavírus, seria essa: desafio. Em um cenário de isolamento social e teletrabalho, as sessões plenárias do TCU precisavam continuar. A inovação na Corte de Contas foi essencial para que os trabalhos não parassem.

Subsecretário da 1ª Câmara do Tribunal, Paulo se destacou ao chefiar a equipe que proporcionou que as sessões plenárias passassem a ser virtuais: “O desafio de melhoria me estimula. É motivador conseguir aprimorar o que já temos e buscar otimizar o processo de trabalho”, resume.

Além de coordenar e assessorar os ministros durante a realização das sessões, o servidor assumiu, desde 2005, a gestão dos sistemas de informática que são utilizados pelos gabinetes dos ministros, pelo Ministério Público junto ao TCU e pela Secretaria das Sessões: “Gosto muito do que faço. A minha dedicação ao Tribunal vai além da conta”. E completa: “Empenho é uma palavra que traduz bem o que é ser servidor”.

A escolha de Paulo Morum pelo serviço público foi algo natural, explica ele. Formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), o brasiliense passou a integrar o corpo de técnicos federais de controle externo do TCU em 1994. Nesses 26 anos de Tribunal, Paulo trabalhou no Protocolo, no Instituto Serzedello Corrêa (ISC), na Consultoria Jurídica e no gabinete da Corregedoria do Tribunal.

“No TCU nós lidamos o dia todo com notícias ruins, como desvios de recurso público. Estamos sempre correndo atrás de pessoas que estão gerindo mal esses recursos e isso, de certa forma, traz um peso porque temos que manter a esperança na melhoria das coisas. Por outro lado, isso também nos estimula a nos dedicarmos mais para que as coisas possam melhorar”, pondera.

Para Paulo, o TCU é uma instituição que estimula os servidores a se empenharem para entregarem excelentes resultados. “O corpo técnico é muito empenhado, o quadro é muito oxigenado e o grupo é muito seleto. O trabalho do TCU estimula o empenho das pessoas. Ao atuar na administração do dinheiro público, estamos o tempo todo tentando evitar que recursos sejam desviados”, analisa.

Casado com Luciana há 24 anos e pai de Beatriz, de 21 anos, e Carolina, de 19, Paulo se sente realizado na vida pessoal e profissional. “Estou bem satisfeito. Atuo na unidade que sempre almejei trabalhar e gerencio um sistema que influencia a forma como o trabalho é desenvolvido na Casa. Isso é estimulante e motivador. Quando você gosta do que faz, sempre faz bem. A minha meta agora é sair bem dessa pandemia, viajar e, um dia, poder curtir a minha aposentadoria”, conta.

O servidor elogiou a iniciativa do Sindilegis com o prêmio “Gente que Inspira” e ressaltou a relevância desse tipo de honraria. “Fiquei muito feliz com o reconhecimento. Nós, servidores públicos, não esperamos ou estamos acostumados com essas homenagens”, afirma.

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“Ser servidor público é assumir um compromisso com a sociedade”, conta José Ulisses Vasconcelos

Servidor do TCU é um dos homenageados do “Gente que Inspira” 2020

Compromisso e missão. É assim que José Ulisses Vasconcelos define o que é ser servidor público. Nascido em Teresina, Piauí, no ano de 1961, ele começou a se interessar por concursos públicos na década de 80. Em 1994, tomou posse no Tribunal de Contas da União (TCU). A história de José na área de controle externo é exemplar. O servidor esteve à frente da implementação do e-TCE, sistema informatizado para autuação e processamento de Tomada de Contas Especial, cujo objetivo é tornar mais eficaz o ressarcimento de danos ao erário. Por causa da sua dedicação e do sucesso desse sistema, José foi escolhido para ser um dos homenageados do “Gente que Inspira” 2020.

“Quando eu entrei no serviço público, eu abracei a causa. Ser servidor é assumir um compromisso com a sociedade e com cada cidadão, vai além da dimensão pessoal. Você pode gerar uma transformação na sociedade a partir daquele serviço que você faz”, conta.

