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Sindilegis anuncia na terça as ações judiciais contra a reforma da Previdência

Alíquotas progressivas e regras de transição para servidores públicos são alvo do Sindicato

O Sindilegis anunciará, na próxima terça-feira (17), as ações que serão ajuizadas pelo Sindicato contra dispositivos da reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019). Na tarde de ontem (12), o presidente Petrus Elesbão e o vice-presidente Alison Souza se reuniram mais uma vez com o advogado Alexandre Gazineo para debater os últimos detalhes das teses jurídicas e a estratégia das ações.

De acordo com o presidente, os objetos principais das ações serão a regra de transição e as alíquotas, ordinária e extraordinária. Na próxima segunda-feira (16) a Diretoria do Sindicato se reunirá para deliberar sobre a matéria. Na terça será enviada uma nota técnica a todos os filiados com informações mais detalhadas.

“Trata-se de uma reforma constitucional e, por esta razão, as nossas ações precisam estar muito bem fundamentadas para que tenhamos sucesso. Temos nos reunido com advogados renomados desde a aprovação da PEC para traçar uma linha argumentativa robusta e que ataque os pontos que realmente interessam aos servidores”, afirmou Alison Souza.

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Assessorias Jurídicas de entidades definem linha de atuação para judicialização da PEC 06/19

Promulgada a nova Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103, de 12 de novembro de 2019), o Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) reuniu novamente, na tarde desta terça-feira (19), as assessorias jurídicas das suas 32 entidades afiliadas, sendo o Sindilegis uma delas.

Alíquotas progressivas e contribuição extraordinária, regras de transição, desconstitucionalização da Previdência, aposentadorias especiais e pensão por morte foram os temas apontados como os que mais preocupam os servidores públicos.

Para cada uma dessas temáticas foi criado um grupo de trabalho que vai analisar a melhor estratégia para judicialização. “Algumas entidades já interpuseram ADIs (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, temos que debater qual seria a melhor estratégia para judicialização e que possa nos dar uma maior chance de êxito. Nossa maior preocupação é com os efeitos mais imediatos que essa PEC deve gerar, como no caso das alíquotas progressivas, que podem consistir num prejuízo já a partir de março de 2020”, relatou Marcelino Rodrigues, secretário-geral do Fonacate e presidente da Anafe.

O próximo encontro do grupo, já para as proposições iniciais, será na primeira semana de dezembro.

Fonte: Assessoria Fonacate

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Reta final da reforma da Previdência: o que ainda pode mudar

Nesta semana decisiva da votação da PEC 06/2019, alguns senadores já protocolaram emendas de redação que atingem a aposentadoria dos servidores

22 de outubro: data prevista para que o Senado Federal inicie o segundo turno da votação da PEC 06/2019 (reforma da Previdência) e, até o fim da semana, deve concluir a votação sobre a proposta. Nesta fase final, as mudanças ainda podem ocorrer por meio de emendas supressivas e de redação.

Até o fechamento desta edição, cinco senadores já haviam protocolado 11 emendas para discussão no Plenário, que se referem, entre elas, à pensão por morte; às regras para agentes expostos nocivos à saúde; ao cálculo da média para aposentadoria de servidoras; ao dispositivo sobre o rompimento do vínculo em caso de aposentadoria concedida com tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, para explicitar que se trata do rompimento de vínculo ativo; a anulação de aposentadoria concedida sem tempo de contribuição.

Enquanto a Previdência estiver na pauta do Congresso Nacional, o Sindilegis continuará na luta para ajustar alguns equívocos da reforma, intensificando o diálogo com os senadores. Após a promulgação, os esforços serão concentrados na PEC paralela 133/2019.

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Relator da Previdência na CCJ acata apenas uma de 77 emendas de Plenário

Votação em plenário do primeiro turno deve começar em 24 de setembro. Sindilegis agora trabalhará com alguns partidos para preparar os destaques

O Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apresentou, no dia 19 de setembro, relatório favorável à apenas uma emenda – a de nº 540, que suprime dispositivo que modifica o conceito de integralidade para servidores que recebem parcelas variáveis em sua remuneração. Todas as outras 76 emendas apresentadas foram rejeitadas.

