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Comissão Eleitoral inicia suas atividades

Em reunião com a diretoria do Sindilegis, os três servidores eleitos assumem a coordenação das eleições sindicais 2020

Na manhã desta sexta-feira, 04/09, a diretoria do Sindilegis se reuniu com os servidores escolhidos pela base para compor a Comissão Eleitoral do processo eleitoral deste ano. Os filiados elegeram 3 entre 9 candidatos inscritos, um representante de cada Casa. A Comissão é formada por Marcus Peixoto, do Senado Federal; Suprecílio do Rêgo Barros Neto, da Câmara dos Deputados; e Álvaro Pereira da Silva, do Tribunal de Contas da União.

O grupo, que vai coordenar a eleição 2020 para a diretoria da entidade, definiu durante a reunião que o presidente da Comissão será Álvaro Pereira da Silva. “Os filiados podem ficar tranquilos quanto à condução da eleição. Nós nos colocamos desde já à disposição para quem quiser acompanhar nossos trabalhos”, destacou, Álvaro, que já indicou os próximos passos da Comissão: “Teremos a definição do cronograma, a definição dos requisitos para o registro das chapas e o registro das mesmas, em si”.

Suprecílio Neto falou do papel da Comissão Eleitoral: “Com a função de fiscalizar todo o processo, nós traremos imparcialidade ao pleito. Dentro de uma entidade de classe, a eleição é fundamental por ser um aspecto da democracia que está sendo exercido”, observou o servidor. O representante do Senado, Marcus Peixoto, falou sobre as expectativas do colegiado: “Esperamos que apesar da pandemia e da necessidade do distanciamento social, a gente consiga promover um processo de consulta mais participativo. Também organizar o debate, ainda que virtualmente, entre as chapas”.

Os membros da Comissão Eleitoral começam a partir de agora a elaborar o edital da eleição, que apontará como se dará o processo, seguindo as normas estabelecidas no Estatuto do Sindiliegis. A votação será realizada em novembro.

Eleição da Comissão

No dia 31/08, as eleições para o colegiado aconteceram em sistema drive-thru, respeitando o distanciamento social em razão da pandemia de coronavírus, para resguardar os filiados, que registraram o voto por meio de cédulas. A votação se deu no Distrito Federal e nos 26 Estados do país, registrando um resultado histórico com a marca de 563 votos computados.

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Independência e liberdade são valores inegociáveis

Quem poderia imaginar que, quase 200 anos depois de ecoar o grito do Ipiranga, um governo democraticamente eleito promoveria o desmonte do Estado, lançaria ameaças sobre a autonomia do servidor e atentaria contra a nossa independência, deixando o país exposto aos caprichos dos políticos da vez e seus grupos de interesse? Infelizmente, uma breve análise da reforma administrativa encaminhada ao Congresso no dia 3 de setembro não deixa qualquer dúvida sobre essas questões.

O Sindilegis segue analisando o texto da proposta e, em breve, publicará uma síntese com as avaliações técnicas e o posicionamento oficial da instituição sobre cada ponto. No entanto, desde já é possível afirmar que, caso aprovada, a reforma representará um enorme retrocesso aos avanços qualitativos experimentados ao longo das últimas décadas, sobretudo após a Constituição de 1988 e a Lei 8.112.

Entre os pontos negativos, destaca-se a quebra da estabilidade do servidor público concursado somada à possibilidade de demissão sem decisão judicial transitada em julgado. Embora seja tratada com frequência, de forma equivocada e rasteira, como privilégio, a estabilidade é instrumento fundamental para inibir o apadrinhamento político e a atuação das poderosas redes criminosas que seguem infiltradas nos governos.

O fim da independência do servidor, associada à fragilidade jurídica de um país que assiste inerte à derrocada da prisão em segunda instância, só contribui para a prática das infames rachadinhas e a proliferação dos famosos laranjais. O cidadão trabalhador e sua família não ganha nada com isso. Muito pelo contrário, a tendência é que fiquem desassistidos e sofram ainda mais.

