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VITÓRIA! Lula sanciona o PLP 68/2024. Isenção de IBS/CBS para entidades de previdência complementar fechada e planos de saúde de autogestão são garantidos.

O Sindilegis acompanhou, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o Projeto de Lei Complementar nº 68/2024, que regulamenta a reforma tributária. O texto final preserva artigos fundamentais para entidades de previdência complementar fechada e planos de saúde de autogestão, evitando perdas significativas no valor das aposentadorias e pensões dos servidores que aderiram à Funpresp e o aumento das mensalidades dos planos de saúde.

Vitória para servidores

A mobilização do Sindilegis foi essencial, tendo em vista que a proposta inicial previa a equiparação das entidades de previdência complementar e planos de saúde de autogestão a bancos e seguradoras no regime de tributação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços).

Se aprovado sem alterações, o texto original poderia resultar em mensalidades mais altas para os planos de saúde dos servidores, como o SIS (Senado Federal) e o Pró-Saúde (Câmara dos Deputados), e em perdas de até 12% nas aposentadorias e pensões administradas por entidades como a Funpresp.

Durante seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da democracia e dos sindicatos no processo de aprovação da reforma tributária. “Fazer o que nós fizemos, em um regime democrático, com imprensa livre, com sindicato livre e com empresário podendo falar o que quiser demonstra que a democracia é a melhor forma de governança que existe.”

Leia mais: atuação do Sindilegis impede aumento em mensalidades de plano de saúde e perda de 12% de aposentadorias e pensões nas entidades fechadas de previdência complementar

O que mudou?

Confira como era o texto na versão preliminar:

Art. 218: Os planos de assistência à saúde ficam sujeitos a regime específico de incidência do IBS e da CBS, de acordo com o disposto neste Capítulo, quando esses serviços forem prestados por:
I – seguradoras de saúde;
II – operadoras de planos de assistência à saúde;
III – entidades fechadas de previdência complementar registradas na Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS, na forma prevista no art. 19 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que operam planos de assistência à saúde de acordo com as condições estabelecidas no art. 76 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001;
e IV – cooperativas de saúde.

Como ficou o texto:
Artigo 26, § 9º: Não são contribuintes do IBS e da CBS as seguintes pessoas jurídicas sem fins lucrativos, desde que cumpram os mesmos requisitos aplicáveis às instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, para fins da imunidade desses tributos, não podendo apropriar créditos nas suas aquisições: I – planos de assistência à saúde sob a modalidade de autogestão; e II – entidades de previdência complementar fechada.

Reconhecimento do trabalho dos servidores do legislativo

Durante a solenidade, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do PLP no Senado, destacou o papel indispensável dos consultores legislativos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na construção, aprovação e promulgação da reforma tributária. “Sem o trabalho técnico e comprometido desses profissionais, não seria possível chegarmos a um texto que preserva direitos fundamentais dos servidores e avança em um sistema tributário mais justo”, afirmou o senador.

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também reconheceu o esforço conjunto entre o Legislativo e o Executivo. “Essa reforma é fruto de um trabalho integrado, onde prevaleceu o diálogo e a responsabilidade com o futuro do país”, pontuou.

Cerimônia

A cerimônia também contou com a presença de lideranças políticas e técnicas envolvidas no processo, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG); e o Secretário Extraordinário da Reforma Tributária, Bernardo Appy. Em sua fala, Reginaldo Lopes ressaltou que a medida é “a mais ousada reforma estruturante da economia brasileira nos últimos 40 anos”.

Confira o vídeo do presidente do Sindilegis, Alison Souza, sobre a sanção presidencial:

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Pensar Brasil: evento reúne especialistas para debater impactos da Reforma Tributária no país

Em uma manhã marcada por debates, análises e propostas construtivas, a 2ª edição do Pensar Brasil reuniu, nesta terça-feira (18), em Brasília, especialistas, autoridades e representantes de diversos setores da sociedade civil para discutir o tema central: “Diálogo sobre a Reforma Tributária – os impactos no Estado, na sociedade e nos setores econômicos”. A abertura do evento foi marcada por um momento de grande simbolismo: a entoação do Hino Nacional pelo Coral da Câmara dos Deputados.

O evento foi dividido em quatro painéis temáticos sobre a regulamentação da reforma tributária, a Emenda Constitucional nº 132, aprovada no Congresso Nacional em dezembro do ano passado. Em 2024, o Pensar Brasil seguiu com a proposta de engajar empresários, trabalhadores, acadêmicos e lideranças políticas para debater e construir soluções para desafios de grande impacto social e econômico. “Todos são impactados por uma reforma como essa, tanto o cidadão comum quanto o setor produtivo e o Estado. Nós, como entidades representativas de servidores públicos, precisamos participar desse debate, colocar a nossa visão, nossa posição para contribuir com as decisões que serão tomadas. Essa é a mais importante medida para destravar a economia do Brasil”, afirmou o presidente do Sindilegis, Alison Souza.

O evento contou com a participação de diversos representantes do Poder Legislativo. O deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), que também é presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários-SP, elogiou a iniciativa das entidades organizadoras: “Um evento dessa magnitude, sobre essa temática, nos ajudará a esclarecer as principais questões relacionadas ao tema e também contribuir para a construção de um sistema tributário mais justo e eficiente”.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), vice-líder do governo no Congresso e coordenador do grupo de trabalho que trata da reforma na Câmara dos Deputados, destacou o caráter progressivo e equalizador da reforma. “Nosso sistema tem uma distorção da origem para o destino; a distorção de não cobrar do valor acumulado, só do valor adicionado; a distorção de não cobrar um imposto escondido, um imposto por dentro, mas um imposto por fora. A transparência é o melhor desinfetante, que cria consciência cidadã”.

