DE663424-EEF6-4BB2-8531-31ADB9B04B65

Secretaria da Mulher do DF divulga vídeo tutorial em que explica como agir em casos de violência doméstica

Iniciativa compõe ações da campanhaMulher, você não está ”, em que busca mobilizar e conscientizar população e divulgar rede de serviços disponíveis durante pandemia de Covid-19

Em uma nova ação de enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal divulgou um vídeo tutorial em que a secretária responsável pela pasta, Éricka Filippelli, fala sobre a rede de serviços disponiveis durante a pandemia de Covid-19 e da importância da denúncia, que é o primeiro passo para que a mulher receba a proteção do estado.

“Em primeiro lugar, é importante que você não passe por umasituação como essa sozinha, que você possa compartilhar com uma pessoa da sua confiança e, se possível, estabelecer um código de segurança para quando você estiver em risco”, pontuou Éricka ao começar o tutorial e responder ao questionamento, “estou vivendo uma situação de violência. O que devo fazer?”.

A secretária explica que, durante o período de pandemiacausada, a SecMulher disponibilizou uma série de canais que poderão ser acionados 24h, além de um novo canal de denuncias online criado pela Polícia Civil do DF.

Para fazer denúncias junto à PCDF, basta acessar o site delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br.

Assista ao vídeo abaixo:

https://www.facebook.com/secmulherdf/videos/1242742102596721/ 

O vídeo tutorial faz parte da iniciativa Mulher, você não está só, lançada em março deste ano com o objetivo de mobilizar e conscientizar a sociedade sobre o aumento da exposição de mulheres em situação de vulnerabilidade à violência durante o isolamento social recomendado pela OMS.

A diretora de Benefícios do Sindilegis, Fátima Mosqueira, firmou o endosso da entidade às iniciativas promovidas pelo Governo do Distrito Federal: “As mulheres sempre são as mais atingidas por qualquer crise, seja de natureza social, econômicaou de saúde. Ações como as que estão sendo promovidas pela Secretaria da Mulher são fundamentais para resguardar as mulheres que ficam mais vulneráveis em razão do isolamento social”.

Confira abaixo os serviços e horários para atendimento às vítimas de violência doméstica:

Procure Ajuda

Disque 190 — Polícia Militar

Delegacias regionais

Atendimento presencial, 24 horas por dia

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

Endereço: Entrequadra 204/205 Sul – Asa Sul

Telefone: (61) 3207-6172

Atendimento ininterrupto

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)

De segunda a sexta-feira, das 10h às 16h30

Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar

Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Mulher(Nudem)

Telefone e Whatsapp: 999359-0032

E-mail: [email protected]

 

O relator da reforma da Previdência na CCJ da Câmara, deputado Delegado Marcelo Freitas, apresentar seu parecer sobre a proposta da reforma da Previdência.

Previdência, terceirização e feminicídio dão ritmo aos trabalhos do Sindilegis nesta terça-feira

O Sindicato teve um dia cheio, nesta terça-feira (9), em atuação sobre a reforma da Previdência, feminicídio e terceirização

O relator da reforma da Previdência na CCJ da Câmara, deputado Delegado Marcelo Freitas, durante apresentação do seu parecer sobre a proposta da reforma da Previdência.

Audiências, comissões e reuniões deram norte ao trabalho do Sindilegis nesta terça-feira (9). Os diretores do Sindicato participaram de diversos debates sobre temas do interesse de relevância nacional.

Previdência

Um dos pontos altos dessa terça-feira foi a apresentação do parecer da reforma da Previdência, pelo relator deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Em uma sessão de mais de 4 horas de duração, marcada por bate-boca, Freitas recomendou a aprovação da proposta.

Em seu parecer, Freitas seguiu o mesmo entendimento do presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), de que ao colegiado cabe apenas avaliar a admissibilidade do texto e que a análise do mérito só deve ser feita depois por uma Comissão Especial. Foi concedida vista coletiva, pelo período de duas sessões do Plenário da Câmara. A previsão é que o relatório seja votado na próxima quarta-feira (17).