Também merece especial atenção e recusa, a concessão de poderes ao presidente da República para a extinção de cargos e órgãos públicos por simples decreto. Algo assim só poderia ser cogitado após uma reforma política contundente, capaz de proteger o Brasil de suas graves e constantes crises institucionais. Aumento de poder, para quem quer que seja, só criará desequilíbrios e problemas ainda maiores.

Por fim, cabe ressaltar o fato, no mínimo curioso, de que a proposta encaminhada pelo Planalto não alcança militares, políticos e juízes. Em que pese a tentativa covarde de ‘comprar o apoio’ desses agentes públicos para facilitar a sua aprovação, o Sindilegis entende que a estratégia mais honesta não seria a de lutar para incluí-los. Não! Essa reforma é ruim para o país e deveria ser rechaçada por todos, sem exceção.

Assim como qualquer brasileiro pagador de impostos, o Sindilegis também deseja um serviço público de alto padrão. Acontece, que eficiência não é foco dessa reforma. O ganho de performance passa é pelo planejamento estatal e pela criação de regras que garantam políticas públicas bem estruturadas e executadas. Há décadas que decisões do TCU apontam a deficiência do planejamento estatal como principal causa do fracasso de projetos nas áreas de educação, saúde, transporte e segurança pública.

O vice-presidente do Sindilegis, Alison Souza, aponta que os servidores defendem contas públicas equilibradas e a adoção de instrumentos que aprimorem o serviço público, tais como a própria avaliação de desempenho. “Nós estamos alinhados ao pensamento dos brasileiros. Nosso compromisso é construir um Estado organizado, que ofereça condições para o desenvolvimento do país. Para isso acontecer, precisamos defender o servidor das ingerências políticas e dos interesses não republicanos”.

O momento é bastante delicado e digno de repúdio. Por isso, ao invés de celebrar este 7 de setembro, a diretoria do Sindilegis aproveita a data e o espírito que ela carrega para convocar seus filiados e todas as entidades que representam o serviço público ao debate e colocar, com toda clareza, sua posição: liberdade e independência estão entre os principais valores desta Entidade. E valores são inegociáveis! Ou essa reforma para e seu conteúdo é refeito com a participação da sociedade e do servidor ou para o país.

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Confira as principais dúvidas sobre proposta de Reforma Administrativa da Câmara

Sindilegis esclarece filiados acerca das mudanças de reestruturação da Casa anunciadas por Rodrigo Maia.

Em live nessa quinta-feira, 03/09, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, e os vice-presidentes para a Câmara e para o TCU, Paulo Cezar Alves e Alison Souza, respectivamente, responderam a perguntas dos filiados e esclareceram dúvidas a respeito da proposta de Reforma Administrativa da Câmara dos Deputados. Para assistir a íntegra da transmissão acesse aqui.

Os dirigentes também participaram de uma reunião com a diretoria-geral da Casa para entender melhor a propositura anunciada na quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O Sindicato vai estudar as mudanças sugeridas e elaborar contra-argumentos para assegurar os direitos dos servidores e evitar a desvalorização da categoria.

 

Confiram os principais questionamentos dos filiados:

O que seria carreira típica no Legislativo? Quais são as oito carreiras que ficam?

A discussão sobre o que é carreira típica de Estado não foi enfrentada e não faz parte da proposta da Câmara. A respeito das oito carreiras que serão mantidas, o Sindilegis está aguardando a manifestação da Mesa Diretora da Casa. O que ficou claro na fala da diretoria-geral é que algumas atribuições dos cargos que são operacionais serão retiradas. Ou seja, segundo a proposta, serão mantidas as atribuições mais complexas, que dizem respeito à atividade finalística e vão extrair as atribuições mais operacionais.

 

Qual será a estratégia do Sindicato para defender a carreira legislativa?

O Sindilegis vai estudar a proposta com cautela e em breve nós vamos apresentar uma contraproposta às sugestões da Câmara para a categoria.

 

Existem discrepâncias na Câmara e no Senado em início de carreira. Isso será objeto de estudo?

Isso não é justo. O Sindicato trabalha para que se mantenha uma isonomia entre as Casas.

 

Quais são as chances de conseguir barrar a proposta?