A partir da implementação do e-TCE, a instauração da tomada de contas passou a ser realizada diretamente no sistema, independentemente dos envolvidos – unidades instauradoras, autoridade ministerial supervisora, controle interno e controle externo. Todos que atuam em alguma fase da TCE utilizam a mesma plataforma, tornando o trâmite do processo mais célere e objetivo. Com esse sistema, houve um aumento extraordinário em termos de produtividade da equipe e liberação de servidores para outras áreas.

José recebeu a notícia de que seria um dos premiados do “Gente que Inspira” com muita alegria. “Eu fui à festa ano passado e fico feliz com esse reconhecimento. Estou muito alegre e satisfeito”, resumiu.

A proatividade, a capacidade gerencial, o talento para motivar equipes e o foco por resultados são algumas das características mais marcantes de José Ulisses, segundo os colegas do TCU. O servidor também é elogiado por ser um grande amigo, se preocupar com o próximo, se colocar no lugar do outro, ter o dom de aproximar as pessoas e promover harmonia.

Casado há mais de 20 anos com Elisabete, com quem tem dois filhos, o servidor aprecia os momentos em família. Para ele, celebrar a vida ao lado dos familiares é essencial. “Eu sou muito apegado a minha família. Nós somos muito próximos. Nos reunimos para celebrações, churrascos, vamos a restaurantes, visitamos uns aos outros, viajamos”, enumera.

E os planos para o futuro? José Ulisses disse que curtir a aposentadoria é um deles. “Eu estou próximo de me aposentar. Pretendo continuar viajando com minha esposa e celebrando a vida com a minha família”, afirmou.

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O que o futuro reserva para o serviço público brasileiro

Fim da estabilidade, regulamentação da avaliação de desempenho, teletrabalho e assédio institucional nortearam a 6º Conferência das Carreiras de Estado

Como parte das comemorações ao Dia do Servidor, o Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) – do qual o Sindilegis faz parte – promoveu, na quarta-feira (28), a 6ª edição da Conferência Nacional das Carreiras de Estado. Com a temática “O Futuro do Serviço Público no Brasil”, o evento contou com a participação de parlamentares, acadêmicos, especialistas e representantes do governo. A tradicional conferência ocorreu em formato virtual em decorrência da pandemia.

Uma homenagem bem-humorada, protagonizada pela Cia de Comédia G7, marcou o início do evento. Os deputados Israel Batista (PV-DF) e Fábio Trad (PSD-MS), coordenadores da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil); o presidente de honra do Fórum, Roberto Kupski; e o anfitrião, presidente Rudinei Marques, abriram a Conferência dando um panorama do trabalho desenvolvido pelos servidores, principalmente nesse momento de enfrentamento à pandemia do coronavírus.

Papel do setor público na recuperação econômica e no enfrentamento à pandemia
– Para Marques e Kupski, a solução dos desafios atuais passa, necessariamente, por um serviço público de qualidade. “Precisamos retomar o crescimento econômico e nós, servidores públicos, temos um papel fundamental nesse processo. O futuro do país depende de um serviço público forte”, ponderou o presidente do Fórum.

Essa construção, na opinião do deputado Trad, depende da ampliação do debate em torno da proposta de reforma administrativa, garantindo voz aos servidores. “O serviço público é o próprio Brasil, que serve, que atende, que contribui e, por fim, que resolve”, destacou o parlamentar.

A atuação em defesa do serviço público no Congresso Nacional foi a tônica do discurso do deputado Israel Batista. À frente da Servir Brasil, ele falou sobre a relevância das contribuições técnicas para a discussão sobre a Administração Pública. “Decidimos produzir conhecimento, ao notarmos que os dados usados pelo governo não eram confiáveis. Não há, por exemplo, uma análise do impacto orçamentário da PEC 32/2020”, relembrou.

Desafios e futuro do serviço público – O jurista e professor da PUC-RS, Juarez Freitas, e o senador Antônio Anastasia (PSD-MG) falaram sobre “Governo Digital e o Futuro do Serviço Público”.

