Nessa quinta-feira (17), Belém foi palco do V Sarau Sindilegis. A programação aconteceu em dois momentos: à tarde, na Casa Jambo, os artistas participaram de apresentações literárias e debates, além da exposição de seus livros, quadros e peças de artesanato; à noite, a dança e a música invadiram a Casa Apoena com sucessos do carimbó ao samba.
Os diretores do Sindilegis Evaldo Araújo, de Integração Regional, e Érica Ceolin, de Educação e Cultura, mediaram os palcos da Casa Jambo e da Casa Apoena.
Entre os participantes estiveram Adalgisa Soares, Carmen Lucia Machado, Carmem Lucia da Silva e Israel Mota, Elineide Macedo e Filomena Barros, Teresa e Cristina Collusso, Elda Valim, Bia Gomes, Evaldo Araújo, Iryizes Fraga, Jerson Brito, João Erismá de Moura, José Fonteles, Klauss Henry, Luis Fernando Pires Machado, Manuela Barboza, Marcos Valerio, Maria do Socorro Carvalho, Mônica Ramos, Paulo Avelino, Reinaldo Filho, Renato Chaves, Romilson Juluso, Sérvio Ramos, Tatiane Melo e o Trio WEL – formado por Wilson, Elmitho e Luisinho.
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Durante o Sarau, o professor Luis Fernando Pires Machado realizou o sorteio do livro A IA na Arte de Legislar.
A programação também celebrou a cultura amazônica por meio da homenagem ao poeta e professor paraense Paes Loureiro, um dos grandes nomes da literatura e do pensamento cultural da região.
Homenagem a Paes Loureiro
Na Casa Jambo, o Sarau Expositivo abriu espaço para uma homenagem do Sindilegis a Paes Loureiro, considerado um dos mais importantes intelectuais da Amazônia. Membro da Academia de Letras do Brasil, o poeta compartilhou com o público reflexões sobre o papel da cultura na interpretação dos símbolos e na construção do imaginário.
Ao falar sobre o imaginário amazônico, Paes ressaltou a influência das matrizes indígenas e ribeirinhas na construção dos pensamentos míticos da região e na maneira como diferentes comunidades atribuem significado às narrativas e aos símbolos.
Em entrevista ao Sindicato, ele convidou os participantes da Copa/Sarau Sindilegis a uma imersão na cultura da Amazônia. “Nada melhor do que você viver uma realidade para poder senti-la e para poder ficar eternamente na memória”, afirmou.
Nilson Chaves marca presença
Um dos momentos especiais da tarde foi a presença do cantor e compositor paraense Nilson Chaves, que acompanhou as apresentações ao lado de Paes Loureiro.
Com uma carreira dedicada à valorização da identidade paraense, Nilson Chaves levou a música da região para diferentes públicos no Brasil e no exterior. Seu repertório inclui canções como “Sabor Açaí”, “Olho de Boto” e “Olhando Belém”, que abordam diferentes dimensões da vida e da cultura amazônica.
O artista participou ainda de uma conversa com Márcio Sobreira, secretário de representação do TCU no Pará, na qual compartilhou aspectos de sua trajetória e de sua relação com a música amazônica. Confira o vídeo no Instagram do Sindilegis: https://tinyurl.com/s29hv9rd
Cultura para todas as idades
A diversidade também esteve representada nas artes visuais. Aos oito anos, Manuela Barboza, neta do filiado e servidor do TCU Uadson Ulisses, participou pela primeira vez do Sarau com uma exposição de oito telas produzidas por ela. Entre as obras estava a pintura que retrata os bois Garantido e Caprichoso, uma referência à cultura do Amazonas e também à torcida da jovem artista pelo Garantido.
Artistas agitam o público na Casa Apoena
À noite, a programação continuou na Casa Apoena com o Sarau Festivo. O encontro levou ao palco apresentações de música e dança e criou um ambiente de confraternização entre os participantes da Copa/Sarau Sindilegis.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi durante a apresentação das irmãs Teresa e Cristina Collusso, que levaram ao palco um repertório dedicado à Música Popular Brasileira. Durante a apresentação, “Andança” e outros sucessos alcançaram para além do palco: a plateia formou um grande coral.
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