Lula Marques/AGPT - 11/10/2017- Brasília- DF, Brasil- Plenário da câmara vazio na vespera do feriado.

PEC Emergencial: servidores, ativos e aposentados podem ficar sem aumento ou progressão por quinze anos

Caso a PEC 186/2019, votada no Senado Federal, seja aprovada sem alterações na Câmara dos Deputados, servidores podem ficar sem aumento salarial até 2036

Caso a PEC 186/19 seja aprovada na Câmara dos Deputados, os servidores públicos federais poderão ficar sem aumento ou progressão na carreira durante os próximos quinze anos. O art. 2º do texto aprovado pelos senadores, que prevê a alteração do art. 109 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, modifica o teto de gastos para que os gatilhos que vedam o aumento da despesa pública possam ser disparados se a despesa obrigatória ultrapassar 95% da receita orçada. Essa regra será aplicada para cada Poder ou órgão, separadamente. Esse mesmo artigo acrescenta a suspensão de progressão e promoção aos gatilhos criados pela Emenda Constitucional nº 95/2016 (teto de gastos).

Segundo algumas fontes consultadas pelo Sindilegis, baseados na regra atual, o teto de gastos global, incluindo órgãos dos três poderes, seria descumprido a partir de 2025, se nenhum acréscimo salarial, mesmo a mera reposição inflacionária, for concedido aos servidores. Em outras palavras, ao estabelecer uma regra ainda mais severa para o acionamento do gatilho de congelamento, a PEC 186/2019 agrava o que já era inaceitável.

Vale destacar que a estagnação salarial atinge igualmente a aposentados, pensionistas e servidores que estiverem nos padrões iniciais ou intermediários da carreira.  Os primeiros, aposentados e pensionistas, são atingidos pelo congelamento salarial e os últimos, servidores mais novos, pela introdução da regra que impede a progressão.

O Sindilegis realizou assembleia geral com os servidores no dia 11 de fevereiro sobre os efeitos da PEC, realizou reuniões de trabalho com diversos senadores e deputados e, também, elaborou seis emendas por intermédio dos senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e Fabiano Contarato (REDE-ES). Além disso, em parceria com mais de 250 entidades representativas de servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil, promoveu o Basta!, movimento a favor do auxílio emergencial e contra o pacote de ajustes fiscais e que reuniu milhares de pessoas e parlamentares.

A diretoria do Sindilegis entende e defende a urgência de o Congresso Nacional aprovar o auxílio emergencial frente às graves consequências econômicas decorrentes do agravamento da pandemia em todo o país. No entanto, considera uma chantagem a condição imposta pelo governo de somente pagar o auxílio mediante a adoção de um pacote de ajuste fiscal com foco nos salários dos servidores públicos, especialmente os federais. Nas palavras do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), “quando o Governo coloca que é necessário aprovar travas fiscais, regras restritivas, congelamento de salários, congelamento de progressão por tempo de serviço, e que sem isso não é possível pagar o auxílio emergencial, estamos diante de uma mentira. É possível fazer esse pagamento sem nenhum tipo de trava fiscal ou mudança, como se propõe no relatório”.

O senador Alessandro apresentou um requerimento para fatiar a votação da PEC. A ideia era viabilizar a aprovação do auxílio emergencial em plenário e encaminhar para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) as medidas de responsabilidade fiscal previstas no relatório do senador Márcio Bittar (MDB-AC). O destaque, no entanto, foi rejeitado por 49 votos a 25.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que a votação da PEC Emergencial faz parte de uma política desenfreada de tentativa de criminalização do serviço público. “Essa matéria, tirando o auxílio emergencial, não deveria ser discutida de forma açodada e em reuniões retalhadas. Não é esse tipo de solução que nós precisamos construir, como se os servidores fossem o câncer e o problema do país”, destacou. O parlamentar apoiou a proposta de fatiar a votação da PEC, priorizando a votação apenas do auxílio emergencial.