Debates profícuos

A manhã do Pensar Brasil promoveu dois painéis temáticos: “A Tributação e o Desenvolvimento Regional, Nacional e Internacional” e “Aspectos Sociais e Federativos da Reforma Tributária do Consumo (EC 132)”.

Fábio Daquila, consultor legislativo do Senado Federal e especialista em Finanças Públicas, apresentou um panorama da tributação no Brasil durante o primeiro painel, destacando seus impactos no desenvolvimento regional, nacional e internacional. A unificação dos Impostos sobre Bens e Contribuição Social sobre bens e Serviços e como a transição de sistema vai mudar também as relações entre os entes da Federação. “A reforma causa uma grande mudança de paradigmas porque grandes consumidores vão superar grandes produtores. Aqueles que produziam muito, retinham muitos tributos. Agora, se você se é um (estado) grande consumidor, o teu destino é onde vai ficar o tributo”. Atualmente 64% dos municípios mais ricos do país concentram 46% das receitas dos impostos sobre serviço.

Débora Freire, subsecretária de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) no Ministério da Fazenda, abordou os desafios e as oportunidades da reforma tributária para o desenvolvimento do país, com ênfase na justiça fiscal e na competitividade da economia brasileira. “A relação entre desenvolvimento econômico e sistema tributário é intrínseca porque é ela que nos permite ter um Estado de bem-estar social, nos permite ofertar bens e serviços públicos, que são essenciais. Mas, quando o sistema tem problemas e é ineficiente, causa entraves ao desenvolvimento.”

Os painelistas concordaram que não existe um sistema tributário perfeito, mas que a redução da cumulatividade, por exemplo, já é um grande instrumento para a redução das desigualdades econômicas no Brasil.

Manoel Nazareno, Diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, apresentou a visão do governo sobre os aspectos federativos da reforma, com foco na harmonização fiscal entre os estados e a União: “Nós temos milhares de legislação de ICMs, milhares de regimes de tributação. Nós temos 27 estados com legislações completamente diferentes e sem nenhum mecanismo de integração”.

Para Rodrigo Spada, presidente da Febrafite, os tributos têm como função social a distribuição de renda e redução da desigualdade social. O dirigente destacou que o novo sistema tributário busca corrigir diferenças na tributação sobre consumo e renda,: “Atualmente, aproximadamente 50% da arrecadação do país vem do Consumo. E pessoas com baixa renda têm mais dificulfade em poupar, logo elas não têm transparência, não se enxergam inseridas no sistema.

Hadassah Santana, Doutora em Educação e Mestre em Direito Tributário, aprofundou a análise dos aspectos sociais da Reforma Tributária do Consumo (EC 132) e abordou a necessidade de inserir aspectos de equilíbrio para os município de origem e de destino dos tributos. “Talvez a gente precise melhorar essa questão federativa para evitar os erros que cometemos no passado”, ponderou.

União de entidades

O Pensar Brasil 2024 foi promovido pelo Sindilegis, Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF), o Instituto Conecta, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ), Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários/SP), Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Frente Servir Brasil).

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2ª edição do Pensar Brasil aprofunda debate sobre reforma tributária

A reforma tributária é um assunto complexo e será a tônica da segunda edição do Pensar Brasil, que acontecerá no dia 18 de junho. Com o tema “Diálogo sobre a Reforma Tributária – os impactos no Estado, na sociedade e nos setores econômicos”, o objetivo do evento é dar aos participantes as ferramentas necessárias para entender a transição do modelo de tributação e como se preparar para o futuro.

O Pensar Brasil, que será realizado presencialmente no restaurante NAU de Brasília, reunirá especialistas renomados para discutir os diferentes aspectos da reforma, seus objetivos e princípios, e promover um aprofundamento em seus aspectos técnicos, políticos e sociais. O evento é uma oportunidade para se atualizar sobre um dos temas mais importantes em debate atualmente no Brasil. Servidores e interessados poderão acompanhar os painéis em tempo real, pois o evento será transmitido no canal oficial do Youtube do Pensar Brasil. As inscrições devem ser feitas em https://www.pensarbrasil.com.br/inscricao/.

Programação abrangente

A programação abordará os principais pontos da reforma tributária. Os painéis serão compostos por especialistas de diversas áreas, como Rodrigo Spada (presidente da Febrafite), Fernando Mombelli (diretor de Programa do Gabinete do Secretário Especial da Receita Federal), Alex Sandro Kuhn (agente fiscal de rendas do Governo do Estado de São Paulo), Débora Freire (Doutora em Economia pela UFMG) e Rodrigo Frota (auditor fiscal DAT).

O evento terá a abertura oficial, seguida de quatro painéis temáticos: Tributação e o Desenvolvimento Regional, Nacional e Internacional; Aspectos Sociais e Federativos da Reforma Tributária do Consumo (EC 132); A Neutralidade com Elemento Central do IBS / CBS; e O Uso de Tecnologia e Inovação para Simplificar as Obrigações do Contribuinte de IBS / CBS.

Confira a programação completa do evento em:
https://www.pensarbrasil.com.br/inscricao/#programacao

Conheça o time de especialistas da 2 ª edição do Pensar Brasil

Rodrigo Spada
Presidente da Febrafite (Associação Nacional das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais). Eleito presidente da Afresp (Associação dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de São Paulo) para o triênio 2024-2026.

