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Participe do 2º Desafio de Inovação do Senado: inscrições vão até domingo (6)

O Senado Federal está com inscrições abertas para o 2º Desafio de Inovação, uma oportunidade para servidores, aposentados, terceirizados, estagiários e menores aprendizes apresentarem ideias e soluções que visam aprimorar o trabalho da instituição e os serviços prestados à população. O cadastro na competição pode ser feito até domingo, dia 6 de julho.

Os interessados em participar devem enviar suas propostas pela plataforma do Desafio de Inovação. É importante ressaltar que o acesso à plataforma deve ser feito pelo computador, utilizando o mesmo login e senha da rede do Senado. Para evitar imprevistos de última hora, o Núcleo de Apoio à Inovação (Nainova) está disponível para auxiliar em caso de dificuldades, pelos canais [email protected], ramal 4080 ou Teams (Falar com Porath).

Após o encerramento das inscrições, o Desafio de Inovação segue um cronograma rigoroso para a seleção e o desenvolvimento das ideias. Confira:

Classificação das ideias: de 7 a 8 de julho. Nesta etapa, as propostas serão verificadas quanto ao preenchimento completo, clareza, coerência e aderência à categoria escolhida.

Seleção das ideias finalistas: de 9 de julho a 6 de agosto. O Nainova, com o apoio de especialistas, escolherá até cinco ideias por categoria para a fase de prototipagem.

Divulgação das ideias selecionadas: em 6 de agosto. Os autores das ideias finalistas serão informados sobre a aprovação de suas propostas.

Prototipagem: de 15 de agosto a 12 de setembro. As equipes responsáveis pelas ideias selecionadas terão esse período para transformar suas propostas em modelos iniciais que demonstrem sua funcionalidade na prática, com o apoio e orientação do Nainova.

Mostra de protótipos: de 1 a 16 de outubro. Os protótipos serão apresentados à comunidade do Senado em um evento cujas datas, horários e locais serão divulgados futuramente.

Avaliação final e evento de premiação: as datas para essa etapa final ainda serão anunciadas. Uma Comissão Julgadora, com representantes de diversas áreas do Senado e dos patrocinadores, avaliará os protótipos para definir os vencedores.

As categorias do desafio são “IA Resolve”, focada no uso de inteligência artificial para melhoria de processos, e “Senado em Jogo Digital”, que busca a criação de um jogo educativo sobre o Senado, principalmente para estudantes do Ensino Médio. Os vencedores de cada categoria receberão R$ 10.000,00, e a categoria “IA Resolve” poderá conceder menções honrosas de R$ 1.000,00.

Saiba mais sobre o Desafio pelo link: https://sindilegis.org/2DesafioInovacao

Compartilhe sua proposta com o Sindilegis e amplifique a sua voz

Se você é servidor e filiado ao Sindilegis, queremos conhecer a sua ideia! Envie sua proposta em um vídeo de até 1 minuto e 30 segundos ou em um texto de até uma página para o e-mail [email protected].

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Desafio de Inovação do Senado premia soluções empreendedoras e criativas de servidores

Na última quinta-feira (31), foram reveladas as propostas vencedoras do Desafio da Inovação, evento promovido pelo Núcleo de Apoio à Inovação do Senado Federal (Nainova). A atividade buscou estimular a criatividade e o empreendedorismo entre os servidores e colaboradores do Senado Federal.

O Sindilegis, junto com a Associação dos Consultores e Advogados do Senado Federal (Alesfe), é um dos apoiadores da Secretaria desde a sua concepção e recebeu uma premiação honrosa, destinada ao diretor de Educação e Cultura da entidade, Pedro Mascarenhas, que é servidor do Prodasen (Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado Federal).

“A colaboração entre o Senado e o Sindilegis marca um avanço significativo na promoção da inovação e do empreendedorismo no âmbito legislativo, incentivando a criatividade e a criação de soluções inovadoras para enfrentar os desafios que a instituição enfrenta”, avaliou Pedro.

O Desafio da Inovação reconheceu soluções inovadoras em duas categorias: APPrimora e Senado em Jogo. Na categoria APPrimora, o grande vencedor foi Airton Aragão, servidor da Secretaria de Apoio à Comissão de Meio Ambiente, com sua solução PowerApp para assessores dos membros de comissão. Essa ferramenta visa aprimorar e centralizar os processos de trabalho, proporcionando autonomia aos assessores parlamentares das comissões da Casa legislativa. Inicialmente, o aplicativo será implementado na Comissão de Meio Ambiente e, posteriormente, integrado à rotina de outras unidades. Além disso, os finalistas dessa categoria também receberam menções honrosas e prêmios de R$ 1 mil.