Para o professor, a pandemia de Covid-19 provou a necessidade de avançar na digitalização dos serviços ofertados à população. Ressaltou ainda que o processo pode contribuir com a universalização do acesso a serviços básicos e essenciais, como saúde e educação, por exemplo. E, para isso, devemos inscrever o direito à conexão no rol de direitos fundamentais da população brasileira.

O senador Anastasia concordou que as ferramentas tecnológicas ajudam o Estado a cumprir melhor as suas atribuições. O parlamentar defendeu, no entanto, que é preciso dar um passo atrás e reparar deficiências na gestão, com o objetivo de qualificar o servidor público e dar a ele as condições necessárias para essa transição. “Não adianta pensar no que há de mais moderno se a figura humana não estiver qualificada para isso”, afirmou, ao lembrar que muitas vezes o servidor é culpado, injustamente, pela ineficiência do sistema.

Rumos da avaliação de desempenho – O segundo painel discutiu “Gestão Pública e avaliação de desempenho”. O debate teve participações do secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal (SGP) do Ministério da Economia, Wagner Lenhart; da professora da Universidade de Brasília Elaine Neiva; e do consultor do Senado Federal Luiz Alberto dos Santos. A moderação ficou a cargo do secretário-geral do Fonacate e presidente da Anafe, Marcelino Rodrigues.

“O espírito da gestão de desempenho no setor público deve ser a identificação de quem faz a diferença”. Em sua intervenção, Lenhart apontou as diretrizes que, segundo afirma, norteiam o trabalho da SGP na busca pela regulamentação da matéria. O secretário defendeu que os mecanismos de avaliação possibilitem um feedback constante, de modo a identificar as virtudes de cada servidor, para um melhor aproveitamento individual.

Ainda de acordo com ele, o processo de análise de desempenho, no que garantiu ser de “menor importância”, também precisa buscar a responsabilização daqueles que não “entregam o esperado”.

O secretário-geral do Fórum observou que o discurso do titular da SGP, no entanto, não é o que sugere o contexto da reforma administrativa do governo federal, em que se parece ter a preferência pelo caráter punitivo. “A mensagem que chega é que não se tem o objetivo de aperfeiçoar o serviço público, mas sim de constranger o servidor”, pontuou, ao destacar, entre outras inconsistências, a primazia do aspecto “fiscalista” da PEC 32/2020.

“Reforçar o que se quer é muito mais efetivo do que punir aquilo que não se quer”, ponderou Elaine Neiva acerca da necessidade de uma prática mais afirmativa na Administração Pública.

Para a especialista, o primeiro passo na implantação de um sistema de avaliação e gestão de desempenho bem-sucedido é a compreensão da abrangência, da “interdependência” das atividades nas unidades de trabalho e de que os resultados, positivos ou negativos, na maioria das vezes, estão relacionados ao conjunto. “Não é a competição que favorece os melhores resultados, mas sim a cooperação”, argumentou Neiva, alertando, da mesma forma, para a fragilidade das ferramentas que estimulam uma avaliação meramente individualizada.

Fatores que fogem ao controle do servidor e interferem diretamente na rotina de trabalho, como o déficit de pessoal em quase que a totalidade dos órgãos do Estado, também precisam ser levados em consideração, quando o tema é a análise das entregas, ressaltou Luiz Alberto dos Santos. “Como exigir que os servidores tenham desempenho satisfatório, se os meios não estiverem disponíveis, se as equipes não forem suficientes, se houver uma sobrecarga de trabalho?”, questionou.


“Estabilidade, Integridade Pública e Assédio Institucional”
– Esse foi o tema do terceiro painel do evento. Mediado por Rodrigo Spada, presidente da Febrafite, e José Celso Cardoso Jr., presidente da Afipea, o último debate do dia contou com a participação da professora da FGV Alketa Peci, e do professor do IESB e da UDF, Amarildo Baesso.