O Sindilegis trabalha para aproximar os nossos contra-argumentos da proposta oficial da Câmara no sentido de reduzir as diferenças. Nos pontos em que não houver consenso, a entidade vai batalhar no plenário da Casa e buscar apoio junto aos deputados. Batalharemos até o fim na luta pelos direitos dos servidores.

 

De acordo com a proposta anunciada, o salário inicial dos servidores da Câmara teria uma redução de 40%. O que o Sindilegis vai propor nesse sentido?

Essa redução é muito alta e vai gerar um grande impacto na remuneração dos futuros servidores. A medida, se for aprovada, vai gerar problemas institucionais ao dividir os servidores com salários e enquadramentos diferentes. Isso vai enfraquecer as carreiras e desmotivar os servidores. Por isso, o Sindicato solicitou um estudo da Câmara sobre o número de servidores e o valor dos salários de projeção considerando o número de servidores frente aos salários para que a gente saiba para estabelecer uma margem de redução do salário de entrada da carreira. Quarenta por cento é um valor excessivo e desnecessário. O Sindilegis vai lutar para que essa redução seja menor.

 

Ao estabelecer que haverá apenas três níveis hierárquicos haverá apenas diretor-geral, diretores de departamentos e coordenadores? E quanto ao Núcleo de Sessões?

Dentro das coordenações haverá funções de supervisão. Essa é a lógica. Na prática, estão rompendo os muros, mas a organização interna continua com as funções. O que hoje é uma função de um núcleo, de uma sessão, será a função de um supervisor. O Sindicato vai aguardar o documento que especifica isso melhor para discutir a questão com profundidade.

 

O que será proposta em termos de modernização?

A grande tônica da proposta é a redução dos níveis hierárquicos, a pactuação de metas de cada servidor e de cada setor, e a diminuição de setores. Haverá um agrupamento maior de atividades porque se acredita que as pessoas trabalhando de maneira mais integrada ajudaria a alcançar melhores resultados.

 

As sessões virtuais vão permanecer?

A continuidade das sessões virtuais não foi objetivo de discussão.

 

O teletrabalho será implementado definitivamente?

A regulamentação do teletrabalho na Câmara está em discussão. O Sindilegis está tratando do assunto com as direções da Câmara e do Senado. A expectativa é que a regulamentação ocorra no início de 2021.

 

O orçamento para funções comissionadas será mantido? Haverá redução no número de funções?

Sim, o orçamento será mantido. Na avaliação do Sindicato, não haverá redução no número de funções e sim uma reorganização da distribuição das funções. Pela ótica da Câmara, a forma como se distribui funções hoje não é adequada e eles querem propor em critérios mãos objetivos e técnicos. Uma parte das funções será reservada para servidores que queiram desenvolver projetos.

 

O que muda para os aposentados?

Nada.

 

Os servidores em estágio probatório serão afetados com as mudanças?

Não.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo

Refutando dados do Instituto Millenium sobre o serviço público

Artigo

 

Um “estudo” tendencioso do Instituto Millenium recebeu enorme divulgação na imprensa e na TV. O Millenium tem Paulo Guedes e Rodrigo Constantino entre seus fundadores. O “estudo” denuncia a hipertrofia do funcionalismo público e defende o seu encolhimento. O texto foi divulgado para dar apoio à reforma administrativa do governo federal.

 

O estranho “estudo“ contrapõe gastos com servidores públicos com gastos em Saúde e Educação. Os autores parecem pressupor que seja possível gastar em saúde e educação sem pagar salários a médicos e professores. Esquecem que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde são intensivos em mão de obra.

 

O estudo apresentou estatística surpreendente: o Brasil gastaria 13,7% do PIB com pessoal nas três esferas da Federação. A estimativa é muito superior à do Atlas do Estado Brasileiro, publicado pelo IPEA, que foi de 10,7%. O Instituto Millenium não detalhou a metodologia que usou, o que impede que os dados sejam conferidos por terceiros.

