As particularidades da SECOM da Câmara exigem adaptações quanto ao controle de frequência

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Imagine interromper uma transmissão ao vivo de um projeto de lei importantíssimo em votação para o país na Câmara dos Deputados, só porque os jornalistas precisam fazer uma pausa para o almoço? Esse é um exemplo que demonstra que o Ato da Mesa da Câmara que dispõe sobre a jornada de trabalho dos servidores em discussão na Casa precisa sofrer sérios ajustes.

“O Sindilegis defende a necessidade de regulamentação da frequência dos servidores de acordo com o melhor funcionamento das atividades legislativas e da natureza de cada profissão, como por exemplo, jornalistas, médicos, taquígrafos, policiais, entre tantos outros”, argumentou o presidente da entidade, Nilton Paixão.
Na Secretaria de Comunicação da Casa, inúmeros argumentos apontam para a necessidade de jornada diferenciada.

Veja abaixo:

– A natureza da atividade jornalística exige uma jornada contínua, as coberturas não têm horários fixos e não permitem intervalos. Não se pode abandonar a cobertura de uma audiência pública até que a reunião termine e até que a reportagem seja concluída, o que acontece no mínimo duas horas após o término do evento;

– Prevalecendo o entendimento da minuta do ato em discussão, os jornalistas teriam que interromper a cobertura por pelo menos meia hora para o almoço, o que impossibilitaria a elaboração da reportagem completa;

– Cada jornalista tem uma pauta diária. É impossível que o servidor substitua um colega que está no “horário de almoço”. Isso porque esse servidor está em outro evento; além disso, não terá acompanhado a pauta desde o início, perderá tempo buscando informações sobre o que ocorreu;

– Também os editores trabalham em regime contínuo porque precisam estar prontos para avaliar o trabalho de repórteres, colocando “no ar” de maneira imediata. Também surgem pautas novas a todo momento;

– É importante salientar que o horário regular da Secom é de, no mínimo, 16 horas diárias contínuas, iniciando às 7 horas e até ultrapassando o horário das 23 horas nas terças e quartas – seja pela cobertura de Plenário, seja para editar e finalizar todas as matérias da tarde, para editar e diagramar o Jornal da Câmara ou para a apresentação ao vivo de programas de TV;

– Vale dizer que o horário de sete horas corridas é adotado no Senado Federal e Tribunais Superiores para o mesmo tipo de serviço;

– Os veículos da Câmara trabalham em tempo real e alimentam as agências de notícias de todo o país e até do exterior. São fontes primárias de informação que não podem estar atrasadas em relação aos outros veículos e nem podem cometer erros frequentes;

– Uma jornada de 8 horas não aumentaria a cobertura, pois cada jornalista continuaria acompanhando uma única pauta. Em 8 horas não é possível cobrir duas audiências públicas, por exemplo, que duram em média 4 horas, sendo que o jornalista precisa de outras 2 horas para concluir a reportagem. A diferença é que a cobertura seria pior já que o jornalista passaria a perder parte da audiência em seu intervalo de almoço. É importante notar que os veículos da Secom trabalham de forma integrada e, normalmente, por exemplo, um repórter tem que fazer uma matéria para a Agência com uma versão para a Rádio;

– Sendo assim, defendemos a possibilidade de sete horas corridas para que o serviço não seja prejudicado.

 

 

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