Andressa Anholete/Agência Senado

Sala Lilás: Câmara e Senado criam espaços de acolhimento para mulheres vítimas de violência

Em março, mês dedicado à valorização e à luta pelos direitos das mulheres, o Poder Legislativo brasileiro avança no fortalecimento de políticas de acolhimento e proteção. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal inauguraram, neste mês, as chamadas Salas Lilás — espaços voltados ao atendimento humanizado de mulheres em situação de violência.

Na Câmara, a Sala Lilás foi inaugurada nesta quarta-feira (18), no Anexo III, com a proposta de oferecer um ambiente seguro, reservado e acessível para acolher, orientar e encaminhar mulheres que sofreram violência ou buscam informações sobre o tema. O atendimento será realizado por policiais legislativas, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e possibilidade de agendamento prévio.

A iniciativa, idealizada pela senadora Daniella Ribeiro, segue o modelo previsto no projeto de lei 6.674/2025, que institui o programa “Antes que aconteça”. A proposta tem foco na prevenção e no combate ao feminicídio e prevê, além da criação das Salas Lilás, medidas como abrigos temporários, uso de inteligência artificial para monitoramento de agressores e ações educativas.

Daniella Ribeiro ressaltou a importância de um espaço seguro diante da grande circulação de pessoas na Casa. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a gravidade da violência contra as mulheres e defendeu o engajamento da sociedade no enfrentamento do problema.

No Senado, a Sala Lilás foi inaugurada no último dia 11 e é considerada a primeira instalada em um parlamento. O espaço, localizado no Bloco 16 da Casa, também é destinado ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres vítimas de violência. O atendimento será feito por equipes especializadas da polícia legislativa, com suporte psicológico e assistência social.

As Salas Lilás são ambientes estruturados para garantir privacidade, escuta qualificada e encaminhamento para a rede de proteção, incluindo serviços de saúde, assistência social e justiça. O modelo também prevê acessibilidade para mulheres com deficiência.

A criação desses espaços no Legislativo reforça o compromisso institucional com a prevenção da violência de gênero e amplia a rede de apoio às mulheres, especialmente em um período simbólico como o mês de março.

Serviço e canais de atendimento:

Câmara dos Deputados

Local: Delegacia da Câmara, Anexo III, subsolo, Ala B, Sala 21
Horário de atendimento da Sala Lilás: 9h às 17h, de segunda a sexta
Canal de atendimento e agendamento via WhatsApp: (61) 3216-2939
E-mail: [email protected]

Senado Federal

WhatsApp Lilás: (61) 98444-0066
E-mail: [email protected]

Com informações da Agência Câmara e da Agência Senado.

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Março Delas: Clube da ASTCU promove evento em celebração ao Mês da Mulher no domingo, dia 23

O clube da ASTCU será palco do evento “Março Delas”, uma celebração do Mês da Mulher, no próximo domingo, dia 23, a partir das 12h.

A programação do evento inclui uma apresentação musical do grupo “Elas no Axé”, que promete animar o público com o melhor do axé music. Além da música, os participantes poderão desfrutar de chopp e drinks gelados, perfeitos para o clima da celebração. Para completar a experiência gastronômica, um delicioso arroz carreteiro será servido.

Os interessados em participar do evento devem realizar suas reservas antecipadamente. As reservas podem ser feitas por meio do WhatsApp, pelo número (61) 3257-7321, ou preenchendo o formulário disponível no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeMaWFaoxVyDveKonSmHQJNy8XWLSk4VDt3HvkYxcuWK4V6BQ/viewform

O evento “Março Delas” é uma oportunidade para celebrar a força e a importância das mulheres, em um ambiente de confraternização e alegria.

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‘Você é a nossa inspiração’: Sindilegis celebra na terça (18) o Mês da Mulher no Congresso e no TCU

Em comemoração ao Mês da Mulher, o Sindilegis realiza na terça-feira (18), a partir das 8h30, uma campanha que busca fortalecer vínculos e promover a diversidade no ambiente de trabalho. Para isso, o Sindicato convida servidoras da Câmara, do Senado e do TCU a posarem em um ‘photopoint’, disponível em cada uma das três Casas, que contém um espelho personalizado com a frase “Você é a nossa inspiração”.