Desse total, o Sindilegis, Fonacate e demais entidades endossavam nove emendas – que tratavam principalmente sobre pensão por morte, transição e alíquotas –, de forma a tornar o texto mais justo para ser votado em plenário. “A partir da próxima semana, vamos trabalhar com alguns partidos para preparar os destaques de bancada e emendas de redação para a votação em primeiro turno”, afirmou o vice-presidente do Sindilegis, Alison Souza.

A votação em plenário está prevista para ocorrer na próxima terça-feira, dia 24 de setembro; caso seja aprovada, a proposta poderá ser votada em segundo turno no dia 10 de outubro.

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião deliberativa com 17 itens. Entre eles, a PEC 98/2019, que permite a divisão dos recursos arrecadados pela União nos leilões do pré-sal com estados e municípios.rrMesa: rvice-presidente da CCJ, senador Jorginho Mello (PL-SC);rpresidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS); rrelator da PEC 6/2019, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).rrBancada:rsenador Esperidião Amin (PP-SC) - em pronunciamento;rsenador Dário Berger (MDB-SC); rsenador Nelsinho Trad (PSD-MS); rsenadora Rose de Freitas (Podemos-ES); senador Paulo Paim (PT-RS); rsenador Antonio Anastasia (PSDB-MG); senador Cid Gomes (PDT-CE).rrFoto: Geraldo Magela/Agência Senado

Confira o que mudou com o novo relatório da Previdência proposto por Tasso Jereissati

Pensão por morte, aposentadoria por invalidez e reabertura do prazo de migração para Previdência complementar foram alguns pontos

O relator da reforma da Previdência (PEC 06/19) na Comissão de Constituição e Justiça, Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), fez a leitura, nesta quarta-feira (28), do seu parecer para apreciação e votação dos parlamentares. Dez mudanças, ao total, foram propostas: quatro por meio de supressão do texto e seis via PEC paralela.

As emendas supressivas, em que são retirados alguns trechos, foram modificadas no texto que a Câmara já aprovou e não necessitam de novo aval dos deputados, pois não mudam o mérito da proposta; já as emendas, que serão adicionadas como uma nova PEC, deverão passar por todo o trâmite habitual de uma emenda constitucional.

Apesar das mudanças, a proposta poderá sofrer ainda mais modificações. Isso porque os senadores já enviaram até agora 318 emendas parlamentares – o Sindilegis, em parceria com o Fonacate e a Frentas, endossa sete delas, que tratam, entre outros temas, do cálculo de benefício, pensão por morte e regra de transição. Uma das emendas apresentadas pelo Fonacate/Sindilegis, inclusive, era o pedido de reabertura do prazo para migração para a Funpresp – o relator esteve de acordo e inseriu a mudança no texto.

Confira o que mudará:

Pontos alterados via supressão

Benefício de Prestação Continuada: exclui trecho que colocava na Constituição o critério previsto em lei para recebimento do BPC: renda per capita de ¼ do salário mínimo.

Aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos: exclui a elevação dos pontos (soma de idade mínima e tempo de contribuição) necessários em regra de transição para esse grupo.

Cobranças de alíquotas: prevê contribuições para custeio de regime próprio de Previdência social cobradas dos servidores ativos, aposentados e pensionistas que poderão ter alíquotas progressivas – tanto da União quanto dos estados e municípios. Permite contribuição dos aposentados e pensionistas sobre o valor dos benefícios que superem o salário mínimo quando houver déficit atuarial.

Aposentadorias e pensões acima do teto: as contribuições incidirão sobre aposentadorias e pensões que superem o teto do Regime Geral, hoje em R$ 5.839,45.

Pontos discutidos via PEC Paralela

Estados e municípios: permite que Estados, Distrito Federal e municípios adotem integralmente as regras do regime próprio de Previdência dos servidores da União, mediante aprovação de lei ordinária de iniciativa do respectivo Poder Executivo.

Pensão por morte: garante 1 salário mínimo de renda formal para todos os pensionistas. Dobra a cota, para 20%, na pensão por morte, para os dependentes de até 18 anos de idade.