O parecer de Freitas é o primeiro passo da tramitação da PEC 6/2019 na Câmara. O Sindilegis acompanhou todo desenrolar dos debates e tem conversado com parlamentares da Comissão para traçar estratégias contra pontos negativos da proposta.

Diretores Magda Helena e Ogib Teixeira participam de reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência

Ainda na terça aconteceu a reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, que foi acompanhado pela diretora parlamentar do Sindilegis, Magda Helena, e pelo diretor de aposentados e pensionistas, Ogib Teixeira. Na oportunidade, foi feito um balanço das estratégias de mobilização adotadas até aqui e, na avaliação dos participantes, a atuação já está surtindo efeito.

Terceirização

Diretor Ogib Teixeira defende união entre setores em debate sobre terceirização

No início da manhã, o diretor do Sindilegis Ogib Teixeira participou ainda de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado (CDH), com o tema “terceirização de mão de obra e a irredutibilidade de salários”. Na oportunidade, Teixeira defendeu que, para construir um país novo, o setor público e o privado devem andar juntos.

Feminicídio

O tema feminicídio também figurou entre as pautas que têm sido acompanhadas pelo Sindilegis. A diretora Magda Helena marcou presença na audiência da Comissão Externa destinada a acompanhar casos de violência doméstica contra as Mulheres, quando foram avaliados os protocolos de atendimento nas delegacias até a sentença judicial.

WhatsApp Image 2019-03-28 at 14.05.14

Sindilegis une Esquerda e Direita no combate ao machismo e ao feminicídio

Em meio a debates acalorados no Congresso Nacional, governistas e oposição se unem em campanha apartidária em prol da defesa dos direitos da Mulher

“Acredito que o papel que as mulheres representam na sociedade brasileira precisa ser valorizado contra o preconceito e qualquer tipo de discriminação”

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado Federal

 

Na quarta-feira, 28 de março de 2019, uma guerrilha se levantou na Câmara dos Deputados e no Senado Federal com o objetivo de abater um inimigo comum que assola a nossa sociedade: o machismo. As armas escolhidas pelos combatentes: os neurônios e a desconstrução de símbolos da opressão feminina.

Convidando deputados e senadores de diferentes posições ideológicas a se comprometerem com a causa e lutarem pela igualdade entre gêneros, o Sindilegis lançou a campanha “Armas Contra o Machismo”. O objetivo foi atingir especialmente os membros do Congresso que atuam como representantes da sociedade e têm em suas mãos o poder de propor, aprovar ou rejeitar projetos que podem impactar a vida de milhões de mulheres brasileiras. A campanha obteve uma massiva participação de parlamentares do governo e da oposição.

Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis, refletiu sobre a necessidade de se pautar esse tema. “A realidade brasileira é muito dura e violenta para as mulheres. Os números de feminicídio divulgados pela imprensa diariamente são assustadores. É preciso agir e o Sindilegis, como entidade representativa de milhares de servidoras, organizou essa campanha para pautar o assunto no Congresso e integrar os parlamentares nessa luta”, explicou.

“A realidade brasileira é muito dura e violenta para as mulheres. Os números de feminicídio divulgados pela imprensa diariamente são assustadores. É preciso agir!”
Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis

 

Parlamentares como a senadora Leila Barros (PSB-DF), primeira senadora do Distrito Federal, e deputadas federais como Érika Kokay (PT-DF), Celina Leão (PP-DF), Benedita da Silva (PT-RJ), e a deputada estadual Goretti Reis (PSD- SE) elogiaram e aderiram à iniciativa, mas o foco da campanha era mobilizar os representantes do sexo masculino. O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e deputados como Túlio Gadelha (PDT-PE) e Alexandre Frota (PSL-SP) engrossaram o coro contra a discriminação e usaram os bottons com os dizeres “Xô Machismo” e as camisetas da campanha, inclusive, em Plenário.