Spada lamentou a imagem distorcida do servidor público. O descompasso, segundo ele, está no fato do cidadão, que reclama da falta de retorno do Estado, não conseguir enxergar o trabalho do servidor nas obras e nos serviços públicos que o cercam. “Isso talvez seja proposital. Seja por interesse da mídia, ou por grupos ideológicos que não veem o serviço público como fundamental para um país com tanta desigualdade”, pontuou.

Alketa Peci propôs reflexões sobre a estabilidade, apoiada em dados de pesquisas empíricas sobre o tema. “Costumo dizer que a estabilidade é o instituto mais importante do Brasil, pós democratização”, afirmou. “No contexto democrático, é por meio da estabilidade e do recrutamento meritocrático – via concurso público – que se garante a prestação de serviço de maneira estável e o desenvolvimento de políticas públicas sem interrupções, independentemente das trocas políticas”.

Já Amarildo Baesso questionou a condução da reforma administrativa pelo governo. “Uma mudança constitucional, ampliando as possibilidades de quebra da estabilidade, teria o condão de resolver a questão da eficiência?”, indagou em referência à PEC 32/2020. Para ele, a proposta “é muito mais uma resposta simbólica para esses atores que têm cobrado a reforma do que propriamente uma discussão séria sobre o assunto”.

Assédio institucional – José Celso Cardoso Jr. explicou o que é assédio institucional de natureza organizacional. “É um processo orquestrado de constrangimento, desqualificação, deslegitimação que parte de figuras localizadas nos altos escalões do governo federal contra não um ou outro servidor público em particular, mas contra as próprias organizações do Estado brasileiro e contra as próprias políticas públicas que estão em processo contínuo de aperfeiçoamento institucional”.

Funai, ICMBIO, Ibama, Capes e IBGE estão entre as organizações que, segundo ele, passaram por esse processo de reconfiguração interna. Para José Celso, trata-se de um fenômeno novo pelo fato de os casos não serem isolados.
No encerramento da conferência, Rudinei Marques, deixou uma mensagem para os quase 12 milhões de servidores públicos que enfrentam com garra, determinação e competência as múltiplas crises que assolam o país. “Quem faz esse enfrentamento é o serviço público, que está na vanguarda e na retaguarda dessas crises. O país vai precisar muito do serviço público no pós-pandemia, por isso precisamos fortalecê-lo e qualificá-lo. Para isso, estamos aqui, por isso, estamos aqui”, finalizou.

Fonte: Fonacate

ELA não venceu

Conheça a história do servidor do Senado que criou app utilizado em mais de 80 países

Após ser diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e perder a fala, José Afonso Braga desenvolveu o WeCanSpeak voltado para facilitar processo de conversação

Como conviver com uma doença degenerativa e sem cura que em pouco tempo o paralisa totalmente? Esse foi o desafio imposto ao servidor aposentado do Senado José Afonso Braga. Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2013, o engenheiro de software viu sua vida mudar de rota. “Eu tinha 42 anos e estava no auge da minha vida pessoal e profissional. Foi como receber uma sentença de morte. A partir daí, tudo mudou, meu mundo foi destruído, meus sonhos despedaçados. A adaptação às mudanças não foi rápida e, muito menos, fácil”, conta.

O avanço da doença foi rápido. Além de perder a mobilidade, Zé, como gosta de ser chamado, ficou sem voz em meados de 2014. Ele utilizava tabelas de comunicação e soletração, mas o processo era muito cansativo. Foi quando o engenheiro descobriu a tecnologia de rastreamento ocular, que converte o movimento dos olhos em operações de um mouse. “Eu consegui ter controle total do computador. Durante mais de um ano eu testei vários aplicativos de comunicação que transformam texto em fala. Após ficar insatisfeito com todos eles, eu resolvi colocar a minha experiência em desenvolvimento de software em prática e fazer o meu próprio aplicativo”, explicou. E então, após muito trabalho e estudo, nasceu o aplicativo WeCanSpeak (Nós podemos falar, em inglês).