Fernando Mombelli
Diretor de Programa do Gabinete do Secretário Especial da Receita Federal, Ex-delegado da RFB de julgamento em Porto Alegre (2007/2009). Graduado em Direito, Administração de Empresas e Engenharia Química pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-graduado em Direito Tributário pela UFRGS. Pós-graduado em Direito Processual Tributário pela Universidade de Brasília (UnB).

Alex Sandro Kuhn
Agente Fiscal de Rendas, Governo do Estado de São Paulo desde agosto de 2006 , foi Chefe do Núcleo Fiscal de Cobrança (antiga Unidade Fiscal de Cobrança) de Bauru por 7 anos, atualmente é Inspetor Fiscal de Atendimento. Formado em Matemática pela Universidade Federal do Paraná com Master of Business Administration (MBA) à distância em Gestão Financeira Contabilidade e Finanças pela FGV.

Débora Freire
Doutora em Economia pelo CEDEPLAR/UFMG, com estágio sanduíche na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC). Possui graduação em Ciências Econômicas pela UFSJ e mestrado em Economia Aplicada pela UFV (2009-2011). É servidora pública Federal desde 2017, atuando como Professora Adjunta do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Rodrigo Frota
Rodrigo Frota é graduado em administração e direito, mestre pela FEA-USP, especialista em Política e Técnica Tributária pelo CIAT, membro do Comitê Técnico da Febrafite, pesquisador do NEF FGV-SP, professor e auditor fiscal DAT.

Informações sobre o evento:
Pensar Brasil: Diálogo sobre a Reforma Tributária – os impactos no Estado, na sociedade e nos setores econômicos
Data: 18 de junho de 2024
Local: NAU Brasília
Inscrições: https://www.pensarbrasil.com.br/inscricao/

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Sindilegis ingressa em coalizão que busca reforma tributária ampla e justa

A reformulação do sistema de cobrança de impostos sobre consumo e serviços no Brasil é um assunto que sempre vem à tona nas pautas midiáticas e nos debates políticos estimulados por instituições como o Congresso Nacional. Ciente da necessidade de uma reforma que diminua as desigualdades, o Sindilegis aderiu à Coalizão pela Reforma Tributária ampla e justa.

O movimento é composto por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), o Sindifisco Nacional, a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), a Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim), o Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), o Destrava Brasil, o movimento Pra Ser Justo e o Centro de Liderança Pública (CLP).

“Recebemos com entusiasmo o convite para compor o movimento por entendermos que esta pauta é urgente para estimular o crescimento econômico do país. Precisamos que o modelo seja mais simples, justo e eficiente”, declarou o presidente do sindicato, Alison Souza.

Atualmente, os demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tributam, em média, mais a renda do que o consumo, enquanto o Brasil faz o contrário. Cerca de 34,1% da arrecadação dos países da OCDE vem de impostos sobre a renda, enquanto no Brasil esse percentual é de 21%.

O manifesto da Coalizão se baseia em cinco pilares: a simplificação e a transparência; o fortalecimento da cidadania; a capacidade de reativar a economia, impulsionar o emprego e o empreendedorismo por meio de uma estrutura adequada às condições de competitividade observadas no resto do mundo.

A Constituição Federal estabeleceu, em 1988, o princípio da capacidade contributiva. Traduzindo: cada um deve contribuir conforme a própria capacidade, isto é, quem ganha mais deve pagar mais impostos, quem ganha menos deve pagar menos. Apesar dessa determinação de que quem ganha mais deve pagar mais, e quem ganha menos pagar menos, o sistema tributário atual acaba fazendo o contrário e aumentando a desigualdade. Para se ter uma ideia, o sistema tributário brasileiro está em 64º lugar em índice de desigualdade da Oxfam Brasil, que avaliou 157 países. Quanto mais próximo do primeiro lugar, menos desigual é o país.

Conheça a Coalizão:

O movimento é constituído por entidades e organizações da sociedade civil empenhadas na aprovação da reforma tributária. A coalizão reúne entidades, instituições, empresários, empreendedores, especialistas, acadêmicos, formadores de opinião e tomadores de decisão que querem contribuir para que o país passe a ter um novo e moderno sistema de impostos e contribuições. A reforma defendida produz justiça social, colocando os tributos como instrumentos de redução das desigualdades.

Para saber mais, acesse https://praserjusto.com.br.

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Modelo tributário brasileiro incentiva a não formalização dos empregados

Especialistas reforçaram a defesa pela reforma tributária, indicando a prioridade por um sistema mais simples, transparente e justo

 

O Brasil não pode perder a oportunidade de fazer uma reforma tributária, se não agora, ao menos no primeiro ano do próximo governo. Essa foi a conclusão da mesa sobre sistema de tributação desta quinta-feira (12) no evento PENSAR BRASIL – Diálogo sobre trabalho, desenvolvimento e futuro que acontece no Museu do Amanhã (RJ) e tem transmissão online em www.pensarbrasil.com.br/.

O secretário da Fazenda do estado de Pernambuco e presidente da Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal), Décio Padilha, trouxe a melhor notícia sobre o tema: “O presidente do Congresso assumiu o compromisso de votar a proposta de reforma do Comsefaz”, disse, ao chegar de uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Tal proposta extingue cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS), cria o IVA duplo e o imposto seletivo, seguindo o modelo canadense, que respeita as particularidades de um país grande, com enorme variedade de questões e problemas a se enfrentar. “Além da junção de forças dos secretários e os governadores, de ministros e senadores, há tecnologia hoje para devolver para cada uma pessoa que pagar além dos tributos”, explicou Padilha, lembrando da preocupação com o combate à desigualdade social.

