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Senado realiza oficina para aproximar pessoas com deficiência da natureza

Em comemoração a Semana de Valorização da Pessoa com deficiência, Senado Federal abre as portas do seu viveiro para alunos com deficiência

Nem os percalços de um caminho construído pela natureza, tampouco a chuva que se anunciava, foram capazes de afastar os alunos deficientes do Centro de Ensino Médio Setor Leste da oficina de “horta de cheiro”, oferecida pelo Viveiro do Senado Federal, na manhã desta quarta-feira (5). Entusiasmados com o a possibilidade de adquirir novos conhecimentos, os alunos fizeram o plantio de hortaliças em pequenos espaços e tiveram experiência sensorial com diferentes espécies de plantas.

Apesar da deficiência visual, Lucas Santiago, estudante do 3° ano, andava com passos firmes e mostrava ter familiaridade com o local. “Desde muito pequeno eu mexo na terra, me sinto próximo de tudo aqui. Estou gostando muito desse local, de estar em contato com a terra, com as plantas e podendo sentir a natureza”, disse.

A iniciativa, apoiada pelo Sindilegis, faz parte da 12º Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pelo Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais (NCas) do Senado, que tem o objetivo de debater os obstáculos ao desenvolvimento das pessoas com deficiência, assegurando a inclusão social.

“É uma atividade desenvolvida pelo Senado em homenagem a semana de valorização das pessoas com deficiência e tem o objetivo de trazer essas pessoas para interagir e serem incluídas socialmente”, explicou Raquel Oliveira, do núcleo de coordenação de ações socioambientais.

Ao apresentar o ambiente para os visitantes, Érico Zorba, técnico legislativo, mostrou todo zelo e dedicação com que trata o local e inspirou os alunos com deficiência a respeitarem a natureza. “É preciso começar a perceber a natureza de uma forma diferente. Quando isso acontece, você passa a ter uma atitude de reverência e, naturalmente, você vai preservar e entender que faz parte desse processo. Para lidar com a natureza não necessariamente precisa pegar uma enxada, mas entendê-la como parte de nós,” garantiu.

 

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Câmara comemora dez anos de parceria com a APAE-DF

Em parceria firmada com APAE-DF, a Câmara dos Deputados emprega pessoas com deficiência intelectual na área de conservação de acervo e administrativa.  

Com olhares atentos e sorrisos orgulhosos, dezenas de jovens com deficiência intelectual, junto a seus instrutores e professores, acompanharam a sessão solene em comemoração aos dez anos da parceria entre a Câmara dos Deputados e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (APAE-DF), com o objetivo de promover a inclusão social e o exercício da cidadania de pessoas com deficiência por meio do trabalho. Após a celebração, que aconteceu no Plenário Ulysses Guimarães, os presentes participaram de um coquetel de confraternização, oferecido pelo Sindilegis.

Acompanhando a celebração, o Vice-presidente Executivo do Sindilegis para a Câmara dos Deputados, Paulo Cezar, elogiou a iniciativa. “É muito importante pensar na inclusão social, e essa é uma iniciativa louvável, que dá mais autonomia e independência as pessoas com deficiência. E é gratificante pensar que a Câmara é a pioneira de um projeto que tem se espalhado”, disse.

Em dezembro de 2008, a Câmara dos Deputados firmou contrato com a APAE-DF e inaugurou o projeto de inclusão social, trazendo para o quadro de funcionários da Casa pessoas com deficiência intelectual para, inicialmente, prestar serviços de higienização e conservação de livros e documentos do Acervo do Centro de Documentação e Informação (Cedi).

Juliana Segal, que há dez anos presta serviços à biblioteca da Casa, está entre as oito pessoas que passam suas horas de expediente em meio aos livros e acervos da Câmara.  Envaidecida pelo trabalho que realiza, ela conta o que mudou em sua vida desde que teve a oportunidade de entrar no mercado de trabalho por meio da parceria.   “Eu me sinto muito bem trabalhando aqui. Fiz muitos amigos e hoje posso fazer coisas que não imaginava que seria possível. Fico na biblioteca e sei que faço um trabalho muito importante”, confidenciou.

Convivendo diariamente com os funcionários, Juçara Farias, Fiscal do contrato com a APAE-DF e chefe do serviço de preservação da Câmara, fala com propriedade sobre a importância do projeto na vida de quem ingressa no mercado de trabalho por meio dele. “O projeto promove um crescimento individual muito grande na vida deles, principalmente de autoestima, dando a possibilidade de poderem sonhar e planejar. É fantástico perceber como eles entraram e como estão hoje, absolutamente independentes”, disse.

Tendo a consciência da relevância do trabalho, os deficientes intelectuais desempenham a função de maneira precisa e responsável. Gilcy Rodrigues, chefe da seção de conservação e restauro, não poupa elogios ao trabalho que realizam. “Eles são extremamente dedicados. Tem uma quantidade de trabalho extraordinária e atuam de maneira que uma pessoa, que se diz “normal”, talvez não fosse capaz. São extremamente responsáveis, observam horário de trabalho de maneira muito correta.  Sabem que trabalham para a preservação da história do país e tem consciência disso”.

A iniciativa faz parte do esforço da Câmara para tornar seu ambiente, produtos, serviços e informações acessíveis a todas as pessoas. Pioneira nesse projeto de inclusão, a Casa vem fazendo ecoar essa ação e outros órgãos públicos também já firmaram parcerias com a APAE-DF, abrindo frentes de trabalhos em Instituições como o Senado Federal, Itamaraty, Supremo Tribunal Federal, Ministério da Justiça, dentre outros.