 

O Instituto Millenium mirou a reforma administrativa do governo federal, mas desviou de rota ao misturar os gastos da União com os dos Estados e Municípios. O correto seria focalizar gastos com o funcionário público federal, o “inimigo” em cujo bolso Paulo Guedes botou granada”, segundo o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

 

O “estudo” é parte de uma campanha cujo objetivo é arrochar salários e tirar a estabilidade do funcionalismo. O Millenium trata a estabilidade do funcionário público como uma regalia. Na verdade, a estabilidade foi posta na Constituição para impedir o aparelhamento da máquina pública. Sem estabilidade, o Ministro Ricardo Salles poderia demitir funcionários da FUNAI e botar no lugar mineradores. O Ministro da Justiça poderia demitir policiais federais concursados e botar no seu lugar milicianos.

 

Se o Instituto Millenium queria dar subsídios para discutir o peso orçamentário do funcionalismo federal, não seria mais HONESTO comparar dados internacionais do funcionalismo FEDERAL? O Banco Mundial já coleta tais dados, é só consultá-los e fazer alguns cálculos simples.

 

Foi o que fiz. Observem na tabela a seguir que, em 2018 (ano com dados internacionais mais recentes), o Governo Federal do Brasil gastou com o funcionalismo 12% da Despesa Total, enquanto a média mundial era 22% e a média da América Latina era 29%.

 

Em 2010, a situação era similar. Mas, naquele ano, o governo federal gastou mais com o funcionalismo, 14% da despesa, e menos com juros, 23% da despesa. Ou seja, o peso do funcionalismo federal brasileiro, que já era baixíssimo para padrões internacionais, diminuiu entre os dois anos.  Enquanto os gastos com juros aumentaram.

 

Os gastos federais do Brasil que são escandalosos para padrões internacionais são os gastos com Juros: 24% da Despesa em 2018, quando a média mundial era 6%. Ou seja, o governo federal gasta com juros, no Brasil, 400% da média mundial.

 

Tive a curiosidade de calcular a relação entre funcionalismo e juros. A última coluna da tabela mostra que a Relação Funcionalismo/Juros, em 2018, deu 0,50 no Brasil. Em todos os grupos analíticos do Banco Mundial, tal relação ficou acima de 1,00 sendo que a média mundial foi 3,67.

 

A comparação internacional mostra que a sangria do governo federal não está no funcionalismo público. Ela está na gestão da dívida pública pelo Banco Central, que é absurdamente onerosa para padrões internacionais.

 

A última linha da tabela mostra que os dados primários foram obtidos do site World Development Indicators, um banco de dados do Banco Mundial que abrange mais de 200 nações. Os dados do WDI podem ser conferidos no site, que define também as fontes e os conceitos utilizados de forma criteriosa.

 

Petronio Portella Filho

Consultor Legislativo do Senado Federal

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Especialistas defendem reforma tributária mais ampla e justa em última live da série especial do Café com Política  

 

Painelistas convidados pelo Sindilegis debateram propostas em tramitação no Poder Legislativo que visam modificar sistema tributário do país

 

Foi ao ar nesta quinta-feira, 03/09, o quarto e último episódio da série especial do Café com Política sobre Reforma Tributária. As propostas para alterar o sistema de arrecadação de tributos que estão sob análise no Congresso Nacional balizaram a discussão. O fórum contou com a participação dos painelistas Romero Jucá, economista, ex-senador e ex-ministro da Previdência e Planejamento, Orçamento e Gestão; Mirian Lavocat, advogada tributarista e consultora da Comissão de Direito Tributário da OAB; e Kléber Cabral, auditor fiscal da Receita Federal e presidente do Sindifisco Nacional. O time de especialistas defendeu uma reforma ampla e justa.

 

A jornalista da Câmara Ginny Morais conduziu o debate, que teve a participação do repórter de economia do jornal O Globo Marcello Corrêa e do vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Alison Souza, que fizeram perguntas aos convidados. Assista a íntegra da transmissão aqui.