“O processo foi demorado e trabalhoso, mas também muito gratificante. O WeCanSpeak foi criado para agilizar, o máximo possível, o processo de conversação de uma pessoa com deficiência na fala, não só pacientes de ELA. Eu tenho recebido muitas mensagens de agradecimento de usuários do mundo inteiro. Acho que o objetivo foi atingido. O aplicativo está sendo útil para muitas pessoas”, afirmou. O WeCanSpeak é gratuito e já conta com mais de 1.400 usuários em 85 países. O aplicativo está disponível para download aqui.

A história de José e o otimismo com que ele enfrenta as dificuldades chamam a atenção. Fica a pergunta: o que o motiva a encarar as coisas dessa forma? Ele responde: “A presença e o apoio da família e dos amigos são fundamentais nesse processo. E eu sou um privilegiado nesse sentido. O aprendizado mais importante, e que direciona a minha vida atualmente, é nunca deixar a doença e a tristeza que ela causa tirar a minha alegria de viver. Devemos celebrar a vida sempre, da melhor forma que ela nos permitir”, declarou.

E essa trajetória de fé, coragem e superação virou livro: ELA não venceu. A obra recém-lançada conta como a vida de José, sua esposa e seus três filhos foi modificada e transformada. Para mais informações sobre como adquirir o livro acesse: www.joseafonsobraga.com

Sobre a ELA

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa que ataca o sistema nervoso – os neurônios responsáveis pelo controle da musculatura do corpo. Os pacientes sofrem de paralisia gradual e morte precoce, resultado da perda de habilidades como fala, deglutição e respiração. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois do diagnóstico. Normalmente, é observada em pessoas entre 55 e 75 anos. As causas não são conhecidas, mas, em 10% dos casos, é resultado de defeito genético.

Um dos portadores mais conhecidos da doença foi o físico britânico Stephen Hawking, considerado um dos maiores cientistas da história. Hawking morreu em 2018, aos 76 anos devido a complicações da doença.

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“Reforma administrativa do governo não trará melhoria para os serviços públicos”, afirmam especialistas

Painelistas analisaram possíveis impactos das mudanças nas regras da Administração Pública durante live especial do Café com Política

A eficiência no serviço público e os impactos da proposta de reforma administrativa do governo federal foram o fio condutor do primeiro episódio da série especial Café com Política que foi ao ar na noite dessa segunda-feira, 28/09. Para os painelistas convidados, o texto elaborado pelo Executivo é genérico, incompleto, não traz um diagnóstico dos principais problemas do serviço público e não aponta como as mudanças vão impactar na melhoria dos serviços prestados à população. Na opinião dos especialistas, a reforma tende a aumentar as desigualdades e elevar distorções.

Os participantes dessa edição foram Pedro Pontual, presidente da Associação Nacional de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp); e Gabriela Lotta, doutora em Políticas Públicas e professora da Fundação Getúlio Vargas. O fórum foi mediado pela jornalista da Câmara dos Deputados Sandra Amaral. O debatedor convidado foi o jornalista e editor-chefe do Jornal de Brasília, Rudolfo Lago. O vice-presidente do Sindilegis Alison Souza também participou da discussão.

Na avaliação de Gabriela Lotta, a proposta do governo é genérica e não aponta para uma melhoria do Estado. “A base para a construção dessa proposta é bastante fiscalista, mas nem na dimensão fiscal fica claro qual vai ser o impacto dessa reforma. Assim como não fica claro o impacto nas outras dimensões”, disse.

Para ela, a reforma deveria abranger mudanças na estrutura organizacional da Administração Pública. A doutora em Políticas Públicas considera o sistema atual disfuncional. “Nós temos uma estrutura muito voltada a caixinhas e feudos que não privilegia a interconexão, a intersetoralidade. Há uma separação muito restrita entre as organizações do governo e os entes federativos. Isso é muito problemático. O que essa reforma pretende é dar plenos poderes para o presidente decidir o que fazer com uma estrutura organizacional, o que obviamente não cabe numa democracia. Então essa reforma não ataca esse problema, na verdade cria um problema adicional para essa questão”, ponderou.