 

Primeira a palestrar, Renata Mendes, gerente de Advocacy na Endeavor Brasil, resumiu o tom das falas que viriam a seguir. Ela defendeu um sistema tributário mais simples, mais transparente e mais justo. “Vou falar só sobre isso hoje”, brincou. Segundo os dados que ela apresentou, com uma reforma consistente, haveria crescimento de 20% do PIB, uma diminuição de 3,2%, no índice de Gini (que mede a desigualdade social), um acréscimo de 11,9 milhões de empregos, um aumento de 16,9% na renda das famílias, entre outros benefícios.

 

Ex-ministro da Previdência Social, Nelson Machado fez uma proposta de mudança da forma de tributar a renda. Para ele, é preciso respeitar alguns princípios, como a neutralidade (rendas equivalentes devem ser tributadas de forma equivalente), a progressividade (quem tem mais paga mais, e, para diminuir a desigualdade econômica, quem tem mais, paga uma alíquota maior), a simplicidade, até para o pagador saber o que pode exigir, a transparência, a facilitação da arrecadação e a respectiva dificuldade para a sonegação.

 

Já o presidente Executivo da Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, Paulo Gallindo, focou sua fala na desoneração da folha de pagamento. Com base em estudo da Brasscom, ele mostrou que os setores que se beneficiam da desoneração têm empresas que mais empregaram, mais que a média da economia brasileira. Isso sem considerar os reonerados, aqueles negócios que voltaram a pagar as taxas, que têm números consideravelmente piores. Os mesmos números positivos para os desonerados se repetiram quando o assunto era remuneração.

 

Da forma como a tributação é feita hoje, ela é um “incentivo a não registrar empregado”, explicou o ex-ministro Nelson Machado. “O tipo de modelo tributário incentiva a não formalização dos empregados.” Ele contou ainda que o sistema atual gera grande distorções na tributação da renda do trabalho, com a alíquota marginal do IRPF baixa para padrões internacionais. Entre as propostas apresentadas, Nelson sugere mudança na tributação da folha de salários, com a formalização e inclusão previdenciária, e a adoção de um regime único de contribuição, que envolva os MEI, os Simples e os celetistas, desonerando as pessoas de baixa renda. “O primeiro salário não paga imposto”, sugeriu, demonstrando que, assim, os brasileiros mais pobres conseguiriam se precaver de injustiças tributárias.

 

Os palestrantes foram unânimes em dizer o quão difícil é navegar nas leis fiscais brasileiras. Há uma divisão artificial entre bens e serviços, múltiplas legislação e alíquotas, cinco tributos sobre o consumo e benefícios fiscais pouco transparente, comentou Renata Mendes. “Separar fato gerador é jabuticaba”, confirmou Padilha, citando a divisão entre consumo e serviço, que não condiz com a realidade atual. Insistindo na necessidade da reforma, Padilha disse se tratar de uma pauta estrutural que vale a pena lutar. O Secretário estadual da Fazenda do Rio de Janeiro, Leonardo Lobo, que estava na plateia, foi convidado para subir ao palco e concordou com o colega: “Façam uma reforma porque aí sim estaremos avançando”.

 

O moderador Rodrigo Spada, presidente da Associação Nacional das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, concordando com os colegas, lembrou da fala de um consultor internacional que, ao conhecer o sistema tributário brasileiro, chegou a dizer: “Todos esses problemas fiscais que vocês me mostraram, eu já conhecia. Mas eu nunca tinha visto todos esses problemas no mesmo lugar”.

 

*Sobre o PENSAR BRASIL*

O PENSAR BRASIL – Diálogo sobre trabalho, desenvolvimento e futuro, conjunto de debates e palestras que vai proporcionar até esta sexta-feira (13) um diálogo aprofundado sobre as relações trabalhistas, o crescimento econômico e os desafios do país. O congresso tem entre seus convidados os pré-candidatos à Presidência da República Ciro Gomes (PDT), André Janones (Avante), Pablo Marçal (Pros) e Santos Cruz (Podemos), assim como nomes com larga experiência quando o assunto é o mercado de trabalho ou áreas correlatas.

 

O evento foi criado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e do MPU no DF (Sindjus), pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e pela Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários-SP).

 

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Sindilegis se une a entidades em campanha “Reforma tributária: mas não à custa da Educação”

PEC 110/19 que tramita no Senado Federal, trará uma série de consequências para o setor da educação, caso aprovada

Imagine se deparar, após todas as consequências derivadas do coronavírus, um aumento absurdo nas mensalidades, fim do Prouni, exclusão de estudantes de programas sociais e professores desempregados. Essas são apenas algumas das consequências que poderão ser geradas caso a PEC 110/19, que dispõe sobre a reforma tributária, seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Formando uma verdadeira linha de frente em relação à proposta, o Sindilegis se uniu à Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), responsável por encabeçar o movimento #NãoÀCustadaEducação, que reuniu dezenas de instituições que prometem fortalecer a luta para derrubar a proposta. A campanha tem site próprio, que pode ser acessado em https://naoacustadaeducacao.org.br/assine-agora/, e busca reunir o maior número de assinaturas contra o projeto.