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, destaca que o trabalho de remover do texto a utilização da regra de ouro como parâmetro para o acionamento dos gatilhos foi exitoso. Seria pior do que a regra aprovada pelo Senado. Porém, a regra colocada no lugar continua a impor aos servidores todo o ônus pela péssima condução da política econômica e do combate ao coronavírus. “O ministro Paulo Guedes fracassou na condução da política econômica. Sobra grandiloquência e falta compreensão da realidade. Enquanto ele devaneia em promessas que nunca se cumprem, apegado a uma política fiscalista extremada e covarde para com os servidores públicos, as empresas quebram e os trabalhadores perdem renda e emprego. Como reconstruir o país sem empresas e renda? Queremos equilíbrio das contas públicas, mas isso não pode significar o desmonte do Estado”.

O Sindilegis ressalta a importância de os servidores públicos, ativos e aposentados, em início ou fim de carreira, se unirem em torno desta pauta. A Câmara dos Deputados deve votar a PEC 186/2019 nesta quarta-feira (10). Na terça, dia 9/3, às 11 horas, o Sindilegis terá reunião com os deputados federais do DF. Até o momento da votação, a diretoria do Sindicato e os representantes estaduais, em parceria com as entidades do Movimento Basta!, atuarão junto aos parlamentares dos seus respectivos estados.

(Foto: Lula Marques)

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Sindilegis apresenta emendas à PEC Emergencial 186 para impedir corte e congelamento de salários

Votação está prevista para esta quarta-feira (3) no Senado Federal

 

Em mais uma ação em defesa dos cidadãos e contra o desmonte do serviço público proposto pela PEC Emergencial (PEC 186/19), o Sindilegis apresentou seis emendas ao parecer do relator Márcio Bittar (MDB-AC), por meio dos senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e Fabiano Contarato (REDE-ES). A PEC 186 trará impactos nocivos aos servidores ativos, inativos e aposentados em curto, médio e longo prazo, como congelamento de salários e suspensão de progressões automáticas.

 

“Seis emendas à PEC apresentadas pelo Sindilegis foram avalizadas pelos senadores. Isso demonstra uma atuação política profícua junto aos parlamentares. O Sindicato cumpre com a missão de ter ações propositivas, de dar alternativas para a solução dos problemas”, destaca o presidente da entidade, Alison Souza.

 

O senador Weverton Rocha salientou na justificativa das emendas que elas são resultado de reuniões com o Sindicato para “aperfeiçoamento da proposição”.

 

A diretoria do Sindilegis entende que o momento pede aceleração do processo de vacinação, auxílio emergencial e medidas econômicas concretas para garantir o emprego e as empresas. Sobre eventuais fontes para custear essas medidas, entendem os diretores que há diversas outras formas de fazê-lo como, por exemplo, reduzir ou suspender incentivos fiscais ou mesmo tributar dividendos. Enquanto os norte-americanos “apelam aos seus ricos para colaborar com a crise e investem na proteção do setor produtivo, aqui roubam direitos dos trabalhadores e deixam os micro e pequenos empresários à própria sorte”, pontua Alison.

 

A votação da PEC está marcada para esta quarta-feira (3) no Plenário do Senado. Uma das mudanças é que a PEC prevê a retomada do auxílio emergencial. O relator deve retirar do texto o item que acaba com os pisos constitucionais para investimentos em saúde e educação.

 

Confira as emendas apresentadas:

 

1) LIMITAÇÃO TEMPORAL EM CONSEQUÊNCIA DO NÃO EQUILÍBRIO FISCAL

O parecer prevê o acionamento automático de gatilhos para congelar gastos, como salários e subsídios, quando a despesa obrigatória superar 95% do total, o que pode ocorrer em 2022, ou quando for decretado um novo estado de calamidade pública – neste caso, o congelamento seria feito durante e até dois anos após o fim do decreto. A emenda apresentada pelo Sindilegis propõe que o congelamento seja limitado a 12 meses.

 

2) EXCLUSÃO DE PENSIONISTAS DO LIMITE DE GASTOS

A PEC inclui os pensionistas no limite de despesas ao alterar o art. 169 da Constituição Federal. O art. 169 determina que ativos e inativos devem observar limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O Sindilegis defende que o artigo deve continuar como está e não incluir os pensionistas.