De acordo com Pedro Pontual, a discussão sobre como a reforma vai contribuir para a eficiência do serviço público está muito mal colocada. Segundo ele, o governo não tem um diagnóstico claro e não diz qual é o resultado objetivo a que quer chegar. “Existe uma menção à qualidade do serviço público para o cidadão e existe uma série de números do ponto de vista fiscal, mas esse diagnóstico é extremamente incompleto. Não está claro como a reforma vai gerar um serviço público melhor. O governo não respondeu ao ônus de comprovar que sua proposta vai agregar valor para a sociedade”, enfatizou.

O debatedor convidado, Rudolfo Lago, apontou que o serviço público possui discrepâncias na entrega de resultados e disparidades de salários. “Nós não temos uma situação uniforme no serviço público. Existem ilhas de excelência como na diplomacia, na Polícia Federal, nos auditores fiscais e a sensação é que outros setores não funcionam tão bem. Há diferença com relação ao vencimento também: professores ganham mal e outros servidores ganham muito bem. O início de uma boa reforma administrativa seria tentar trabalhar uma uniformidade melhor serviço público?”, questionou.

Pontual concordou que a disparidade dos salários causa uma série de problemas, como a falta de isonomia entre as carreiras. “Esse debate é necessário, mas a PEC não estabelece qualquer orientação ou parâmetro nesse sentido. O salário é um ponto a ser trabalhado, mas a gente precisa discutir aonde quer chegar e fazer um diagnóstico. Se existe uma distribuição inadequada com salários maiores num contexto e menores em outro isso precisa ser corrigido dentro da lógica para melhorar o serviço público. As opções estão chegando no grau de surrealismo em que se fala de salário como se fosse algo que o governo desse sem contrapartida dos servidores”, destacou.

Gabriela declarou que a questão reflete as desigualdades do Estado brasileiro e ficou de fora da reforma administrativa. “Esse é um tema que deveria ser atacado e não aparece no texto enviado pelo governo. Eu acredito que essa reforma tende a aumentar as desigualdades, especialmente por excluir os membros dos poderes onde está a elite burocrática que ganha os maiores salários e não vão ser, pelo menos nesse momento, abarcados pela reforma”, apontou.

O vice-presidente do Sindilegis Alison Souza ressaltou que a diretoria do Sindicato continuará lutando contra a reforma administrativa. “Essa reforma está posta de maneira genérica, não se compreende bem aonde ela quer chegar, é um cheque em branco, não sabemos para onde estamos sendo conduzidos. A probabilidade de nós voltamos a um cenário anterior ao da Constituição de 1988 é imenso”, afirmou ao destacar que as reformas política e tributária são as mais necessárias no momento para ajudar o Brasil a crescer e se desenvolver economicamente.

E o segundo episódio da série especial Café Política – Reforma Administrativa já tem data: será na próxima segunda-feira, 05/10, com o tema “Estabilidade e concurso público”. Não perca!

Pasep

Atenção: envio do extrato do Pasep vai até 15 de novembro

O Sindilegis lembra aos filiados que fiquem atentos ao prazo para o envio dos extratos das suas contas no Pasep. Os documentos devem ser enviados para o e-mail: [email protected] *IMPRETERIVELMENTE ATÉ O DIA 15/11/2020*. O documento deve ser digitalizado e estar salvo no formato PDF.

Os extratos analíticos foram solicitados pelo juiz que analisa a causa. Todos os interessados na ação devem apresentar os documentos, que podem ser requeridos em qualquer agência do Banco do Brasil. A entidade trabalha com prazo de até 60 dias para a disponibilização dos dados. Os advogados do Sindilegis irão despachar com o juiz para a definição dos prazos de entrega dos extratos.

Atenção! Não serão aceitos extratos em micro filme.

Os filiados que não conseguirem digitalizar o extrato podem procurar a Consultoria Jurídica na sede do sindicato localizada no SGAS 610, Conj. C, Módulo 70, Asa Sul – L2 para que seja feita a digitalização.