Na modalidade Senado em Jogo, o grande vencedor foi Valter Rosa Júnior, colaborador da Assessoria Técnica da Secretaria de Comunicação, com o DEMOKRATIA – O JOGO DA DEMOCRACIA. Esse jogo, voltado para estudantes do ensino médio de 14 a 17 anos, aborda temas como cidadania, democracia e história, apresentando um quiz focado no papel e na atuação do Legislativo. O objetivo do jogo é percorrer 97 casas no “caminho democrático” e chegar ao Congresso Nacional para vencer. O Senado planeja distribuir o jogo em ações institucionais, como o Jovem Senador, ampliando seu alcance educacional.

A diretora-geral, Ilana Trombka, lembrou que a vontade de incorporar as temáticas de intraempreendedorismo e inovação na Casa surgiu há alguns anos, durante as aulas de uma disciplina de seu doutorado. Na época, o anseio foi compartilhado com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que deu aval às iniciativas. “Inovação tem a ver com abertura de pensamento. Está relacionada com pensar uma forma diferente de fazer e isso está muito presente em nossa vida. Daqui dessas cadeiras coloridas do Nainova que a gente não vê nas nossas salas, a gente sai inspirado para levar inovação para outros lugares”, explicou.

Série

Bússola Tech, com apoio do Sindilegis, disponibiliza a maior série global sobre transformação digital em parlamentos

São mais de 40 horas de conteúdo gratuito que abordam o uso de tecnologias e soluções inovadoras com experiências de mais de 30 países

A Bússola Tech, em parceria com o Sindilegis, produziu a maior série sobre transformação digital em parlamentos ao redor do mundo.

Desde o dia 15 de março, é possível assistir aos primeiros episódios de “LegisTech – A transição para um legislativo pronto para o digital”, iniciativa inédita com diversos depoimentos e cases que vão desde a digitalização do processo legislativo até o uso de inteligência artificial.

Pensada para servidores e profissionais que atuam em parlamentos, a produção disponibiliza gratuitamente mais de 40 horas de conteúdo sobre soluções inovadoras que têm inspirado diversos países, além de fortalecer uma rede para a troca de experiências.

Para acessar os episódios, basta cadastrar-se na plataforma da startup pelo link: http://bussola-tech.co/. Caso queira ler mais informações sobre a iniciativa, acesse https://bussola-tech.co/br-serie.

Para Luís Kimaid, CEO da Bússola Tech, “o único caminho para a transformação digital efetiva do Poder Legislativo é por meio da colaboração e cooperação entre os departamentos internos e das Casas Legislativas, formando uma comunidade”.

Já foram disponibilizados dez episódios, incluindo um que conta com a participação do presidente do Sindilegis e servidor do Tribunal de Contas da União, Alison Souza, que aborda o tema “Recursos Humanos para a Transformação Digital do Legislativo”.

Clique na imagem acima para assistir ao episódio “Recursos Humanos para a Transformação Digital do Legislativo”, com o presidente do Sindilegis, Alison Souza.

“A transformação digital é muito pertinente para nós, do Sindicato. Não apenas porque representamos categorias que são os atores por trás desses processos na Administração Pública, mas por entendermos que é uma etapa importante para uma maior acessibilidade e democratização dos serviços, onde o foco sempre deve estar voltado para o público, o cidadão, mas sem perder de vista que quando abordamos gestão de recursos públicos, aí também se incluem trabalhadores, vidas humanas”, avalia.

Por meio da série, é possível conhecer e aprender mais sobre as experiências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados do Brasil, bem como de parlamentos internacionais de 30 países, entre eles: Congresso Norte-Americano, Parlamento Europeu, Casa dos Comuns e Casa dos Lordes no Reino Unido; e organizações interparlamentares, como a União Interparlamentar e o Parlamericas.

Representando o Senado brasileiro, Ilana Trombka, Alessandro Albuquerque, Luis Fernando Machado, Alisson Bruno de Queiroz, Florian Madruga e Henrique Porath e Daniel Pandino; a Câmara conta com a participação de Patricia Almeida, Marcus Chevitarese, Eduardo Andrade, Rodolfo Vaz, Lincon Macario e Patricia Roedel.