As participantes da ação serão incentivadas a postarem suas fotos nas redes sociais, proporcionando uma rede de engajamento em torno da visibilidade feminina. Além disso, as servidoras vão ganhar um espelhinho portátil com a mensagem: “Uma homenagem do Sindilegis para a mulher mais inspiradora… Você!”.

Ainda, o Sindicato tem postado no Instagram uma corrente em que várias servidoras falam sobre uma mulher que as inspiram. Confira os vídeos aqui.

A ação é um dos resultados de um posicionamento do Sindilegis voltado à equidade de gênero e o combate ao machismo, trazendo luz a essas importantes discussões.

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Talk-show sobre etarismo inicia série “Papos que Transformam”

No próximo dia 18 de abril, a partir das 9h30, o auditório do Interlegis será palco de um debate transformador sobre um tema muitas vezes negligenciado: “Bem-estar aos 50+”. Em uma iniciativa conjunta entre o Sindilegis e os comitês de equidade do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), o encontro dará início à série “Papos que Transformam”, que promete provocar reflexões profundas sobre questões sociais urgentes durante todo o ano.

O etarismo, prática discriminatória contra uma pessoa com base em sua idade, será o ponto de partida para essa série de encontros. O público poderá participar de um talk show único, no qual convidados de diversas áreas trarão suas perspectivas e experiências para enriquecer o debate, incluindo a palestrante, escritora e comunicadora, Cris Pàz; o servidor do TCU e host do podcast AndroPause, André Anderson; a diretora do Sindilegis e servidora do TCU, Elisa Bruno; e o servidor e coordenador do Grupo de Trabalho de Raça do Senado Federal, Devair Nunes.

A série “Papos que Transformam” promete ir além das conversas convencionais, buscando gerar impacto real na forma como enxergamos e lidamos com as diferenças. Ao abordar temas como etarismo, maternidade, racismo, gordofobia, entre outros, em cada edição, a iniciativa visa fomentar uma cultura de respeito e inclusão em todos os setores da sociedade.

Para Elisa Bruno, a iniciativa promove uma abordagem enriquecedora sobre como percebemos e tratamos as diferenças. “Este talk-show será um espaço único para refletirmos e discutirmos sobre as perspectivas e experiências relacionadas a esse tema tão importante”, destaca.

O evento será transmitido pelo canal do Youtube do Sindilegis e Interlegis.

🚩Acompanhe aqui: https://sindilegis.org/3JjDr5u

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Campanha do CD-Cidadania e Secretaria da Mulher arrecada absorventes

O Comitê da Ação e da Cidadania (CD-Cidadania), em conjunto com a Secretaria da Mulher, lançou a 1ª Campanha para Dignidade Menstrual, visando arrecadar doações de absorventes descartáveis e absorventes ecológicos reutilizáveis novos (absorventes de pano, calcinhas absorventes e coletores menstruais), que serão destinados a instituições que prestam serviços sociais às comunidades carentes.

As arrecadações vão até o dia 12 de abril. As doações podem ser feitas nos pontos de coleta do CD-Cidadania (nas entradas dos Anexos I, II e III; no estacionamento do Anexo IV; e hall de entrada do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor). Quem preferir, também pode fazer a doação por PIX (CNPJ): 03141616000170 (escaneie o QR Code abaixo para efetuar a transferência).

*Com informações do CD-Cidadania

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Sindilegis participa do encontro “Enfrentamento das Desigualdades de Gênero no Serviço Público”

Nesta quarta-feira (13), a diretoria do Sindilegis participou do evento “Enfrentamento das Desigualdades de Gênero no Serviço Público”, na Câmara dos Deputados. A iniciativa é promovida pela Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado (Conacate) e pela deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e visa discutir a questão de gênero no serviço público nacional, em razão do Mês da Mulher.

Durante o painel “Assédio Moral e Sexual”, a diretora de assuntos parlamentares, Magda Helena, convidou o público a conhecer a campanha “Essa história não é minha, mas poderia ser”, realizada pelo Sindilegis em parceria com o Senado Federal e o Tribunal de Contas da União.

Além disso, a diretora interinstitucional Fátima Mosqueira parabenizou a organização do evento e destacou: “A questão trazida sobre o assédio por parte dos colegas e das chefias no ambiente de trabalho é muito importante para entendê-la e combatê-la”.