 

3)  SUSPENSÃO DE ISENÇÃO TRIBUTÁRIA PARA EMPRESAS COM FATURAMENTO ANUAL ACIMA DE R$ 12 MILHÕES

O Sindilegis defende que o Governo Federal suspenda as isenções tributárias que concede às grandes empresas, com faturamento acima de R$ 12 milhões.

 

4) SUSPENSÃO DA ISENÇÕES TRIBUTÁRIAS SOBRE LUCROS E DIVIDENDOS

O Sindicato propõe a suspensão de incentivos tributários, bem como isenções tributárias sobre lucros e dividendos durante a vigência do estado de calamidade.

 

5) EXCETUA CONGELAMENTO DAS PROGRESSÕES FUNCIONAIS

Nesta emenda, o Sindilegis propõe a suspensão da edição de atos que impliquem aumento de despesa de pessoal, incluindo os de empresas públicas e de sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, exceto aquelas que implicarem provimento de cargo ou emprego anteriormente ocupado por outro agente ou a progressão e a promoção funcional em carreira de agentes públicos previstas em lei.

 

6) AUTONOMIA PARA SERVIDORES DO LEGISLATIVO E TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

O Sindilegis apresentou emenda contra o art. 168-A que determinava aos poderes Legislativo e Judiciário o mesmo percentual de corte que o Executivo aplicar. Ou seja, a PEC desrespeita a autonomia dos poderes. A emenda apresentada pelo Sindicato garante autonomia para que os servidores do Legislativo e do TCU não tenham que se submeter ao Executivo.

 

(Foto: André Coelho / Agência O Globo)

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PEC 186 congela salários dos servidores ativos e aposentados pelos próximos dez anos, afirma presidente eleito do Sindilegis

Alerta foi feito por Alison Souza durante assembleia geral virtual sobre os impactos da PEC Emergencial; proposta está em análise no Senado

 

A Proposta de Emenda à Constituição 186/19, mais conhecida como PEC Emergencial, foi o assunto central da Assembleia Geral Extraordinária do Sindilegis realizada nessa quinta-feira (11). A reunião ocorreu por meio de reunião virtual e foi transmitida pelo YouTube do Sindicato, em razão da pandemia de Covid-19. A transmissão alcançou centenas de servidores e teve 617 acessos simultâneos. Reveja aqui.

 

O presidente eleito do Sindilegis, Alison Souza, apresentou os termos da PEC e os seus impactos aos servidores ativos, aposentados e pensionistas. A proposta, entre outros pontos, possibilita a redução salarial dos servidores dos três poderes e de jornada de trabalho em até 25%; a suspensão de progressões automáticas de carreira e de novos concursos; e o fim de reajustes salariais em caso de descumprimento da regra de ouro pelo governo. O dirigente manifestou preocupação com o atual cenário político, que se mostra favorável à aprovação da medida.

 

“Se a PEC 186 for aprovada como está, estima-se que não haverá aumento salarial pelos próximos dez anos. Nunca tivemos uma ameaça tão grande ao serviço público e ao cidadão desde a Constituição de 1988. É algo que nos preocupa muitíssimo. O retrocesso para o Estado brasileiro vai ser imenso. Precisamos impedir essa barbárie”, destacou.

 

Alison explicou que a proposta prevê a inclusão da regra de ouro como parâmetro para uso dos gatilhos de forma automática, quando houver descumprimento. “A PEC 186 é uma continuação da PEC do Teto de Gastos (Emenda Constitucional 95). A novidade é que agora esses gatilhos serão disparados não pelo descumprimento do teto de gastos, mas pelo descumprimento da regra de ouro – fato que vem ocorrendo sucessivamente desde o último ano de governo de Michel Temer”, pontuou.

 

A regra de ouro foi instituída pela Constituição Federal. O dispositivo determina que o governo não pode endividar-se para financiar gastos correntes (como a manutenção da máquina pública), apenas para despesas de capital (como investimento e amortização da dívida pública) ou para refinanciar a dívida pública.

 

Segundo Alison, o envolvimento dos servidores e da sociedade é essencial neste momento. “Precisamos que todos se engajem nesta luta, estejam atentos, procurem os parlamentares que conhecerem, nos apoiem, nos ajudem, estejam presentes nas assembleias. Precisamos de um movimento contundente em relação às PECs 186 e 32”, destacou ao completar que a PEC da Reforma Administrativa (PEC 32/20) – que está em análise na Câmara dos Deputados – será tema de outra assembleia geral.