 

Reforma tributária deve estimular geração de empregos

 

Para Romero Jucá, o Brasil carece de uma reforma ampla e estruturante. Na avaliação dele, a proposta do governo federal aumenta a carga tributária de setores que são fundamentais para a recuperação da economia pós-pandemia. O ex-senador considera que as mudanças sugeridas pela equipe econômica vão afetar a capacidade do setor de serviços de gerar empregos. “Vamos pegar o exemplo da somatória do PIS/COFINS: o setor de serviços, se isso for aprovado, vai sair de 3,8% para mais de 12%. Na verdade, o (ministro) Paulo Guedes e a equipe querem ter a separação de impostos federais e de impostos estaduais e municipais. Não há uma clareza ainda efetiva de como nós vamos ter que atuar para voltar a gerar emprego”, declarou.

 

A desoneração da folha de pagamento – redução de encargos pagos pelas empresas sobre os salários – é outro desafio, de acordo com Jucá. “O setor de serviços não gera crédito de PIS/COFINS, então fica aí o grande dilema da desoneração da folha. Como vai desonerar? Criando um imposto novo por CPMF? O que vai compensar?”, questionou.

 

“Todo mundo fala no discurso da boca para fora que a reforma tributária deve ser neutra. Todos os agentes públicos esperam que a reforma aumente a arrecadação de cada agente. Então essa conta não fecha”, acrescentou.

 

Sistema tributário mais justo

 

Kléber Cabral afirmou que a tributação sobre o consumo é muito elevada e sobrecarrega os mais pobres. Segundo ele, o ponto crucial da reforma tributária deve ser estabelecer um sistema mais equilibrado para as todas as faixas econômicas. “As PECS 45 e 110 buscam uma simplificação, o que é muito importante, mas nós queremos também um sistema tributário mais justo, que respeite a capacidade contributiva e o princípio da progressividade. Ou seja, quem pode mais tem que pagar proporcionalmente mais. E hoje nós temos no Brasil uma distribuição do peso dessa carga tributária sobre os ombros dos brasileiros de uma forma muito injusta. A tributação sobre o consumo é muito alta e acaba atingindo principalmente os mais pobres. A classe média assalariada, além de ser tributada sobre o consumo, também paga muito Imposto de Renda e aí você tem algumas espécies de tratamento tributário para os recebedores de dividendos, por exemplo, porque eles recebem os dividendos de forma totalmente isenta”, enfatizou ao destacar que o Sindifisco está elaborando uma proposta de tributação sobre a renda para ampliar a faixa de isenção, que será entregue no Congresso.

 

Ajuste fiscal é solução para os problemas econômicos?

 

Mirian Lavocat acredita que o ajuste fiscal é uma das tarefas para um Estado mais eficiente e com crescimento econômico, mas não é a solução. Em resposta endereçada ao vice-presidente do Sindilegis, a advogada ressaltou que as atuais propostas de reformulação para arrecadação de tributos não vão diminuir a carga tributária, e sim aumentá-la. “O mundo não adota mais a tributação que nós temos. Então é necessário sim revisitar, rediscutir e procurar, acima de tudo, um modelo mais eficiente e mais simplificado. Se nós olharmos a realidade das empresas hoje, elas gastam em torno de 2.600 horas/ano para cumprir só obrigações acessórias. Então é evidente que o sistema precisa ser repensado e discutido, mas eu não vejo como a grande solução” avalia Mirian

A advogada e economista ainda ressalta não acreditar que a única resposta para os problemas do País resida apenas na renovação das regras tributárias: “Nós temos situações estruturais que precisam ser mais bem repensadas para o crescimento do país. O sistema tributário tem um grande peso porque, acima de tudo, ele traz uma insegurança jurídica para o investidor estrangeiro, mas simplesmente ele não vai ser a solução de nossos problemas. Muito pelo contrário. Com as propostas que nós temos hoje, é indiscutível que nós teremos aumento da carga tributária. Alguns setores serão penalizados fortemente”, ponderou.

 

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Sindilegis vai apresentar contraproposta à Reforma Administrativa da Câmara para assegurar direitos dos servidores

Dirigentes do sindicato foram recebidos pela Diretoria-Geral da Casa para analisar plano de reestruturação

Durante transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 03/09, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, e os vice-presidentes para a Câmara e para o TCU, Paulo Cezar Alves e Alison Souza, respectivamente, anunciaram as próximas ações do Sindicato sobre a proposta de Reforma Administrativa da Câmara dos Deputados.