O evento ocorreu em Brasília nos dias 12 e 13 de março e terá continuidade em São Paulo nos dias 20 e 21 de março, ampliando a oportunidade para a participação do público.

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Equidade e diversidade nos espaços de poder: conheça Fernanda Tercetti, primeira mulher negra Consultora de Orçamentos do Senado Federal

Em uma sociedade historicamente marcada por desigualdades, destacam-se mulheres que conquistam espaços significativos com muita determinação. Entre elas, Fernanda Tercetti, a primeira mulher negra a ocupar o cargo de Consultora de Orçamentos do Senado Federal.

A servidora recém-empossada possui vasto conhecimento em orçamento público, adquirido durante os 12 anos de experiência no Poder Executivo em órgãos como a Controladoria-Geral da União, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Ministério do Planejamento e Orçamento.

Consciente das barreiras históricas enfrentadas, Fernanda destaca a importância da representatividade de gênero e raça. Ela enfatiza o papel da mulher negra na promoção da diversidade e equidade nos espaços públicos de poder. Além disso, relembra o comprometimento dedicado aos estudos ao longo de sua vida. Da graduação em Direito e Contabilidade aos concursos públicos, sua jornada exigiu abnegação e paixão pelo aprendizado para conciliar o trabalho com os estudos. “Quando temos um desejo genuíno, fazemos de tudo para alcançar esse objetivo”. E pondera: “Nos colocamos à prova, nos sobrecarregamos, mas é como se você não estivesse penando por isso”.

Além das parlamentares, as Casas Legislativas são compostas por um amplo corpo técnico, que ressalta a importância da representatividade no ambiente de trabalho. Diante dos obstáculos que as mulheres enfrentam durante a carreira, Fernanda destaca: “Estamos entrando cada vez mais nos espaços públicos de poder e, com mais representatividade, cria-se um ambiente mais diverso e inclusivo para que mais mulheres e mais pessoas negras possam ocupá-los e desempenhar bem suas funções.”

Neste Mês da Mulher, a nova servidora deixa um recado: “Nós somos muito guerreiras e temos que acreditar que conseguimos chegar onde a gente quiser!” O Sindilegis parabeniza Fernanda e todas as mulheres, reafirmando seu compromisso com a promoção da inclusão nos ambientes de poder.

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Sindilegis une Esquerda e Direita no combate ao machismo e ao feminicídio

Em meio a debates acalorados no Congresso Nacional, governistas e oposição se unem em campanha apartidária em prol da defesa dos direitos da Mulher

“Acredito que o papel que as mulheres representam na sociedade brasileira precisa ser valorizado contra o preconceito e qualquer tipo de discriminação”

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado Federal

 

Na quarta-feira, 28 de março de 2019, uma guerrilha se levantou na Câmara dos Deputados e no Senado Federal com o objetivo de abater um inimigo comum que assola a nossa sociedade: o machismo. As armas escolhidas pelos combatentes: os neurônios e a desconstrução de símbolos da opressão feminina.

Convidando deputados e senadores de diferentes posições ideológicas a se comprometerem com a causa e lutarem pela igualdade entre gêneros, o Sindilegis lançou a campanha “Armas Contra o Machismo”. O objetivo foi atingir especialmente os membros do Congresso que atuam como representantes da sociedade e têm em suas mãos o poder de propor, aprovar ou rejeitar projetos que podem impactar a vida de milhões de mulheres brasileiras. A campanha obteve uma massiva participação de parlamentares do governo e da oposição.

Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis, refletiu sobre a necessidade de se pautar esse tema. “A realidade brasileira é muito dura e violenta para as mulheres. Os números de feminicídio divulgados pela imprensa diariamente são assustadores. É preciso agir e o Sindilegis, como entidade representativa de milhares de servidoras, organizou essa campanha para pautar o assunto no Congresso e integrar os parlamentares nessa luta”, explicou.