 

O presidente do Sindicato, Petrus Elesbão, também convocou os filiados a se unirem neste movimento contra a PEC 186. “Vamos dar as mãos. Somente assim poderemos fazer frente e tentar modificar essa proposta nesta nova batalha que iremos enfrentar”, afirmou.

 

Diretor de Integração Regional do Sindilegis, Evaldo Araújo, destacou a importância da assembleia para o debate e a aproximação dos servidores: “Uma das nossas estratégias é a atuação parlamentar. Isso abre um espaço para que a nossa categoria atue no Congresso. Precisamos resgatar a nossa unidade e a nossa mobilização. Essa PEC desmonta o serviço público brasileiro. Nós temos que mostrar para a população que esse desmonte atinge principalmente os mais necessitados”.

 

Atuação do Sindilegis – Em resposta a um questionamento enviado pelo chat ao vivo, Alison enumerou as estratégias do Sindicato contra a PEC 186. “Agora é partir para o tudo ou nada para sensibilizar os parlamentares, a imprensa e a opinião pública. Nos próximos dias o Sindicato vai concluir um estudo técnico a respeito da PEC 186. Com ele, percorreremos os gabinetes de todos os senadores e deputados para mostrar o risco que a PEC representa para o Estado brasileiro, visto que o clima no Congresso é totalmente pró-aprovação”, declarou.

 

A assembleia contou com a participação do presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil), deputado professor Israel Batista (PV-DF). O congressista apontou os desafios de sensibilizar os deputados e abrir o debate para participar de todas as discussões: “Estamos em um momento crítico no Congresso Nacional, que exige uma mobilização muito forte dos servidores públicos. A junção da PEC Emergencial com a PEC da Reforma Administrativa traz prejuízos enormes aos servidores públicos”, enfatizou.

 

A PEC atinge os aposentados e pensionistas? Essa foi outra dúvida recorrente entre os servidores que acompanharam a assembleia. Alison esclareceu que a redução de 25% só se aplica aos servidores da ativa porque prevê a redução da jornada de trabalho, mas o congelamento salarial atinge a todos. “Os aposentados podem ficar até 10 anos sem aumento salarial”, alertou.

 

Reunião com entidades – Antes da assembleia, Alison e Petrus participaram de uma reunião com entidades representativas dos servidores da Câmara, do Senado e do TCU. “O discurso foi unânime: vamos nos unir porque a ameaça é maior do que todos nós individualmente”, ressaltou Alison.

 

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Sindilegis realiza assembleia geral pelo YouTube nesta quinta-feira sobre impactos da PEC Emergencial

Proposta possibilita a redução de salários dos servidores dos três poderes em até 25%, a suspensão de progressões automáticas e reajustes salariais

O Sindilegis convoca os filiados a participarem de Assembleia Geral Extraordinária nesta quinta-feira (11), das 10h30 às 12h. Em virtude da pandemia de COVID-19, a Assembleia ocorrerá por meio de reunião virtual no canal do Sindilegis no YouTube. Na ocasião, serão apresentados os termos da PEC 186/19, mais conhecida como PEC Emergencial, que, entre outros pontos, possibilita a redução salarial dos servidores dos três poderes em até 25% e a suspensão de progressões automáticas e reajustes salariais em caso de descumprimento da Regra de Ouro pelo Governo, fato que vem ocorrendo sucessivamente desde o último ano de governo do presidente Michel Temer. Os filiados poderão participar ao vivo por meio do chat no YouTube.

Mais informações sobre a PEC 186/19 estão disponíveis aqui.

Confira na íntegra o edital de convocação assinado pelo presidente Petrus Elesbão aqui.

Participe!

