O Chá de Ideias desta semana, apresentado pela diretora-geral do Senado, Ilana Trômbka, aborda a relação entre maternidade, não maternidade e liderança. No episódio, ela defende que as diferentes experiências vividas pelas mulheres desenvolvem competências importantes para a formação de líderes e contribuem para organizações mais preparadas.
Ao iniciar a conversa, Ilana apresenta o chá verde e explica que a combinação entre teanina e cafeína favorece a concentração e promove um estado de alerta com tranquilidade. A partir dessa característica, ela faz um paralelo com os desafios da maternidade e com as habilidades exigidas de quem lidera equipes.
Segundo a diretora-geral, ainda é comum que mulheres enfrentem dificuldades no retorno ao trabalho após a licença-maternidade. Para ela, além de injusta, essa prática representa uma perda para as instituições: “Nós sabemos de casos de mulheres que, ao voltar da licença-maternidade, são demitidas. Isso, além de injusto, não é inteligente para a organização.”
Ilana explica que a maternidade fortalece competências como adaptação, resiliência e capacidade de lidar com situações imprevisíveis: “Os melhores gestores são aqueles que lidam bem com os fatores controláveis, mas melhor ainda com os fatores incontroláveis. E não há nada mais incontrolável do que um bebê.”
Ao relacionar as diferentes fases da criação dos filhos ao exercício da liderança, ela afirma que a infância ensina a distribuir responsabilidades de acordo com o desenvolvimento de cada pessoa, enquanto a adolescência exige paciência, diálogo e discernimento para orientar, convencer ou, quando necessário, tomar decisões. Já a fase do “ninho vazio” evidencia a importância da capacidade de adaptação diante de mudanças na equipe e no ambiente de trabalho.
O episódio também aborda a decisão de não ter filhos. Para Ilana, essa escolha igualmente desenvolve competências importantes para a liderança, como autonomia, coragem para decidir e independência em relação às expectativas sociais. Da mesma forma, as mulheres que ainda refletem sobre a maternidade exercitam a capacidade de reunir informações, analisar cenários e tomar decisões sem se deixar pressionar por fatores externos.
Ao concluir o episódio, a diretora-geral reforça que tanto a maternidade quanto a não maternidade proporcionam aprendizados valiosos para a liderança e defende que essas experiências sejam reconhecidas pelas organizações: “A decisão da maternidade e da não maternidade, ambas trabalham com elementos muito úteis e necessários a uma boa liderança.”
Ela encerra com um recado aos gestores: “Líder que não reconhece a maternidade, que acha a licença-maternidade um problema, não é um bom líder.”
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