Sobre a iniciativa, Alison Souza complementa: “Essa troca de experiências é muito rica porque quando analisamos nossas vivências a partir dessa necessidade comum de adaptação para os novos tempos, fica claro que temos muito mais em comum do que imaginávamos. Podemos, então, nos enxergar como iguais e nos ajudar a transpor desafios que já foram superados em outros lugares”.

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Troca de experiências entre parlamentos do mundo marcam segundo dia do LegisTech Forum 2020

No total, foram realizados sete painéis ao longo do dia, que promoveu debates ricos voltados sobre o uso de inteligências artificiais, uso de dados, cooperação interparlamentar e participação popular nos parlamentos

Em seu segundo dia de evento, o LegisTech Forum 2020 prosseguiu com debates de temas relacionados ao uso da tecnologia como aliada na transformação de parlamentos ao redor do mundo e promoveu a troca de experiências inspiradoras entre diferentes instituições legislativas, motivadas sobretudo pela crise social e sanitária provocada pela pandemia de Covid-19.

No dia 27 de outubro, o evento organizado pela Bússola Tech realizou sete painéis dedicados à digitalização dos processos legislativos, investimento em inteligência artificial, ampliação da participação popular e ao intercâmbio de soluções. No total, o fórum contabilizou 24h de discussão sobre inovação.

Cooperação interparlamentar para a transformação digital legislativa

“Cooperativismo” não é um termo estranho à população brasileira, pois permeia a realidade de diferentes setores do país, mas a organização coletiva não está restrita ao sindicalismo trabalhista e ao empreendedorismo econômico. A cooperação interparlamentar foi o fio condutor do primeiro debate da manhã, mediado pelo CEO da Bússola Tech, Luís Kimaid, e que reuniu especialistas de diferentes nacionalidades.

Alisha Todd, do Parlamericas (Toronto, Canadá) destacou o êxito da Câmara dos Deputados brasileira em adotar tão rapidamente o sistema de deliberação remoto. “Estamos impressionados com o que fizeram no Brasil. Eles ainda foram proativos ao ponto de compartilhar o conteúdo de sua experiência em quatro idiomas no Parlamericas, em inglês, espanhol, francês e português, para que outras Casas legislativas pudessem aprender com seu processo”, avaliou.

Para Andy Williamson, escocês representante da União Interparlamentar (Geneva, Suíça) o fato de que, salvas as particularidades culturais de cada país, a similaridade nas estruturas dos parlamentos por si só já possibilita o intercâmbio de experiências: “Não estamos inventando a roda. O parlamento é algo simples. Precisamos focar nas semelhanças que temos, compartilhar boas práticas e inovar”.

Tiago Peixoto, do Banco Mundial (Washington, Estados Unidos), lembrou que outro importante fator a ser observado é o momento político, uma vez que é necessário o engajamento dos parlamentares no processo de transformação digital. “Algumas instituições já iniciaram essa transição, mas a grande maioria foi pega desprevenida pela atual crise que vivemos. A necessidade criou a oportunidade para essa transformação”, pontuou. Luís Kimaid concordou e completou: “esta pandemia mostrou às sociedades de diferentes países que o seu parlamento é mais que um edifício, é um valor democrático”.

Os especialistas foram unânimes em pontuar uma maior participação da sociedade no parlamento como um dos ganhos da digitalização de processos. “No fim do dia, todas as nossas conversas se voltam para a confiança porque esse é um fator fundamental na representação popular. O uso de dispositivos como o E-Cidadania, onde a população não apenas tem acesso ao teor de um projeto, mas também pode opinar sobre ele, nos deixa ainda mais próximos do verdadeiro conceito de democracia”, refletiu Alisha Todd.

Papel das startups na transformação digital do Poder Legislativo

O desenvolvimento de novas tecnologias não é algo necessariamente rápido, e por isso, muitas instituições optam por adaptar e utilizar soluções disponibilizadas em empresas de serviços especializados. Esse contexto embasou o painel “Como as startups podem ajudar o Poder Legislativo em sua transformação digital”.