Tempo de contribuição para homens: reduz para 15 anos tempo de contribuição mínimo para homens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho (no texto aprovado pela Câmara, isso só vale para quem já está no mercado).

Aposentadoria por invalidez: estabelece acréscimo de 10% na aposentadoria por incapacidade em caso de acidente.

Previdência complementar: reabre prazo para opção pelo regime de Previdência complementar dos servidores federais.

Entidades filantrópicas: estabelece a revisão das renúncias para as entidades filantrópicas que oferecem pouca contrapartida à sociedade, especialmente no setor de educação, excluindo entidades de assistência e Santas Casas.

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Pleitos de servidores leva relator da reforma da Previdência a adiar entrega do parecer

Senador Tasso Jereissati afirmou que se sensibilizou com algumas questões apresentadas durante audiências na CCJ

O relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ), Tasso Jereissati (PSDB-CE), anunciou que irá adiar a entrega do relatório da proposta, que estava prevista para esta sexta-feira (23). O relator se disse sensibilizado com o pleito de algumas categorias de servidores públicos e admitiu que poderá fazer algumas correções no texto que foi aprovado pela Câmara.

O Sindilegis, juntamente com outras entidades parceiras, o Fonacate e a Frentas entre eles, vem atuando ativamente no Senado para garantir as alterações necessárias no texto da PEC 6/2019. Questões como regra de transição (incluindo a situação daqueles que ingressaram em 2004), aumento de alíquotas e pensão por morte estão no foco do Sindicato.

Para o presidente da entidade, Petrus Elesbão, o anúncio é um sinal positivo de que a Casa não será uma mera Mesa carimbadora, mas avaliará com cautela os diversos cenários e situações: “Nosso receio maior é que o Senado Federal fosse apenas validar o texto da proposta aprovado na Câmara, com todas as barbaridades contidas. Essa postura demonstra que a Casa está atenta ao que ocorre nas diversas categorias e será coerente na condução da proposta”, pontuou Elesbão.

A diretoria do Sindilegis, representado pelo Fonacate, já se reuniu com a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB/MS), e com o relator Tasso Jereissati.

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública interativa para instruir a PEC 6/2019 que modifica o sistema de previdência social, estabelece regras de transição e disposições transitórias, e dá outras providências. rrMesa:rpresidente do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) e secretário de Fazenda do Piauí, Rafael Tajra Fonteles;rcoordenador da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), Ângelo Fabiano Farias da Costa;rsecretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho;rpresidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS); rrelator da PEC 6/2019, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE);rex-ministro da Fazenda e professor da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Henrique Barbosa Filho;rpresidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme Martins de Oliveira Neto.rrBancada:rsenador Rodrigo Cunha (PSDB-AL); rsenador Major Olimpio (PSL-SP); rsenador Eduardo Braga (MDB-AM); rsenador Jorge Kajuru (Patriota-GO); rsenador Izalci (PSDB-DF); rsenador Marcelo Castro (MDB-PI); rsenador Esperidião Amin (PP-SC); rsenador Paulo Rocha (PT-PA); rsenador Paulo Paim (PT-RS); rsenador Rogério Carvalho Santos (PT-SE); senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); senador Humberto Costa (PT-PE).rrFoto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Esforço concentrado no Senado para mudar a reforma da Previdência

Sindilegis tem participado de todas as reuniões e audiências para traçar estratégias para alterar a PEC 06/19 no Senado

O Sindilegis mantém a agenda de acompanhar os debates no Senado Federal sobre a reforma da Previdência (PEC 6/2019). Na terça-feira (20), duas audiências ocorreram simultaneamente pela manhã: na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o tema girou em torno da “Previdência e Trabalho”, com foco nas aposentadorias especiais e pensão por morte. Já a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) iniciou as audiências públicas sobre a aposentadoria dos brasileiros com representantes do Governo, da sociedade civil e com dirigentes sindicais.