Mais cedo, os dirigentes participaram de uma reunião com a diretoria da Casa para entender melhor a propositura anunciada nessa quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A entidade vai estudar as mudanças sugeridas e elaborar contra-argumentos às sugestões do comando da Casa para assegurar os direitos dos servidores e evitar a desvalorização da categoria.

Assista a íntegra da live aqui.

Segundo Petrus Elesbão, a Mesa Diretora deve se posicionar na próxima semana sobre a matéria, cuja votação está prevista para acontecer em outubro. “O Sindicato apresentará uma contraproposta que será disponibilizada primeiramente aos filiados e, depois, à Câmara”, explicou. “A atual proposta preserva os direitos adquiridos. Outro ponto importante é que o orçamento para as funções comissionadas será mantido”, completou.

Entre as mudanças propostas estão a redução do salário de ingresso dos novos servidores na carreira do Legislativo; o aumento de 10 para 25 níveis na carreira; e a extinção de 1.000 cargos efetivos, sendo 633 imediatamente, por estarem vagos, e outros 367 à medida em que os servidores se aposentarem. O texto também prevê implementação de promoção na carreira por meritocracia, em decorrência do desempenho individual; estabelece critérios e requisitos para assumir funções comissionadas e vincula benefícios a servidores (como cursos de formação) a desempenho.  A proposta da Câmara tramitará em conjunto com a reforma entregue hoje pelo governo federal.

Paulo Cezar Alves ressaltou que a participação do Sindilegis no debate está garantida. “Nós pudemos ouvir a proposta e vamos oferecer sugestões. Apresentamos também a nossa preocupação com a redução de 1.000 cargos”, destacou.

“Evidentemente vamos nos contrapor naqueles pontos em que acharmos que haverá prejuízo para a carreira dos servidores. Nós vamos receber todo o material que embasou o estudo para a formulação do texto para que a gente consiga fazer uma contraproposta em conjunto com todos os filiados que seja melhor para a Casa e para os servidores”, acrescentou Alison Souza.

Entre os pontos discutidos na reunião de hoje, está a redução de 40% no salário inicial dos servidores. “Nós solicitamos um estudo de projeção considerando o número de servidores frente aos salários para que a gente saiba com que margem nós podemos trabalhar para reduzir o salário de entrada da carreira. Quarenta por cento nos parece um valor excessivo e desnecessário. A médio prazo isso vai criar um problema institucional muito grande: nós teremos servidores exercendo as mesmas atividades com uma diferença salarial enorme. Nós vamos lutar para que essa redução seja menor”, ponderou o vice-presidente do Sindicato para o TCU.

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URGENTE: Sindilegis promove live sobre Reforma Administrativa da Câmara

Nesta quinta-feira, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão e os vice-presidentes para a Câmara e para o TCU, Paulo Cezar Alves e Alison Souza, respectivamente, participarão de uma live, às 14h, para falar sobre a proposta de Reforma Administrativa da Câmara do Deputados. Os dirigentes farão anúncio das próximas ações do Sindicato sobre o tema.

O Sindilegis foi recebido esta manhã pela direção da Casa para conhecer o teor da proposição

A transmissão acontece pelo canal do Youtube do Sindilegis (Youtube.com/sindicatosindilegis)

Congresso Nacional dia

Sindilegis segue monitorando reforma administrativa

Entidade criou grupo de trabalho para analisar propostas do Governo Federal e solicitou audiência com direção da Câmara dos Deputados para participar da discussão

Diante das notícias que circularam nos últimos dias sobre a intenção do Governo de enviar ao Congresso uma proposta de reforma administrativa nas próximas semanas, o Sindilegis informa que está atento e acompanhando de perto, em atuação conjunta com parlamentares, todas as discussões que envolvem a reforma administrativa, seja da Câmara dos Deputados, capitaneada pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, seja a do serviço público, de prerrogativa do Governo Federal.

