Violência contra a mulher e dificuldades para ocupar cargos de poder são tônica de evento promovido pela Fenale

A violência contra as mulheres, o aumento dos casos de feminicídio e o baixo número de mulheres em cargos de poder. Esses foram os principais temas discutidos durante live realizada pela Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do DF (Fenale), nesta quinta-feira (9), por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

O evento virtual contou com a participação da diretora interinstitucional do Sindilegis, Fátima Mosqueira, e da diretora de Assuntos Parlamentares do Sindicato, Magda Helena Tavares. Fátima Mosqueira destacou a urgência da eliminação da violência e do assédio moral e sexual contra as mulheres. A diretora ressaltou a iniciativa do Sindilegis para combater o machismo estrutural. “O Sindicato lançou esta semana a segunda edição do livro ‘Como não ser um babaca’, que, por meio de uma linguagem irreverente e dicas fáceis de aplicar, busca conscientizar homens de todas as idades e classes sociais sobre a reprodução de atitudes machistas, seja no ambiente profissional, em casa ou em qualquer outro espaço”, afirma.

A live contou com os depoimentos das deputadas estaduais Cláudia de Jesus (PT-RO) e Leninha (PT-MG). “Nos últimos anos vivemos retrocessos grandiosos em relação às politicas publicas voltadas para mulheres. Os índices de feminicídio são alarmantes. É uma realidade muito triste. No meu estado, nos deparamos quase todos os dias com companheiras que têm a vida ceifada por conta da violência. Infelizmente não temos o que comemorar”, afirmou Cláudia. “Esta é uma data para denunciar a violência, o alto número de feminicídios e a dificuldade que encontramos para ocupar os espaços de poder e na política. Quem pauta sobre violência contra as mulheres e misoginia são as mulheres. A nossa presença é que vai mudar essa realidade tão perversa que enfrentamos“, ressaltou Leninha.

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