Na CDH

Coordenando os trabalhos, a Senadora Zenaide Maia (PROS/RN) declarou que “está comprovado que a Seguridade Social no Brasil é superavitária e a PEC ‪6/2019 é um desmonte brutal do sistema”. Disse ainda que “outro agravante é que o país deixou de receber R$ 620 bilhões dos grandes devedores da Receita Federal”.

Já Adriana Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), apresentou o retrocesso que a atual proposta representa para milhões de trabalhadores que, por justiça, fazem jus à concessão de aposentadoria especial. “É muito grave que a PEC 6  desconstitucionalize o Art. 201, que dispõe a regulamentação da aposentadoria especial mediante edição de Lei Complementar, além de não fazer distinção de gênero para sua concessão”, criticou.

Na CCJ

Presidida pela Senadora Simone Tebet (MDB-MS), a audiência contou com o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. “Espero que seja cumprido o cronograma divulgado

pelo colegiado, de cerca de 60 dias de tramitação na Casa”, apontou. Ainda de acordo com Marinho, as eventuais mudanças que virão no texto deverão vir por meio de uma PEC paralela.

Tebet explicou que o relator da matéria, Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), pode apresentar seu parecer ainda na sexta-feira (23), para que receba sugestões de modificações até o dia em que efetivamente fará a leitura do texto, em 28 de agosto.

O Sindilegis esteve presente em ambas as reuniões. O presidente do Sindicato Petrus Elesbão relembrou a reunião das entidades com a presidente da Comissão: “Agora, vamos trabalhar com emendas para buscar um texto mais justo. É imprescindível fazer algumas mudanças para suavizar o impacto do texto, entre elas, as regras de transição para aqueles com direito próximo de se aposentar e a manutenção de 80% da média dos maiores salários para os servidores que entraram entre 2004 e 2013”.

Ao longo desta semana, estão marcadas novas audiências na CCJ.

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Audiências públicas sobre a reforma da Previdência dominam a semana da CCJ

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) dedicará quase toda a semana a audiências públicas com estudiosos, representantes setoriais e autoridades para discutir a reforma da Previdência Social (PEC 6/2019). Serão seis eventos ao longo de três dias, reunindo 46 convidados e atendendo a pedidos de oito senadores.

As audiências precederão a apresentação do relatório preliminar do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que está prevista para a sexta-feira (23).

Terça-feira (20)
Na terça-feira (20), a partir das 9h, a comissão recebe o secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho; o presidente do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Rafael Fonteles; e o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa.

Nesta audiência comparecerão também representantes de juízes e procuradores:

Jayme de Oliveira, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB);
Ângelo da Costa, da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas);
Emerson Garcia, promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ);
Rudinei Marques, do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate)
Os autores desses convites foram os senadores Leila Barros (PSB-DF), Paulo Paim (PT-RS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

No mesmo dia, às 14h, comparecerá o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, além de representantes de órgãos de segurança pública:

André Gutierrez, da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol);
Carlos Eduardo Benito Jorge, da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol);
Deolindo Carniel, da Federação Nacional dos Policias Rodoviários Federais (FENAPRF);
Fernando Anunciação, da Federação Nacional Sindical dos Servidores Penitenciários (Fenaspen);
Leonel Lucas Lima, da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares (ANERMB);
Marlon Jorge Teza, da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares (Feneme);
Oséias da Silva, da Conferência Nacional das Guardas Municipais do Brasil (CONGM);
Leandro Cerqueira Lima, da Associação Brasileira de Criminalística (ABC)
Os convites foram feitos pelo senador Major Olimpio (PSL-SP).

Quarta-feira (21)
Na quarta-feira (21), às 8h, comparecerá o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social Miguel Rossetto, e o assessor jurídico e legislativo da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Paulo Penteado Teixeira Júnior. A mesa da manhã terá acadêmicos e estudiosos:

Guilherme Mello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);
Marcio Pochmann, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);
Denise Gentil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
Clemente Ganz Lúcio, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese);
Diego Cherulli, do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP)
Também foram convidadas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que ainda não nomearam representantes.