SERVIÇO

Assembleia Geral Extraordinária
Tema: Apresentação da PEC 186/19 e atuação do Sindilegis
Data: 11/02
Horário: 10h30 às 12h
Local: Reunião virtual no canal do Sindilegis no YouTube (Endereço eletrônico: https://www.youtube.com/sindicatosindilegis)

Congresso Nacional dia

Confira as 16 propostas em análise no Congresso Nacional que impactarão diretamente os servidores em 2021

PEC Emergencial e Reforma Administrativa serão prioridade na Câmara e no Senado, conforme já anunciado pelos recém-eleitos presidentes de ambas as Casas

O ano legislativo de 2021 começa oficialmente nesta quarta-feira (3). E a agenda de retomada dos trabalhos do Congresso Nacional tem uma série de propostas que afetam diretamente a vida dos servidores públicos. Ao todo, são 16 matérias em tramitação nas Casas Legislativas: 11 na Câmara e 5 no Senado. Entre elas, a PEC Emergencial (PEC 186/19) e Reforma Administrativa (PEC 32/2020), que são tratadas como prioridade pelos parlamentares. Os dados são do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

De acordo com o Diap, ambas as Casas Legislativas devem ter seu foco nas pautas econômicas o que, direta ou indiretamente, terão reflexos para os servidores públicos das três esferas de poder. Os presidentes eleitos nessa segunda-feira (1º) para a Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e para o Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já declararam que as PECs 186 e 32 serão enfrentadas pelo Parlamento.

O presidente do Sindilegis eleito para o quadriênio 2021-2025, Alison Souza, afirmou que o Sindicato irá participar ativamente da discussão das propostas para a modernização do serviço público, a melhoria do atendimento à sociedade e a valorização dos servidores. “O foco das mudanças na Administração Pública deve ser a entrega de melhores serviços para o cidadão, um Estado mais eficiente. Os servidores não podem ser vilanizados e vistos como um peso. A maior prioridade neste momento deveria ser a reforma tributária”, destacou.

Ainda segundo o Diap, a demissão de servidores e a redução salarial, com a diminuição da jornada, são outros temas que podem seguramente entrar na agenda de votações. Há também a questão do teletrabalho, muito utilizado durante o período de pandemia, que pode ser efetivado para alguns segmentos do serviço público.

Veja a lista com as principais proposições em debate no Poder Legislativo.

Senado Federal

“Plano Mais Brasil”

Chamada de “PEC Emergencial” – PEC 186/19 – do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).
Institui mecanismos de ajuste fiscal, caso, para a União, as operações de crédito excedam à despesa de capital ou, para estados e municípios, as despesas correntes superem 95% das receitas correntes. Prevê que lei complementar disporá sobre a sustentabilidade da dívida pública, limites para despesas e medidas de ajuste. Modifica as medidas para cumprimento dos limites de despesa com pessoal previstos em lei complementar. Veda que lei ou ato autorize pagamento retroativo de despesa com pessoal. Suspende a correção pelo IPCA do limite às emendas individuais ao projeto de lei orçamentária, aplicável durante o Novo Regime Fiscal, enquanto vigentes as medidas de ajuste. Determina a reavaliação periódica dos benefícios tributários, creditícios e financeiros. Veda, a partir de 2026, a ampliação de benefícios tributários, caso estes ultrapassem 2% do PIB. Determina a restituição ao Tesouro do saldo financeiro de recursos orçamentários transferidos aos Poderes Legislativo e Judiciário. Condiciona os Poderes Legislativo e Judiciário ao mesmo percentual de limitação de empenho que tenha sido aplicado no Poder Executivo.
Tramitação: está sob a relatoria do senador Marcio Bittar (MDB-AC), na CCJ.

Fundos Públicos – PEC 187/19 – do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Estabelece que a instituição de fundos públicos exige lei complementar. E, em relação aos já existentes, obriga que sejam ratificados pelos respectivos poderes legislativos, por meio de lei complementar específica para cada um dos fundos públicos, até o final do segundo exercício financeiro subsequente à data da promulgação desta alteração constitucional, sob pena de extinção do fundo e transferência do respectivo patrimônio para o Poder ao qual esse se vinculava.
Tramitação: está pronto para votação em plenário, em dois turnos. O relator é senador Otto Alencar (PSD-BA).