A reforma já vem sendo discutida há quase um ano e, caso aprovada como está, colocará em risco todo o setor de educação particular. O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, afirmou que a reforma é urgente e necessária, mas é preciso abrir o diálogo com as entidades públicas e privadas para buscar uma proposta que beneficie setores estratégicos. “O governo precisa fazer o dever de casa e chamar as entidades das sociedades públicas e privadas para debater soluções. Propostas que prejudiquem o cidadão em detrimento de interesses individuais nunca devem ser levadas à pauta.”


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“Propostas de reforma tributária oneram setor de educação e impactam classes C, D e E”, avaliam especialistas durante Café com Política

Última edição de 2020 do fórum de debates do Sindilegis discutiu as consequências das mudanças do sistema tributário em análise no Congresso Nacional para a educação privada

Quais impactos as propostas de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional trarão para a educação? Esse foi o fio condutor do debate promovido pelo Sindilegis, nessa segunda-feira (14), na 18ª edição do Café com Política. Durante a discussão, os convidados – especialistas na área de educação – apontaram as consequências que o aumento de tributos pode trazer para o setor educacional privado, como o aumento de mensalidades e a sobrevivência das instituições de ensino. Segundo os painelistas, esse cenário vai afetar automaticamente a renda das famílias das classes C, D e E que consomem os serviços de educação privada.

O debate contou com a participação do senador Izalci Lucas (PSDB-DF); da assessora legislativa, doutora em Educação e pós-doutoranda em Direito Tributário, Hadassah Santana; do representante da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) e professor, Juliano Griebeler; e do coordenador-geral do INEI – Centro Educacional e ex-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), Álvaro Domingues; e do jornalista da Agência Estado Eduardo Rodrigues. A moderação do evento ficou a cargo do diretor da Agência Senado, Flávio Faria. Veja a íntegra:

O senador Izalci ressaltou que a reforma tributária é discutida há 20 anos no Congresso e não se chega a um consenso. Segundo o parlamentar, a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), proposta pelas PECs 45 e 110, e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista no PL 3.887/20, de autoria do governo federal, vão onerar o setor de serviços, no qual a educação está inserida. “Eu não acredito em uma reforma tributária fatiada, da forma como estão querendo aprovar. Não dá para ter a garantia de que aceitar um aumento de tributos agora vai significar uma redução ou uma contrapartida depois. O compromisso deve ser não aumentar a carga tributária”, apontou.

O congressista criticou o governo por não ter enviado uma proposta concreta de reforma tributária até o momento. “Qual é a proposta do governo? Eu não sei, eu não conheço a proposta. Eu conheço a PEC 45 e a PEC 110”, pontuou.

Hadassah Santana também destacou o impacto que haverá no contexto de tributação dos serviços de educação. “Os três textos vão alterar a forma como hoje são cobrados os tributos, onerando a tributação sobre escolas e universidades particulares, sobre os repasses, sobre a atuação do Prouni com um aumento efetivo de carga tributária para um setor crucial, que é a educação”, afirmou ao pontuar que a unificação de tributos vai gerar um aumento das alíquotas. Para ela, uma reforma possível deve ampliar recursos para a educação e diminuir custos para as famílias.

Juliano Griebeler afirmou que o aumento dos tributos do setor pode inviabilizar a permanência dos estudantes nas instituições privadas e a sobrevivência dos estabelecimentos de ensino. “Noventa por cento dos alunos da rede privada são das classes C, D e E. E as reformas como estão colocadas, com um possível aumento de tributos, vão levar ao aumento das mensalidades. Com isso, muitos alunos deixariam de cursar o ensino superior. Isso traz uma série de consequências para o futuro para o país, como perda de mão de obra qualificada”, explicou.

Álvaro Domingues, por sua vez, destacou a importância de o Congresso ter sensibilidade ao votar a reforma e adotar uma alíquota neutra para que a unificação dos tributos não onere o setor. “As classes C, D e E são aquelas que mais compram os serviços educacionais e, portanto, seriam as mais prejudicadas com o aumento de alíquota tributária. Pelas propostas apresentadas, o crescimento de tributação seria da ordem de 6% a 10%. Isso impactaria no aumento das mensalidades e, com certeza, reduziria o acesso dessas famílias e dos seus filhos à educação”, declarou.

O jornalista debatedor Eduardo Rodrigues reiterou que a proposta de criação da CBS, prevista no projeto do governo federal, onera o setor de serviços. “O setor de educação vai sair de 3,65% de PIS/Confins para uma alíquota de 12% de CBS. A educação ficou com uma alíquota de 12% enquanto o setor financeiro ficou com 5,8% na proposta do governo”, alertou.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, elogiou a qualidade do debate e fez um balanço positivo do projeto Café com Política. “Como presidente deste Sindicato, fico muito feliz por estarmos proporcionando essa aproximação entre os setores público e privado, procurando sempre oferecer entendimento com várias abordagens dos problemas que são desafios para o nosso país”, enfatizou.

Entenda melhor – Quais são os principais pontos das propostas de reforma tributária que estão sendo analisadas? A reforma tributária foi um tema amplamente debatido em 2020. Existem três ideias que tramitam no Congresso Nacional: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110 (Senado Federal), a PEC 45 (Câmara dos Deputados) e o Projeto de Lei 3.887/20, elaborado pelo governo federal e capitaneado pelo ministro da economia, Paulo Guedes. O Sindilegis levantou os principais pontos de cada uma das propostas. Confira aqui!