Já na tarde da quarta-feira, às 14h, a comissão receberá José Pinto da Mota Filho, da Sociedade Brasileira de Previdência Social (SBPS), e Rosângela Cordeiro, do Movimento Nacional de Mulheres Camponesas (MMC), além de nomes do setor público:

Luciana Jaccoud, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea);
Thais Riedel Zuba, da Diretoria de Previdênica do Servidor Público do IBDP;
José Celso Pereira Cardoso Júnior, da Associação dos Funcionários do Ipea;
Décio Lopes, da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip);
Carlos Fernando da Silva Filho, do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait);
Luiz Alberto dos Santos, consultor legislativo do Senado
Também foi convidada a Intersindical — Central da Classe Trabalhadora, que ainda não nomeou representante.

Os senadores Humberto Costa (PT-PE), Paulo Paim (PT-RS) e Rogério Carvalho (PT-SE) foram os autores dos convites do dia.

Quinta-feira (22)
Na quinta-feira (22), às 9h, a comissão volta a receber o secretário Rogério Marinho. Juntam-se a ele o empresário Eduardo Moreira e o economista Ricardo Paes de Barros. Ao lado deles estarão representantes setoriais:

Mauro Silva, da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco);
Ângelo Fabiano Farias da Costa, da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT);
Heleno Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE);
Genoir José dos Santos, da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Indústria de Extração do Carvão do Sul;
Djonatan Elias, do Sindicato dos Mineiros de Criciúma e Regiões de Santa Catarina
Os nomes da manhã foram convidados pelos senadores Leila Barros (PSB-DF), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Finalizando as audiências da semana, a partir das 14h de quinta-feira, a comissão terá o economista Paulo Rabello de Castro, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Mauro Hauschild e outros representantes de entidades:

Felipe Santa Cruz, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
Adriane Bramante de Castro Ladenthin, do IBDP;
Luís Antônio Boudens, da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef);
Kleber Cabral, do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco)
Esses participantes foram convidados pelos senadores Major Olimpio (PSL-SP), Leila Barros (PSB-DF), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Fonte: Agência Senado

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Destaques são rejeitados no segundo turno e reforma da Previdência vai para o Senado

Estratégia do Sindilegis e das entidades agora é mostrar aos senadores o quanto a proposta é cruel com a sociedade e servidores

Após mais de 6 horas de votação, a Câmara dos Deputados rejeitou os oito destaques apresentados ao texto da PEC 6/19 (reforma da Previdência), nesta quarta-feira (7), e garantiu aprovação do texto com o mesmo teor do primeiro turno na rodada final na Câmara. A proposta, agora, segue para ser avaliada pelo Senado Federal.

Durante a votação, o Sindilegis e as entidades percorreram os corredores da Casa e abordaram líderes e deputados, com o objetivo de obter votos favoráveis a pelo menos três destaques. A diretora Magda Helena, que “acampou” no Salão Verde para garantir o diálogo, afirmou que a população ainda não compreendeu o impacto negativo da reforma, caso seja aprovada. “Vamos comprovadamente trabalhar mais e receber menos”, apontou.

Entre os destaques apreciados, o do partido NOVO se mostrou uma verdadeira ameaça aos trabalhadores, momento em que o Sindilegis e entidades envidaram todos os esforços para que os parlamentares o derrubassem. Ele propunha o fim da opção de transição com pedágio de 100%. “Foi um golpe duro nos trabalhadores. Ao invés de focarmos em nossos próprios destaques, que visavam uma proposta justa, tivemos que correr atrás de parlamentares para não deixarem o texto ainda pior. Felizmente o destaque não foi aprovado”, afirmou o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão.

O foco agora é que os pontos considerados ainda polêmicos para o Sindilegis, o Fonacate e a Frentas (entre eles, as alíquotas progressivas, a regra de transição, pensão por morte e acúmulo de benefícios e a base de cálculo para quem ingressou no serviço público entre 2004 e 2013) possam ser transformados em emendas, de maneira a alterar o texto no Senado.

O primeiro passo da PEC é ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ), cuja presidente, Senadora Simone Tebet (MDB-MS), já foi visitada pelas entidades para garantirem diálogo e debate acerca do tema. A presidente foi positiva em relação ao pedido.