Bruno Freitas é parte do Dínamo, um movimento de articulação na área de políticas públicas focado no ecossistema de startups. Para o empreendedor, a contribuição das empresas às instituições legislativas vai além da oferta de ferramentas, perpassando inclusive pelo modelo de organização interno. “As startups trazem metodologias ágeis para o cotidiano de um parlamento, o que te ajuda a entender seus objetivos e também como você pretende alcançar esses resultados. Essas métricas dão celeridade ao processo. Já existem diversos mecanismos prontos para testes que permitem achar novos entendimentos em um mundo volátil e incerto”, explicou.

A criação e implantação de setores de pesquisa e inovação dentro de Casas Legislativas tende a facilitar o diálogo entre instituições públicas e as novas prestadoras de serviço. Daniel Pandino, servidor do Senado Federal, citou o exemplo do NaInova, o Núcleo de Apoio à Inovação do órgão: “Além de prestar apoio administrativo em trazer para discussões esses novos métodos, nós acompanhamos e analisamos essas promessas de transformação digital para que sejam adequadas para a nossa realidade”.

Maria Nazaré Lins Barbosa, representante da Câmara Municipal de São Paulo, órgão responsável por representar 12 milhões de paulistanos, explicou que um dos focos de trabalho da Casa foi o de comunicar as leis de forma simples e amigável à população e que, para isso, foi realizado um forte investimento em perfis em diferentes mídias sociais. A Câmara também realizou uma adequação regimental e treinou os parlamentares para o uso de ferramentas para deliberação e votação remotas. E, além de tudo isso, instituição tem financiado pesquisas de grupos acadêmicos interessados em desenvolver soluções para o Legislativo.

A servidora destacou que é necessária uma ruptura dentro da cultura organizacional do parlamento, mas ressaltou que isso não significa, necessariamente, um rompimento com a tradição. “Uma lição que fica para depois da pandemia é que existem propostas e projetos legislativos de baixa complexidade, que não necessitam serem discutidos em plenário presencial. A deliberação remota oferece agilidade para essas situações e possibilita que o parlamentar passe mais tempo ouvindo a população”, raciocinou.

A participação no processo legislativo

A participação da população nos processos legislativos também foi tema de um painel moderado pelo servidor da Câmara dos Deputados Fábio Almeida, que lembrou que um dos grandes desafios a ser vencido no Parlamento digital é necessidade de capacitação da população em geral para uso de determinadas tecnologias. “Temos que levar em consideração que a linguagem tecnológica ainda não é plenamente acessível e isso pode inibir parte da sociedade. Um cidadão pode se ver intimidado e desconfortável por acreditar que não tem capacidade para usar uma ferramenta institucional”, ponderou.

Para Alisson Bruno, do Senado Federal, a população não deve ser subestimada. “Quando olhamos os comentários no E-Cidadania, vemos feedbacks e análises profundas sobre as propostas apresentadas. No dispositivo, temos a possibilidade de mediar e censurar postagens agressivas, mas isso quase nunca ocorre. O cidadão sabe como se conduzir naquele ambiente. Conseguimos observar uma participação popular construtiva com efeito prático”, elucidou.

A participação digital popular no processo podem ter resultados transformadores. Alexandra Chandram, do CitizenLab (Bruxelas, Bélgica) citou o recente engajamento da sociedade chilena no plebiscito que decidiu pela reformulação da Constituição do País: “Vimos uma forte mobilização que deu voz a um clamor popular e o ajudou a ser atendido”.

A criação de fóruns virtuais para o livre debate de proposições legislativas também diminui os ecos da subrepresentatividade. Débora Albu, da ITS Rio, citou a forte presença feminina nos espaços de debate em comparação com a baixa representatividade do gênero nos parlamentos brasileiros, mas aponta a necessidade de as mulheres estarem ainda mais envolvidas nos debates sobre transformação digital: “Hoje ainda se vê muito essa discussão em voga entre homens brancos. Precisamos construir uma melhor compreensão do processo de decisão em todas as parcelas da sociedade, afinal os debates e iniciativas que nascem no parlamento têm impacto direto na vida de todos”, finalizou.

Premissas da Inteligência Artificial

Não é Robocop, nem Matrix, muito menos Exterminador do Futuro. Embora muita gente tivesse medo no passado de que as máquinas dominariam o mundo, hoje a tentativa de reproduzir o comportamento humano automatizada de forma sistêmica, em larga escala e organizada por meio da Inteligência Artificial (IA) tem revolucionado uma Era. E sua utilização na esfera dos negócios, na Administração Pública e no Legislativo está em expansão significativa.