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Impacto da reforma tributária na educação é tema do Café com Política

Debate contará com a participação de especialistas da área de educação e economia

Quais são os impactos da reforma tributária na educação? De que forma o setor de ensino particular será afetado pelas propostas apresentadas até o momento? O aumento de tributos nessa área pode gerar quais consequências? Há risco de aumento nas mensalidades, fechamento de instituições e fim do PROUNI com as mudanças no sistema tributário? Esses e outros questionamentos serão abordados no fórum Café com Política, nesta segunda-feira (14). Em mais uma edição virtual, o evento será transmitido pelo YouTube e pelo Facebook do Sindilegis, a partir das 18h.

Para discutir o assunto, o Sindicato convidou um time de especialistas de peso:

– O senador Izalci Lucas (PSDB-DF);

– A doutora em Educação, mestre em Direito Tributário, assessora legislativa em Matéria Tributária na Câmara dos Deputados e professora no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e na Escola de Políticas Públicas e Governo (EPPG/FGV), Hadassah Santana;

– O diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), professor e mestre em Ciência Política, Juliano Griebeler;

– O coordenador-geral do INEI-Centro Educacional (Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação) e presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF), Álvaro Domingues.

O debatedor é o jornalista da Agência Estado Eduardo Rodrigues. A moderação do evento ficará por conta do diretor da Agência Senado, Flávio Faria.

Serviço

Café com Política
Tema: Impacto da Reforma Tributária na Educação
Data: 14 de dezembro
Horário: 18h

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Especialistas defendem reforma tributária mais ampla e justa em última live da série especial do Café com Política  

 

Painelistas convidados pelo Sindilegis debateram propostas em tramitação no Poder Legislativo que visam modificar sistema tributário do país

 

Foi ao ar nesta quinta-feira, 03/09, o quarto e último episódio da série especial do Café com Política sobre Reforma Tributária. As propostas para alterar o sistema de arrecadação de tributos que estão sob análise no Congresso Nacional balizaram a discussão. O fórum contou com a participação dos painelistas Romero Jucá, economista, ex-senador e ex-ministro da Previdência e Planejamento, Orçamento e Gestão; Mirian Lavocat, advogada tributarista e consultora da Comissão de Direito Tributário da OAB; e Kléber Cabral, auditor fiscal da Receita Federal e presidente do Sindifisco Nacional. O time de especialistas defendeu uma reforma ampla e justa.

 

A jornalista da Câmara Ginny Morais conduziu o debate, que teve a participação do repórter de economia do jornal O Globo Marcello Corrêa e do vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Alison Souza, que fizeram perguntas aos convidados. Assista a íntegra da transmissão aqui.

 

Reforma tributária deve estimular geração de empregos

 

Para Romero Jucá, o Brasil carece de uma reforma ampla e estruturante. Na avaliação dele, a proposta do governo federal aumenta a carga tributária de setores que são fundamentais para a recuperação da economia pós-pandemia. O ex-senador considera que as mudanças sugeridas pela equipe econômica vão afetar a capacidade do setor de serviços de gerar empregos. “Vamos pegar o exemplo da somatória do PIS/COFINS: o setor de serviços, se isso for aprovado, vai sair de 3,8% para mais de 12%. Na verdade, o (ministro) Paulo Guedes e a equipe querem ter a separação de impostos federais e de impostos estaduais e municipais. Não há uma clareza ainda efetiva de como nós vamos ter que atuar para voltar a gerar emprego”, declarou.

 

A desoneração da folha de pagamento – redução de encargos pagos pelas empresas sobre os salários – é outro desafio, de acordo com Jucá. “O setor de serviços não gera crédito de PIS/COFINS, então fica aí o grande dilema da desoneração da folha. Como vai desonerar? Criando um imposto novo por CPMF? O que vai compensar?”, questionou.

 

“Todo mundo fala no discurso da boca para fora que a reforma tributária deve ser neutra. Todos os agentes públicos esperam que a reforma aumente a arrecadação de cada agente. Então essa conta não fecha”, acrescentou.

 

Sistema tributário mais justo

 

Kléber Cabral afirmou que a tributação sobre o consumo é muito elevada e sobrecarrega os mais pobres. Segundo ele, o ponto crucial da reforma tributária deve ser estabelecer um sistema mais equilibrado para as todas as faixas econômicas. “As PECS 45 e 110 buscam uma simplificação, o que é muito importante, mas nós queremos também um sistema tributário mais justo, que respeite a capacidade contributiva e o princípio da progressividade. Ou seja, quem pode mais tem que pagar proporcionalmente mais. E hoje nós temos no Brasil uma distribuição do peso dessa carga tributária sobre os ombros dos brasileiros de uma forma muito injusta. A tributação sobre o consumo é muito alta e acaba atingindo principalmente os mais pobres. A classe média assalariada, além de ser tributada sobre o consumo, também paga muito Imposto de Renda e aí você tem algumas espécies de tratamento tributário para os recebedores de dividendos, por exemplo, porque eles recebem os dividendos de forma totalmente isenta”, enfatizou ao destacar que o Sindifisco está elaborando uma proposta de tributação sobre a renda para ampliar a faixa de isenção, que será entregue no Congresso.

 

Ajuste fiscal é solução para os problemas econômicos?