Na sequência, após apreciação na CCJ, a matéria irá ao plenário do Senado, onde também precisa ser aprovado em dois turnos, com 49 votos em cada, ou seja, 3/5 dos senadores. Se o Senado aprovar o texto da Câmara sem mudanças, ele é promulgado pelo Congresso e se torna uma emenda à Constituição.

Caso apenas uma parte seja aprovada pelo Senado, ela será promulgada, e o que foi mudado volta para a Câmara para ser analisado. O Senado pode, ainda, aprovar um texto diferente. Se isso acontecer, ele volta para a Câmara.

Saiba quais foram os destaques analisados pelos parlamentares:

CONTRIBUIÇÕES ABAIXO DO PISO: O PT propôs retirar o dispositivo que desconsidera, para contagem do tempo de contribuição para a Previdência, contribuições abaixo do piso mínimo de cada categoria.

PENSÃO POR MORTE: O PCdoB propôs retirar do texto o dispositivo que prevê que a pensão por morte terá o valor de um salário mínimo quando for a única fonte de renda formal obtida pelo dependente.

BPC: O PT buscou retirar o trecho que insere na Constituição a previsão de que somente idosos e pessoas com deficiência em famílias com renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo terão direito ao Benefício de Prestação Continuada (BCP). Esse requisito já existe em lei e pode ser modificado por projeto. Se for inserido na Constituição, será necessária uma PEC para modificá-lo.

TRANSIÇÃO 1: O Novo propôs retirar uma das modalidades de transição para quem já está no mercado de trabalho. A regra questionada pelo partido vale para servidores públicos e para trabalhadores da iniciativa privada e estabelece idade mínima de 57 anos para mulheres e para homens; além de tempo de contribuição de 30 anos para mulheres e de 35 anos para homens. Nesta modalidade, o pedágio é de 100%.

TRANSIÇÃO 2: O PDT também propôs mexer na regra de transição válida para trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público. A intenção do partido é retirar o pedágio de 100% a ser pago pelos trabalhadores que pretendem se aposentar aos 57 (mulheres) / 60 (homens), com 30 anos de contribuição (mulheres) / 35 anos de contribuição (homens).

SERVIDORES PÚBLICOS: O PSB buscou alterar as regras para a aposentadoria dos servidores públicos que, durante a atividade profissional, ficaram expostos a agentes químicos e biológicos prejudiciais à saúde.

ABONO SALARIAL: O PSOL buscou realizar mudanças nas regras do abono salarial previstas no texto. O partido quer retirar o ponto que estabelece que empregados de baixa renda (que ganham até R$ 1.364,43) cujas empresas contribuíram para o PIS/Pasep têm direito ao “pagamento anual de abono salarial em valor de até um salário mínimo”. A intenção é manter a redação atual da Constituição, que prevê o pagamento do benefício para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO: O PT propôs retirar do texto a regra de cálculo do valor do benefício de 60% da média aritmética com acréscimo de 2% do tempo de contribuição que exceder o período de 20 anos de contribuição, para aposentados pelos regime geral e próprio de Previdência. Com isso, mantém a regra atual de cálculo, que considera a média de 80% dos maiores salários.

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Presidente da CCJ do Senado promete diálogo sobre reforma da Previdência

Encontro entre senadora Simone Tebet (MDB/MS) com as entidades – o Sindilegis entre elas – serviu para que dirigentes pudessem apontar pontos polêmicos da PEC 06/19

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Senadora Simone Tebet (MDB/MS) recebeu, nesta terça-feira (6), representantes de diversas entidades, entre elas o Sindilegis. O motivo da reunião foi devido à estratégia iniciada pelas entidades com o objetivo de se buscar uma reforma da Previdência mais justa no Senado.

A presidente afirmou que irá ampliar o debate sobre a PEC 06/19 e, de antemão, pediu que as carreiras apresentassem números e impactos financeiros e econômicos para convencer os parlamentares a mudarem o texto.