Em um dos painéis do LegisTech Forum, sobre as premissas da IA, os convidados Eduardo Andrade, servidor da Câmara dos Deputados; Débora Albu, da ITS Rio; Glauco Arbix, da USP; Fábio Rua, da IBM; e Jean Garcia Periche, da La Genia, dos Estados Unidos, abordaram que a IA deve ser usada em benefício da sociedade e para o bem, em como estruturar os dados e gerenciá-los para que os governos possam melhorar os sistemas econômicos e sociais.

Fábio Rua citou um exemplo que mais parece filme dos Jetsons, mas uma realidade que a Inteligência Artificial vai proporcionar muito em breve. “Imagine a cena: você é convidada a ir a uma festa hoje à noite e quer comprar um vestido novo. Aí você se conecta com a sua assistente, por meio de um óculos digital, que lhe apresenta uma série de opções, com combinações e adereços. Você seleciona qual vai querer usar e compra por meio do cartão de crédito. A informação é repassada a uma loja próxima onde mora e o vestido é confeccionado em uma impressora 3D. Finalizado, um drone o deixa na porta da sua casa”.

Os painelistas salientaram, no entanto, alguns riscos que a IA pode trazer no futuro e da necessidade de amadurecimento do seu uso. O professor Glauco da USP foi enfático em dizer que o banco de dados carrega preconceitos – uma vez criado por humanos – e merece atenção: “O mundo de quem faz a Inteligência é branco e masculino. Raras as exceções de mulheres que se empoderam e se destacam nesse ramo. É necessário que haja uma diversidade, livre de crendices ou preferência de gêneros, incluir novas populações dentro da tecnologia”.

A precisão, a proteção de informações, a transparência e a confiança também foram pilares do bate-papo desse painel. “Os números possuem um grande potencial, seja para o bem, como pode ser um destruidor de empregos. É preciso uma adoção ética e ter uma responsabilidade algorítmica, uma autorregulação observando os riscos para a sociedade”, disse o norte-americano.

 

Uso de dados e inteligência artificial no processo legislativo

Do universo tecnológico para o cotidiano do parlamento brasileiro, os servidores da Câmara, Patrícia Almeida, e do Senado, Lauro César Araújo, comentaram sobre a complexidade de integração entre todas as áreas envolvidas na elaboração das leis. E como tornar o processo eficiente, uma vez que é preciso observar o ordenamento jurídico, méritos, opinião pública, entre outros aspectos.

Além disso, mais do que o processo legislativo em si, a decisão política jamais será substituída por ferramentas tecnológicas. “Temos 513 deputados, 81 senadores, líderes partidários, blocos partidários, presidentes, comissões… Por mais que existam soluções facilitadoras para a integração de informações, existe a autonomia do parlamentar”, ressaltou Patrícia.

Lauro também questionou a necessidade de definição de estratégias de fomento da tecnologia no país e disse que a discussão deve ser levada para o âmbito do Legislativo: “Importamos muitas ferramentas, mas estão longe da nossa realidade. Como vamos investir no nosso futuro? Precisamos de boas práticas de desenvolvimento, autenticações que atestam a segurança do usuário, ter ética. E precisamos de leis mais robustas nesse sentido”.

Raphael Caldas, do Inteligov – primeira plataforma digital de monitoramento e inteligência em dados do Governo, também participou do painel. Ele elogiou as iniciativas do Legislativo em comparação a outros poderes em termos de transparência, navegabilidade e acessibilidade. “Uma visão de comunidade de quem produz e de quem consome está evidenciada no Legislativo Federal. Observamos a necessidade de expandir essa ação para as esferas estaduais e municipais”.

Esse painel contou ainda com a participação internacional do servidor do EU Parliament, de Bruxelas (Bélgica), Ludovic Delepiné. Ele agradeceu o intercâmbio de informações e interrogou: “O que o Parlamento está fazendo pela população? Advertimos que somos reféns de prestadores de serviço no quesito tecnológico e subestimamos as consequências legais dessas decisões. É muito complexo confiar nos dados e o seu uso deve ser usado para atividades essenciais do Parlamento para tornar o trabalho dos parlamentares mais efetivo. A democracia deve estar sempre em primeiro lugar”.

Panorama da digitalização dos Tribunais de Contas

André Siqueira e Renata Passos, servidores do Tribunal de Contas da União, e Rita Santos, do Senado, protagonizaram o painel sobre o controle, a avaliação e fiscalização de políticas públicas, com base nos dados fornecidos pela Administração Pública Federal.