 

Mirian Lavocat acredita que o ajuste fiscal é uma das tarefas para um Estado mais eficiente e com crescimento econômico, mas não é a solução. Em resposta endereçada ao vice-presidente do Sindilegis, a advogada ressaltou que as atuais propostas de reformulação para arrecadação de tributos não vão diminuir a carga tributária, e sim aumentá-la. “O mundo não adota mais a tributação que nós temos. Então é necessário sim revisitar, rediscutir e procurar, acima de tudo, um modelo mais eficiente e mais simplificado. Se nós olharmos a realidade das empresas hoje, elas gastam em torno de 2.600 horas/ano para cumprir só obrigações acessórias. Então é evidente que o sistema precisa ser repensado e discutido, mas eu não vejo como a grande solução” avalia Mirian

A advogada e economista ainda ressalta não acreditar que a única resposta para os problemas do País resida apenas na renovação das regras tributárias: “Nós temos situações estruturais que precisam ser mais bem repensadas para o crescimento do país. O sistema tributário tem um grande peso porque, acima de tudo, ele traz uma insegurança jurídica para o investidor estrangeiro, mas simplesmente ele não vai ser a solução de nossos problemas. Muito pelo contrário. Com as propostas que nós temos hoje, é indiscutível que nós teremos aumento da carga tributária. Alguns setores serão penalizados fortemente”, ponderou.

 

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Pontos convergentes da reforma tributária norteiam edição final da série especial do Café com Política

Time de especialistas vai debater aspectos em comum das três propostas em análise no Congresso

 

Nesta quinta-feira, 03/09, acontece a quarta e última edição da série especial do Café com Política sobre reforma tributária. Os pontos de convergência das três propostas em tramitação no Congresso Nacional serão o fio condutor do fórum de debates em formato virtual. A discussão será transmitida ao vivo pelo canal do Sindilegis no YouTube e pelo Facebook, às 18h.

 

O que a PEC 110, a PEC 45 e o PL 3.887/20, de autoria do governo federal, têm em comum? É possível aproveitar o que há de melhor em cada proposta para criar um sistema tributário mais eficiente e inclusivo? A unificação de tributos é a solução para simplificar a carga tributária? O Sindilegis convidou um time de especialistas para discutir essas e outras questões no quarto episódio da série sobre o tema.

 

Os painelistas convidados são o economista e ex-senador Romero Jucá; a advogada especialista em Direito Tributário Miriam Lavocat; e o presidente do Sindifisco Nacional, Kléber Cabral. A jornalista da TV Câmara Ginny Morais vai conduzir o debate. O jornalista convidado é o Marcello Corrêa, d’O Globo. O debatedor será o vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Alison Souza.

 

Serviço

 

Café com Política – Reforma Tributária IV

Data: 03/09

Horário: 18h

Onde assistir: Canal do Sindilegis no YouTube

 

Café com Política RT III

Representantes da indústria defendem reforma tributária para destravar setor produtivo e possibilitar retomada do crescimento do país

Participantes do Café com Política, Mário Sérgio Carraro Telles, da CNI, e Helcio Honda, da Fiesp, destacam como a complexidade do sistema tributário afeta a competitividade industrial

 

Nessa segunda-feira, 24/08, aconteceu mais uma edição da série especial do Café com Política sobre reforma tributária. Os possíveis impactos da pauta na indústria foram o foco do debate que contou com a participação dos painelistas Mário Sérgio Carraro Telles, gerente de Políticas Tributária e Fiscal da Confederação Nacional da Indústria (CNI); e Helcio Honda, diretor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A jornalista do Senado Antonia Márcia Vale conduziu o debate, que contou com a Grasielle Castro, repórter do HuffPost Brasil, e o vice-presidente do Sindilegis, Alison Souza, que fizeram perguntas aos convidados. Para assistir a íntegra da transmissão acesse aqui.

 

Os participantes ressaltaram como a complexidade do sistema tributário afeta a competitividade da indústria brasileira, que fica em posição de desvantagem frente a outros países. Entre os prejuízos está o chamado custo Brasil, que representa as despesas adicionais que o empresário brasileiro tem em relação às demais nações. Os representantes da CNI e da Fiesp defenderam reformas estruturais para destravar o setor produtivo e possibilitar a retomada do crescimento do país.

 

Mais qualidade de vida e maior crescimento econômico

 

Para Mário Sérgio Carraro Telles, a reforma é necessária para dar qualidade de vida para a população brasileira e promover o crescimento da economia. “O nosso sistema tributário atual, principalmente o sistema de tributação sobre o consumo, retira a competitividade da economia brasileira e retira, portanto, o crescimento econômico. Com mais crescimento econômico a população teria uma qualidade de vida melhor”, apontou. “O que nós estamos discutindo aqui não é quem paga mais e quem paga menos, se o dinheiro fica com o estado, com o município ou com a União. O que tem que estar no foco é mais crescimento, mais emprego e, portanto, mais renda para que a população brasileira seja beneficiada”, completou ao destacar que a cumulatividade de impostos é uma das distorções gravíssimas do atual sistema tributário.

 

Convergência para a reforma tributária

 

Helcio Honda ressaltou que a reforma tributária é um assunto que é discutido desde a Constituição de 1988, mas só agora todos os entes da federação demonstram convergência sobre a necessidade da mudança. “Pela primeira vez na história nós temos os governos federais, estaduais e municipais engajados em mudança. Chegamos ao limite, no fundo do poço com relação à complexidade e à litigiosidade do sistema tributário, porque a complexidade leva ao litígio e esse litígio leva a demandas muito longas. Hoje, em uma economia aberta não é bom para ninguém ficar com o litígio muito tempo. Então pela primeira vez nós temos esta conjugação de fatores. E este ano tivemos uma conjugação extra que veio da pandemia. A pandemia trouxe aí essa junção e agora todos os entes federal, estadual e municipal estão convergindo para uma necessidade de termos uma reforma tributária”, analisou.