“A realidade brasileira é muito dura e violenta para as mulheres. Os números de feminicídio divulgados pela imprensa diariamente são assustadores. É preciso agir!”
Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis

 

Parlamentares como a senadora Leila Barros (PSB-DF), primeira senadora do Distrito Federal, e deputadas federais como Érika Kokay (PT-DF), Celina Leão (PP-DF), Benedita da Silva (PT-RJ), e a deputada estadual Goretti Reis (PSD- SE) elogiaram e aderiram à iniciativa, mas o foco da campanha era mobilizar os representantes do sexo masculino. O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e deputados como Túlio Gadelha (PDT-PE) e Alexandre Frota (PSL-SP) engrossaram o coro contra a discriminação e usaram os bottons com os dizeres “Xô Machismo” e as camisetas da campanha, inclusive, em Plenário.

“O preconceito não é bom para a sociedade. Eu sou um pacificador e acredito que o papel que as mulheres representam na sociedade brasileira precisa ser valorizado contra o preconceito e qualquer tipo de discriminação”, defendeu o presidente do Senado.

A deputada Érika Kokay (PT-DF) foi incisiva ao destacar o cunho provocador e questionador da campanha: “Tem milhões de mulheres neste País que não querem voltar para casa ou que têm medo de voltar porque ali há uma imposição sobre seus corpos, suas falas, sobre a sua vontade, sobre o seu desejo. Por isso que essa campanha do Sindilegis, extremamente criativa,  diz que ‘a gente tem que se armar contra o machismo’. Não é essa arma que eles querem que todo cidadão porte em que possa  matar o outro. As nossas armas são os nossos neurônios, são as colheres que a gente mete na briga de marido e mulher. São as nossas vozes, é o nosso riso, é o nosso riso! Essas são as nossas armas”.

“As nossas armas são os nossos neurônios, são as colheres que a gente mete na briga de marido e mulher. São as nossas vozes, é o nosso riso, é o nosso riso”

Érika Kokay (PT-DF)

 

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também parabenizou a iniciativa, convidou as mulheres para uma maior participação na política do País e fez um apelo: “Quando a nossa vizinha estiver apanhando do marido, não queremos ouvir que em ‘briga de marido e mulher ninguém mete a colher porque provavelmente haverá um funeral dessa mulher”.

O deputado Túlio Gadelha (PDT-PE) refletiu sobre a ainda escassa presença feminina nas cadeiras da Câmara e do Senado. “Infelizmente o Brasil tem hoje um dos governos com um dos menores índices de participação da mulher na política. Estamos em 149º num total de 188 países. Além disso, aqui no Congresso, apenas 15% das mulheres ocupam as vagas de representação de um País que tem majoritariamente mulheres eleitoras”, avaliou.


“Estamos em 149º num total de 188 países. Além disso, aqui no Congresso, apenas 15% das mulheres ocupam as vagas de representação de um país que tem majoritariamente mulheres eleitoras”

Túlio Gadelha (PDT-PE)

 

Armas Contra o Machismo

Usando o debate sobre o porte de armas como gancho, a campanha “Armas Contra o Machismo!” desconstruiu significados de objetos corriqueiros como colheres, vassouras e espanadores, empunhados nesta campanha pelos homens.

A escolha por elementos do cotidiano que carregam certo peso simbólico não foi à toa. A vassoura, por exemplo: antes um símbolo dos afazeres domésticos (estereótipo tipicamente machista de que apenas mulheres podem desempenhar tais tarefas), vira nesta campanha uma “arma para varrer a desigualdade para longe!” – uma desconstrução desses símbolos e do próprio significado da arma.

Outro exemplo é a colher.  Na campanha, ela se torna uma arma quando questionamos a máxima de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, convidando aqueles que testemunharem agressões a se intrometer sim e evitar tragédias ainda maiores.

Além da ação no Congresso, o Sindilegis também lançou a campanha virtualmente em sua página do Facebook (Sindilegis Oficial) e no Instagram (@SindilegisOficial). Na quinta-feira (29), a ação continua no Tribunal de Contas da União, onde o sindicato irá convidar, também, os Ministros da Corte a endossarem a campanha.

Em 2018, o Sindilegis foi premiado pelo Lisbon Awards Group, no Prêmio Lusófonos de Criatividade com a campanha do mês da Mulher “Florzinha é bom, mas direitos iguais é melhor!”, que chamava atenção ao fato de que, apesar do Dia das Mulheres ser normalmente voltado para os mimos, a data é de debate e luta por direitos e avanços.

Este ano o convite da entidade foi de que todos gritassem juntos: Xô Machismo!