Na ocasião, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, entregou um documento formulado pelo Fonacate, Frentas e o próprio Sindicato com os sete destaques supressivos que pretendem apresentar na votação em segundo turno da reforma, ainda na Câmara dos Deputados. “Ainda existem muitas maldades nesta reforma, entre elas, as regras de transição e cálculo do benefício para os servidores que ingressaram entre 2004 e 2013 e para quem entrou antes de 2003. Temos que corrigir isso”, avaliou Elesbão. 

Entre os destaques, as entidades solicitam o fim do pedágio de 100% para a regra de transição e que a base de cálculo seja os 80% maiores salários, e não a média de 100%, que reduziria demais a renda familiar.

 

Câmara aprova texto em segundo turno

Na madrugada desta quarta-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da reforma da Previdência. O placar foi de 370 votos a favor, 124 contra e 1 abstenção. O projeto ainda pode ser modificado, porque falta a Câmara votar os destaques, pedidos para votar separadamente uma emenda ou parte do texto. Eles precisam ter, também, 308 votos para conseguir mudar a proposta.

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Frente Parlamentar da Previdência retoma os trabalhos e define destaques supressivos para 2º turno da PEC 6

Durante o encontro, os participantes enumeraram os pontos mais críticos da reforma da Previdência que precisam ser amenizados

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social – do qual o Sindilegis é signatário – retomou, nesta terça-feira (6), os debates sobre a PEC 6/2019, que trata da reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados. Com a presença de dezenas entidades de classes, os trabalhos tiveram como foco a definição dos principais pontos críticos da proposta, para que possam ser elaborados destaques supressivos.

A diretora parlamentar do Sindilegis, Magda Helena, ressaltou que será criado um  cenário adverso para os trabalhadores com a aprovação da reforma da Previdência da forma como está. “O governo, com essa reforma, obriga os trabalhadores – tanto da iniciativa privada quanto do serviço público – a ficar mais tempo no serviço e isso acaba por reduzir as oportunidades para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho”, lamentou.

A reunião foi aberta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que destacou a urgência em orientar e mobilizar os parlamentares para apresentação de destaques supressivos.

“Essa semana é um período muito curto e, portanto, requer que se leve aos parlamentares os pontos polêmicos, como a tal regra de transição que é muito penosa para o cidadão brasileiro”, salientou. Paim ainda pediu apoio dos presentes para desmistificar a ideia de que o Senado é uma mera ‘casa carimbadora’ no que diz respeito à reforma da Previdência.

Ao final do encontro, a Frente Parlamentar enumerou os tópicos e temas principais que necessitam de apoio dos parlamentares para apresentação e aprovação dos destaques supressivos:

 Alíquotas progressivas: destaque supressivo dos incisos V, VI, VII e VIII do parágrafo 1º do art. 11 do Substitutivo do relator, para admitir a progressividade da contribuição previdenciária ordinária até o limite de 14%;

 Alíquotas progressivas: destaque supressivo do parágrafo 1º-A, do art. 149, na redação proposta pelo art. 1° do Substitutivo do relator, para eliminar a incidência de alíquota sobre proventos de aposentadoria e pensões;

 Alíquota extraordinária: destaque supressivo dos parágrafos 1º-B e 10-C do art. 149, na redação proposta pelo art. 1º do Substitutivo do relator, para eliminar o caráter confiscatório das alíquotas extraordinárias da contribuição previdenciária.

 Transição: destaque supressivo do inciso IV do art. 20 do Substitutivo do relator, com objetivo de suprimir o pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição restante na regra de transição aplicável ao RGPS e RPPS.

 Base de cálculo: destaque supressivo do art. 26 do Substitutivo do relator, para manter a base de cálculo em cima das 80% maiores remunerações.

 Pensão por morte: destaque supressivo do art. 24 do Substitutivo do relator, que visa suprimir as alterações sobre a forma de cálculo da pensão por morte.

Extinção do RPPS: destaque supressivo do parágrafo 22 do art. 40, na redação proposta pelo art. 1º do Substitutivo do relator, que visa extinguir o RPPS mediante lei complementar, com consequente migração para o RGPS.