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Centrais sindicais se unem para discutir reforma da Previdência com parlamentares

Diretoria do Sindilegis esteve em peso em plenário na busca de alinhar com as entidades uma proposta unificada que vise a garantir direitos adquiridos dos servidores

Nesta quarta-feira (12), com o plenário 13 lotado, o Sindilegis e diversas centrais e entidades sindicais se reuniram, na Câmara dos Deputados, para discutirem a proposta de reforma da Previdência Social apresentada pelo Governo com líderes da bancada do PDT, do PCdoBe e do PSB.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, o vice-presidente Paulo Cezar Alves e os diretores do Sindilegis Magda Helena e Ogib Teixeira estiveram presentes, na busca de uma unificação das entidades na estratégia de combater uma proposta que prejudique o direito de se aposentador não só dos servidores, mas de toda população.

“A reunião foi um alerta para as entidades se prepararem para o que vem por aí. Teremos outros encontros, como as reuniões da Frente Parlamentar Mista da Previdência, que acontece hoje mesmo, e na semana que vem. Precisamos nos unir para combater o que vem pela frente”, apontou Magda Helena.

O líder do PDT na Câmara e deputado federal, André Figueiredo (PDT-CE), que presidiu a reunião, discursou sobre a minuta de reforma apresentada: “O texto está pior do que o anterior. Precisamos nos unir! Não podemos abrir mão da regra de transição. Precisamos respeitar as particularidades do País. Contamos com as centrais sindicais e as entidades nessa luta”, alertou.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoBE-BA), o Governo está depositando todas as esperanças de resolver os gargalos econômicos atuais do País na reforma da Previdência, ao invés de focar nos grandes sonegadores, em realizar uma reforma tributária e auditar a dívida pública: “Os reais problemas estão sendo deixados de lado. Além disso, somos totalmente contra esse modelo de capitalização. A Previdência já teve esse regime e foi trágico para a população, principalmente aos servidores”.

Ao final dos discursos da bancada, Figueiredo abriu para que as entidades e as centrais pudessem se posicionar sobre a proposta de reforma. O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, discursou também em nome do Sindilegis e se colocou à disposição as estruturas das entidades para a construção técnica do texto: “Vencemos o Governo no debate técnico em 2018 e é isso que temos que fazer novamente”.

Frente Parlamentar reunida

Dando continuidade às discussões sobre a reforma da Previdência, o Sindilegis se reuniu com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, no período vespertino, para traçar estratégias de mobilização contra o texto divulgado. Durante a ocasião, dirigentes de entidades representativas puderam opinar sobre a reforma.

Um dos coordenadores da Frente, Floriano Peixoto, presidente da Anfip, ressaltou que a proposta em circulação tende a transformar a Previdência Social em produto de mercado, isentando o Estado do dever de preservar a dignidade de aposentadorias e pensões: “O texto altera a base de cálculo dos benefícios e reduz significativamente o valor das aposentadorias”.

A diretora do Sindicato Magda Helena destacou que, antes de reformular o sistema de aposentadoria brasileiro, o Brasil deve realizar uma reforma tributária: “O que realmente o Brasil precisa? Hoje mais que nunca o nosso País precisa rever uma série de políticas tributárias que privilegiam grandes instituições em detrimento da população. Os bancos são os maiores beneficiários do Refis e possuem bilhões de dívidas que são negociadas e não cobradas”, explicou.

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