O Sindilegis aguarda a apresentação da proposta do Governo para analisar seu conteúdo e oferecer suporte para ajudar a construir um texto que seja justo e que reconheça a importância da prestação de serviço aos cidadãos. “O tema é prioridade para o país e, por isso, é crucial que os servidores sejam ouvidos e participem do debate de forma ativa e protagonista”, declara Petrus Elesbão, presidente da entidade.

Monitoramento

Ciente de que uma eventual reforma administrativa pode envolver outras propostas legislativas, não apenas o projeto principal a ser enviado pela Presidência, o Sindilegis monitora, desde o ano passado, o conjunto de PECs e PLs com maior impacto sobre os servidores e o serviço público.

O Sindicato criou um grupo de trabalho com reuniões semanais para tratar exclusivamente deste assunto, com participação do corpo diretivo e gerencial do Sindilegis, servidores das três Casas e consultores políticos externos.

Na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, marcou para esta quarta-feira (2), reunião com líderes partidários para tratar da proposta de reforma administrativa interna. O Sindilegis fez um pedido para futura audiência com a Direção da Casa para oferecer apoio técnico do grupo criado para estudar o tema.

Café com Política

Desde a 4ª edição do Café com Política, fórum do Sindilegis para debates de interesse da sociedade, o tema está no radar. O evento já recebeu o ex-banqueiro Eduardo Moreira e o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado, Felipe Salto.

Em agosto, o assunto foi tema do debate com o presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa, deputado Tiago Mitraud, com a senadora Kátia Abreu, que integra a comissão, e o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputado Israel Batista. Lembrando que este foi o segundo encontro do Sindilegis com o deputado Tiago Mitraud no último mês.

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Pontos convergentes da reforma tributária norteiam edição final da série especial do Café com Política

Time de especialistas vai debater aspectos em comum das três propostas em análise no Congresso

 

Nesta quinta-feira, 03/09, acontece a quarta e última edição da série especial do Café com Política sobre reforma tributária. Os pontos de convergência das três propostas em tramitação no Congresso Nacional serão o fio condutor do fórum de debates em formato virtual. A discussão será transmitida ao vivo pelo canal do Sindilegis no YouTube e pelo Facebook, às 18h.

 

O que a PEC 110, a PEC 45 e o PL 3.887/20, de autoria do governo federal, têm em comum? É possível aproveitar o que há de melhor em cada proposta para criar um sistema tributário mais eficiente e inclusivo? A unificação de tributos é a solução para simplificar a carga tributária? O Sindilegis convidou um time de especialistas para discutir essas e outras questões no quarto episódio da série sobre o tema.

 

Os painelistas convidados são o economista e ex-senador Romero Jucá; a advogada especialista em Direito Tributário Miriam Lavocat; e o presidente do Sindifisco Nacional, Kléber Cabral. A jornalista da TV Câmara Ginny Morais vai conduzir o debate. O jornalista convidado é o Marcello Corrêa, d’O Globo. O debatedor será o vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Alison Souza.

 

Serviço

 

Café com Política – Reforma Tributária IV

Data: 03/09

Horário: 18h

Onde assistir: Canal do Sindilegis no YouTube

 

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Justiça nega pedido de liminar em ação sobre Vantagem Opção. Sindilegis vai recorrer

O Sindilegis informa aos seus filiados que foram atingidos pelo novo entendimento do TCU quanto a rubrica “Vantagem Opção” que, os advogados responsáveis pelo processo de n° 1048357-13.2020.4.01.3400, distribuída para a 21ª Vara Federal Cível da SJDF (TRF1), na inicial da ação, solicitaram a concessão de liminar objetivando suspender a aplicação de tal entendimento.

No entanto, Juíza Raquel Soares Chiarelli, ao analisar a questão, indeferiu o pedido de liminar sob o argumento de que, no seu entendimento, não se trata de dano irreparável, já que a alegada lesão admite recomposição futura. A magistrada ainda aponta que para a concessão de tal medida deve haver o prévio contraditório da parte contrária.