Renata lembrou que, desde 2017, quando se implementou a avaliação das políticas públicas pelo TCU, havia uma série de gargalos nos indicadores e projeções de cenários: “Que problemas queremos resolver? Quais são as causas? E as melhores soluções? Com o tempo, essas perguntas começaram a ter respostas mais aprimoradas e, assim, foi possível montar guias de avaliação, documentos de análise a longo prazo e possibilitar treinamentos para os agentes públicos”.

Já Rita complementou que as boas práticas devem ser baseadas nos princípios constitucionais e a digitalização colaborou na qualificação do processo decisório: “Estamos em um ciclo de um constante aprendizado. Com a integração de ações e informações, com impacto regulatório, fortalecimento do controle, a entrega de bons serviços para a sociedade é ainda maior”.

Uso de dados e Inteligência Artificial na fiscalização de políticas públicas 

O último painel do LegisTech trouxe exemplos práticos do controle social das políticas públicas e dos benefícios de plataformas digitais para essa missão. A Serenata de Amor, por exemplo, não é apenas um delicioso bombom. É também o nome dado a um projeto pioneiro de fiscalização do terceiro setor para analisar as cotas ou verbas parlamentares.

Mário Sérgio, da Open Knowledge Brasil, líder técnico da equipe que desenvolveu o Serenata de Amor, convida a população a fazer um trabalho investigativo. “Os cidadãos devem estar engajados nesse processo, pois trata-se de um investimento coletivo. Temos que saber para onde o nosso dinheiro está indo”, salientou.

Rodrigo Felisdório, secretário de TI do TCU, foi um dos integrantes desse debate. “O melhor caminho do serviço público é investir em pessoas, estratégia e tecnologia. O tribunal completará 130 anos e o grande desafio é colocar as pessoas no centro do processo, engajá-las a interagir de forma mais ativa. O uso de plataformas deve ser simples, útil e mensurável. E no caso do TCU, estamos investindo na fiscalização de pessoal e de infraestrutura, além do repasse de recursos a instituições de ensino”, ponderou.

Felipe Castro (La Genia, Estados Unidos) corroborou as iniciativas dos brasileiros: “O LegisTech Forum proporcionou uma troca incrível de experiências ao redor do mundo”.

 

 

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TCU é premiado por projeto de inovação que gerou economia de R$ 70 milhões aos cofres públicos

Solução desenvolvida pelo tribunal com uso de Inteligência Artificial garante mais rapidez na análise de processos

O Tribunal de Contas da União recebeu mais um prêmio por inovar na gestão por meio do uso da tecnologia. A Corte conquistou o 2º lugar no Prêmio Inovação do Judiciário Exponencial na categoria “Institucional”. A honraria foi concedida ao projeto de Instrução Assistida, que garantiu celeridade na análise dos processos e ainda gerou economia de R$ 70 milhões. A premiação reconhece iniciativas inovadoras na gestão, no uso de tecnologias emergentes e que modificaram os processos internos das instituições.

O secretário de Soluções de Tecnologia da Informação do TCU, Rodrigo Felisdório, explicou que a plataforma foi desenvolvida a fim de diminuir o tempo e o custo para a recuperação de danos causados aos cofres públicos. “A produtividade média aumentou 215%. Percebeu-se também uma redução expressiva de 45% no tempo de análise dos processos, possibilitando a diminuição do quantitativo de auditores dedicados à instrução de Tomadas de Contas Especiais e a realocação em outras atividades de fiscalização. Considerando o custo médio com servidores, a Plataforma permitiu uma economia de R$ 70 milhões/ano”, destacou.

O projeto do TCU concorreu com outros 107 projetos de mais de 40 instituições. A avaliação foi feita pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP).

Para o servidor, a premiação sinaliza que o TCU está no caminho certo, utilizando a Tecnologia da Informação de forma estratégica e intensiva para transformar a atuação do controle em benefício da sociedade. “O reconhecimento é fruto da competência, comprometimento e ousadia de pessoas empenhadas em transformar a Administração Pública em prol do cidadão”, afirmou Felisdório.

legistech forum

Servidores da Câmara e do Senado exibem trabalhos de inovação e tecnologia em São Paulo

O futuro – ou presente – das instituições públicas está em dar voz e vez ao cidadão, foi o que ficou claro durante os três dias em que servidores e trabalhadores de várias partes do país se uniram para discutir inovação e tecnologia voltada para o Legislativo. Diante de uma sociedade cada vez mais digital, as tecnologias aproximam e até utilizam os cidadãos como um braço de esforço para fiscalizar ou propor soluções.