 

O diretor da Fiesp manifestou preocupação com uma “janela curta” para a discussão e a votação da reforma no Congresso em vista das eleições municipais neste ano e das eleições majoritárias em 2021. “É uma janela muito curta para a discussão de um tema muito árido, mas esperamos que a Câmara e o Senado, com a formação dessa comissão mista, possam dar a velocidade que a gente está precisando”, afirmou.

 

Reformar para combater desindustrialização

 

O vice-presidente do Sindilegis Alison Souza participou do fórum como debatedor. Ele questionou os painelistas como a reforma tributária pode reverter o fenômeno da desindustrialização.

 

Mário Sérgio Carraro Telles destacou que a perda de participação da indústria brasileira no PIB é muito significativa. “O Brasil é um país ainda de renda média. Nós temos ainda aí, uma renda, um PIB per capita em torno de 10 mil dólares. A Alemanha que é um país que tem renda per capita quatro, cinco vezes maior do que a nossa, tem 30% do PIB no setor industrial. No Brasil como ainda é uma renda per capita muito menor, nós ainda estamos em torno de 20% do PIB e perdendo participação. Então o problema não é a perda de participação no PIB, o problema é a intensidade e o momento que isso está acontecendo. Isso mostra que há distorções, há problemas na economia brasileira”, enfatizou.

 

Conforme destacou, o peso da tributação contribui para a perda de competitividade da indústria. “Um estudo elaborado pelo Ministério da Economia que o setor industrial participou estima o custo Brasil em R$ 1,5 trilhão por ano a mais do que em outros países por causa de distorções no nosso sistema tributário. A indústria, que é o setor que compete internacionalmente, carrega esse peso de R$ 1,5 trilhão nas costas. O que a gente não quer e a gente não pode ter é uma desvantagem para o produto nacional”, disse.

 

A reforma vai reduzir a carga tributária?

 

A editora do HuffPost Brasil Grasielle Castro, jornalista convidada desta edição, perguntou aos painelistas se é possível fazer uma reforma tributária robusta sem mexer na carga tributária.

 

Na avaliação de Helcio Honda, a carga tributária não deve diminuir em um primeiro momento, mas a tendência é que a simplificação dos tributos traga essa redução a longo prazo. “Dizer que com a reforma a carga tributária vai diminuir é difícil, até porque ela estabelece o cumprimento das obrigações assumidas pelos governos federal, estadual e municipal. Sem uma discussão desse custo ou do princípio do federalismo brasileiro é muito difícil falar que vai ter uma proposta de redução da carga tributária. Seria até uma irresponsabilidade. O importante é ela não aumentar e ter o viés de, com a simplificação, ampliar a base de contribuintes, porque quanto mais complexa e alta a carga tributária você favorece a sonegação, a concorrência desleal. Essa concorrência desleal, que é invisível, a gente não tem essa quantificação, ela destrói a economia formal, aqueles que estão cumprindo e pagando os tributos. Com a simplificação a tendência é ter uma diminuição da carga”, opinou.

 

 

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Próximo debate da série especial sobre reforma tributária tem como foco a indústria

Café com Política recebe especialistas do setor industrial na próxima segunda-feira, 24/08, para discutir impacto das novas regras nas empresas

 

O terceiro episódio da série especial do Café com Política sobre a reforma tributária vai ao ar na próxima segunda-feira (24/08). Dessa vez, o debate tem como foco a indústria. Como o setor vê as propostas de modificação do sistema de arrecadação? Como a reformulação pode dar mais competitividade às empresas nacionais e incentivar o crescimento econômico? O que pode ser feito para que a indústria brasileira não fique em desvantagem em relação aos seus concorrentes? Como simplificar o sistema tributário para que as empresas possam investir mais? Esses são alguns pontos que vão ser discutidos por um time de especialistas.

 

Os painelistas convidados pelo Sindilegis são Mário Sérgio Carraro Telles, gerente de políticas tributária e fiscal da Confederação Nacional da Indústria (CNI); e Helcio Honda, diretor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A moderadora será Antonia Márcia Vale, jornalista da TV Senado; e a jornalista convidada é a Grasielle Castro, editora do HuffPost Brasil. O debatedor será Alison Souza, vice-Presidente do Sindilegis para o TCU. A discussão será transmitida pelo canal do sindicato no YouTube.

 

Segundo pesquisa da CNI, 80% dos industriais brasileiros consideram o elevado número de tributos e a alta complexidade como os principais problemas do sistema tributário. A proposta encaminhada pelo governo Bolsonaro ao Congresso prevê a unificação de dois impostos pagos por empresas, o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição sobre Bens e Serviços) em um só imposto sobre valor agregado, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), com uma alíquota única de 12%.

 

Economistas e empresários apontam como fatores positivos a simplificação e o fim da cumulatividade dos impostos, mas alertam que diversas empresas podem vir a pagar mais tributo com a criação da CBS, em especial as do setor de serviços. O risco é que essas empresas repassem esse aumento de custo para o consumidor final.

 

A princípio, as novas regras não impactarão os empresários inscritos no Simples Nacional. A nova alíquota incidirá sobre a receita decorrente do faturamento empresarial — a receita bruta — e não mais sobre todas as receitas.

 

Serviço

 

III – Reforma Tributária – Indústria

Data: 24/08

Horário: 18h

Onde assistir: Canal no YouTube do Sindilegis