Pacto Federativo – PEC 188/19 – do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Estabelece medidas de ajuste fiscal aplicáveis ao custeio da máquina pública; modifica a estrutura do orçamento federal; estende a proibição de vinculação de receitas de impostos a qualquer espécie de receitas públicas, ressalvadas as hipóteses que estabelece; permite a redução temporária da jornada de trabalho de servidores públicos como medida para reduzir despesas com pessoal; propõe mecanismos de estabilização e ajuste fiscal quando as operações de créditos excederem as despesas de capital, as despesas correntes superarem noventa e cinco por cento das receitas correntes ou a realização de receitas e despesas puder não comportar o cumprimento das metas fiscais do ente; e cria o Conselho Fiscal da República.
Tramitação: está em discussão na CCJ, cujo relator é o senador Marcio Bittar (MDB-AC).

Teto de salário de ingresso no serviço público PLP 161/19 – do senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR). Estabelece que o valor máximo da remuneração mensal dos servidores públicos, nas categorias iniciais das suas carreiras, não poderá exceder 30% do subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Tramitação: aguarda parecer do relator, senador Antonio Anastasia (PSD-MG), na CCJ.

Demissão por Insuficiência de Desempenho PLS 116/17 – da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). Dispõe sobre a avaliação periódica dos servidores públicos da União, estados e municípios, e sobre os casos de exoneração por insuficiência de desempenho.
Tramitação: aguarda deliberação no plenário.

Câmara dos Deputados

Demissão por Insuficiência de Desempenho PLP 51/19 – do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP). Regulamenta o inciso III do § 1º do art. 41 da Constituição Federal, para disciplinar o procedimento de avaliação periódica de desempenho de servidores públicos estáveis das administrações diretas, autárquicas e fundacionais da União, estados, Distrito Federal e municípios.
Tramitação: aguarda distribuição na Comissão de Trabalho.

PLP 248/98 – Poder Executivo. Disciplina a perda de cargo público por insuficiência de desempenho do servidor público estável.
Tramitação: está pronta para votação no plenário.

Redução de jornada, vencimentos e fim da estabilidade PEC 423/18 – do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ). Altera os arts. 37, 167, III; 168 e 239 da Constituição e acrescenta ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias os arts. 36-B e 115, para conter o crescimento das despesas obrigatórias, regulamentar a regra de ouro, instituir plano de revisão das despesas.
Tramitação: aguarda constituição de comissão especial (mérito).

Controle de ponto dos servidores PL 544/19 – do deputado Lucas Redecker (PSDB-RS). Institui a verificação eletrônica de frequência e pontualidade dos servidores públicos da União, das autarquias e das fundações públicas federais, para fins de controle e fiscalização da jornada de trabalho.
Tramitação: aguarda parecer do relator, deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), na CCJ.

Princípio da razoabilidade PEC 170/03 – do ex-senador Mozarildo Cavalcanti (RR). Altera o caput do art. 37 da Constituição Federal, para incluir, dentre os princípios que regem a Administração Pública, o princípio da razoabilidade.
Tramitação: aguarda criação de comissão especial (mérito).

Acúmulo de função PEC 219/12 – da ex-deputada Andreia Zito (PSDB-RJ). Dá nova redação ao art. 37, inciso XVI, letra “b” da Constituição Federal, para permitir que servidores públicos das carreiras administrativas possam exercer cargo de professor.
Tramitação: aguarda criação de comissão especial (mérito).

PEC 169/19 – do deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM). Altera o art. 37 da Constituição Federal, para permitir a acumulação remunerada de um cargo de professor com outro de qualquer natureza.
Tramitação: aguarda criação da comissão especial (mérito).

PEC 179/12 – do deputado Roberto de Lucena (PODE-SP). Dá nova redação ao art. 37, inciso XVI, da Constituição Federal, para dispor sobre a possibilidade de acumulação de cargo de policial com a de um cargo de professor ou de um cargo privativo de profissionais de saúde, e define os cargos de policial estadual e federal e os cargos de guarda municipal como cargos técnicos ou científicos.
Tramitação: aguarda criação da comissão especial (mérito).

Veda o inelegível a assumir cargo de confiança PEC 284/13 – do ex-senador Pedro Taques (MT). Altera o inciso I do art. 37 da Constituição Federal, para vedar a designação para função de confiança ou a nomeação para emprego ou para cargo efetivo ou em comissão de pessoa que esteja em situação de inelegibilidade.
Tramitação: aguarda criação da comissão especial (mérito).