A equipe jurídica do sindicato acompanha o caso já está preparando o recurso de agravo requerendo a reforma da decisão. O Sindilegis manterá os interessados atualizados sobre o ação.

Eleição Comissão Eleitoral 2020

Em votação histórica, filiados elegem Comissão Eleitoral

O grupo escolhido pela base será responsável por coordenar a eleição 2020 para a nova diretoria do sindicato

 

Em uma votação histórica, que contou com a participação de mais de 560 filiados em todo o Brasil, aconteceu nesta segunda-feira, 31/08, a eleição da Comissão Eleitoral do Sindilegis. O grupo vai coordenar a eleição 2020 para a diretoria da entidade. Os membros titulares eleitos para a Comissão são: Marcus Peixoto, do Senado Federal (541 votos); Suprecílio do Rêgo Barros Neto, da Câmara dos Deputados (397 votos); e Álvaro Pereira da Silva, do Tribunal de Contas da União (392 votos).

“O Sindilegis parabeniza os filiados que, apesar da pandemia, marcaram presença e participaram da eleição fazendo desta edição um marco, com uma das votações mais expressivas da história do sindicato”, destacou o presidente da entidade, Petrus Elesbão.

A votação foi realizada por meio do formato drive-thru respeitando o distanciamento social em razão da pandemia de coronavírus. O sindicato adotou todas as medidas de segurança e higienização para proteger os filiados, que registraram o voto por meio de cédulas.

Votação drive-thru no Rio Grande do Norte. Foto: Sindilegis

Conforme disposto no art. 52 do Estatuto, a Comissão Eleitoral deve ser composta por três filiados oriundos de órgãos distintos: um representante da Câmara, um do Senado e um do TCU.

Servidor aposentado da Câmara, Goya Oliveira elogiou o formato do pleito. “Eu quero dar os parabéns pela organização do sindicato em trazer esse modelo de votação. Eu gostei muito, foi tranquilo, fui bem orientado e foi um processo muito rápido. Neste momento de pandemia é essencial ter esses cuidados”, afirmou.

O estado do Ceará foi um dos destaques da eleição e registrou o maior número de votos fora de Brasília. Para o servidor do TCU, Tibério Loureiro, de Fortaleza, a participação no estado foi uma grata surpresa. “Muita gente compareceu, teve até engarrafamento. O número de pessoas que se dispôs a ir votar em meio à pandemia me surpreendeu. Este ano houve um envolvimento maior dos filiados. Isso é muito positivo”, opinou.

Delegados acompanham apuração. Foto: Sindilegis

Na avaliação da servidora aposentada do Senado, Cleide Oliveira Lemos, a alta adesão de filiados na votação é reflexo do trabalho do sindicato para defender os direitos dos servidores. “Há um trabalho muito bem feito desta gestão de proteção, de zelo pelos interesses da categoria. A segunda razão é o aumento dos ataques ao funcionalismo público, a vulnerabilização dos servidores em termos salariais, funcionais, e, até mesmo, a indefinição por conta da pandemia. Isso faz com que as pessoas estejam atentas e agrupadas para responder a essas ameaças”, ressaltou.

O pleito contou com a presença dos delegados, André Martins, Dario Fava Corsatto, Márcio Ribeiro da Costa e Wederson Osmar Moreira, que acompanharam todo o processo de apuração. O candidato Francisco Miguel também acompanhou a votação.

Confira a planilha com os detalhes da apuração.

justica

Sindilegis analisa decisão do STF sobre validação de tempo de serviço em atividades especiais para efeito de aposentadoria

Conforme decisão do STF, no processo RE 1.014.286, divulgado no último dia 28/08, o tribunal aponta ser constitucional a aplicação das regras do Regime Geral de Previdência Social aos servidores públicos, a fim de averbação do tempo de serviço em atividades especiais para fins de aposentadoria.

O Sindilegis informa que sua Assessoria Jurídica já está acompanhando a matéria para a adoção das medidas jurídicas cabíveis na defesa dos direitos e interesses de seus filiados. Contudo, é necessário aguardar a publicação do Acórdão para avaliar a modulação dos efeitos.

O Sindicato manterá a sua base atualizada sobre a questão.