O Sindilegis, que está investindo em inovação e na valorização do trabalho dos servidores, participou do Legistech Fórum, que ocorreu no Google for Startups Campus em São Paulo (SP) entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. O evento contou com profissionais de áreas diversas, mas todos ligados ao trabalho legislativo em estados, municípios e a nível federal.

Diversos projetos, debates e cases foram exibidos nesse sentido. Nove servidores do Legislativo Federal (Câmara dos Deputados e Senado Federal) participaram, expondo suas experiências e compartilhando pesquisas e descobertas.

Dentre os servidores, estavam Cristiano Ferri e Marcus Chevitarese, que foram homenageados por seus trabalhos no dia 28 de outubro – Dia do Servidor Público, durante o lançamento do programa de valorização do Sindilegis, o Gente que Inspira.

Foram 45 palestrantes nacionais e internacionais, 27 horas de atividades, 20 organizações representadas e 18 palestras e atividades de 7 países representados durante os três dias de evento. O evento também contou com a presença de grandes referências na política mundial, como Nikita Agarwal, da Apolitical, que destacou experiências brasileiras de participação popular como o e-Democracia e o e-Cidadania como exemplos para o mundo.

Foram dias de aprendizado e ficamos orgulhosos de ver servidores da Câmara e do Senado como referências de inovação não apenas para o legislativo brasileiro, mas para o mundo todo. Além de buscar conhecer essas iniciativas, fizemos questão de participar do fórum para valorizar o trabalho dos nossos servidores e deixar claro o compromisso do Sindilegis em destacar o que eles estão fazendo pelo serviço público brasileiro e, claro, pelos cidadãos“, disse Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis. Na foto, Petrus está ao lado de Cris Ferri e do secretário-geral da Mesa da Câmara dos Deputados, Wagner Soares Padilha.

 

 

Participaram também os servidores do Senado Federal Alisson Bruno (e-Cidadania), Daniel Pandino Werneck (NaInova), Matheus Carrion e Hermann Braga (coordenador de mandato do Senador Rodrigo Cunha). Da Câmara dos Deputados, participaram os servidores Patrícia Roedel (Labhacker), Sergio Mendes (Diretor de Operações da Liderança do Partido NOVO na Câmara dos Deputados), Isabela Messias ( Assessora Legislativa no gabinete do Deputado Felipe Rigoni) e Wagner Soares Padilha (secretário-geral da Mesa).

 

Confira alguns projetos que foram apresentados pelos servidores durante o evento:

Cristiano Ferri, servidor da Câmara dos Deputados falou sobre o Labhacker e mostrou uma simulação de nova tecnologia: o Câmara 360 graus. Em um futuro breve, a ideia é que qualquer cidadão possa ter acesso virtual ao Plenário, inclusive aos bastidores como a sala de cafézinho onde são tomadas decisões importantes.

Ele também mostrou a tecnologia “Me escuta”, que é uma atendente de inteligência artificial que exibe informações sobre os parlamentares, seus projetos, ações e até mesmo biografia, tudo isso via áudio.

Wagner Padilha, servidor da Câmara dos Deputados, mostrou o Infoleg, aplicativo que permite aos parlamentares e aos cidadãos acessar, por meio de tablets e smartphones, informações sobre o processo legislativo, como início e resultados das votações, composição das bancadas e comissões, biografias de parlamentares, tramitação de propostas, entre outras.

 

Marcus Chevitarese, servidor da Câmara dos Deputados apresentou o programa de inteligência artificial Ulysses, que além de outras funções, consegue inclusive reconhecer faces. O projeto foi realizado junto com os servidores da Diretoria de Inovação e Tecnologia da Informação (DITEC) reunindo vários algoritmos de inteligência artificial. O Ulysses nasceu com funcionalidades autônomas de tematização, tradução e identificação de orador pela voz.

Daniel Werneck, servidor do Senado Federal, falou um pouco sobre o projeto do Núcleo de Inovação do Senado Federal (NaInova), que é apoiado pelo Sindilegis. O objetivo é criar um ecossistema para que os servidores apresentem soluções cada vez mais inovadoras e práticas para os órgãos públicos.