“O preconceito não é bom para a sociedade. Eu sou um pacificador e acredito que o papel que as mulheres representam na sociedade brasileira precisa ser valorizado contra o preconceito e qualquer tipo de discriminação”, defendeu o presidente do Senado.

A deputada Érika Kokay (PT-DF) foi incisiva ao destacar o cunho provocador e questionador da campanha: “Tem milhões de mulheres neste País que não querem voltar para casa ou que têm medo de voltar porque ali há uma imposição sobre seus corpos, suas falas, sobre a sua vontade, sobre o seu desejo. Por isso que essa campanha do Sindilegis, extremamente criativa,  diz que ‘a gente tem que se armar contra o machismo’. Não é essa arma que eles querem que todo cidadão porte em que possa  matar o outro. As nossas armas são os nossos neurônios, são as colheres que a gente mete na briga de marido e mulher. São as nossas vozes, é o nosso riso, é o nosso riso! Essas são as nossas armas”.

“As nossas armas são os nossos neurônios, são as colheres que a gente mete na briga de marido e mulher. São as nossas vozes, é o nosso riso, é o nosso riso”

Érika Kokay (PT-DF)

 

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também parabenizou a iniciativa, convidou as mulheres para uma maior participação na política do País e fez um apelo: “Quando a nossa vizinha estiver apanhando do marido, não queremos ouvir que em ‘briga de marido e mulher ninguém mete a colher porque provavelmente haverá um funeral dessa mulher”.

O deputado Túlio Gadelha (PDT-PE) refletiu sobre a ainda escassa presença feminina nas cadeiras da Câmara e do Senado. “Infelizmente o Brasil tem hoje um dos governos com um dos menores índices de participação da mulher na política. Estamos em 149º num total de 188 países. Além disso, aqui no Congresso, apenas 15% das mulheres ocupam as vagas de representação de um País que tem majoritariamente mulheres eleitoras”, avaliou.


“Estamos em 149º num total de 188 países. Além disso, aqui no Congresso, apenas 15% das mulheres ocupam as vagas de representação de um país que tem majoritariamente mulheres eleitoras”

Túlio Gadelha (PDT-PE)

 

Armas Contra o Machismo

Usando o debate sobre o porte de armas como gancho, a campanha “Armas Contra o Machismo!” desconstruiu significados de objetos corriqueiros como colheres, vassouras e espanadores, empunhados nesta campanha pelos homens.

A escolha por elementos do cotidiano que carregam certo peso simbólico não foi à toa. A vassoura, por exemplo: antes um símbolo dos afazeres domésticos (estereótipo tipicamente machista de que apenas mulheres podem desempenhar tais tarefas), vira nesta campanha uma “arma para varrer a desigualdade para longe!” – uma desconstrução desses símbolos e do próprio significado da arma.

Outro exemplo é a colher.  Na campanha, ela se torna uma arma quando questionamos a máxima de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, convidando aqueles que testemunharem agressões a se intrometer sim e evitar tragédias ainda maiores.

Além da ação no Congresso, o Sindilegis também lançou a campanha virtualmente em sua página do Facebook (Sindilegis Oficial) e no Instagram (@SindilegisOficial). Na quinta-feira (29), a ação continua no Tribunal de Contas da União, onde o sindicato irá convidar, também, os Ministros da Corte a endossarem a campanha.

Em 2018, o Sindilegis foi premiado pelo Lisbon Awards Group, no Prêmio Lusófonos de Criatividade com a campanha do mês da Mulher “Florzinha é bom, mas direitos iguais é melhor!”, que chamava atenção ao fato de que, apesar do Dia das Mulheres ser normalmente voltado para os mimos, a data é de debate e luta por direitos e avanços.

Este ano o convite da entidade foi de que todos gritassem juntos: Xô Machismo!