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Sindilegis abre diálogo com autor de projeto sobre organização sindical

Sindicato está acompanhando o Projeto de Lei 5.552/2019, do Deputado Lincoln Portela (PL/MG), que regulamenta algumas atividades sindicais

É certo que as entidades de classe que representam trabalhadores e servidores estão buscando se modernizar e reestabelecer um novo discurso de valorização com vozes ativas, não só com os seus associados, mas principalmente perante a sociedade. O Sindilegis está nesse caminho e atento à tramitação de projetos que inovam e regulamentam a organização sindical.

Por isso, nesta quinta-feira (24), o Sindilegis – representado pelo vice-presidente Alison Souza – se reuniu com o Deputado Lincoln Portela (PL/MG), autor do recém projeto de lei apresentado em 16 de outubro, o PL 5.552/2019. A proposta atualiza as disposições sobre organização sindical, fixando os princípios da unicidade sindical, da representação por categoria, do sistema confederativo e da soberania das assembleias gerais.

O Sindilegis se dispôs a colaborar nos ajustes finais da matéria e na sua tramitação, que ainda aguarda despacho da Mesa Diretora da Casa, para análise nas Comissões. “Queremos levá-la ao debate na Câmara o quanto antes para que possamos inovar, reformular a organização sindical hoje no País, com foco na valorização do trabalho desenvolvido pelos servidores em benefício da sociedade”, afirmou Alison Souza.

O Deputado Lincoln Portela agradeceu o apoio do Sindicato e deixou a porta do gabinete aberta para o diálogo permanente: “Ter o Sindilegis como parceiro conosco é fundamental. Sabemos que o Governo ficou de enviar uma proposta, mas acredito que a nossa é bem ampla, completa e ganhará outros apoios dos parlamentares”.

Principais pontos do PL 5.552/2019

Segundo o projeto, o direito à ação sindical atinge a todos: servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, ativos e inativos, e até aqueles sem vínculo empregatício, como trabalhadores de aplicativos.

A matéria cria o Conselho Sindical Nacional (CSN), com representação paritária de trabalhadores e empregadores, cuja atribuição é promover a regulação e a regulamentação da organização sindical, proceder ao registro e ao ordenamento dos sindicatos, federações, confederações. O Conselho Sindical Nacional será composto de membros eleitos pelas confederações.

O CSN poderá decidir sobre todos os assuntos relacionados ao sindicalismo, além de prestar as informações que forem solicitadas pelos Poderes Públicos, opinar sobre projetos de lei e propor a alteração dos serviços essenciais.

A proposta ainda trata de aspectos de representatividade, custeio e práticas antissindicais.

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Direito de organização sindical no serviço público é tema de reunião na CTASP

Para o Sindilegis, debate é imprescindível tendo em vista as inúmeras propostas de mudança nas legislações que dizem respeito diretamente ao serviço público

(Créditos da foto: Banco de imagens/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados (CTASP) promoveu, na última quinta-feira (26), audiência pública para debater o direito de organização sindical no serviço público.

A iniciativa partiu da Deputada Erika Kokay (PT-DF). Segundo a parlamentar, a experiência internacional comprova que nos países em que a atividade sindical é fraca, o desenvolvimento econômico é prejudicado e tem níveis baixos: “Porém, países onde a atividade sindical é respeitada e aceita pela sociedade e o sindicato é considerado interlocutor legítimo, incluído nas relações sociais tanto quanto outros atores democráticos, as economias são dinâmicas e os indicadores sociais mais elevados”.

Considerando as inúmeras propostas de mudança nas legislações que dizem respeito diretamente ao conjunto de servidores públicos no Brasil, a diretora do Sindilegis Magda Helena reafirmou a importância e essência do trabalho sindical. “Somos a linha de frente da categoria a qual representamos; somos a ponte de negociação nos mais diversos projetos que impactarão os servidores. Atacar a organização sindical é atacar a democracia”, opinou.

O presidente do Fonacate (Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado), Rudinei Marques, destacou que o ataque à organização sindical tem que ser entendido como pano de fundo da reforma administrativa. “São diversas medidas que estamos vendo o governo tomar de maneira unilateral. Sem ouvir aqueles que realmente conhecem o serviço público. A reforma administrativa vem seguindo essa lógica, pautada tão somente pelo ajuste fiscal, e pretende acabar com a estabilidade, com os concursos públicos e rebaixar os salários”, enumerou.

A discussão contou ainda com a presença da secretária sub-regional do Brasil da Internacional de Serviços Públicos (ISP), Denise Motta Dau; o coordenador-financeiro da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajude), Roberto Eudes Fontenele Magalhães; e o presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Tocantins (Sinsjusto), Fabricio Ferreira de Andrade.