Ação do PASEP

No dia 15 de maio de 2019 o Sindilegis ingressou com ação civil coletiva (nº 1012563-62.2019.4.01.3400) com o objetivo de solicitar a correção monetária do valor do Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (PASEP). A ação vai contemplar os servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) filiados ao sindicato até a data da propositura e que possuíam saldo em suas contas individuais até 4 de outubro de 1988.

Qual é a situação atual? O juiz que analisa a causa solicitou que todos os interessados na ação apresentem o extrato analítico da conta no PASEP, que pode ser requerido em qualquer agência do Banco do Brasil. A entidade trabalha com prazo de até 60 dias para a disponibilização do documento. Os advogados do Sindilegis irão despachar com o juiz para a definição dos prazos de entrega dos extratos solicitados.

Quem é alcançado pela ação:

Filiados do Sindilegis na data da propositura da ação (15/05/2019) que:

1 – Tenham ingressado no serviço público antes de 5 de outubro de 1988, seja ele submetido ao Regime Jurídico único ou contratado com base na CLT;

2 – A remuneração seja considerável (ao menos três salários mínimos quando do ingresso do serviço público);

3 – Esteja cadastrado no PASEP, ao menos, desde 1983;

4 – Não tenha realizado a retirada anual dos rendimentos há menos de cinco anos;

5 – Aposentado há menos de cinco anos e que não tenham efetuado o saque total do saldo da conta PASEP em momento anterior a aposentadoria;

6 – Servidores ativos que não sacaram a integralidade dos saldos do PASEP há mais de cinco anos, em razão do prazo prescricional.

Em caso de dúvidas, os filiados podem entrar em contato com a Consultoria Jurídica do Sindilegis pelos telefones (61) 3214-7339/ (61)3214-7342/ (61) 99964-9591.

Pasep

Ação busca correção do PASEP para filiados

Juiz responsável pela causa determinou apresentação de extratos analíticos da conta; filiados devem encaminhar documentos até 15 de novembro

No dia 15 de maio de 2019 o Sindilegis ingressou com ação civil coletiva (nº 1012563-62.2019.4.01.3400) com o objetivo de solicitar a correção monetária do valor do Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (PASEP). A ação vai contemplar os servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) filiados ao sindicato até a data da propositura e que possuíam saldo em suas contas individuais até 4 de outubro de 1988.

Qual é a situação atual? O juiz que analisa a causa solicitou que todos os interessados na ação apresentem o extrato analítico da conta no PASEP, que pode ser requerido em qualquer agência do Banco do Brasil. A entidade trabalha com prazo de até 60 dias para a disponibilização do documento. Os advogados do Sindilegis irão despachar com o juiz para a definição dos prazos de entrega dos extratos solicitados.

O documento deve ser digitalizado, salvo no formato PDF e encaminhado para o e-mail: [email protected], IMPRETERIVELMENTE ATÉ O DIA 15/11/2020. Os filiados que não conseguirem digitalizar o extrato podem procurar a Consultoria Jurídica na sede do sindicato localizada no SGAS 610, Conj. C, Módulo 70, Asa Sul – L2 para que seja feita a digitalização.

Atenção! Não serão aceitos extratos em micro filme.

Quem é alcançado pela ação:

Filiados do Sindilegis na data da propositura da ação (15/05/2019) que:

1 – Tenham ingressado no serviço público antes de 5 de outubro de 1988, seja ele submetido ao Regime Jurídico único ou contratado com base na CLT;

2 – A remuneração seja considerável (ao menos três salários mínimos quando do ingresso do serviço público);

3 – Esteja cadastrado no PASEP, ao menos, desde 1983;

4 – Não tenha realizado a retirada anual dos rendimentos há menos de cinco anos;

5 – Aposentado há menos de cinco anos e que não tenham efetuado o saque total do saldo da conta PASEP em momento anterior a aposentadoria;

6 – Servidores ativos que não sacaram a integralidade dos saldos do PASEP há mais de cinco anos, em razão do prazo prescricional.

Em caso de dúvidas, os filiados podem entrar em contato com a Consultoria Jurídica do Sindilegis pelos telefones (61) 3214-7339/ (61)3214-7342/ (61) 99964-9591.