Teto das pensões PEC 441/05 – do ex-senador Rodolpho Tourinho (BA). Disciplina a fixação do limite remuneratório para os agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo dos estados e do Distrito Federal, determina a aplicação do disposto no art. 7º da EC 41, de 2003, às pensões derivadas dos proventos de aposentadoria dos servidores públicos que se aposentarem na forma do caput do art. 6º da mesma Emenda, e disciplina a forma de contribuição dos servidores portadores de doença incapacitante para o custeio da Previdência Social. Desmembramento da PEC 227/04.
Tramitação: aguarda criação da comissão especial (mérito), na Câmara.

Proíbe o salário de ex-chefe do Executivo PEC 85/11 – do deputado Lelo Coimbra (MDB-ES). Altera o art. 39 da Constituição Federal, incluindo o § 9º, que veda o pagamento de subsídio mensal e vitalício aos ex-chefes do Poder Executivo da União, dos estados e dos municípios.
Tramitação: aguarda criação da comissão especial (mérito).

Reforma Administrativa PEC 32/20 – do Poder Executivo. Altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa.
Tramitação: aguarda despacho à CCJ para distribuição.

Com informações da Agência Diap

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Sindilegis promove debate sobre impactos da reforma administrativa e da PEC Emergencial

Esta edição do Café com Política vai reunir especialistas em economia e administração pública

Quais são os impactos da reforma administrativa e da PEC Emergencial (PEC 186/19) para o serviço público? De que forma essas propostas afetam a sociedade? Essas questões serão discutidas na 4ª edição do Café com Política que será realizado na próxima quarta-feira, 11/03, às 15h, no auditório do Interlegis, no Senado.

Para o debate, foram confirmados:

Felipe Salto –  Diretor-executivo da Instituição Independente do Senado Federal. Mestre em Administração Pública e Governo pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da  FGV/EAESP (2013), graduado em Ciências Econômicas pela FGV/EESP (2008). Atualmente, atua como professor de macroeconomia brasileira nos cursos de pós-graduação executiva da FGV em São Paulo e é assessor parlamentar no Senado Federal. Exerceu atividades de consultoria macroeconômica na Tendências Consultoria Integradae e ajudou a fundar o Instituto Tellus, organização que visa promover a inovação no governo.

Eduardo Moreira – Empresário, economista, palestrante, escritor e ex-banqueiro de investimentos. Formou-se em Engenharia de Produção pela PUC do Rio de Janeiro e obteve certificado de minor em economia na Universidade da Califórnia de San Diego (UCSD, EUA), sendo eleito o melhor aluno do curso dos últimos 15 anos. Trabalhou no Banco Pactual até 2009, onde foi sócio responsável pela área de Tesouraria para América Latina.

Mediadora: Vera Batista – Jornalista, professora, pós-graduada Escola de Políticas Públicas e de Governo (EPPG/UFRJ) e colunista do Blog do Servidor (Correio Braziliense)

 

O Café com Política foi idealizado pelo Sindilegis para ser um espaço de debate e reflexão para o crescimento do País em assuntos vitais. O evento é uma iniciativa da entidade para discutir as propostas de reformulação do serviço público.

O evento é gratuito e aberto ao público.

Serviço:

Evento: Café com Política

Data: 11 de março

Horário: 15h

Local: Interlegis – Avenida N2, Bloco 2, Senado Federal

 

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Atenção: Sua carreira está ameaçada. É hora de agir!

Atenção: Sua carreira está ameaçada. É hora de agir!

Veja as principais mudanças para os servidores que vão ocorrer com a promulgação das PECs 186/2019, 438/2018 e 188/2019

– Redução de até ¼ do salário

– Fim de reajustes salariais ou de qualquer gratificação

– Proibição de concurso público e reposição de pessoal

– Fim dos planos de carreira e progressões funcionais

– Medidas automáticas sem aprovação do Legislativo

– Análise das contas públicas com efeito retroativo antes da promulgação da PEC

Acompanhe as ações do Sindilegis e de outras entidades para combater a precarização do serviço público! Sua participação será fundamental nessa luta.